O
Governo Oculto do Mundo tem sua origem nos meados da 3ª Raça Mãe, a
Lemuriana. É composto pelos Seres que se interiorizaram quando da
catástrofe Atlante. Aqueles Seres Divinos que habitavam a Atlântida
quando houve a interiorização, passaram para o interior da Terra e de lá
controlam, governam o Mundo, naturalmente dispondo dos três poderes do
Eterno: Onipotência, Onipresença e Onisciência. Estão a par de tudo o
que acontece, acompanhando o direcionamento da humanidade. É composto
por um Rei e suas duas colunas, com o poder Temporal e Espiritual,
(Sacerdotal).
Todo ser iluminado avataricamente ou por iniciação, desde
que esteja de posse do conhecimento de certos mistérios, faz parte do
culto que tem o nome de Igreja de Melki-Tsedek, que está acima de todas
as manifestações religiosas, pois é a que verdadeiramente torna a ligar
(religo-religare) o homem ao Divino. Jorge Antonio Oro nos traz muitas
revelações e esclarecimentos sobre o Governo Oculto do Mundo.
PROGRAMA VIDA INTELIGENTE
com Eustáquio Andréa Patounas
Quinta-Feira, 8 às 9 da noite, AO VIVO
TV Floripa Canal 4 da NET
www.vidainteligente.blogspot.com
1) VIDA MATERIAL E ESPIRITUALISMO -
2) PORTAIS DIMENSIONAIS - 3) OS MUNDOS SUBTERRÂNEOS-137 MIN.
ASSISTA AO VIVO PELA INTERNET www.tvfloripa.org.br, a seguir clique em Ao Vivo e depois na seta do Play
Os
centros de forças do corpo do planetário da ronda, estão espalhados
estrategicamente pela crosta terrestre. São os esotericamente chamados
Sistemas Geográficos. Estas regiões correspondem sempre a embocaduras ou
entradas para os mundos subterrâneos. De acordo com o desenrolar da
evolução, determinados Sistemas Geográficos são desativados para dar
nascimento a outros Sistemas Geográficos, que correspondam a uma nova
tônica evolutiva. Em verdade, os Sistemas Geográficos na sua parte
interior, regiões subterrâneas que correspondem com as da superfície
terrestre, são os depositários de todas as experiências do passado, onde
estão sendo guardadas as experiências do presente e onde está
concentrado todo o potencial das futuras civilizações. Jorge Antonio Oro
é nosso convidado.
"Devemos fazer luz sobre tudo aquilo que o povo desconhece"
PROGRAMA VIDA INTELIGENTE com Eustáquio Patounas Quinta-Feira, 8 às 9 da noite, AO VIVO TV Floripa Canal 4 da NET www.vidainteligente.tv.br
e nos deixou mais uma vez entregues às nossas perguntas.
Em um artigo publicado no prestigioso periódico Nature do
ano de 1987, três bioquímicos publicaram um estudo do DNA mitocondrial
de 147 pessoas vivendo em cinco continentes. Os bioquímicos afirmaram:
“Todos esses DNAs mitocondriais partem de uma mesma mulher, que, a
título de hipótese, viveu há cerca de 200 mil anos, provavelmente na
África”.
O caso se tornou uma sensação. A mulher foi chamada de “a Eva africana”, e a Newsweek a publicou em sua capa. Lá estava ela – a ancestral única de todos os seres humanos.
Eva foi uma entre uma população de seres humanos primitivos, mas
todas as linhagens humanas que não derivaram dela pereceram. Para
estudantes da evolução humana, uma importante aplicação desse achado foi
que a população asiática do Homo erectus, incluindo o famoso
Homem de Pequim, possivelmente não está entre nossos ancestrais. Aqueles
homens-macacos não poderiam ter descendido de Eva, concluiu-se, porque
viveram na Ásia antes de 200.000 anos atrás.
O DNA mitocondrial (DNAmt) carrega instruções genéticas da central de
produção de energia. Ele é transmitido para os descendentes apenas pela
mãe, sem nenhuma contribuição vinda do pai. Isso quer dizer que a
descendência por DNAmt faz uma árvore genealógica de um único ramo, que é
fácil de se estudar.
