quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O VERBO e o OM - UC Davis Symphony & Chorus: Mozart & Haydn



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O Verbo e o OM

" O espiríto em perfeita harmonia
com o OM é o cântico de Deus "
V\ T. E. M.

OM
    As religiões judaicas cristãs são unânimes na afirmação de que no princípio era o Verbo, e isto aporta nos que diziam os vedas: "No princípio era Brahmâ, com que estava o Verbo. E o Verbo é Brahmâ".

Compare-se: "No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" - Bíblia Sagrada - Evangelho de São João.

As religiões são concordes na afirmação de que Deus creou o Universo, e o fez por intermédio de uma emanação expressa por diferentes palavras, mas cujo sentido de todas ela conduz ao Princípio da Vibração. A essa vibração sagrada os textos cristãos primitivos chamavam "O VERBO" e o hinduísmo de OM, mas ambos os termos indicando a mesmíssima coisa. Na verdade existe uma relação de termos equivalentes pertinentes a diferentes culturas e épocas para indicar o Som Cósmico Primordial sendo os mais conhecidos: O VERBO, OM, AUM, AMN, AMEN, AMEEN, OMEN, OMON, A AM, HU, YAHUVAH, O LOGOS, O VERBO PERDIDO, e outros.
No ocidente, embora a ciência reconheça o efeito de ressonância, mesmo assim as pessoas em geral, e as religiões em particular, dão pouca importância à natureza dos sons e até mesmo as que dizem haver o mundo sido criado pelo Verbo, não dão qualquer importância ao poder dos sons; quando muito aceitam a música pelo seu lado estético ou quando muito, simplesmente como uma forma de expressão de louvores a Jesus e a Deus.

Podemos dizer por experiência própria que os certos sons vocálicos em geral, e as palavras mencionados em especial, influem de forma marcante sobre o campo energético da pessoa. Chegamos a essa afirmativa com base em dados obtidos através da kirliangrafia. Durante 3 anos realizamos mais de mil experiências usando o processo kirliangráfico[1] para evidenciar possíveis alterçoes provocados por determinados sons sobre o organismo. Testamos um número estatisticamente representativo de canticos ritualísticos e os sons vocálicos usados na AMORC, e também sons musicais comuns, sobre pessoas, assim como sobre vegetais. Constatamos a ocorrência de interferência, não deixando quaisquer dúvidas sobre as alterações do campo energético dos seres vivos.

No estudo que efetivamos por meio da kirliangrafia vimos que os sons vocálicos alteram os padrões energéticos do corpo bioplasmático. Testamos uma quantidade apreciável de sons, entre eles os relacionados a diversas organizações. Na realidade quase todos os sons provocam alterações no campo, sendo deveras intenso as silabas consideradas sagradas por diversas doutrinas e pelos mantras. Há sons que somente por escuta-los já ocorrem modificações na aura e outros que só há efeitos apreciáveis quando são emitidos pela própria pessoa.

Já que nesta palestra estamos falando do som OM podemos dizer que observamos em nossas experiências que esta palavra amplia de forma marcante a aura energética, igualmente o AUM. O som de RA amplia o campo energético masculino, enquanto que MA amplia o feminino. Evidenciamos também que ocorrem variações conforme a entonação, a intensidade, e o ritmo.

Hoje existe à venda equipamentos para fotografias Kirlian por preço razoável permitindo que, sem necessidade de grandes investimentos, pessoas interessadas possam fazer pesquisas pessoais e evidenciar o quanto de efeitos os sons provocam no campo energético. Vale salientar que os mais diversos trabalhos efetivadas por inúmeros pesquisadores mostram que ocorrem alterações acentuadamente significativas no que diz respeito às emoções, existindo padrões correspondentes à dor física, à tristeza, ao ciúme, à alegria e assim por diante, enfim existe o padrão característico de cada tipo de emoção. Também verificamos que o campo energético afetado por um tipo de emoção pode ser modificado, um determinado padrão pode ser anulado, ampliando, ou atenuado por sons, e isto está em concordância com o que dizem as religiões sobre as influências dos sons sobre as emoções e sentimentos em geral.
Sabendo-se do papel que os sons em geral, e a música em particular, exerce sobre os seres, em especial sobre a pessoa humana, é de grande importância se ter um mínimo de conhecimento a respeito do assunto a fim de que evitem-se danos e colham-se benefícios. Valem as palavras do grande musicólogo Mazilli: "A música é a voz harmoniosa da criação; um eco do mundo invisível; uma nota de divina concórdia que o universo inteiro, um dia, está destinado a soar ".

