quinta-feira, 6 de março de 2014

O DESASTRE DE CHERNOBYL Dublado


O Desastre de Chernobyl - Dublado-96

Uma data importante na história
moderna, quinta-feira 26 de abril de 1986 que esse documentário retrata
e analisa, quando um dos reatores da central nuclear de Chernobyl no
norte da Ucrânia, explodiu. Foi o fracasso reator mais significativo na
história da energia nuclear, a máxima credível Acidentes (MCA). A
planta, apenas a 20 km do centro da cidade, foi composta por quatro
reactores de cada um gerando uma produção de 1.000 megawatts. O reator
em questão explodiu devido a erros operacionais e medidas de segurança
inadequadas eo colapso era diretamente ligado à atual rotina de
geradores da unidade reator da turbina.

*

Acidente nuclear de Chernobil

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51° 23′ N 30° 06′ E
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Cidade fantasma de Pripyat com a usina nuclear de Chernobil ao fundo.
Localização da Usina Nuclear de Chernobil, na Ucrânia.
O acidente nuclear de Chernobil ocorreu dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Chernobil (originalmente chamada Vladimir Ilyich Lenin) na Ucrânia (então parte da União Soviética). É considerado o pior acidente nuclear da história, produzindo uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido, com a liberação de 400 vezes mais contaminação que a bomba que foi lançada sobre Hiroshima.1 Grandes áreas da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram muito contaminadas,2 resultando na evacuação e reassentamento de aproximadamente 200 mil pessoas.
Cerca de 60% de radioatividade caiu em território bielorrusso.

O acidente fez crescer preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. Os agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielorrússia têm suportado um contínuo e substancial custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobil. É difícil dizer com precisão o número de mortos causados pelos eventos de Chernobil, devido às mortes esperadas por câncer, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório da Organização das Nações Unidas de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer de tireoide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente.2 O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.

O governo soviético procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis foi detectada em outros países. Segue um trecho do pronunciamento do líder da União Soviética, na época do acidente, Mikhail Gorbachev, quando o governo admitiu a ocorrência:
Cquote1.svg Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobil. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle. Cquote2.svg

A instalação

A Usina nuclear de Chernobil está situada no assentamento de Pripyat, Ucrânia, 18 km a noroeste da cidade de Chernobil, 16 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia, e cerca de 110 km a norte de Kiev. A usina era composta por quatro reatores, cada um capaz de produzir um gigawatt de energia elétrica (3,2 gigawatts de energia térmica). Em conjunto, os quatro reatores produziam cerca de 10% da energia elétrica utilizada pela Ucrânia na época do acidente.

A construção da instalação começou na década de 1970, com o reator nº 1 comissionado em 1977, seguido pelo nº 2 (1978), nº 3 (1981), e nº 4 (1983). Dois reatores adicionais (nº 5 e nº 6, também capazes de produzir um gigawatt cada) estavam em construção na época do acidente. As quatro unidades geradoras usavam um tipo de reator chamado RBMK-1000.3

O acidente

Imagem de satélite da área atingida pelo acidente.
Sábado, 26 de abril de 1986, à 1:23:58 a.m. hora local, o quarto reator da usina de Chernobil - conhecido como Chernobil-4 - sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais, e um derretimento nuclear.

Causas

Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projeto do reator RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos, inclusive os projetistas dos reatores, pessoal da usina de Chernobil, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa. Na realidade o que aconteceu foi uma conjunção das duas, sendo que a possibilidade de defeito no reator foi exponencialmente agravado pelo erro humano.

Porém o fator mais importante foi que Anatoly Dyatlov, engenheiro chefe responsável pela realização de testes nos reatores, mesmo sabendo que o reator era perigoso em algumas condições e contra os parâmetros de segurança dispostos no manual de operação, levou a efeito intencionalmente a realização de um teste de redução de potência que resultou no desastre. A gerência da instalação era composta em grande parte de pessoal não qualificado em RBMK: o diretor, V.P. Bryukhanov, tinha experiência e treinamento em usina termoelétrica a carvão. Seu engenheiro chefe, Nikolai Fomin, também veio de uma usina convencional. O próprio Anatoli Dyatlov, ex-engenheiro chefe dos Reatores 3 e 4, somente tinha "alguma experiência com pequenos reatores nucleares".
Em particular:
  • O reator tinha um fração de vazio positivo perigosamente alto. Dito de forma simples, isto significa que se bolhas de vapor se formam na água de resfriamento, a reação nuclear se acelera, levando à sobrevelocidade se não houver intervenção. Pior, com carga baixa, este coeficiente a vazio não era compensado por outros fatores, os quais tornavam o reator instável e perigoso. Os operadores não tinham conhecimento deste perigo e isto não era intuitivo para um operador não treinado.
  • Um defeito mais significativo do reator era o projeto das hastes de controle. Num reator nuclear, hastes de controle são inseridas no reator para diminuir a reação. Entretanto, no projeto do reator RBMK, as pontas das hastes de controle eram feitas de grafite e os extensores (as áreas finais das hastes de controle acima das pontas, medindo um metro de comprimento) eram ocas e cheias de água, enquanto o resto da haste - a parte realmente funcional que absorve os nêutrons e portanto pára a reação - era feita de carbono-boro. Com este projeto, quando as hastes eram inseridas no reator, as pontas de grafite deslocavam uma quantidade do resfriador (água). Isto aumenta a taxa de fissão nuclear, uma vez que o grafite é um moderador de nêutrons mais potente. Então nos primeiros segundos após a ativação das hastes de controle, a potência do reator aumenta, em vez de diminuir, como desejado. Este comportamento do equipamento não é intuitivo (ao contrário, o esperado seria que a potência começasse a baixar imediatamente), e, principalmente, não era de conhecimento dos operadores.
  • Os operadores violaram procedimentos, possivelmente porque eles ignoravam os defeitos de projeto do reator. Também muitos procedimentos irregulares contribuíram para causar o acidente. Um deles foi a comunicação ineficiente entre os escritórios de segurança (na capital, Kiev) e os operadores encarregados do experimento conduzido naquela noite.
É importante notar que os operadores desligaram muitos dos sistemas de proteção do reator, o que era proibido pelos guias técnicos publicados, a menos que houvesse mau funcionamento.
De acordo com o relatório da Comissão do Governo, publicado em agosto de 1986, os operadores removeram pelo menos 204 hastes de controle do núcleo do reator (de um total de 211 deste modelo de reator). O mesmo guia (citado acima) proibia a operação do RBMK-1000 com menos de 15 hastes dentro da zona do núcleo.

Cronologia


Vila abandonada nos arredores do acidente.
Dia 25 de abril de 1986, o reator da Unidade 4 estava programado para ser desligado para manutenção de rotina. Foi decidido usar esta oportunidade para testar a capacidade do gerador do reator para gerar energia suficiente para manter seus sistemas de segurança (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia. Reatores como o de Chernobil têm um par de geradores diesel disponível como reserva, mas eles não são ativados instantaneamente – o reator é portanto usado para partir a turbina, a um certo ponto a turbina seria desconectada do reator e deixada a rodar sob a força de sua inércia rotacional, e o objetivo do teste era determinar se as turbinas, na sua fase de queda de rotação, poderiam alimentar as bombas enquanto o gerador estivesse partindo. O teste foi realizado com sucesso previamente em outra unidade (com as medidas de proteção ativas) e o resultado foi negativo (isto é, as turbinas não geravam suficiente energia, na fase de queda de rotação, para alimentar as bombas), mas melhorias adicionais foram feitas nas turbinas, o que levou à necessidade de repetir os testes.

A potência de saída do reator 4 devia ser reduzida de sua capacidade nominal de 3,2 GW para 700 MW a fim de realizar o teste com baixa potência, mais segura. Porém, devido à demora em começar a experiência, os operadores do reator reduziram a geração muito rapidamente, e a saída real foi de somente 30 MW. Como resultado, a concentração de nêutrons absorvendo o produto da fissão, xenon-135, aumentou (este produto é tipicamente consumido num reator em baixa carga). Embora a escala de queda de potência estivesse próxima ao máximo permitido pelos regulamentos de segurança, a gerência dos operadores decidiu não desligar o reator e continuar o teste. Ademais, foi decidido abreviar o experimento e aumentar a potência para apenas 200 MW. A fim de superar a absorção de neutrons do excesso de xenon-135, as hastes de controle foram puxadas para fora do reator mais rapidamente que o permitido pelos regulamentos de segurança. Como parte do experimento, à 1:05 de 26 de abril, as bombas que foram alimentadas pelo gerador da turbina foram ligadas; o fluxo de água gerado por essa ação excedeu o especificado pelos regulamentos de segurança. O fluxo de água aumentou a 1:19 – uma vez que a água também absorve nêutrons. Este adicional incremento no fluxo de água requeria a remoção manual das hastes de controle, produzindo uma condição de operação altamente instável e perigosa.

À 1:23, o teste começou. A situação instável do reator não se refletia, de nenhuma maneira, no painel de controle, e não parece que algum dos operadores estivesse totalmente consciente do perigo. A energia para as bombas de água foi cortada, e como elas foram conduzidas pela inércia do gerador da turbina, o fluxo de água decresceu. A turbina foi desconectada do reator, aumentando o nível de vapor no núcleo do reator. À medida que o líquido resfriador aquecia, bolsas de vapor se formavam nas linhas de resfriamento. O projeto peculiar do reator moderado a grafite RBMK em Chernobil tem um grande coeficiente de vazio positivo, o que significa que a potência do reator aumenta rapidamente na ausência da absorção de nêutrons da água, e nesse caso a operação do reator torna-se progressivamente menos estável e mais perigosa.