Estudos computadorizados do exemplar de 147 pessoas (que representam a
população mundial) mostram que o tronco ancestral original se dividiu
em dois ramos. Apenas africanos descenderam de um ramo; e o resto da
população, bem como alguns africanos, descendeu do outro. A dedução foi
que a origem era africana. Em 1991, outra análise de sequências exatas
de DNAmt de 189 pessoas confirmaram isso e indicaram grosseiramente que
Eva era nossa dez-mil-vezes-bisa-avó.
Eva é Expulsa do Paraíso Científico
Infelizmente, todavia, a Teoria da Eva logo caiu. Em 1992, o
geneticista Alan Templeton, da Universidade de Washington, afirmou na
revista Science: “A inferência de que a árvore da humanidade
teria suas raízes na África não encontra suporte nas evidências”. Parece
que a Teoria da Eva africana teria nascido de erros nas análises
computadorizadas.
As árvores ancestrais foram desenhadas a partir das sequências de
DNAmt através do que se chama de princípio da parcimônia. O exemplo a
seguir dá uma ideia geral de como isso é feito. Eu pego uma sequência de
quatro letras para representarem as informações genéticas no DNAmt. Em
(1), eu começo com abcd como o ancestral original e, por fazer pequenas mudanças, ou mutações, eu produzo descendentes avcd e abud. Então, de avcd, eu obtenho mais dois descendentes, avcn e rvcd, novamente por pequenas mutações.
Suponhamos que nos foram dadas as sequências avcn, rvcd e abud
e é nos pedido para deduzirmos sua origem. Como trabalhamos com isso? O
método usado pelos cientistas que estudavam o DNAmt foi dizer que os
ancestrais e descendentes deveriam ser tão similares quanto possível.
Uma maneira de se mensurar quão similares eles são é contando o número
de mutações do ancestral para o descendente na árvore genealógica. Uma
árvore com poucas mutações demonstra grande similaridade, revelando-se
uma boa candidata à verdadeira árvore ancestral. É dito que tal árvore é
parcimoniosa.
Por exemplo, árvore (1) tem quatro mutações, e árvore (3) tem oito. A
classe de cientistas argumentaria que a (1) é, portanto, mais passível
de ser a verdadeira árvore ancestral. Isso parece promissor uma vez que
neste caso a árvore (1) é, de fato, a árvore real. Mas a árvore (2)
requer cinco mutações, por isso ela é quase parcimoniosa. Ainda assim, a
árvore (2) apresenta ancestrais em um padrão completamente diferente.
O problema do método da árvore parcimoniosa é que, em um caso
complexo, há literalmente milhões de árvores que são igualmente
parcimoniosas. Procurar por entre elas em um computador mainframe
pode levar meses. De acordo com Templeton, os achados originais acerca
da Eva africana vieram de computadores que “deixaram passar” árvores
importantes. Quando análises mais detalhadas foram feitas, a árvore de
raízes africanas revelou-se uma candidata como qualquer outra, não mais
provável do que uma árvore de raízes europeias ou asiáticas.
O método da árvore parcimoniosa se fundamenta na ideia de que
organismos similares devem compartilhar ancestrais comuns, e que
organismos menos similares, mais distantes. Essa ideia é o conceito
central por trás da Teoria da Evolução. Uma vez que a abrangência dos
registros históricos humanos é pequena demais para demonstrar mudanças
evolutivas significativas, os evolucionistas são forçados a reconstruir a
história dos seres vivos comparando semelhanças e diferenças entre
organismos vivos e fossilizados.
É dito, por exemplo, que homens e macacos compartilham um ancestral
comum porque o homem e o macaco são muito similares. No final do século
XIX, houve uma famosa discussão entre os anatomistas Thomas Huxley e
Richard Owen acerca de se os seres humanos eram ou não primos dos
macacos. Owen defendia que não, porque um aspecto do cérebro humano, o
hipocampo, não era encontrado nos cérebros dos macacos. Mas Huxley
venceu a discussão mostrando que os macacos têm, sim, um hipocampo.
Antes de triunfantemente apresentar sua evidência para a Associação
Inglesa de Cientistas, Haxley escrevera para sua esposa: “Na próxima
sexta à noite, todos serão convencidos de que são macacos”.
Por que o Homem e o Macaco São Similares?
Certamente, o homem e o macaco são de fato similares. Então, se eles
não descendem de um ancestral comum próximo, como se pode explicar isso?
