quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CULTURA, RAZÃO E VERDADE EM BENTO XVI



Papa em Portugal

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Cultura, universidade, razão e verdade em Bento XVI

(...) Se é verdade que há quem considere que as questões apresentadas pela religião, pela fé e pela ética não têm lugar no âmbito da razão pública, esta visão não é minimamente evidente. 

A liberdade que está na base da prática da razão — tanto na universidade como na Igreja — tem uma finalidade determinada: destina-se à investigação da verdade, e como tal exprime uma dimensão própria do Cristianismo, que não ocasionalmente levou ao nascimento da universidade.

Na realidade,
a sede de conhecimento do homem 
estimula cada geração a ampliar o conceito de razão 
e beber nas fontes da fé. (...)

A autonomia própria de uma universidade, aliás, de qualquer instituição escolar, encontra significado na capacidade de se tornar responsável perante a verdade. Não obstante, aquela autonomia pode ser danificada de diversas formas. A grande tradição formativa, aberta ao transcendente, que está na origem das universidades em toda a Europa, foi sistematicamente subvertida, aqui nesta terra [República Checa] e noutras partes, pela ideologia redutiva do materialismo, pela repressão da religião e pela opressão do espírito humano.

Contudo, em 1989 o mundo foi testemunha de modo dramático da derrocada de uma ideologia totalitária falhada e do triunfo do espírito humano.
O anseio pela liberdade e pela verdade é parte inalienável da nossa comum humanidade. Ele nunca pode ser eliminado e, como demonstrou a história, só pode ser negado pondo em perigo a própria humanidade.

É a este anseio que procuram responder a fé religiosa, as várias artes, a filosofia, a teologia e as outras disciplinas científicas, cada uma com o próprio método, quer a nível de uma reflexão atenta, quer a nível de uma boa prática.

Ilustres Reitores e Professores, juntamente com a vossa pesquisa há um ulterior aspecto essencial da missão da universidade na qual estais comprometidos, ou seja, a responsabilidade de iluminar as mentes e os corações dos jovens de hoje. Este grave aspecto não é certamente novo. Desde os tempos de Platão, a educação não consiste no mero acúmulo de conhecimentos ou de habilidades, mas numa paideia, uma formação humana nas riquezas de uma tradição intelectual finalizada a uma vida virtuosa. 
 
Se é verdade que as grandes universidades, que na Idade Média nasciam em toda a Europa, tendiam com confiança para o ideal da síntese de todos os saberes, isto estava sempre ao serviço de uma autêntica humanitas, ou seja, de uma perfeição do indivíduo no interior da unidade de uma sociedade bem ordenada. 

Deve ser assim também hoje: quando a compreensão da plenitude e unidade da verdade é despertada nos jovens, eles sentem o prazer de descobrir que a pergunta sobre o que eles podem conhecer lhes abre o horizonte da grande aventura sobre como devem ser e sobre o que devem realizar.

Há que ser reconquistada a ideia de uma formação integral, baseada sobre a unidade do conhecimento radicado na verdade. Isto pode contrastar a tendência, tão evidente na sociedade contemporânea, para uma fragmentação do saber.

Com o crescimento maciço da informação e da tecnologia nasce a tentação de separar a razão da busca da verdade. Mas a razão, quando é separada da orientação humana fundamental para a verdade, começa a perder a própria direcção.
 
Ela acaba por se tornar insensível sob a aparência de modéstia, quando se contenta com o que é puramente parcial ou provisório, ou sob a aparência de certeza, quando impõe a capitulação às exigências de quantos dão de maneira indiscriminada igual valor praticamente a tudo. O relativismo que deriva disto gera um disfarce, por detrás do qual podem esconder-se novas ameaças à autonomia das instituições académicas.

Se por um lado passou a época da ingerência derivante do totalitarismo político, por outro, não é porventura verdade que com frequência hoje no mundo a prática da razão e a pesquisa académica são obrigadas — de modo subtil e por vezes nem tanto subtil — a resignar-se às pressões de grupos de interesses ideológicos e à ilusão de objectivos utilitaristas a curto prazo ou apenas pragmáticos? 