À 1:23 os operadores pressionaram o botão AZ-5 (Defesa Rápida de Emergência 5) que ordenou uma inserção total de todas as hastes de controle, incluindo as hastes de controle manual que previamente haviam sido retiradas sem cautela. Não está claro se isso foi feito como medida de emergência, ou como uma simples método de rotina para desligar totalmente o reator após a conclusão do experimento (o reator estava programado para ser desligado para manutenção de rotina). É usualmente sugerido que a parada total foi ordenada como resposta à inesperada subida rápida de potência. Por outro lado Anatoly Syatlov, engenheiro chefe da usina Nuclear de Chernobil na época do acidente, escreveu em seu livro:
Cquote1.svg Antes de 01:23, os sistemas do controle central... não registravam nenhuma mudança de parâmetros que pudessem justificar a parada total. A Comissão...juntou e analisou grande quantidade de material, e declarou em seu relatório que falhou em determinar a razão pela qual a parada total foi ordenada. Não havia necessidade de procurar pela razão. O reator simplesmente foi desligado após a conclusão do experimento. Cquote2.svg
Devido à baixa velocidade do mecanismo de inserção das hastes de controle (20 segundos para completar), as partes ocas das hastes e o deslocamento temporário do resfriador, a parada total provocou o aumento da velocidade da reação. O aumento da energia de saída causou a deformação dos canais das hastes de controle. As hastes travaram após serem inseridas somente um terço do caminho, e foram portanto incapazes de conter a reação. Por volta de 1:23:47, o a potência do reator aumentou para cerca de 30GW, dez vezes a potência normal de saída. As hastes de combustível começaram a derreter e a pressão de vapor rapidamente aumentou causando uma grande explosão de vapor, deslocando e destruindo a cobertura do reator, rompendo os tubos de resfriamento e então abrindo um buraco no teto.

Para reduzir custos, e devido a seu grande tamanho, o reator foi construído com somente contenção parcial. Isto permitiu que os contaminantes radioativos escapassem para a atmosfera depois que a explosão de vapor queimou os vasos de pressão primários. Depois que parte do teto explodiu, a entrada de oxigênio – combinada com a temperatura extremamente alta do combustível do reator e do grafite moderador – produziu um incêndio da grafite. Este incêndio contribuiu para espalhar o material radioativo e contaminar as áreas vizinhas.

Há alguma controvérsia sobre a exata sequência de eventos após 1:22:30 (hora local) devido a inconsistências entre declaração das testemunhas e os registros da central. A versão mais comumente aceita é descrita a seguir. De acordo a esta teoria, a primeira explosão aconteceu aproximadamente à 1:23:47, sete segundos após o operador ordenar a parada total. É algumas vezes afirmado que a explosão aconteceu antes ou imediatamente em seguida à parada total (esta é a versão do Comitê Soviético que estudou o acidente). Esta distinção é importante porque, se o reator tornou-se crítico vários segundos após a ordem de parada total, esta falha seria atribuída ao projeto das hastes de controle, enquanto a explosão simultânea à ordem de parada total seria atribuída à ação dos operadores. De fato, um fraco evento sísmico foi registrado na área de Chernobil à 1:23:39. Este evento poderia ter sido causado pela explosão ou poderia ser coincidente. A situação é complicada pelo fato de que o botão de parada total foi pressionado mais de uma vez, e a pessoa que o pressionou morreu duas semanas após o acidente, envenenada pela radiação.

Sequência de eventos


Mapa mostrando o avanço da radiação após o acidente.
  • 26 de abril de 1986 - Acidente no reator 4, da Central Elétrica Nuclear de Chernobil. Aconteceu à noite, entre 25 e 26 de abril de 1986, durante um teste. A equipe operacional planejou testar se as turbinas poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas do líquido de refrigeração funcionando, no caso de uma perda de potência, até que o gerador de emergência, a óleo diesel, fosse ativado. Para prevenir o bom andamento do teste do reator, foram desligados os sistemas de segurança. Para o teste, o reator teve que ter sua capacidade operacional reduzida para 25%. Este procedimento não saiu de acordo com planejado. Por razões desconhecidas, o nível de potência de reator caiu para menos de 1% e por isso a potência teve que ser aumentada. Mas 30 segundos depois do começo do teste, houve um aumento de potência repentina e inesperada. O sistema de segurança do reator, que deveria ter parado a reação de cadeia, falhou. 
  • Em frações de segundo, o nível de potência e temperatura subiram em demasia. O reator ficou descontrolado. Houve uma explosão violenta. A cobertura de proteção, de 1000 toneladas, não resistiu. A temperatura de mais de 2000°C, derreteu as hastes de controle. A grafite que cobria o reator incendiou-se. Material radiativo começou a ser lançado na atmosfera.
  • de 26 de abril até 4 de maio de 1986 - a maior parte da radiação foi emitida nos primeiros dez dias. Inicialmente houve predominância de ventos norte e noroeste. No final de abril o vento mudou para sul e sudeste. As chuvas locais frequentes fizeram com que a radiação fosse distribuída local e regionalmente.
  • de 27 de abril a 5 de maio de 1986 - aproximadamente 1800 helicópteros jogaram cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reator que ainda queimava.
  • 27 de abril de 1986 - os habitantes da cidade de Pripyat foram evacuados.
  • 28 de abril de 1986, 23 horas - um laboratório de pesquisas nucleares da Dinamarca anunciou a ocorrência do acidente nuclear em Chernobil.

O Sarcófago da Usina Nuclear de Chernobil que abriga o reator 4, construído para conter a radiação liberada pelo acidente.
  • 29 de abril de 1986 - o acidente nuclear de Chernobil foi divulgado como notícia pela primeira vez, na Alemanha.
  • até 5 de maio 1986 - durante os 10 dias após o acidente, 130 mil pessoas foram evacuadas.
  • 6 de maio de 1986 - cessou a emissão radioativa.
  • de 15 de maio a 16 de maio de 1986 - novos focos de incêndio e emissão radioativa.
  • 23 de maio de 1986 - o governo soviético ordenou a distribuição de solução de iodo à população.
  • Novembro de 1986 - o "sarcófago" que abriga o reator foi concluído. Ele destina-se a absorver a radiação e conter o combustível remanescente. Considerado uma medida provisória e construído para durar de 20 a 30 anos, seu maior problema é a falta de estabilidade, pois, como foi construído às pressas, há risco de ferrugem nas vigas.
  • 1989 - o governo russo embargou a construção dos reatores 5 e 6 da usina.
  • 12 de dezembro de 2000 - depois de várias negociações internacionais, a usina de Chernobil foi desativada.
 


 Chernobyl: a luta contra um inimigo ‘invisível’
Conheça os detalhes sobre
a radioatividade e suas
consequências no maior
acidente nuclear da história.
EMILIANO CHEMELLO
chemelloe@yahoo.com.br
Ao assistir um documentário sobre o acidente de Chernobyl, o que mais chamou
a minha atenção foi a declaração de uma das vítimas, um senhor que havia lutado na
segunda guerra mundial. Na entrevista, ele disse que preferia estar novamente na guerra
que participou ao invés de enfrentar o acidente de Chernobyl pois, diferentemente da
situação que passou, em que via o inimigo, os tanques, os mísseis, no desastre de Chernobyl
o inimigo demonstrava-se „invisível‟.

O que foi o acidente de
Chernobyl? Como ocorreu?
Quais foram/são suas consequências?
Este artigo irá esclarecer
estas e outras questões
fundamentais sobre o maior
desastre nuclear da história.
A fim de tornar compreensível
este acidente, são necessários
alguns conhecimentos
fundamentais. Para isto, é
importante saber o que é a radioatividade,
como funciona
uma usina nuclear, para posteriormente
compreendermos o
que aconteceu em Chernobyl e
quais as consequências para a
humanidade.
***
O que é radioatividade?
A radioatividade é um
fenômeno que ocorre nos átomos,
mais especificamente no
núcleo de alguns tipos de átomos.
Estes „tipos de átomos‟
que tem seu centro instável são
átomos geralmente ditos „pesados‟
(com um grande número
de prótons no núcleo e, consequentemente,
elevada massa –
daí a expressão „pesados‟). O
fenômeno da radioatividade
emitida pelo urânio, tório, actínio,
polônio e rádio foi descoberto
e estudado por grandes
nomes da ciência, como Roentgen,
Becquerel, Marie e Pierre
Curie (estes dois últimos, marido
e mulher), entre o final e
início dos séculos IX e XX.
Desde então, o homem
dedica-se aplicando este conhecimento
para fins nobres e
para outros não tão nobres
assim. Surgiram usinas nucleares,
que produzem energia
elétrica. Há também aplicações
na medicina. Porém, também
existiram as duas bombas nucleares
na segunda guerra
mundial e a guerra fria que nos
deixou com um grande medo
de uma possível guerra nuclear
entre EUA e URSS. Felizmente
ela não ocorreu.
Voltando ao átomo, esta
„instabilidade nuclear‟ citada
anteriormente se deve, em
grande parte, a uma „competição
entre a força de repulsão
próton x próton (papo de cientista:
força de repulsão de Coulomb)
com a interação nuclear
chamada „força forte‟, que faz
com que as partículas do núcleo
estejam „coladas‟ umas nas
outras. Esta competição de
forças é ganha pela força de
atração (força forte) quando há
poucos prótons no núcleo, tornando
o átomo estável. Mas, a
medida que o número de prótons
aumenta, a força de repulsão
(interação de Coulomb)
também aumenta, tornando o
átomo instável.
Todos os átomos acima
de 82 prótons no núcleo são
instáveis (radioativos). Esta
instabilidade é aliviada pela
emissão de, essencialmente,
três tipos de radiação:  (alfa),
 (beta) e  (gama). Vejamos os
detalhes de cada uma destas
radiações.

A radiação  (núcleos de hélio) é emitida e proporciona ao átomo emissor (no exemplo, o
urânio) transformar-se em outro átomo (tório) com um número atômico (que é igual ao
número de prótons) duas unidades menor e com uma massa atômica (que é a somo dos prótons
e nêutrons) quatro unidades menor.