O criacionismo bíblico propõe que Deus criou o homem e o macaco
separadamente através de simples decreto divino. Para muitos cientistas,
essa história parece insatisfatória. O geneticista Francisco Ayala
indicou o porquê em uma discussão sobre a grande semelhança entre seres
humanos e chimpanzés. Ele grifou: “Esses criacionistas estão insinuando
que Deus é um fraudador, fazendo coisas parecerem idênticas sendo que
não o são. Eu considero isso uma blasfêmia”. Em outras palavras, por que
Deus falsificaria um registro de aparente mudança histórica?
Para ilustrar a ideia por trás do comentário de Ayala, considere as
pernas dos mamíferos. Em todos os mamíferos terrestres conhecidos, os
ossos da perna são homólogos, ou de forma similar. Assim, todos os
mamíferos têm uma tíbia, um fêmur etc. característicos. Agora, imagine
que a engenharia genética se torna altamente perfeita. Um engenheiro
geneticista talvez queira criar um animal com pernas próprias para
determinado ambiente. Ele não faria isso simplesmente modificando os
ossos padrões para criar outra perna no padrão dos mamíferos? Por que
criar todo um novo conjunto de ossos adequados para aquele novo ambiente
“a mão”? Se os engenheiros humanos talvez fizessem assim, por que não
Deus? A resposta de que o desejo de Deus é insondável não é muito bem
vista entre a maior parte dos cientistas.
Certamente não é possível conjecturar o desejo de Deus. Todavia, a
literatura védica oferece um relato da origem das espécies que explica o
padrão de similaridade entre os organismos vivos. De acordo com o Srimad-Bhagavatam,
as entidades vivas descendem, com modificações, de um ser criado
originalmente. Todas as espécies, portanto, estão unidas por uma árvore
genealógica de ancestrais e descendentes. Formas que compartilham
características similares herdam tais características das formas
ancestrais que as possuem originalmente. Dessa maneira, a teoria
apresentada no Bhagavatam acerca das semelhanças e diferenças entre espécies é, de certa forma, comparável com a tradicional Teoria da Evolução.
Essas duas teorias, porém, não são iguais. A teoria neodarwiniana da
Evolução diz que as espécies descenderam de um organismo primitivo
unicelular e gradualmente se desenvolveram em formas cada vez mais
complexas. Em contraste, o Bhagavatam diz que Brahma, o ser originalmente criado, é sobre-humano. Brahma gerou seres chamados prajapatis,
que são inferiores a ele. Esses, por sua vez, produziram gerações de
seres inferiores, culminando nas plantas, animais e nos seres humanos
como os conhecemos. Abaixo dos prajapatis, essas sucessivas gerações vêm a existir através de reprodução sexual.
A Teoria da Evolução diz que as espécies surgem através de mutação e seleção natural, sem nenhum guia inteligente. O Bhagavatam, por outro lado, defende que todo o processo de geração de seres é planejado em detalhes por Deus.
Projetista Inteligente
Este ponto nos conduz de volta à questão de por que as espécies deveriam ser unidas por um padrão homológico.
Diversos pontos podem ser colocados. O primeiro é que um engenheiro
geneticista projetando um mamífero para um fim especial talvez ache
conveniente atribuir-lhe um design especial. Contudo, se ele
quer criar todo um ecossistema de organismos que se interagem, ele
talvez queira fazê-lo com um esquema geral no qual ele possa produzir
diferentes tipos de organismos modificando projetos modelos. Então, um
mamífero planejado para modelo poderia ser usado como ponto de partida
para produzir vários mamíferos, e modelos similares poderiam ser criados
para aves, peixes e assim por diante. Seria mais eficiente organizar
esses modelos em uma árvore parcimoniosa para que seja necessário o
mínimo de trabalho de criação.
Essa ideia fornece resposta para uma das dificuldades da Teoria da
Evolução. Muitos organismos vivos têm estruturas complexas que os
evolucionistas encontram grande dificuldade em explicar através da
seleção natural ou de mutações. Observara-se que certas formas
intermediárias unem organismo que têm essas estruturas àqueles que não
têm. Evolucionistas encontram dificuldade em imaginar possibilidades
convincentes para o que possam ser essas formas intermediárias
involutivas. Mas as estruturas são fáceis de entender se pressupormos um
projetista inteligente.
Para ilustrar esse ponto, considere a dificuldade de se criar
programas de computador. O programador irá, muitas vezes, programar um
novo software pegando um já pronto e o modificando. Depois de
fazer isso por algum tempo, ele acaba produzindo uma árvore genealógica
de programas. Entretanto, as mudanças necessárias para se ir de um
programa a outro são frequentemente extensas. Um novo programa, que se
espera que opere de maneira determinada, não nasce de mutações
randômicas no programa original.