Que poderia acontecer se a nossa cultura se tivesse que construir a si mesma unicamente sobre argumentos que estão na moda, com escassa referência a uma tradição intelectual histórica genuína ou sobre as convicções que são promovidas com muito ruído e fortemente financiadas?

O que poderia acontecer se,
na ansiedade por manter uma secularização radical,
acabasse por se separar das raízes 
que lhe dão vida? 
As nossas sociedades não se tornarão mais razoáveis ou tolerantes ou maleáveis, mas ao contrário, serão mais frágeis e menos inclusivas, e terão cada vez mais dificuldade em reconhecer o que é verdadeiro, nobre e bom.

Queridos amigos, desejo encorajar-vos em tudo o que fazeis para ir ao encontro do idealismo e da generosidade dos jovens de hoje, não só com programas de estudo que os ajudem a distinguir-se, mas também mediante a experiência de ideais partilhados e de ajuda recíproca no grande empreendimento do aprendizado. 

As habilidades de análise e as que são exigidas para formular uma hipótese científica, juntas com a arte prudente do discernimento, oferecem um antídoto eficaz às atitudes de fechamento em si, de indiferença e até de alienação que por vezes se encontram nas nossas sociedades do bem-estar e que podem atingir sobretudo os jovens.

Neste contexto de uma visão eminentemente humanista da missão da universidade, gostaria de mencionar brevemente a superação daquela ruptura entre ciência e religião que foi uma preocupação central do meu predecessor, o Papa João Paulo II.

Ele, como sabeis, promoveu uma compreensão mais plena da relação entre fé e razão, entendidas como as duas asas com as quais o espírito humano é elevado à contemplação da verdade (cf. Fides et ratio, Prefácio). Uma apoia a outra e cada uma tem o seu próprio âmbito de acção (cf. ibid., 17), não obstante ainda existam os que gostariam de separar uma da outra.

Quantos propõem esta exclusão positivista do divino da universalidade da razão, não só negam aquela que é uma das mais profundas convicções dos crentes: eles acabam por contrastar precisamente o diálogo das culturas que eles mesmos propõem. 

Uma compreensão da razão surda ao divino, que relega as religiões para o reino das subculturas, é incapaz de entrar no diálogo das culturas do qual o nosso mundo tem urgente necessidade. 

No final, a "fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade" (Caritas in veritate, 9). Esta confiança na capacidade humana de procurar a verdade, de encontrar a verdade e de viver segundo a verdade levou à fundação das grandes universidades europeias. Certamente, nós devemos reafirmar isto hoje para infundir no mundo intelectual a coragem necessária para o desenvolvimento de um futuro de autêntico bem-estar, um futuro verdadeiramente digno do homem. (...)

Bento XVI
Excertos do discurso do Papa no encontro com o mundo académico, Praga, 27.9.2009
© SNPC | 05.05.10


Foto
Bento XVI saúda os peregrinos 
na Audiência Geral de 5.5.2010, Roma


Citação  Citação  Citação

Ligações e contactos

no encontro com o mundo académico,
em Praga (27.9.2009)
sobre as relações entre fé e razão
sobre o desenvolvimento humano integral
na caridade e na verdade


Artigos relacionados
para o escutar são os fundamentos da cultura


Li
Fonte:
Pastoral da Cultura PT
Excertos do discurso do Papa no encontro com o mundo académico, Praga, 27.9.2009
© SNPC | 05.05.10
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.














quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DNA - À LUZ DO ESPÍRITO




DNA

Ácidos desoxirribonucléico  e  ribonucléico. (D.N.A. na terminologia anglo-saxônica)
 
        A margem de cada imagem abaixo é 10 vezes menor do que a margem da imagem anterior. E o quadrado preto visto dentro de cada foto engloba a área ampliada na foto seguinte.  
ão  10 centímetro 
1 centímetro   1 milímetro  
100 mícrons  


Célula do Glóbulo
Branco-10 mícrons
 
1 mícron  


100 nanômetros
10 nanômetros
DNA 
blocos cromossomiais
(Ver: Bióforos)

        A vida parece ter se originado nos oceanos há 4 bilhões de anos. Há 3,5 bilhões de anos, a altamente elaborada molécula DNA surgiu. O DNA é a base de toda a vida_na_Terra. Ele tem uma estrutura de dupla hélice, descoberta em 1953. 