A Escola Pitagórica, atualmente ainda representada por alguns ramos autênticos, ensina os meios necessários para a pessoa sintonizar e se harmonizar com a " Música das Esferas". O conceito de Música das Esferas, ou Harmonia das Esferas foi introduzido no ocidente por Pitágoras, possivelmente incorporado da Tradição do antigo Egito. Sabe-se que o Grande Mestre Pitágoras esteve viajando e estudando no Egito e em outras regiões do Oriente Médio antes de dar início à sua Escola em Crotona.

As organizações pitagóricas preparam os seus discípulos a fim de melhor compreenderem o universo através dos números, da geometria e da música. O discípulo pitagórico aprende o valor vibratório de cada som, de cada harmonia, e de todos os elementos que integram a arte musical, e assim ele desenvolve habilidades para que a pessoa venha saber sentir e assim trabalhar a música da maneira que lhe convier.

Notas:  [1] - Fotografia do campo energético - aura - pelo processo criado pelo casal Kirlian, na Rússia. Muitos dizem que o campo fotografado diz respeito não à aura mas sim ao efeito elétrico - Efeito Corona -. Mas, de uma forma ou de outra, o que nossas observações permitem concluir que existe interferência marcantes dos sons sobre o campo enérgico dos organismos.


Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br


















EGITO - UMA HISTÓRIA DE AMOR - Beethoven: Symphony No. 9; Handel: Organ Concerto



YouTube - Beethoven: Symphony No. 9; Handel: Organ Concerto



Pirâmides do Egito - Parte 3 de 5
http://www.youtube.com/watch?v=WeFQy_8lkuM

Mais importante que toda a Matemática na construção
é a Mágica da  Luz que da Grande  Pirâmide irradia mundo afora!

Pirâmides do Egito - Parte 5 de 5
http://www.youtube.com/watch?v=en7tYd_vsk8

O eterno Renascimento
se completa glorioso
- Eis pra que nasce o homem!

Em Portugûes
Quem Construiu as Pirâmides - Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=UrJs8vw3U1U





Arqueólogos e historiadores continuam a especular sobre o período de Amarna do Egito, que abrangeu os anos de cerca de 1369 a 1344 a. C. O período refere-se ao Faraó Akhenaton e sua bela mulher e rainha, Nefertiti. Corriam, na época, os anos finais da Décima Oitava Dinastia, quando aquele faraó teve a revelação de se devotar a um só deus, Aton, e atreveu-se a mostrar sua convicção. No esforço para difundir a nova crença ao povo, apenas conseguiu, daí por diante, ser conhecido como o herege.

Remanescentes deste e de outros períodos importantes da história do Egito Antigo continuam a ser investigados e reavaliados. O que se chamou de Período de Amarna abrangeu no máximo o espaço de alguns anos; mas foi alvo de um interesse dos historiadores e do público que se podia comparar ao dedicado ao Período das Pirâmides de mais de mil anos antes. Akhenaton era uma pessoa controvertida e idealista que deixou com sua presença uma marca indelével na história do mundo.

Esse faraó resolveu introduzir o conceito monoteísta, a crença em um só deus. Parece que ele achava ter chegado o momento de seu povo ter nova religião, e, no intuito de estabelecer essa idéia, procurou desviar do povo o culto aos muitos deuses e levá-lo a devotar-se a um só.

Achava também que o poder dos sacerdotes sobre o povo e os reis devia sofrer restrições e nova orientação.

A Décima Oitava Dinastia teve início por volta de 1570 a. C. e produziu muitos faraós brilhantes, entre os quais Ahmoses, Tutmosis III, Amenhotep III e, naturalmente, a Rainha Hatshepsut. Tutmosis III muitas vezes conduziu o exército até a Síria e ao vasto deserto no noroeste, conseguiu dominar as cidades dos estados vassalos, e derrotar o rei hitita em Kadesh. Tebas tornara-se a mais rica e mais poderosa cidade da terra.

Os tesouros do templo do deus Amon em Karnak estavam repletos de ouro, prata, bronze, cobre e pedras semipreciosas trazidas pelos guerreiros cruzados, Os estados vassalos continuaram a enviar seu tributo anual ao faraó. A mais antiga civilização do mundo estava mais gloriosa que nunca. O deus Amon em Karnak fora igualado ao deus-sol Ra. Os pastores que a invadiram, os hicsos, haviam sido expulsos.