Todavia, poderia se levantar o ponto de que um finito engenheiro
humano talvez precisasse de eficientes métodos de criação, mas Deus é
ilimitado e não precisa deles. Por que, então, Ele deveria usá-los? Nós
não podemos predizer Deus, mas uma possível resposta aguarda nossas
considerações no Bhagavatam (2.1.36). Ali, Krsna, a Suprema Personalidade de Deus, é celebrado como o maior dos artistas:
“A variedade de pássaros são indicações de Seu elevado senso
artístico. Manu, o pai da humanidade, é o emblema de Sua inteligência
sistemática, e a humanidade é Sua residência. As espécies celestiais de
seres humanos, como os gandharvas, vidyadharas, caranas e apsaras, representam Sua harmonia musical, e os soldados demoníacos são representações de Suas proezas grandiosas”.
Padrões metódicos de criação também são naturais em trabalhos
artísticos. Assim como Bach habilmente combinou e modificou diferentes
temas em suas fugas, da mesma forma, o Artista Supremo talvez orquestre o
mundo da vida de forma que demonstre ordem, parcimônia e abundante
originalidade de formas. Os parcimoniosos padrões de mudança seguem
naturalmente ao longo da procriação das espécies. A originalidade emana
da inteligência criativa de Krishna, e não pode ser relatada pela teoria
neodarwiniana.
Energias Sutis
Isso nos conduz ao nosso último ponto. As formas de vida descendentes
de Brahma incluem várias espécies desconhecidas por nós. As espécies
superiores, começando com o próprio Brahma, têm corpos feitos, em sua
maior parte, de tipos sutis de energia distintos das energias estudadas
pelos cientistas modernos. Manu, os gandharvas e os vidyadharas são exemplos de tais seres.
Nós podemos tratar as energias estudadas pela ciência moderna como
matéria grosseira. Os corpos dos seres humanos comuns, animais e plantas
são todos feitos desse tipo de matéria. Se eles descendem de seres com
corpos feitos de energia sutil, então deve haver um processo de
transformação pelo qual formas grosseiras são geradas a partir de sutis.
Tal processo o Bhagavatam diz categoricamente que sim existe.
Portanto, a explanação do Bhagavatam acerca da origem das
espécies traz as duas seguintes máximas: (1) existem, necessariamente,
seres corporificados em corpos sutis, que incluem os precursores dos
organismos corporificados em corpos grosseiros, e (2) existe,
necessariamente, um processo pelo qual o grosseiro vem do sutil. Seria
interessante procurar saber se existe alguma evidência empírica que
pudesse corroborar essas predições.
O QI da Natureza
Isvara Krsna Dasa
“A construção de uma habitação
é algo conhecido mesmo aos pássaros e bestas. O rato sabe como viver
dentro da terra. Eles fazem um buraco. De acordo com sua capacidade,
eles o fazem ali. Os pássaros também fazem seu ninho para viver
confortavelmente. E as formigas também. Assim, essa inteligência está
presente. Deus concedeu essa inteligência”. – Srila Prabhupada
“Muitos instintos são tão magníficos que o
desenvolvimento deles provavelmente se mostrará ao leitor uma
dificuldade suficiente para subverter toda a minha teoria”. – Charles
Darwin
“Caso alguém pudesse demonstrar que existiu algum órgão complexo que
não pudesse possivelmente ter-se transformado por numerosas, sucessivas e
pequenas modificações, minha teoria se arruinaria completamente”. –
Charles Darwin
Tendo sido criado em uma cidade, Budapeste, eu aprendi sobre a
natureza primeiramente a partir de livros e filmes. Por um longo tempo,
livros sobre o mundo vivo fascinaram-me – as histórias dos
ornitologistas, relatos dos naturalistas sobre suas expedições,
apresentações de pesquisadores do comportamento animal. Meus autores
favoritos eram Gerald Durell e David Attenborough. Eu jamais imaginaria
que investigar os mais ocultos assuntos da natureza se tornaria a minha
profissão.
A familiaridade dos meus pais com a ciência ajudou a tornar a
Biologia minha matéria favorita nos ensinos fundamental e médio. Minha
mãe era farmacêutica, e meu pai, médico. Pensar em termos da ciência era
algo natural em nossa família com três filhos.