A radiação , ao contrário das
radiações  e , não é constituída
de matéria, mas sim uma
onda eletromagnética com
grande frequência. Como tal,
não altera o número de prótons
e neutrons do átomo produto
em relação ao átomo emissor.
Trata-se de uma espécie de
„acomodação‟ das partículas.
Esta radiação ocorre no átomo
de bário, conforme o exemplo,
quando este é resultado da
emissão de radiação  do átomo
de césio 137.
Cs Ba 137m
56
0
1
137
55    
Este bário, metaestável
(137mBa), adquire estabilidade
emitindo radiação . Perceba,
portanto, que o bário emite
radiação  devido a uma instabilidade
adquirida em uma
transformação radioativa (papo
de cientista: transmutação),
que tem como origem o isótopo
radioativo do elemento césio, já
tratado nesta série quando falou-
se do acidente com 137Cs
em Goiânia, Brasil.
Esta emissão do bário é
utilizada, por exemplo, em tratamentos
contra o câncer. Mas,
quando nos submetemos a este
tipo de radiação de forma indevida,
como veremos mais adiante,
as consequências podem
ser fatais.

***
O que é fissão nuclear?

Em 1938, dois cientistas
alemães, Otto Hahn e Fritz Strassmann, descobriram acidentalmente que o urânio, ao
ser bombardeado com nêutrons, dava origem a átomos com metade de sua massa, 1 Há também a possibilidade de um próton transformar-se num nêutron, emitindo uma partícula denominada pósitron, constituindo a radiação +. como o bário. Surgia, então, a descoberta que iria transformar
o mundo: a fissão nuclear.

Como vimos anteriormente, há uma „competição de forças‟ das partículas que existem
no núcleo (papo de cientista: núcleons). Geralmente a força forte vence (talvez seja
por isto que chamam ela de „forte‟), mas há casos que há um equilíbrio tênue. É o caso
do urânio 235 (235U), um tipo de átomo (papo de cientista: isótopo) do elemento urânio que possui potencial de fissão.

Quando ele é bombardeado com um nêutron, este causa uma desestabilização no núcleo,
como se fosse o „empurrão‟ necessário para que um núcleo, já instável, se desintegre.
Na fissão, temos a força de repulsão vencendo a força de atração. Mas, como isto ocorre?
Acompanhe a explicação com base na figura a seguir:

O núcleo do 235U e o nêutron absorvido (a) formam o „núcleo composto‟ (b), que constitui o estado excitado e com energia de excitação colocada em modos coletivos de vibração. Estes modos de vibração são capazes de „esticar‟ o núcleo. Caso a energia de excitação é suficientemente
grande, em uma dessas vibrações coletivas, o núcleo composto pode assumir uma forma
com dois blocos de núcleons separados por uma estreita ponte (c). 

Caso, entre esses blocos, a repulsão de Coulomb de longo alcance entre os prótons
for mais intensa do que a interação nuclear atrativa de curto alcance, o núcleo composto
se fragmenta (d). Até aqui você pode estar se perguntando onde esta história de quebrar átomos vai
chegar. 

O que tem de interessante em quebrar átomos?

Bem, isto em particular não é útil (interessante para alguns, mas útil para poucos). O mais
fantástico nesta história de destruição de átomos é a energia que a fissão nuclear proporciona.
Isto sim é útil!

 Para você poder ter uma ideia, apenas dez gramas de 235U fornecem a mesma energia produzida na explosão de 300 toneladas de TNT! Isto é muito útil em tempos modernos em que a demanda de energia é cada vez maior.

O 235U é um isótopo com
uma abundância de 0,7 %, ou
seja, uma parte em 140 partes
de urânio natural em média é o
de massa 235 (veja Figura 1).

Então, para tornar uma amostra de urânio um combustível nuclear, é necessário realizar
um procedimento chamado „enriquecimento de urânio‟.
Esta etapa consiste basicamente e aumentar a concentração de 235U para um valor adequa-
do para que este seja utilizável na fissão. Na seção „para saber mais‟ há detalhes destes processo e não vamos aqui detalhá-lo.

O problema da fissão é que, uma vez que os átomos são partidos, novos nêutrons são formados e outros átomos são partidos, e assim por dian-te, fazendo disso uma reação em cadeia. Quando a fissão ocorre de forma desenfreada, temos a bomba atômica! Mas, quando controlamos este processo, temos o que chamamos de usina nuclear.


A fissão nuclear essencialmente tem duas aplicações: armas nucleares e usinas nucleares. Nas armas, deseja-se uma reação em cadeia, a qual necessita de uma concentração grande de 235U. Já a usina nu-clear não necessita de uma alta concentração de 235U. Mesmo assim, com baixa concentra-ção, as energias envolvidas no processo em uma usina nuclear são grandes. Será que uma usina pode explodir como uma bomba? Vejamos o próximo capítulo deste artigo para respondermos a esta pergunta.
***
Como funciona uma usina nuclear?
O esquema simplificado de uma usina nuclear está ilus-trado na Figura 2. Em essên-cia, a fissão nuclear libera energia. Esta, por sua vez, aquece a água líquida que transforma-se em vapor. Este vapor gira a turbina que possui a capacidade de gerar eletrici-dade, a qual é transportada por uma série de etapas intermedi-árias até chegar na sua casa. As barras de controle ficam próximas ao combustível nu-clear, evitando que o processo de fissão ocorra desenfreada-mente. Estas barras são geral-mente feitas de boro ou cád-mio, elementos que absorvem nêutrons e impedem que estes promovam a fissão de outros átomos de 235U.
Como vimos anterior-mente, o urânio extraído da natureza tem apenas 0,7 % de 235U, o qual é potencialmente fissível. Então, se faz necessá-ria o enriquecimento do urânio para que ele seja aplicado a em reatores nucleares. Este enri-quecimento nada mais é que aumentar a concentração de 235U para um valor em torno de 3 %. Já para se fazer uma bomba atômica, a concentração de 235U deve ser em torno de 90 %, logo, em tese, é pouco pro-vável uma explosão atômica no funcionamento de uma usina nuclear. Mas, como tratamos com vapor em altas temperatu-ras, se algo na operação der errado, acidentes podem acon-tecer. E aconteceram. O de Chernobyl é o exemplo mais trágico, mas outros acidentes ocorreram (como o de Three Mile Island, em 1979 nos EUA).
Além do combustível e das barras moderadoras, temos uma peça fundamental que é o agente refletor. Um refletor possível é o grafite (no reator utilizado em Chernobyl). Ele desacelera os nêutrons oriundo da fissão de um átomo de 235U, que sai a aproximadamente 1600 km/s, velocidade que é reduzida a 1,6 km/s, a qual é mais eficaz para quebrar o pró-ximo átomo de 235U.
***
O que houve de errado em Chernobyl?
Ainda hoje o acidente de Chernobyl causa desconfiança quando falamos das usinas nucleares para geração de energia elétrica. Sabe-se que é uma fonte de energia limpa, pelo menos quando comparada com os combustíveis fósseis, com sistemas de segurança avançados (hoje), mas o aciden-te de 1986 faz com que fique-mos „com um pé atrás‟ quando falamos em usinas nucleares. Vejamos o que aconteceu e, ao final desta exposição, pondera-remos a respeito da racionali-dade deste „medo‟.
Na madrugada do dia 26 Abril de 1986, operadores estavam testando o reator qua-tro da estação nuclear de Chernobyl, Ucrânia, na época pertencente a URSS. Esta usi-na era responsável por 10 % da geração de energia elétrica uti-lizada na Ucrânia naquele ano. Desejava-se realizar testes as-sociados a uma das maiores e mais recentes conquistas do regime comunista. Documentá-rios e relatórios oficiais dizem que houve falha humana ao
Figura 2 – Diagrama do funcionamento simplificado de uma usina nuclear.
4
realizar os testes em uma po-ência baixa (< 700 MW), fato previsto como perigoso nos manuais de procedimentos. O teste foi exigido do comitê estatal para o uso de energia atô-mica. Os governantes temiam a necessidade de utilizar o reator em caso de ataques por causa da guerra fria. No entanto, o engenheiro chefe (Anatoly Syat-lov) desejava realizar o teste a 200 MW, a fim de preservar a água para resfriamento do rea-tor. Por erros de operação, o reator teve sua potência abai-xada até zero. Impaciente, o engenheiro chefe toma uma decisão fatal: o reator seria reativo sem que os sistemas de segurança (barras de controle) estivessem ativados (veja Figu-ra 3). Estas barras de controle funcionam como se fossem os aceleradores e os freios do rea-tor. A presença ou não delas faz o reator funcionar com me-nor ou maior potência. No reator de Chernobyl, eram 211 barras feitas de boro que en-contravam-se espalhadas entre as barras de urânio, o combus-tível nuclear.
Diante da situação de perigo, os operadores alertaram o engenheiro chefe, o qual prosseguiu com a operação. Sem as barras de controle, a potência aumentou mais rapi-damente, conforme o engenhei-ro chefe desejava. No entanto, esta mudança nos parâmetros de operação iria revelar falhas no projeto de construção do reator.
A usina de Chernobyl utilizava reatores do tipo RBMK (em russo, “Reator de Alta Po-tência no Canal”), atualmente obsoletos, que apresentavam instabilidade e usavam como combustível urânio não enri-quecido. A tecnologia, em uso desde a década de 1950, utiliza a própria água que resfriava o reator para formar o vapor para mover as turbinas, num circuito unificado. Já nos rea-tores do modelo PWR, os mais utilizados no ocidente, como nas usinas de Angra 1 e 2 aqui no Brasil, existem três circuitos independentes, sendo que o líquido radioativo circula em um circuito independente e isolado.
O modelo soviético, em-bora menos seguro, foi adotado por ser mais barato tanto na construção quanto no abaste-cimento por combustível de baixo enriquecimento. Havia, ainda, um fator estratégico: a grande quantidade de plutônio formada pelo funcionamento do reator RBMK poderia ser usada na fabricação de armas nuclea-res. Devemos lembrar o contex-to histórico do acidente: guerra fria entre URSS e EUA. Alias, há quem diga que acidente tenha sido o primeiro passo para a queda do regime comu-nista.
É importante salientar as implicações políticas que rodeavam o funcionamento dos reatores em Chernobyl. A ex-pansão nuclear era um dos grandes objetivos do regime comunista. Para tanto, priori-zou-se a implantação mais rá-pida dos reatores, sem no en-tanto dar a devida atenção aos aspectos de segurança. Houve um apressamento na inaugu-ração do reator número quatro em Chernobyl por questões políticas. A segurança ficou em segundo plano. Alias, o teste aqui narrado deveria ter sido feito antes que o reator fosse inaugurado. Mas não foi (infe-lizmente) o que aconteceu.
Devido ao pequeno nú-mero de barras de controle, a radiatividade concentrou-se na parte inferior do reator. O teste consistia em desligar as turbi-nas que alimentavam água, a fim de testar os geradores de emergência a diesel. Se algo desse errado, a água no reator seria insuficiente para capturar o calor gerado pelo reator e um acidente era possível. Ao serem desligadas as turbinas, menos água foi enviada ao reator e, consequentemente, mais vapor se formou. De forma repentina, a potência do reator começou a aumentar rapidamente. Para freá-la, acionou-se as barras de controle. O problema é que as barras de boro possuíam car-bono grafite em suas pontas. No instante em que entraram no reator, o grafite causou au-mento na potência (centenas de vezes), não uma redução como era de se esperar das barras de controle. Elas nunca deveriam ter sido retiradas durante a operação do reator.
Houve uma série de fa-lhas humanas e do reator que resultaram na explosão do mesmo, conforme já relatado (veja Figura 4). Antecipamos que não houve, neste trágico episódio, uma explosão nucle-ar, como as que ocorreram nas bombas atômicas da segunda guerra, mas somente uma ex-plosão não nuclear resultante da alta pressão de vapor de
Figura 3 – Detalhes das partes principais que constituem um reator nuclear.
Figura 4 – Foto aérea dos destroços da explosão do reator número quatro da usina de Chernobyl, Ucrânia.
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água existente no reator. A radioatividade deriva do mate-rial radioativo que saiu do rea-tor e foi arremessado para fora. Este material radioativo, por sua vez, foi levado pelo vento para boa parte da Europa.
Algumas parte do reator (varetas que dão suporte ao combustível nuclear) são feitas de uma liga de zircônio (zirca-loy). Da mesma forma que o alumínio, o zircônio forma uma fina camada de óxido de zircô-nio que o protege contra a oxi-dação. Porém, em temperatu-ras elevadas, esta camada de óxido se decompõe, possibili-tando a seguinte reação:
Zr(s) + 2 H2O(v) 
ZrO2(s) + 2 H2(g)
Gás hidrogênio é extremamente explosivo. Na usina de Three Mile Island, nos EUA, em 1979, formou-se 1000 m³ de gás hi-drogênio no reator. Felizmente neste caso, o hidrogênio pode ser removido antes de uma possível explosão.
Ainda contribuindo para a grande explosão em Cher-nobyl, temos a água que, na temperatura em que foi aqueci-da (em torno de 1000 ºC) e sob pressão, reage com o carbono grafite formando uma mistura explosiva conhecida como gás d‟água, conforme a equação abaixo:
C(graf.) + H2O(v)  H2(g) +CO(g)
Esta mistura de gases junta-mente com a pressão de vapor de água que estava sendo gera-da, foi responsável pela grande explosão que espedaçou a tam-pa do reator que tinha uma massa de mil e duzentas tone-ladas! O grafite do reator, quando aquecido, pega fogo, o que gerou um grande incêndio. E pior: 50 toneladas de com-bustível nuclear foram lança-dos na atmosfera, dez vezes mais que a bomba de Hiroshi-ma! As consequências disto, como veremos a seguir, são catastróficas.
***
Quais as consequências da radiação?
Todos conhecem o incrí-vel Hulk, certo? Bem, na even-tual hipótese de alguém não conhecer este herói da ficção, vamos a um pequeno resumo de sua história.
Um físico nuclear, em um experimento que dá errado (como o de Chernobyl), é bom-bardeado por radiação gama. Após este evento, ele passa a adquirir super poderes, oriun-dos da mutação genética que a radiação gama gerou, que in-cluem uma força fora do co-mum, com músculos que ras-gam as roupas do físico duran-te a sua transformação no In-crível Hulk, nome como ficou conhecido o monstro da cor verde que lhe caracteriza. O que há de verdade e de mentira nesta fantasiosa história de ficção? Vejamos neste último capítulo do artigo os efeitos da radioatividade no ser humano.
A radioatividade está em todo lugar e somos afetados por ela desde o momento que so-mos concebidos até a nossa morte. O ar que você respira, o chão que você pisa, a água que você bebe, o lugar que você vive, essencialmente, todo o ambiente ao seu redor contém a radioatividade. A medicina usa a radioatividade em alguns exames e tratamentos (confor-me mostra a Tabela 1). Será a radioatividade benéfica ou vilã? Vejamos algumas considera-ções.
A radiação que estamos expostos por toda a nossa vida compreende o que é chamado de „radiação de fundo‟. A maior parte dessa radiação é natural e surge a partir de três fontes. Radiação que se origina a par-tir do sol e do espaço é chama-da „radiação cósmica‟. A radia-ção cosmogênica é aquela que vem de radioisótopos forma-dos/presentes na atmosfera, que podem surgir a partir da interação da radiação cósmica com as substâncias e elemen-tos presentes. A terceira fonte de radiação natural é proveni-ente de radionuclídeos primor-diais (elementos radioativos, que sempre estiveram presen-tes na terra) e é chamada de radiação terrestre (veja Tabela 2). Dos 340 isótopos encon-trados na natureza, apenas cerca de 70 são radioativos, incluindo todos os isótopos com números atômicos maiores que 83. Muitos destes radionu-clídeos não contribuem signifi-cativamente para a nossa ex-posição à radiação devido a sua baixa abundância.