Nos primeiros dois bilhões de anos, aproximadamente, a taxa de aumento de complexidade deve ter sido da ordem de uma unidade de informação a cada cem anos. A taxa de aumento da complexidade do DNA aumentou gradualmente para cerca de uma unidade por ano nos últimos milhões de anos. Até que, cerca de seis ou oito mil anos atrás, um novo e maior progresso ocorreu: nós desenvolvemos a língua escrita. Com isso, informações puderam ser passadas de uma geração a outra sem precisar esperar que o tão lento processo de mutações aleatórias e seleção natural as codificasse na seqüência de DNA. 

O grau de complexidade aumentou tremendamente. A atual taxa de atualização do DNA humano pela evolução biológica é de cerca de uma unidade por ano. As novas informações geradas, atualmente, através de livros é estimada em 100 mil vezes mais rápido do que a evolução biológica.  Não houve mudança significativa no DNA humano nos últimos dez mil anos, mas é provável que sejamos capazes de recriá-lo totalmente nos próximos mil anos. 

Os seres humanos também precisam aumentar sua complexidade para que os sistemas biológicos se mantenham à frente dos eletrônicos. Atualmente, nossos computadores continuam sendo superados em potência computacional pelo ‘cérebro’ de uma simples minhoca.  






               
Podemos considerar um gene, de um modo simplificado, como a região do cromossoma que contém o código para produzir uma substância específica que a célula, e portanto o organismo, precisam para viver.
 
 
Estrutura do DNA e RNA
  • Purina - Adenina e Guanina
  • Pirimidinas - Citosina, Timina, Uracil


        
O dogma central. Também chamado de supremacia do DNA, define o fluxo de informações nos organismos biológicos. O fluxo segue em uma única direção, do DNA para o RNA e depois para a proteína. 
  • O DNA representa a memória de longo prazo da célula, que é passada de geração em geração. 
  • O RNA, uma cópia mais instável da molécula de DNA, é a memória ativa utilizada pela célula como modelo físico para a síntese das proteínas. 
  • As proteínas são os tijolos moleculares que compõem a estrutura e o comportamento das células. 
        O DNA é considerado a “fonte” que controla as características das proteínas das células, daí o conceito de supremacia, ou seja, de que ele é a “causa primária” de todo o processo.

[98 - página 77] - Bruce Lipton
       
Em 1869, o bioquímico suíço Friedtich Mieschner aventou pela primeira vez que todos os núcleos celulares provavelmente possuíram uma química específica. Em anos subseqüentes, ele descobriu várias substâncias do núcleo, as quais separou em proteínas e moléculas ácidas – daí o termo “ácidos nucléicos”.
        Um químico natural da Rússia, Phoebus A. T. Levene, também foi um pioneiro no estudo de ácidos nucléicos. Em 1909, Levene identificou corretamente a ribose como açúcar de um dos dois tipos de ácido nucléico, o ácido ribonucléico, e certos componentes do outro ácido nucléico, o ácido desoxirribonucléico. Ele e muitos de seus colegas estavam convencidos de que, com ácidos nucléicos e proteínas no núcleo, as complexas e abundantes moléculas de proteínas armazenavam todas as informações genéticas nos cromossomos. 