Na aula de Biologia do ensino médio, eu não podia escapar da
dissecação de espécimes animais, embora me lamentasse e sentisse-me
moralmente avesso à visão da minhoca crucificada com alfinetes e do sapo
desentranhado ou dos pássaros preparados que pareciam muito mais
atrativos intactos do que com seus intestinos à mostra.
Meu interesse, por fim, se voltou para as ciências sociais, e entrei
na Universidade de maneira a estudar Antropologia Cultural, a qual
analisa e compara civilizações passadas e atuais.
O Milagre da Vida 55min,
Nova Visão de Mundo
Na Hungria, onde eu vivia, meus primeiros anos universitários
coincidiram com a mudança do sistema político. O comunismo estava fora,
e, repentinamente, compreendi que o mundo pode ser visto sob várias
perspectivas e que o homem é livre para escolher a visão de mundo que
ele quer. Essa liberdade era promissora, mas também assustadora, por
causa das sérias implicações da escolha. A estrutura e o pensamento de
outras sociedades, portanto, tornaram-se importantes para mim não apenas
do ponto de vista científico, mas também existencialmente, relevantes
para a minha própria vida.
Durante esse período, familiarizei-me com a sabedoria das escrituras
védicas, da Índia, com os livros de Srila Prabhupada, um educador
indiano representando uma tradição ininterrupta. Após alguns pequenos
livros sobre reencarnação, li o Bhagavad-gita e obtive uma visão
geral de sua filosofia: todo ser vivo (inclusive as plantas e os
animais) é uma alma eterna que, de um modo ou outro, emaranhou-se no
mundo material e agora vagueia de um tipo de corpo a outro, aceitando
várias formas corpóreas. Quando as almas obtêm um corpo humano, elas
recebem a chance de se despertarem para a sua consciência original pura
e, agindo apropriadamente, podem voltar ao mundo espiritual ao fim da
vida e se reconectarem com Deus.
A princípio, considerei isso bom demais para ser verdade. Ao mesmo
tempo, entretanto, a coerência do raciocínio, o conceito de
não-violência e a opção de que a vida poderia ter um propósito mais
elevado fascinaram-me. Depois do materialismo científico, embebido no
sistema educacional do socialismo, isso era muito atrativo, mas,
simultaneamente, bastante incomum e difícil de acreditar.
Entrei em uma crise ideológica. Meu sistema de pensamento, adquirido
em minha infância e julgado incontestável, debilitava-se gradativamente.
Ao mesmo tempo, ainda era forte o bastante para impedir-me de aceitar
outra ideologia.
Eu tinha problemas especialmente com uma questão: De onde os reinos
animais e vegetais, que eu tanto admirava, haviam se originado? De
acordo com os meus livros da infância e da escola, a vida surgira
através de processos mecânicos eventuais e as espécies evoluíram de
ancestrais comuns por milhões de anos. Contudo, segundo os textos
védicos milenares que eu estava começando a respeitar, os projetos
corpóreos de plantas e animais existem em nosso planeta desde o começo
dos tempos.
Também tomei conhecimento de algumas publicações que apresentavam
contra-argumentos contra a teoria da evolução. Fiquei surpreso ao
descobrir uma enorme estrutura de argumentos e comecei a ponderar que a
teoria da evolução poderia não ser, afinal, um fato inegável. Talvez
fosse simplesmente uma interpretação possível para a natureza – a
interpretação com a qual fui alimentado. Eu estava curioso por encontrar
a verdade, e julguei que, sem encontrar a verdade referente à questão
das origens, eu não poderia tomar uma decisão bem fundada acerca do
propósito da minha própria vida.
De Volta à Estante de Livros
Reli meus livros sobre animais e notei que as origens eram tratadas
com marcante superficialidade. Qualquer fenômeno sobre os quais falassem
os autores, eles utilizavam expressões como “evoluíram”, “surgiram”,
“foram modificados”, “adaptaram-se” etc., mas jamais detalhavam como
tais coisas aconteceram.
Pensei que eu poderia obter informações detalhadas em periódicos
especializados, mas constatei, para o meu desalento, que as descrições,
embora exprimidas mais cientificamente, eram baseadas em uma
preconcepção não comprovada. Isto reforçou minha desconfiança de que
minha escola era enganosa, e que o evolucionismo não era nada senão uma
construção linguística, uma explicação mítica para o mundo criada nos
séculos XIX e XX. Pegando emprestada uma expressão da área de humanas,
era uma “narrativa”, uma história inventada por um povo em certo período
e contada a outros.