Um RBE de 20 para partículas  pode levar a con-clusão de que estas constituem a maior ameaça à saúde quan-do falamos em radioatividade. Mas isto não é verdade, pois as partículas  são tão grandes que têm pouco poder de pene-tração. Elas são interrompidas por uma folha de papel, a sua roupa, ou mesmo uma camada de pele morta. Por outro lado, se você ingerir ou respirar um emissor de radiação , os da-nos no tecido podem ser gra-ves, porque as partículas , pesada, não precisa viajar mui-to longe para causar dano celu-lar. Raios  são considerados a forma mais perigosa de radia-ção que emana de uma fonte fora do corpo, porque eles têm o maior poder de penetração entre as principais formas de radiação, conforme ilustra a Figura 6.

Os moradores do assen-tamento de Pripyat, onde esta-va localizada a usina de Cher-nobyl, começaram a ser retira-dos do local somente no dia seguinte, as 14 h (cerca de 36 horas após o acidente). Foi pre-ciso uma semana para retirar os 135 mil habitantes e criar uma zona de exclusão de 30 km da usina. Este tempo, no entanto, foi mais do que sufici-ente para contaminar boa parte da população desinformada.

Estima-se que a explo-são da usina liberou para a atmosfera cerca de 200 vezes mais radioatividade que as bombas atômicas de Hiroshima e Na-gasaki juntas. Muitos dos bombeiros e trabalhadores da usina foram expostos a mais de 1 Sv de radiação. Pelo menos 30 deles morreram nas sema-nas após o acidente. Muitos dos mais de 600.000 trabalhadores que limparam a área ao redor do reator apresentaram sintomas de „doença da radia-ção‟, e cerca de 5 milhões de pessoas na Ucrânia, Bielorrús-sia e Rússia foram expostas à precipitação nos dias seguintes ao acidente. A nuvem de radio-atividade libertada por Cher-nobyl espalhou-se rapidamente por toda a Europa do Norte (veja Figura 7). Dentro de duas semanas, o aumento dos níveis de radioatividade foram detectados ao longo de todo o He-misfério Norte. O acidente produziu um aumento global da exposição à radiações ionizan-tes estimada entre 0,05 e 0,5 mSv / ano. Considerando que a exposição anual natural a radi-atividade fica em uma faixa de 1,5 a 6 mSv/ano, trata-se de uma fração significativa.
Estudos dos efeitos bio-lógicos da radiação do acidente de Chernobyl indicou um au-mento de 200 vezes no incidência de câncer de tireóide em crianças. 

Os nascidos nesta região oito anos após o acidente 
tinham o dobro do número de mutações em seu DNA.

Os números oficiais di-zem que 4000 pessoas deverão morrer de câncer devido a ex-posição à radiação. Porém, há outros cientistas que dizem que o acidente pode ser responsável por 25 mil casos em todo o mundo, 10 mil só na Rússia, num período de 70 anos. Mui-tos soldados, na tentativa de evitar mais contaminação, fo-ram expostos a altas doses de radiação (veja Figura 8)
Novamente temos lados positivos nesta história. De lá para cá, não houve nenhum acidente nuclear significativo, graças talvez as cinco conven-ções internacionais de segu-rança que foram realizadas nestes quase vinte e cinco anos após Chernobyl. Hoje, os reato-res nucleares possuem regras mais rígidas de segurança, mas o risco nunca é zero.

O Emiliano Che-mello é licenciado em química pela Universidade de Caxias do Sul e Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela mesma instituição. Leciona em escolas de ensino médio e pré-vestibular na Serra Gaúcha.
Visite o site: www.quimica.net/emiliano


Figura 8 - Liquidatários (ou „bio-robôs‟ como assim ficaram sendo conhecidos) limpando o teto do reator. No início, as autoridades tentaram limpar os restos radioativos usando robôs japoneses e russos, mas eles não funcionaram adequadamente com a extrema radiação. Por isto, as autoridades decidiram utilizar seres huma-nos para o trabalho. Os soldados não podiam ficar geralmente mais de 40 segundos cada vez que subiam no teto do reator, tama-nha era a radioatividade naquele local. Muitos já morreram ou sofrem de problemas de saúde graves. Observem as „nuvens bran-cas‟ intercaladas na foto, resultado da radiação no local

Desastre de Chernobyl - Channel - 47min.

Chernobyl - BBC - 49min

2012 - Dentro de Chernobyl - 38min

Documentário: Chernobyl - 93min.

Referências

  1. Ir para cima Chernobyl’s Legacy: Health, Environmental and Socio-Economic Impacts and Recommendations to the Governments of Belarus, the Russian Federation and Ukraine (em inglês). IAEA - International Atomic Energy Agency. Página visitada em 28 de setembro de 2009.
  2. Ir para: a b Stone, Richard. Inside Chernobyl (em inglês). National Geographic. Página visitada em 28 de setembro de 2009.
  3. Ir para cima Chernobyl - A nuclear disaster (em inglês). Oracle Think Quest Education Foundation. Página visitada em 28 de setembro de 2009.