Após os triunfos de Tutmosis III, reinou a paz na terra. A riqueza das províncias conquistadas fluíam para Karnak, em Tebas. O poderio dos sacerdotes, guardiões dos tesouros do templo, quase que se poderia comparar ao do faraó. Sob o reinado de Amenhotep III continuou imperando uma paz suntuosa. Acredita-se agora que Amenhotep sentia-se preocupado com o crescente poder do sacerdócio de Amon e tornou a favorecer o deus-sol Ra, que fora adorado pelos reis do Antigo Reino. Ra era às vezes chamado de Aton, que significava o disco solar físico, o centro de um deus.

No quarto ano de reinado de Amenhotep III, a Rainha Tiy deu-lhe um filho que recebeu o nome de Amenhotep IV. Aos vinte e um anos, este casou-se com a bela Nefertiti, que talvez fosse sua meia-irmã. Ela Também pode ter sido filha de Aye, sacerdote do Templo de Amon, em Karnak, cuja mulher também se chamava Tiy. Mas alguns estudiosos acreditam que Nefertiti era filha de Dushratta, rei de Mitani (o que é mais provável).

No festival Sed de Amenhotep III, quando celebrou seu trigésimo ano de faraó, ele nomeou o filho co-regente. John A. Wilson diz que o jovem príncipe foi associado ao pai no trono como co-regente. Em Tebas, eles reinaram juntos por quatro anos. Tal como o pai, Amenhotep IV sentia que era preciso compensar o poder de Amon, havendo também a necessidade de um deus universal que fosse reconhecido não só no Egito mas também nas províncias estrangeiras. E assim talvez a fidelidade dos povos submetidos pudesse ser mantida sem ser necessária a freqüente demonstração de força do exército.

Segundo a opinião dos pesquisadores, em sua maioria, Amenhotep III morreu no quarto ano da co-regência. Assim, nessa ocasião, Amenhotep IV começou a construir nova cidade e capital a cerca de 380 km ao norte de Tebas, num local virgem da margem leste do Nilo. Dois anos depois, com Nefertiti, deixou Tebas e estabeleceu-se com a corte na nova capital, à qual deu o nome de Akhetaton, "o horizonte de Aton". Conhecemos suas ruínas hoje pelo nome de Tell el-Amarna.

Ali construiu ele seu grande templo, um edifício sem telhado, cujo santuário ficava aberto aos céus --- a Aton. Em contraste, os templos de Amon-Ra eram cobertos com telhados e o santuário localizava-se nas partes mais internas e escuras do prédio.

O famoso decreto que instalou a nova religião em Akhetaton, tinha uma declaração solene: "Este é meu juramento verdadeiro, que é de meu desejo pronunciar, e do qual jamais direi: é falso; eternamente, para sempre."

Amenhotep IV e Nefertiti permaneceram em Akhetaton durante onze anos, rodeados pelos funcionários e nobres da corte, que mandaram fazer túmulos para si nas colinas a leste da cidade. Neste túmulos há inscrições que nos falam da vida em Akhetaton, com referência a um só deus, Aton, cujo poder vivificante, simbolizado pelo disco solar, é irradiado pelos seus incontáveis braços e mãos.

Quando Amenhotep IV rompeu com os sacerdotes de Amon, em Karnak, mudou seu nome para Akhenaton, que significa "a glória de Aton", "vivendo em Maat --- a verdade". Em cada túmulo há uma representação do disco solar de onde descem raios, cada um com a extremidade em forma de mão humana, que às vezes toca figuras também humanas. O nome Nefertiti significa "a bela mulher chegou", "deslumbrante é a beleza de Aton".

Aye, que talvez fosse o pai de Nefertiti, transferira-se para a nova cidade e se tornara nobre da corte. A nova religião encerrava o amor ao belo na natureza e na arte. Foi ali que Akhenaton compôs seu grande hino, de um tema único, um objeto de culto --- o Aton --- e com simplicidade revela sua filosofia religiosa. Hoje, os historiadores acreditam que o conceito referia-se não só ao disco solar físico mas também ao seu poder criador de vida. A fé de Aton não era apenas política; era sobretudo religiosa. Em sua convicção, Akhenaton declarou que Ra, o sol, era uma manifestação física, ou símbolo, do Deus único --- o símbolo da própria vida. E o culto do sol como um deus mudou para o culto de Deus, simbolizado pelo sol, cuja essência "existe por toda parte e em tudo".