Relendo os livros, fui arrebatado pelas maravilhas dos instintos inatos
que muitas espécies animais demonstram. A fim de reunir mais
informações para solucionar a questão das origens, decidi estudar esta
temática em detalhes. O comportamento animal é o assunto da disciplina
científica de nome Etologia. Sendo um antropólogo cultural por
treinamento e também alguém interessante em culturas não-humanas, dei-me
o título de “zoologista cultural” (talvez o único no planeta Terra).
Observemos algumas questões que surgem em conexão com o comportamento animal instintivo.
Nada há de surpreendente em os insetos se comportarem como insetos,
os pássaros como pássaros e os mamíferos como mamíferos. Eles executam a
maior parte de seu intrincado comportamento de uma maneira
predeterminada e instintiva. Mas como eles sabem quando e como deveriam
agir? De onde vem a inteligência manifestada na natureza?
De forma a explicar a origem dos padrões comportamentais, os
evolucionistas apontam para modificações graduais de comportamentos mais
simples. Porém, a visão atual é necessariamente a visão correta? Ela se
baseia em dedução detalhada e plausível? Ou poderia haver uma
explicação alternativa melhor? É possível que o nosso mundo reflita de
muitas maneiras uma inteligência sobrenatural que aplicou suas próprias
soluções infinitamente engenhosas a fim de criar o mundo vivo?
O Termostato da Natureza
Muitos padrões de comportamento animal não consistem meramente de uma
única fase, mas antes envolvem uma gama de passos comportamentais que
têm de ter sempre estado presentes para êxito na ação. Isto representa
uma séria, se não letal, ameaça à teoria darwiniana.
Foto: Casal de megapódios ocelados cuidando de seu ninho.
O megapódio ocelado (leipoa ocellata), nativo da
Austrália Oriental, choca seus ovos de uma maneira incomum.
Primeiramente, com suas fortes pernas, os pais megapódios ocelados cavam
um buraco de 4 metros e meio de largura e 90 centímetros de
profundidade. Durante o inverno, eles reúnem galhinhos e folhas dentro
de um raio de 50 metros e os amontoam no buraco. Quando o material
houver ficado completamente encharcado pela chuva, eles cobrem tudo com
uma camada de terra arenosa de 50 centímetros de espessura. Eis como
esta ave constrói seu ninho similar a uma cratera, o qual tem quase 1
metro e meio de altura.
A fêmea bota seus ovos sobre as folhas em decomposição na câmara dos
ovos dentro do montículo e então o macho enterra a câmara dos ovos.
Começando da primavera; por três ou quatro meses, a fêmea vai ao ninho
uma vez por semana para botar um ovo de cada vez, e então deixa o ninho.
Durante o longo período de nove meses de choca, o macho cuida da
temperatura correta de incubação.
A maioria das espécies de aves choca seus ovos com o calor de seus
próprios corpos. Este caso é totalmente diferente. Os ovos do megapódio
ocelado são chocados pela quentura do monte enquanto a matéria vegetal
em decomposição amontoada em seu interior gera calor. A intervalos, o
macho enfia seu bico no monte de modo a conferir a temperatura do solo.
Ele é capaz de mensurar a temperatura muito provavelmente com sua língua
ou cavidade oral. Ele mantém a temperatura do montículo funcionando
como uma incubadora a 34 graus centígrados com incrível precisão. Ele
permite uma flutuação máxima de 1 grau centígrado dentro do montículo,
muito embora diária e anualmente a temperatura varie consideravelmente
na região em que vive.
Caso os ovos fiquem sujeitos ao perigo de superaquecimento, ele
remove assiduamente uma camada de areia do topo do monte para expedir o
calor extra. No sentido inverso, de sorte a proteger o montículo de
raios solares excessivos, ele esgaravata mais terra para sobre o
montículo. Quando a temperatura externa se torna mais fria, ele remove
as camadas superiores do monte durante o dia a fim de que os raios
solares incidam diretamente no centro do ninho. À noite, porém, ele o
cobre novamente para reter o calor.