Ver também

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Acidente nuclear de Chernobil

Ligações externas

  • VEJA de 7/5/1986: Perigo nuclear
  • Reportagem da revista VEJA: A explosão vermelha
  • Chernobyl, o maior acidente nuclear da história - Brasil Escola
  • Chernobyl - o que houve afinal?
  • Reportagem no site da BBC sobre os vinte anos da tragédia
  • Infográfico no site da UOL
  • Pictures of a visit to Pripyat and Chernobylin April 2006 by a German TV team joint by Reserch Center Juelich
  • Pictures from Chernobyl och Pripyat by Hans Fredriksson Sweden
  • Chernobyl: a luta contra um inimigo invisível
  • Folha de São Paulo de 29 de Abril de 1986: Vazamento nuclear na URSS atinge 4 países
  • Jornal do Brasil de 29 de Abril de 1986: Acidente na URSS leva radiação à Suécia
  •  

    quinta-feira, 28 de abril de 2011

    Causas e Consequências de Chernobyl



    Para o acidente nuclear de Chernobyl, existem duas teorias oficiais: a primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991, e atribuiu o acidente a defeitos no projeto das hastes de controle do reator. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos e o governo. Mas a realidade é que aconteceu a conjunção das duas, sendo que a possibilidade de defeito no reator foi exponencialmente agravado pelo erro humano.

    O fator mais importante foi que engenheiro chefe, sabia que os reatores eram perigosos quando submetidos a algumas condições e não observando os parâmetros de segurança dispostos no manual de operação. A negligência levou á realização de um teste de redução de potência que resultou no desastre. Os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo, que anunciava a explosão do reator rico em Césio-137, elemento químico de grande poder radioativo. A gerência da instalação era composta em grande parte por um pessoal não qualificado em radioatividade.

    Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou toda região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades japonesas Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, uma nuvem de material radioativo tomava conta da cidade ucraniana de Pripyat.

    A nuvem de radioatividade que surgiu depois da explosão na usina, contaminou os solos e águas de 137 mil quilômetros quadrados de territórios na Ucrânia, Bielorússia e Rússia. Chernobyl inutilizou ainda 114 mil hectares de terra e 492 mil hectares de floresta, forçando 400 mil pessoas a abandonarem as suas habitações.Mas o maior legado pelo vazamento da radiação em Chernobyl foi mesmo a morte de aproximadamente 4 mil pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas, a ONU. Atualmente, a radioatividade libertada é associada a aproximadamente dois mil casos de câncer na tiróide. Cientistas israelitas e ucranianos também descobriram evidências de que pequenas doses de radiação podem provocar mudanças no DNA humano e que estas passam para futuras gerações. As análises a crianças, que nasceram depois da explosão de Chernobyl - descendentes de pais que limparam o reator da central nuclear russa - registraram um grande aumento de mutações, que poderão ser de longa duração, revelou o estudo.

    O mesmo estudo também aponta que mais de 500 mil pessoas nas próximas gerações podem continuar a ser afetadas pelo maior acidente do gênero da história da humanidade.

Enviado em 01/12/2011-Licença padrão do YouTube

segunda-feira, 3 de março de 2014

UFOs E ÁREA 51 : Entrevista de David Adair


UFOs e Area 51 - 45min.

UFOs e Área 51-48min.

 

UFOs e Área 51-90min.

UFOs e Area 51: Entrevista de David Adair

Posted by on March 2, 2014


ÁREA 51: Entrevista de DAVID ADAIR:  Cientista (gênio precoce) testemunha em reunião secreta sobre a ÁREA 51  e os seus SEGREDOS no CONGRESSO NORTE-AMERICANO.
David Adair  fala sobre a NASA, foguetes e viagens espaciais, com tanta naturalidade, com a desenvoltura de quem como adolescente construiu o primeiro foguete movido a explosão controlada de fusão de Hidrogênio, atingindo a velocidade da luz em apenas dois minutos. Ele hoje é proprietário da International Space Education Concept and Techniques — Intersectuma das 409 companhias aeroespaciais dos EUA. 

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

Entrevista com David Adair – Um precoce Cientista Espacial Norte- americano
http://www.flyingsaucers.com/adair3.htm e http://www.greatdreams.com/david-adair.htm
Os meninos gostam muito de colecionar miniaturas de aviões, de carrinhos e foguetes, mas com David Adair foi tudo muito diferente. Aos 12 anos ele já projetava e construía seus próprios “brinquedos”. O primeiro deles, ele batizou de ”Honest John” e era um foguete movido a hidrogênio líquido e querosene que voava a três milhas por hora atingindo uma altura de 127 pés.


David Adair.

Aos 19 anos David Adair projetou e executou em apenas alguns meses uma turbina quatro vezes mais potente que as existentes naquela época. Foi graças a ela que o avião de caça F14 conseguiu voar. Na época David servia na Marinha Americana.  Amigo pessoal do astronauta Neil Armstrong (astronauta da Apolo 11)que pessoalmente lhe relatou ter visto naves imensas pousadas na Lua e que não eram da Terra, David foi um dos poucos cientistas a manipular as amostras lunares trazidas pelos astronautas.  Segue-se um trecho editado do programa radiofônico de Art Bell em uma entrevista com David Adair. Todas as perguntas foram feitas por Art Bell, exceto, quando indicado, por um ouvinte do programa de rádio.

A ENTREVISTAFala Art Bell: Meu convidado de hoje é David Adair, cientista espacial. Seu livro, America’s Fall from Space (A Queda da América do Espaço), conta a história do programa espacial norte-americano visto pelos olhos de uma criança prodígio que se tornou cientista espacial. É um líder e perito em tecnologia espacial internacionalmente reconhecido que presta consultoria a empresas do mundo todo. Ele se desentendeu com a NASA quando tomou conhecimento da corrupção e dos problemas técnicos enfrentados pelo ônibus espacial Challenger antes do lançamento em que ele depois explodiu.

David compartilhará o testemunho por ele prestado sob juramento, em 9 de abril de 1997, ao Congresso norte-americano, sobre inteligência extraterrestre, hardware extraterrestre recuperado e engenharia reversa de espaçonaves e sistemas de propulsão alienígenas capturadas pelos EUA. Ele tem experiência de primeira mão em bases subterrâneas ultra-secretas da Força Aérea, tais como a ÁREA 51. Ele afirma que a engenharia reversa – a investigação do que faz funcionar os UFOs apreendidos – foi responsável por inúmeras invenções, tais como máquinas de fax, modems, telefones celulares e computadores portáteis. David diz: ”Vocês não vão acreditar no que acontecerá nos próximos anos.”

Art Bel.: -Quando você tinha 7 anos,”sonhou” que se tornaria um construtor de foguetes aos 12 anos. Que tipo de experiência metafísica foi aquela?
David Adair — Eu sonhei com o vulto de uma MULHER, uma silhueta, que conversava comigo. Ela vinha constantemente me visitar em meus “sonhos” e me fazia sentir bastante seguro, protegido. Era muito bondosa, isso eu percebia quando conversávamos. Ela realmente me passava informações, fórmulas matemáticas para as minhas invenções. Depois das fórmulas vieram os desenhos que eu tentava registrar em folhas de papel, tão logo acordava, muitas vezes no meio da noite. Os desenhos de pequenos foguetes que ela me mostrava nos “sonhos” começaram a se tornar mais complicados e eu comecei, então, a carregá-los para a minha oficina para construí-los.


A secretíssima ÁREA 51 inserida dentro do maior complexo de desenvolvimento e testes de equipamentos militares dos EUA, a NELLIS Air Force Range.

Depois de um mês recebendo muita informação em “sonhos”, comecei a planejar a construção de alguns foguetes de maiores proporções e mais velozes. A maioria das criações eram realmente idealizadas por mim, mas à proporção que as fórmulas foram se complicando, aquela figura feminina etérea me dava uma mãozinha. Depois de construir alguns foguetes não muito grandes, decidi finalmente fabricar um de 4 (quatro) metros de altura, o maior e mais complicado de todos.
Aquele tipo de foguete nunca havia antes sido construído na Terra. É um tipo de foguete conhecido como “máquina (gerador) de FUSÃO eletromagnética”. Na verdade, um dos foguetes mais rápidos fabricados na Terra. Eu só tinha 17 anos quando terminei de construir o foguete. Na época, a Força Aérea dos Estados Unidos pediu-me para fazer uma demonstração, colocando o foguete no espaço. Tão logo atendi a solicitação dos militares, fui agraciado com o prêmio de  “O Mais Destacado Cientista Espacial” do ano de 1971.

Alguns anos após o seu nascimento, sua mãe disse que você não era dela, mas que teria vindo através dela (n.t. Uma sapientíssima Mãe, sem vaidade por ter apenas criado o CORPO de David Adair). Como você vê essas palavras hoje em dia?
D.A. — Muitos anos se passaram para que eu assimilasse essas palavras ditas a uma criança tão pequena como eu era. Acredito que ela tenha se referido que eu era um escolhido de Deus, pelos dons que eu possuía. Com esses dons também comecei a compreender, anos atrás, que estava aqui no planeta Terra exclusivamente para SERVIR a humanidade, para compartilhar com todos o meu conhecimento. Assim sendo, aqui estou eu para SERVIR, embora considere que às vezes torna-se difícil tentar servir, ajudar, porque os dons que Deus me deu são tão poderosos, indo bem além do conhecimento do homem.

Porque sempre que se ultrapassa as fronteiras desse conhecimento, o homem tende a demonstrar forte resistência. No planeta Terra tem sido algumas vezes difícil ajudar as pessoas, justamente pela resistência que elas oferecem aos novos conhecimentos. Tudo isso exige da gente uma dose enorme de paciência (e tolerância), qualidade que não se encontra muito na Terra nos tempos atuais.