A teoria do Levene sobre o propósito do DNA – meramente manter unidas as moléculas de proteína – revelou-se incorreta.
        O trabalho que levou à correção dessa suposição equivocada teve início em 1928 com o bacteriologista inglês Fredrick Griffith.
        Outro bacteriologista, Oswald T. Avery, juntamente com seus colegas, percebeu a importância do trabalho de Griffith e passou dez anos tentando identificar o agente que era a essência da transformação genética na bactéria. Finalmente, em 1944 Avery e seus colaboradores publicaram os resultados de suas extensas pesquisas, os quais mostraram claramente que era DNA, e não a proteína ou RNA, que permitia o transporte das informações hereditárias. Esse trabalho inaugurou a ciência da genética molecular.
        Bioquímico natural da Áustria Erwin Chargaff determinou as proporções dos quatro compostos presentes no DNA: 
  • adenina (A), 
  • citosina (C), 
  • guanina (G) 
  • e timina (T). 
        Em 1950, ele determinou as quantidades proporcionais exatas das bases de DNA em cada molécula: guanina citosina e adenina igual a timina. Portanto, a quantidade de guanina e adenina combinadas é igual à citosina e timina combinadas...
     
        
Conforme evolução cronológica verificada no texto acima e de acordo com o que tem sido informado pelos Espíritos, podemos constatar que Eles_não_nos_antecipam_as_informações sem que estejamos aptos para compreendê-las. Mas, nos inspiram e nos auxiliam através da intuição para o nosso desenvolvimento. E, somente após o nosso avanço, o nosso progresso, é que ratificam com informações claras, conforme podemos observar em:  
       
A melhor compreensão da relação entre genes e proteínas veio com o esclarecimento da natureza química do gene.
  • Em meados da década de 1940, os trabalhos da equipe de Oswald T. Avery (1877-1955) forneceram a primeiras evidências de que os genes são constituídos pelo ácido desoxirribonucléico (DNA). 
  • Em 1953 o norte-americano James Watson (n. 1928) e o inglês Francis Crick (n. 1916) desvendaram a estrutura da molécula de DNA.
J. M. Amabis* e G. R. Martho
  • Com os trabalhos de Sutton, no início do século XX, e de Morgan, na década de 1910, os genes foram fisicamente localizados: eles estão nos cromossomos das células.
  • A decifração do código genético, na década de 1960, trouxe novas e instigantes questões:
    •  "Toda seqüência de DNA é um gene? 
    • Qual é o papel do DNA que não codifica proteínas? 
    • Na molécula de DNA, onde começa e onde termina um gene?"
        ... A ação básica de todo gene consiste em transferir sua informação codificada para moléculas de RNA. Esse processo é denominado transcrição gênica.
        Os principais tipos de RNA são ... 
  • o ribossômico (RNAr), 
  • o transportador (RNAt) 
  • e o mensageiro (RNAm). 
        Os três atuam conjuntamente na síntese das proteínas celulares. 
  • O RNAr forma os ribossomos, sobre os quais ocorre a síntese de proteínas; 
  • o RNAt é o responsável pela captura e transporte dos aminoácidos ao ribossomo; 
  • o RNAm determina qual é a seqüência de aminoácidos (estrutura primária) da proteína formada. A informação que o DNA transcreve para o RNAm, portanto, traduz-se em uma proteína. Por isso, a sintese dessa substância é chamada tradução gênica.
J. M. Amabis* e G. R. Martho
       
No processo de materialização, o médium, polarizando as energias do plano_espiritual, funciona como entidade maternal, de cujas possibilidades criativas os Espíritos materializados totalmente, ou não, retiram os recursos imprescindíveis às suas manifestações, sendo, a prazo curtíssimo enquanto dura a materialização -, autênticos filhos do médium. 
        Isso dá a entender que nas forças geradoras extravasadas do médium e dos cooperadores da esfera espiritual poderemos surpreender igualmente os princípios fundamentais da genética humana, em figurações que a ciência terrena ainda não conhece...

[28a - página 272] - André Luiz - 1954
       
O DNA mitocondrial está envolvido nos processos de respiração celular. Inúmeras doenças são causadas por defeitos genéticos e adquiridos por mutações em sua estrutura.
        Doenças como: 
  • fibromialgia, 
  • diabetes, 
  • neurastenia, 
  • obstipação crônica 
  • e outras têm sido imputadas a alterações do DNA mitocondrial.
No dia 25 de abril de 1953 James Watson e Francis Crick publicaram seus estudos a respeito da estrutura molecular do DNA, e no ano de 2003 o Projeto Genoma_Humano completou o seqüenciamento do DNA humano.

 

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