Os filhotes nascem em diferentes tempos e quebram a casca do ovo com
suas fortes pernas. Miraculosamente, eles não sufocam dentro do
montículo, senão que, mantendo seu bico e seus olhos estritamente
fechados, cavam até saírem do monte. Eles esforçam-se arduamente por
cinco ou dez minutos abrindo alguns centímetros de caminho até a
superfície, então descansam por cerca de uma hora e começam novamente.
Eles podem levar de duas a quinze horas até o topo. Uma vez fora, eles
respiram profundamente e abrem seus olhos. Em seguida, caminham à sua
maneira gingada para fora do ninho/monte ou rolam abaixo para as
redondezas cobertas de vegetação rasteira. Eles nunca se encontram com
seus pais e não aprendem com ninguém como construir um montículo ou como
manter sua temperatura. Contudo, quando chegam à idade adulta,
comportam-se exatamente como se comportaram seus pais.
Além das Explicações da Ave Engenhosa
O megapódio ocelado pertence à família das aves incubadoras (megapodiidae).
Todas as espécies de aves pertencentes a essa família taxonômica são
bem conhecidas por utilizar uma fonte externa de calor para chocar seus
ovos. Os periódicos científicos evolucionistas assumem que esse método
de incubação evolui a pequenos passos a partir da incubação tradicional
de “acomodar-se sobre os ovos”. No entanto, eles são incapazes de
fornecer qualquer tipo de explicação teórica convincente e detalhada
para essa evolução gradual, a qual estaria coerente com os princípios de
sua teoria.
A fim de compreendermos mais profundamente por que a teoria
evolucionista não se suporta no atinente à origem da estratégia de
incubação do megapódio ocelado, consideremos o que é necessário para a
exitosa chocagem dos filhotes.
No que diz respeito à fêmea: Voltar regularmente e botar os ovos no local apropriado.
No que diz respeito ao macho: Conhecimento acerca do material e da
estrutura do monte; construção do monte incubador; órgão específico para
a checagem da temperatura do solo; sofisticado instinto para garantir
uma temperatura constante dentro do monte de chocagem.
No que diz respeito aos passarinhos recém-nascidos: Comportamento
instintivo apropriado sobre o que fazer após a choca; construção
anatômica adequada para ter força suficiente para cavarem até a
superfície do monte e sobreviverem sozinhos; padrões de comportamento
instintivo do nascimento em diante, capacitando-os a reproduzirem-se e
chocar.
Reflitamos sobre isso. Seria possível omitir algum destes elementos e
ainda assim haver ovos chocados? Certamente não, porque todas essas
características anatômicas e instintivas particulares são necessárias ao mesmo tempo
para que as próximas gerações de pássaros possam passar a existir. Eis
por que não se pode esboçar uma linha de desenvolvimento progressivo
consistindo de numerosas pequenas mudanças graduais conduzindo do
“aquecer com o corpo” ao sistema do “construtor de montículo”. Quando os
ovos são depositados e escondidos no solo, todos os outros elementos (características
físicas e instintos do megapódio ocelado) devem estar presentes; do
contrário, a temperatura dos ovos não seria mantida e os embriões dentro
deles pereceriam.
O método de incubação do megapódio ocelado, portanto, é um sistema irredutível,
visto que o processo funciona unicamente caso cada peça do
quebra-cabeça da cadeia comportamental esteja em sua posição apropriada.
O surgimento simultâneo de tantos elementos coordenados sem controle
consciente – meramente por mutação eventual não-direcionada – é
absolutamente impossível.
Por conseguinte, a origem do megapódio ocelado é um enigma com uma
única solução: esse pássaro, com todos os seus atributos anatômicos e
comportamento instintivo, foi planejado por uma inteligência superior.
Ademais, as técnicas de incubação “sentar sobre os ovos” e “construir um
montículo” mais plausivelmente manifestaram-se ao mesmo tempo como
partes de um abrangente plano superior.
Uma Resposta Mais Convincente
O megapódio ocelado é apenas um dos muitos exemplos em nosso livro Nature’s IQ [sem tradução para o português], escrito em cooperação com o amigo bioengenheiro Bhagavat-priya Dasa. Ele descreve mais de cem exemplos de instintos animais incomuns de origem inexplicável (www.naturesiq.com).
Aqui estão mais algumas perguntas empolgantes:
Como o peixe-arqueiro obteve a ideia de cuspir acima do nível da
água, e como sua arma bucal especial (capaz de atingir insetos com água)
desenvolveu-se? Que tipo de vantagem evolutiva representaria a
habilidade de cuspir pequenas quantidades de água a uma pequena
distância para muitíssimas gerações?