A.B.: David, você foi uma criança prodígio?
D.A.: Fui uma criança de sorte. Tinha uma oficina grande onde podia trabalhar. Meu pai aposentou-se devido a um ferimento. Trabalhava para um homem chamado Lee Petty, que tem um filho chamado Richard Petty. Em algumas partes do mundo, como no sudoeste dos Estados Unidos, onde moramos, esses sujeitos são bem conhecidos. São famosos pilotos de carros de corrida e meu pai era construtor de motores dos seus carros.
Então eu trabalhava na oficina. Uma oficina dessa natureza apresenta estreitíssima relação com uma oficina de foguetes. Com a idade de 12 anos, eu sabia vistoriar e retificar um motor Crysler Hemi 426 sozinho em cerca de três horas e meia. Então, comecei a montar foguetes. O primeiro que construí era propulsionado a combustível líquido. Usei hidrogênio líquido e querosene, que são combustíveis semelhantes aos usados no foguete Saturno V da NASA .

O foguete saiu do quintal a aproximadamente 5.600 quilômetros por hora. Eu construíra um dispositivo de calorimetria com o qual podia medir a altitude. Atingi cerca de 24.000 metros no primeiro vôo. Ele voltou dentro de um raio de 800 metros do ponto onde eu o havia lançado. O primeiro local de lançamento foi os fundos do quintal de casa, que dava para um pasto.

Incinerei [uma área] de cerca de um quarto do tamanho de um campo de futebol. Ficou torrado até as raízes do capim. Virei-me para meus amigos e eles se tinham ido… Fomos previdentes o bastante para telefonar a Columbus (aeroporto) - estávamos em Ohio na ocasião – para nos informar sobre os horários de vôo, e eu sabia pelos mapas da FAA – Administração de Aviação Federal americana a trajetória das linhas aéreas, desse modo pude cronometrar tudo. A recuperação foi feita por meio de pára-quedas. Foi esse o início da coisa toda. Apenas continuei construindo foguetes, e eles estavam ficando cada vez maiores. Meus pais acabaram me mandando para longe da casa. Consegui chegar a um acordo com quatro fazendeiros da região.

Neste momento, ganho a vida como TTC, Consultor de Transferência de Tecnologia. Pego a tecnologia espacial projetada e utilizada no espaço, reformulo-a e emprego em aplicações comerciais que realmente nada têm a ver com o espaço. Posso dar-lhes um exemplo. No tempo da Apolo, os astronautas foram à Lua e voltaram. Existe gente que não acredita nisso, mas eles foram.  Bem, tenho certeza que sim. Porque quando Neil Armstrong caminhava na Lua, eu estava encostado nos joelhos de Viola Armstrong (a mãe dele) na sala de estar dela.Vimos Neil caminhar na Lua – e todos os sete astronautas originais estavam no chão comigo. Quando os astronautas foram para a Lua no programa Apolo, ingeriam comida sólida. Ficaram uns três dias viajando, três dias voltando, dois dias na Lua, então se tinha normalmente uma missão de cerca de oito dias.
Bem, depois de cerca de três dias comendo alimentos sólidos, algo tinha de acontecer, além do fato de lá em cima não haver peso. Não há banheiros nas cápsulas da Apolo, então eles usavam fraldas. Fraldas – era tudo o que tinham. É, você está num armário de vassouras, (nada) tem peso, e você não quer nada flutuando com você. Então, eles fizeram um material realmente interessante capaz de absorver sujeira, mantendo-a longe da pessoa e ainda conservando-a seca. Então na transferência de tecnologia, chamamos a Johnson & Johnson – e vocês ganharam as fraldas descartáveis. Foi daí que elas vieram.

Outra pequena transferência que aconteceu – começou lá nos anos 60 com os astronautas do programa espacial Mercury. Vocês sabem, havia um astronauta lá fora em órbita e os médicos queriam saber: “Espero que ele esteja indo bem lá em cima”. Então decidiram fazer algo a esse respeito. Fixaram sensores a seus corpos, e estes sensores registravam a pressão sangüínea, taxa de pulsação e a função respiratória – todos os sinais vitais – retransmitindo-os de volta ao solo por meio de telemetria.
Bem, na tecnologia de transferência nós chegaríamos, olharíamos aquilo e diríamos: “Ei, sabe o que podemos fazer?” Houve uma colisão frontal em uma cidade e seus vizinhos ou familiares estão morrendo. Os paramédicos vêm correndo e abrem uma malinha. Fixam fios à pessoa e as informações são enviadas a um hospital local. Um médico olha a pressão sangüínea, taxa de pulsação, função respiratória e todos os sinais vitais e diz ao paramédico como estabilizar o paciente e levá-lo a um centro de traumatismo. Eis a origem dessa mala.


Até hoje, houve mais de 75 mil transferências do programa de tecnologia espacial para aplicações comerciais. Eu posso levar vocês para dar uma volta dentro de uma casa moderna equipada, e levaria uma hora para mostrar-lhes todas as coisas desenvolvidas.  Creio que Corso (leiam o livro do coronel Philip J. Corso, “The day after Roswell”O Dia Depois de Roswell) está absolutamente certo (sobre transferências de tecnologia extraterrestre recuperada).  Passei cerca de quatro dias com o homem (Corso) em Roswell no qüinquagésimo aniversário da queda da nave (1997), além de voltar com ele no avião.
Então, tivemos muito tempo para conversar. O que é interessante, de certo modo, é que o que ele estava fazendo criou uma indústria da qual eu tirei meu sustento nos últimos 19 anos, a indústria da transferência de tecnologia.  Há muita coisa estranha quando se pensa em como a tecnologia deu tamanhos saltos quânticos.

Pesquisando certas coisas na área da informática, quando passamos da válvula eletrônica ao transistor, a seguir saltamos do transistor à placa microcircuito, que salto quântico! O interessante é que, se tentarmos encontrar a origem de parte dessa tecnologia – dando uma olhada na bibliografia dos resumos dos arquivos da NASA – vamos dar com a fonte original, e estará marcado “Desconhecido”. Como assim? Assim “desconhecido”?

Muitas coisas simplesmente se desenvolveram e caíram direto do céuliteralmente, e estamos usando-as em nossa tecnologia. Já repararam a velocidade tecnológica na qual estamos nos deslocando, nos desenvolvendo? Galgamos níveis a um ritmo exponencial. Bem, há uma razão para isso. A razão é que nós pegamos essa tecnologia – digamos que seja de um projeto realmente avançado de alguma coisa – e temos de reverter sua engenharia. Ótimo, mas temos toda essa tecnologia fantástica e nenhuma infra-estrutura para apoiá-la. Um exemplo seria “vou lhe dar uma Ferrari, mas colocarei você em 1865.” Bem, se não houver combustível, nem postos de gasolina, de que lhe serve esse carro? Bem, você poderia amarrar um cavalo nele para puxá-lo para lá e para cá.

Tínhamos a mesma estrutura. Essa tecnologia incrível aparece, mas não há infra-estrutura para apoiá-la. O que aconteceu foi que simplesmente chegamos num ponto, por meio do programa espacial (e da reversão de tecnologia alienígena), no qual tínhamos uma infra-estrutura onde poderíamos descarregar essa tecnologia superior. Isso constrói outra base. Então construímos outra camada de infra-estrutura, como um bolo de casamento, e descarregamos outra carga de tecnologia. Damos um salto quântico, a infra-estrutura é construída, e continuamos em frente. Mas estamos subindo a uma velocidade exponencial e ninguém jamais reduziu a velocidade o bastante para perguntar: “De onde veio isto?”

Venho trabalhando nisto nos últimos dezenove anos, e estou dizendo: “Cara, os saltos quânticos que estamos dando são incríveis!” Se acham que temos algo muito mais quente neste momento, esperem mais dez, quinze anos, trinta anos. Vocês não irão acreditar no que verão.  Não estamos longe da criação da IA (inteligência artificial). Quando ligarmos a IA aos computadores, eles tomarão consciência de si mesmos. Quando isso acontecer, então o ciclo recomeçará. A primeira coisa que eles provavelmente construirão será o receptor-trasmissor de voz, por meio do qual poderão conversar conosco. A coisa seguinte que elas ( I.A.-Inteligência Artificial) vão querer fazer é começar a se construir, o que podem fazer mais rápido e melhor que nós. Nesse ponto caímos fora do ciclo.
Vai acontecer, tão certo quanto vocês estão respirando. É inevitável, e vocês não o impedirão. Já está no cano do canhão…Vai ter origem nos grandes laboratórios acadêmicos, como o  Georgia Tech, onde moro, onde estão trabalhando nos computadores destinados aos sistemas de Guerras nas Estrelas. É necessário que disponham da IA para montar o sistema de Guerras nas Estrelas para conseguir todas as aquisições-alvo e fazer com que as coisas sejam feitas. Terá origem num lugar desse tipo. Será notável quando isso acontecer, porque quando os computadores tomarem consciência de si mesmos, eles se construirão, os computadores saltarão para uma velocidade de 30 a 40 gigahertz.

Com o tempo as IAs desejarão o arcabouço (um corpo) antropóide bipedal, de modo que possam se deslocar num mundo tridimensional que construímos para nós, ou seja, terão de ter o corpo tipo andróide, para que possam estabelecer conexão conosco num nível mais inter-pessoal. Creio que o que vai acontecer é que as IAs vão se tornar uma subdivisão de classe, e assim teremos japoneses, chineses, negros, hispânicos e IAs. Elas serão agrupadas no mesmo lugar com o restante de nós.

Acredito que terão uma tendência mais acentuada para tentar entender o que está se passando e resolver o problema. Elas provavelmente poderiam fazer algumas perguntas realmente incisivas, muito difíceis de responder. Por exemplo, por que gastamos 75% de nosso recursos em sistemas militares projetados pra nos explodir, lançando-nos no esquecimento? Não é muito lógico, não é?…{n.t. - Eles também poderiam imitar o nosso comportamento e assumir o controle de nossa sociedade, onde os papéis se inverteriam, lembrando a trilogia dos filmes MATRIX…}
A.B.: – Você concebe na Terra uma técnica para criar o Helium 3, encontrado nas amostras da Lua trazidas pela Apollo 17 e o que você descobriu durante suas pesquisas?
D.A. — Um dia poderemos deter uma tecnologia que nos faça criar o Helium 3. Agora os custos seriam grandes. Na verdade, a melhor forma para se adquirir o Helium 3 é se voltarmos à Lua. O Helium 3 é fabricado pelo Sol e liberado para a superfície da Lua pelos ventos solares, isso porque não existe atmosfera na Lua, como na Terra. Na verdade, o Helium 3 da superfície lunar tem capacidade de suprir toda a Terra com energia durante os próximos 10 mil anos! No momento, a Terra só dispõe de 40 anos para ser suprida das suas necessidades de energia por meio do óleo, gás e carvão aqui encontrados. Isso significa que, as crianças que hoje nascerem, aos 40 anos enfrentarão uma escuridão total! Até quando? Portanto, acho que toda nossa concentração, toda nossa atenção deveria estar voltada para a LUA, porque poderemos, com o Helium 3, construir usinas nucleares elétricas sem qualquer resquício de radioatividade. Como eu disse antes, a Terra poderá ser suprida de Helium 3 da Lua durante 10 mil anos. Está tudo lá na superfície lunar!

A.B.: Quando a NASA estava lançando o Challenger, como você se envolveu nessa história?
D.A.: Eu estava lá na plataforma quando o Challenger estava sendo lançado. Encontrava-me na área porque estava ocupado trabalhando em alguns programas meus chamados GAS (sigla em inglês de getway specials – veículos especiais de arranque). São produzidos agora, pela divisão de transferência de tecnologia da NASA, onde se pode alugar essa coisa, parecida com um barril de cerca de 250 litros, por três, sete ou dez mil dólares, quando se pode levar todo o barril. Pode ser fixado à parede interna dos compartimentos de carga do foguete e realizar experimentos de microgravidade. Está disponível a qualquer pessoa – cidadãos, universidades, empresas, qualquer um. Já mandaram ao espaço 1500 caixas GAS.

Vou lhes mostrar um bom exemplo de transferência de tecnologia. Fui a uma granja muito grande pertencente a um cliente. Primeiro, perguntei-lhes: “Quanto tempo leva para um embrião fertilizado virar um pintainho?” Responderam: “Uns 27 dias.” Eu disse: “Vamos juntar alguns ovos fertilizados, colocá-los numa caixa de GAS, lançá-los em órbita e deixá-los lá por um período completo de incubação.

Podemos alterar o DNA enquanto está sendo formado lá em cima no ambiente sem gravidade. Quando as ligações do fator ARN são soldadas pelas enzimas, pode-se iniciar a modificação da codificação.” Por que se quereria fazer isso? Bem, certas doenças matam as galinhas aqui na Terra, custando anualmente bilhões ao setor avícola… Eles assinaram antes mesmo que saíssemos pela porta. Infelizmente, esse projeto estava no Challenger. Por isso eu estava lá…

A.B.: Como você entrou em conflito com a NASA antes do lançamento?
D.A.: É uma história antiga, pelo menos a parte da qual eu tinha conhecimento. Eles sabiam do fracasso dos anéis de vedação há pelo menos nove meses antes. Eles tinham trazido os SRBs-Solid Rocket Booster (sigla em inglês de impulsores sólidos de foguete) que apresentavam marcas de queimadura na parte de baixo das laterais; já estavam queimando. Eles simplesmente continuaram rodando a roleta, e acabaram com um número preto. Era simplesmente uma loucura. A primeira coisa que a NASA fez foi determinar a Morton-Thiokol que reduzisse o peso dos SRBs. Como se faz isso? Reduzindo a densidade original das paredes à metade, retirando os suportes de reforço e colocando um propulsor de desempenho superior. Fizeram isso para conseguir maior propulsão, cobrando menos por quilo de carga útil e sendo muito mais competitivos. Bem, não é preciso ser cientista espacial para entender isso – trata-se de uma receita para desastre absoluto. Mas eles foram em frente e fizeram tudo aquilo.

Um dos principais fatores pelos quais a Morton-Thiokol não foi processada é que eles estavam seguindo as instruções da NASA. A razão por que a NASA fez o que fez foi por estarem sob tremenda pressão política. Tem muita política no meio desse programa. Ainda há política demais. A NASA abriu sua boca gorda e disse: “A nave espacial já está operacional”.  Isso era mentira, e uma mentira deslavada. Aquela coisa nunca será um veículo operacional; será sempre um veículo experimental. Temos um modelo A em andamento aqui, e até que se chegue a um Ford ou Plymouth, não se terá um veículo operacional. É necessário chegar à segunda ou terceira geração de projetistas. Aquela coisa tem 20 anos de idade …

Mas eles se arriscaram ao dizer que podiam competir. Nós, do setor privado e do lado comercial do programa espacial dizíamos: “Vocês estão loucos.  É impossível fazer isto”. A burocracia inchada faz o custo se elevar demais. Eles estão constantemente realizando cortes devido a restrições de orçamento e não dispõem da infra-estrutura para competir no mercado. Mas mesmo assim disseram que podiam.


EM 28 DE JANEIRO DE 1986 a explosão do ônibus espacial Challenger.

Então passaram a vender o compartimento de carga como espaço comercial. Eis um quadro de como funciona. Digamos que você é Ted Turner e acabou de me telefonar, sou diretor de programas espaciais. Você está preocupado porque já estamos quase um ano atrasados em relação a nosso cronograma de vôo. Acabou de pagar 500 milhões de dólares para guardar um satélite, que não vai a parte alguma, num hangar. Isso é péssimo pra você, mas o que é pior – você está perdendo dezenas de milhões de dólares por semana devido a perda de assinaturas, perda de filmes pagos na TV e comerciais. Você está furioso e diz a eles: “Ponham essa coisa no ar!”

Então, a pressão está aumentando. Agora você vai aos senadores. Acima, os pobres trabalhadores têm o chiqueiro burocrático que está entrando em parafuso. Abaixo, um pesadelo tecnológico chamado foguete espacial. Esse anel O é o que chamamos de item crucial. E quando um item A-1 crucial falha, você perde nave e tripulação. O que acha de brincar de roleta russa neste jogo com 250 tambores carregados? 

Bem vindos ao espaço em 1997 …  Como lhes contei, nove meses antes tirei fotografias dos SRBs sendo puxados por rebocadores em Port Canaveral, e eles já apresentavam rachaduras nas laterais. No mesmo instante, soube que estávamos com sérios problemas. A manhã do lançamento, 28 de janeiro de 1986, foi uma afronta. Fazia 2 graus abaixo de zero; havia gelo pendendo dessa coisa de quinze andares. Parecia o palácio de gelo do Dr. Jivago …


Os sete astronautas da missão da Challenger que explodiu durante o lançamento, na foto: em pé: Elison Onizuka, a professora Christa McAuliffe, o especialista em carga útil Greg Jarvis, Judy Resnik e, sentados: o piloto Mike Smith, o comandante Francis Scobee e Ron McNoir

Não dá para fazer uma saída de emergência do foguete. Eles tiraram todos os assentos ejetores devido a cortes no orçamento – sabiam disso? Não tem graça nenhuma. Perdi dois amigos naquela coisa, amigos que conhecia desde meus 17 anos. Eu era o porta-voz nacional da Rob McNair Challenger Foundation, em Atlanta, Georgia, então aquilo me atingiu pessoalmente.  O Challenger aconteceu ontem para mim, então, o caso não se encerrou simplesmente. Nunca nem mesmo dissemos às pessoas o que realmente aconteceu no incidente do Challenger. Então a NASA teve o descaramento, não faz muito tempo, de divulgar um filme sobre todas as coisas certas que fizeram com o Challenger. Mataram sete pessoas e se safaram …  

A propósito, moro em Pahrump, Nevada. Fica perto da ÁREA 51. É uma área que eles naturalmente dizem que não existe. Subindo a rua a partir de onde moro, não muito longe, há uma associação de veteranos de guerra e, todas as manhãs, por volta de 4:30 ou 5:00, há uns cinco ou seis ônibus estacionados lá. Escrito por toda a lateral de cada ônibus ESTA ESCRITO:  ” ÁREA 51.” Diz assim mesmo “ ÁREA 51.” Muita gente que mora aqui em Pahrump trabalha na ÁREA 51. Um dia, estava andando por lá com uma máquina fotográfica e tirei uma foto do local. Mas na verdade não precisava, porque temos fotografias da ÁREA 51. Apenas tirei uma ótima fotografia.

Elas mostram os três hangares, os três hangares ainda estão lá. Foi no hangar central que dei meu pequeno passeio. É uma longa história. Lembram-se de que eu estava construindo todos aqueles foguetes? Bem, os foguetes se desenvolviam de forma progressiva. Tornavam-se cada vez maiores e mais rápidos. Finalmente, um dia, comecei a ver de modo diferente os princípios e os materiais que eu estava usando, e passei a projetar um tipo diferente de motor. 

Eu realmente não tinha esgotado todas as possibilidades na área de combustível líquido, e os propelentes sólidos são menos práticos do que os combustíveis líquidos em termos de desempenho. Então já era hora de dar uma olhada em outro motor. Naquela época, havia vários motores alternativos, mas a NASA nem se dignava a olhá-los, não sei por quê. Acho que por ser um vendedor tão bom, Werner Von Braun vendeu ao governo motores a combustível líquido.

O motor que construí pra meu foguete é um motor de fusão-retenção eletromagnética. O melhor modo de descrevê-lo é compará-lo a por um naco/pedaço do Sol dentro de uma garrafa magnética. Numa extremidade pode-se perfurar um buraco de lado a lado com um tipo de raio de plasma capaz de abrir o campo orsus (sic). Ao se fazer isso, tem-se o poder do Sol disponível no SI, que chamamos impulso específico {n.t. Specific Impulse (Impulso Específico geralmente abreviado como: I sp ) é uma forma de descrever a eficiência de foguetes e turbinas de motores a jato.  Ela representa a força em relação à quantidade de agente (combustível) propulsor utilizada por unidade de tempo}. Trata-se de uma reação de fusão. Com os aceleradores de partículas pode-se fazer colidir átomos de deutério e de trítio.