Como um peixinho, o góbio-néon, permanece vivo enquanto nada
voluntariamente para dentro da boca de um peixe predador, a
garoupa-estrelada?
Como os pássaros migratórios sabem quando e para qual direção devem partir?
Quais hábitos de acasalamento especiais contradizem a evolução darwiniana?
Quais são as estratégias de pais animais na criação de sua prole, e
por que é provável que tais estratégias venham de uma inteligência
superior em vez de mudanças genéticas eventuais?
Os padrões de comportamento animal apresentam enigmas lógicos que
dificilmente podem ser solucionados sem a postulação do envolvimento do design inteligente. Parece razoável, portanto, considerar o ponto de vista das escrituras antigas.
De acordo com a filosofia das escrituras védicas, os seres vivos
neste mundo constituem-se de três componentes. Em todos os casos, a
fonte da vida e da consciência em qualquer corpo vivo é uma centelha
espiritual individual e eterna. Um corpo físico sutil, no qual as
atividades mentais da entidade viva ocorrem, cobre o ser vivo. Parece
que os instintos de uma dada espécie também estão codificados nesse
corpo material sutil, e eles são substancialmente constantes. O corpo
biológico visível cobre o corpo sutil. As variadas formas de vida e os
padrões comportamentais apropriados têm origem a partir de um ser
infinitamente inteligente e inventivo, o qual está presente nos corações
de todas as coisas viventes como a Superalma.
Aprendi a identificar os desorientadores preconceitos ideológicos nos
livros de ciência e a lidar com eles com a devida reserva. E,
atualmente, quando leio sobre a natureza, frequentemente sinto que, por
trás das linhas, Alguém está piscando para mim.
A Origem da Vida, Biologia e Genética
- Adauto Lourenço (Série: Criação x Evolução)77min.
Série: Criação x Evolução. Video 3 de 8.
Esta
é uma série de 8 palestras apresentadas pelo Prof. Adauto Lourenço,
voltadas ao público cristão, e eu digo "público cristão" haja visto que
em determinados momentos ele menciona a Bíblia. Entretanto as palestras
não deixam de ser interessantes para todos os que veem e examinam de
tudo sem preconceito, pois pode-se conhecer várias visões de um mesmo
tema, e com certeza os vídeos são um bom material para uma reflexão
saudável sobre as origens.
"Vivemos dias excepcionais para a
Ciência. Com o avanço tecnológico, muitas novas portas para a pesquisa e
o conhecimento se abriram. Mas a antiga pergunta feita pelos grandes
filósofos gregos, que permeou as discussões dos séculos dos grandes
descobrimentos, continua ecoando pelos corredores da Ciência até os dias
de hoje: A natureza com toda a sua exuberância , diversidade e
complexidade é apenas fruto do acaso ou de um plano racional e
intencional? O que é o universo e qual a sua origem? Como a vida teve o
seu inicio e como chegou até aqui? Desde quando tudo começou até agora, o
que aconteceu? Esta série poderá se tornar o seu primeiro passo em
direção a uma resposta sobre o que você conhece... ou sobre o que talvez
acha que conhece." (informações contidas na contracapa do DVD).
Palestrante: Adauto
J. B. Lourenço, B. Sc., MSc., é formado em Física pela Bob Jones
University, USA. Mestrado em Física Nuclear pela Clemson University,
USA. Pesquisador responsável em Sistemas de Imagem de Estruturas
Atômicas (Oak Ridge National Laboratory), é membro da American Physics
Society, EUA e pesquisador em Trocas de Energia em Nível Atômico (Max
Planck Institut für Stromunsgsforchung, Alemanha). Uma das
características mais marcantes do prof. Adauto Lourenço tem sido a sua
habilidade em transmitir conceitos difíceis da Ciência de uma forma
compreensível e agradável, para públicos de várias idades e de
diferentes níveis de conhecimento. É também formado em teologia pelo
Seminário Bíblico Palavra da Vida, casado com Sueli e pai de três moças.
(fonte: informações contidas na contracapa do DVD)
Produção: Estúdio Chamada. Realização: Obra Missionária Chamada da Meia-Noite. Tradução Consecutiva: Pr. Eros Pasquini Jr. Gravação e filmagem realizadas na PrimeiraIgreja Batista em Porto Alegre/RS em Abril de 2008.