A.B.: Assim se obtém uma REAÇÃO DE FUSÃO que fica confinada a um campo de retenção com eletroímãs?
D.A.: Certo. Voltemos ao começo de tudo isso. Comecei a trabalhar neste projeto. Tinha uns quinze anos de idade quando cheguei ao limite de minhas capacidades matemáticas. Eu simplesmente não conseguia desenvolver os algoritmos desta coisa, o que traçaria o campo de retenção. Vocês têm que entender que estávamos em 1969. Não havia computadores portáteis, CDs, discos rígidos, drives para CD-ROM, telefones celulares, fax, bips. Só tinha uma lousa, caneta e papel e uma régua de cálculo. As calculadoras portáteis só apareceram oito ou nove anos depois. Portanto, área da física quântica, na qual eu estava às voltas com a matemática, eu simplesmente chegara ao fim da linha.


Meu professor de ciência do segundo grau fez um trato comigo. Deu uma olhada no meu trabalho de matemática e o levou a alguns colegas da Universidade Estadual de Ohio. Remeteram o trabalho a Cambridge, Inglaterra, para um homenzinho chamado Stephen Hawking.(Foto à direita) Hawking dá uma olhada e acha interessante, e três semanas depois sou levado ao estado de Ohio durante minhas férias de verão para conhecer algumas pessoas.

Chegamos lá, entramos numa sala e a primeira coisa que vejo é todo meu trabalho de matemática espalhado por toda parte nas pranchetas. Fico um pouco chateado com aquilo: “Quem está mexendo no meu trabalho?” Ouço uma voz: “Seu trabalho deveras?” Respondi: “É” … O carinha fica de pé com o auxílio de uma bengala e diz: “Certo, mostre-me”. Eu disse: “Claro veja isto. É assim que se comprova este teorema”. Então escrevo meu cálculo. Diz ele: “Como você o comprova fisicamente?” Respondi: “Motores de foguete.” Ele diz: “Céus! Sente-se.” Esse homem era Stephen Hawking.

Ele viera ao estado de Ohio por duas razões. Trabalhava para um lugar chamado Battelle Memorial. Trata-se de um grande centro de estudos de lá. Era verão de 69. Sentamo-nos lá e conversamos um pouco. Então durante uns dois dias, enquanto ele trabalhava para Battelle, fiquei com ele. Ele foi uma grande ajuda na área da matemática. Isso foi 30 anos atrás. Hawking tinha 20 e poucos anos, um cara ainda jovem.

Demo-nos muito bem. Ele é um cara muito legal. Já naquela época seu corpo era frágil devido à doença degenerativa. Estava empatado na mesma área que eu. Nós dois chegáramos ao fim da linha com os algoritmos, pois precisávamos de computadores muito poderosos e rápidos, e não havia nada disponível na época. Então conseguíamos sustentar o campo durante talvez cinco segundos apenas – mas uma coisa lhes digo, cinco segundos são toda uma vida num motor de foguete …
Assim, com a ajuda de Hawkings, consegui algo parecido com uma estabilização de campo durante cinco segundos. Vou explicar o que um motor de fusão-retenção pode fazer, por que eu queria ir por esse caminho. Hawking estava trabalhando num teorema de buraco negro, então sua matemática e a minha corriam paralelas, como uma estrada na qual havia dois planos separados apontados na mesma direção. Mas tínhamos funções diferentes. Ele estava tentando obter todos os teoremas necessários para ajustar as singularidades no horizonte de eventos de um buraco negro. Estava tentando provar como funcionam os buracos negros. Eu simplesmente queria reproduzir um campo de tipo buraco negro, pois o buraco negro é a única coisa que sabemos poder tragar o Sol e nunca mais o veríamos.

Portanto se você deseja um campo capaz de conter uma detonação de fusão de hidrogênio ( fusão de hidrogênio que acontece em nosso sol que é um gigantesco reator natural de fusão  desse gás), o que vai ser? Um buraco negro. Eu estava tentando obter um invólucro de retenção para essa coisa. Consegui isso por meio de um formato cônico toroidal tipo compressor na forma de onda de massa, e isso me deu exatamente o que estava procurando num campo de retenção. 
A matemática de Hawking realmente me ajudou a determinar as diretrizes de forma de onda necessárias ao estabelecimento desse campo. Isso estava feito e comecei a encomendar peças. Logo esgotei meus recursos para obter todos os materiais necessários. Havia um deputado local chamado John Ashbrook. Quero que se lembrem do nome. Chegou a se candidatar a presidente em 1972. Era um deputado republicano bem sólido na região e bastante influente no Congresso. Foi um relacionamento estranho o que tivemos, um pouco tenso às vezes. Mas ele realmente entrou com o financiamento, uma quantia enorme de dinheiro mesmo naqueles dias. Chamou mais algumas pessoas, olharam o que eu estava fazendo e disseram: “Financie isto”.

Na época eu tinha 16 anos. Estava construindo esse projeto e essa coisa toda. Acho que Hawking teve muito a ver com isso, estava convencido de que esta coisa poderia funcionar. Então, entraram recursos. Além de recursos, foi também aprovada uma autorização no Congresso, pois eu precisava de algumas pelotas de combustível de Oak Ridge, Tennessee.  Depois disso, apareceu uma outra pessoa. Esse sujeito era um General reformado chamado Curtis LeMay

Seus pais moravam em Mt. Vernon, Ohio, onde eu morava. Minha mãe era enfermeira e cuidou dos pais de LeMay. Mundo pequeno, não? O deputado pediu que LeMay entrasse na roda e trabalhasse nesta coisa. o General LeMay detestava a inatividade. Entrou neste projeto e o observou. Evidentemente, o deputado lhe pedira que o analisasse. Quando conheci LeMay, ele me deixou morto de medo. De qualquer forma, quando tudo foi concluído e o motor do foguete estava terminado…
Fim da Primeira Parte
Originalmente postado em Agosto 2012.


Para saber mais sobre ROSWELL ver aqui
  1. http://thoth3126.com.br/roswell-entrevista-com-o-coronel-philip-j-corso/
  2. http://thoth3126.com.br/roswell-o-dia-depois-da-qaeda-de-um-ufo/
  3. http://thoth3126.com.br/roswell-o-dia-depois-da-qaeda-de-um-ufo-de-final/
Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.
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AÇORES:Pirâmide submersa gigante encontrada nos Açores












Pirâmide submersa gigante encontrada nos Açores

Um velejador português descobriu uma
pirâmide submersa com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados de
base, perto do Banco D. João de Castro, entre as ilhas Terceira e São
Miguel, nos Açores.



Reportagem da RTP.
Vídeo editado e publicado pelo Paradigma da Matrix

( http://paradigmatrix.net ), Visite-nos!

Pirâmide submersa encontrada nos Açores.

Posted by on March 3, 2014


Velejador português diz ter encontrado pirâmide submersa no arquipélago dos Açores.

Pirâmide com 60 metros de altura teria base maior do que um estádio de futebol

Um velejador português afirma ter
descoberto uma pirâmide com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados
de base submersa no arquipélago dos Açores, no Oceano Atlântico. 


Edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

É
uma descoberta misteriosa que ressuscita a lenda da Atlântida: foi
encontrada uma pirâmide submersa com 60 metros de altura e 8 mil metros
quadrados de base ao largo da Ilha Terceira, nos Açores. A estrutura foi
identificada por um velejador através de leitura batimétrica. O autor
da descoberta não acredita que a pirâmide seja de origem natural.


http://www.rtp.pt/ - http://sol.sapo.pt/ - http://www.dn.pt/

O velejador Diocleciano Silva, que é
formado em medicina veterinária, acredita que a estrutura pode
representar vestígios da lendária Atlântida. O Departamento de
Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, no entanto, relativiza
a descoberta.




A descoberta teria sido feita há cinco  meses, quando o velejador tentava encontrar zonas de pesca na
região. Por meio de leitura batimétrica de navegação, o português disse  ter localizado a pirâmide, cuja ponta estaria a cerca de 40 metros de  profundidade e a base ocuparia uma área maior que um estádio de futebol.


Pela precisão das linhas, o autor da  descoberta não acredita que a pirâmide seja de origem natural e imagina  que ela representa indícios de Atlântida. As coordenadas da  suposta pirâmide foram entregues às autoridades locais na esperança de  que o mistério seja desvendado.

“É impressionante devido às formas. É  uma pirâmide perfeita. E ainda por cima, a orientação, a implantação da  pirâmide: os vértices estão orientados (a) norte e sul, precisamente norte e sul (por consequência também leste e oeste), como as pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos, no Egito)”, afirmou o velejador.



A localização do Arquipélago dos Açores, que já foram citadas em inúmeras
obras como remanescente de uma cadeia de montanhas do continente deAtlântida.
 

O Instituto Hidrográfico da Marinha  Portuguesa está analisando os dados que estão na origem da descoberta  dessa  ”pirâmide” submarina, com cerca de 60 metros de altura e cerca de oito mil metros quadrados de base, entre as ilhas de São Miguel e Terceira, no Arquipélago dos Açores

De acordo com o comandante da Zona  Marítima dos Açores, contra-almirante Fernando Pires da Cunha, a  descoberta de um praticante de pesca desportiva perto do Banco D. João  de Castro carece de “análise” para avaliar a sua “autenticidade”.

Fernando Pires da Cunha recordou ao  SOL que a carta do mar dos Açores foi atualizada há dois anos e  que, nesta altura, ”não foi identificada qualquer estrutura” com as  características que Diocleciano Silva, veterinário de profissão, diz ter encontrado.

“Naquela altura procuramos sondas que  pudessem constituir perigo para a navegação e não encontramos nada.  Fizemos uma carta bastante extensiva e, julgamos nós, completa. Ainda
assim, estamos analisando os dados”, garantiu o comandante.


Ainda de acordo com Fernando Pires da  Cunha, o Instituto Hidrográfico está aguardando informações acerca do  equipamento que fez a leitura batimétrica a partir do GPS instalado no
barco de Diocleciano Silva e outros dados que o próprio diz ter.


Como zona vulcânica, não está afastada a possibilidade de a “pirâmide” ser apenas uma elevação no terreno e não  um vestígio da Atlântida perdida, como defendeu Diocleciano Silva, de
acordo com notícia avançada pela RTP-Açores.


 Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

Publicado em 24/09/2013

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014