Não há dúvida alguma de que Akhenaton tinha o apoio integral de Nefertiti para a nova religião, o novo conceito de monoteísmo. Na verdade, parece que ela superava em seu entusiasmo nessa crença. A única preocupação de Akhenaton e Nefertiti parece ter sido a devoção à sua religião e os cuidados com a nova cidade. As necessidades materiais do país ficaram um tanto negligenciadas. Não se dava atenção a conquistas ou guerras. Em Akhetaton, Akhenaton dedicava-se ao seu grande ideal. Ele era de fato um revolucionário em termos de religião; queria libertar o povo da magia e da superstição primitivas e do culto aos muitos  deuses.deuses.

Começaram a surgir dificuldades nas províncias do norte. Vieram pedidos de ajuda escritos em plaquetas de argila em caracteres cuneiformes. É de duvidar que ele as tivesse recebido e o mais provável é que fossem interceptadas por traidores da sua corte. Também parece não existirem registros de que tenham obtido resposta. As províncias estavam sendo atacadas. Akhenaton, o poeta e místico, prosseguia em seu objetivo de derrubar a fé politeísta dos seus antepassados. As plaquetas, uma grande quantidade delas encontradas na cidade de Akhetaton --- mais tarde chamada Tell el-Amarna pelos árabes --- , foram descobertas em 1887. Elas revelam que os governantes já trocavam correspondência diplomática. Estas plaquetas são conhecidas como as Cartas de Amarna. O idioma diplomático usado nessas comunicações era conhecido como cuneiforme babilônico.

Havia cartas-plaquetas de estados vassalos como a Síria, Babilônia e Mitani. Os hititas, oriundos da atual Turquia, avançaram para o sul e deram início ao ataque às cidades leais ao faraó. Seus governadores escrevera-lhe pedindo apoio militar.

Não houve ajuda. A intriga, por certo bastante disseminada, jamais permitiu que as cartas chegassem às mãos de Akhenaton. Ao propor a devoção a Aton, não deixava de se preocupar com o poderio de Amon-Ra em Tebas, e enviou emissários por toda a terra para eliminar o nome deste deus onde quer que aparecesse escrito. Ele não ignorava que havia muita inquietação e confusão; parece que os que viviam fora de Akhetaton não aceitava a nova crença.

Não há dúvida de que Nefertiti, como o próprio Akhenaton, era intensamente dedicada à religião de Aton. Talvez como qualquer idealista, ela jamais pensasse num meio-termo. Parece, porém, que Akhenaton procurou reunir o povo por meio de um compromisso. Sabe-se que após o décimo quarto ano do seu reinado, sua mulher, Nefertiti, deixou o palácio da cidade de Akhetaton e mudou-se para o chamado Palácio do Norte, cerca de uns dois quilômetros de distância.

Nessa época, a filha maior, Maritaton, casou-se com um meio-irmão de Akhenaton, Semencaré, Também conhecido como Sakere. Foram juntos para Tebas, onde Semencaré reinou como co-regente. Akhenaton permaneceu em Akhetaton. É  provável que Semencaré e Maritaton tenham partido por insistência de Akhenaton, que acreditava que os sacerdotes poderiam ser influenciados a abalar seu poder. Talvez este fosse um esforço para enfraquecer o poderio de Amon-Ra. Se esta era a intenção, não deu certo. No terceiro ano da sua co-regência, Semencaré começou a restaurar uma forma de culto a Amon-Ra, em Tebas. Isto pode ter sido parte do acordo do faraó e pode, também, ter significado uma cisão na corte, com uma facção que insistia no completo retorno a Tebas.

Akhenaton morreu aos quarenta e um anos de idade, no décimo sétimo ano do seu reinado, conforme se constatou. Seu corpo jamais foi encontrado. Há alguns anos, pensou-se que era sua a múmia descoberta perto do túmulo de Tutankhamon, mas verificou-se que não. Ela seria talvez de seu meio-irmão, Semencaré. Não se sabe como Akhenaton morreu (?). Parece que Semencaré morreu em Tebas na mesma época. Há alguns anos, acreditava-se que Akhenaton subiu ao trono ainda na adolescência e morreu por volta dos trinta anos. Sabe-se agora, no entanto, que estes dados não são corretos. Ele tornou-se faraó quando contava talvez vinte e quatro anos.

Ao mudar-se para o Palácio do Norte, Nefertiti levou consigo outro meio-irmão mais novo de Akhenaton, Tutankaton, que era apenas um menino. Nefertiti providenciou imediatamente o casamento de sua terceira filha, Anksenpaaton, com Tutankaton. A Segunda filha, Meketaton, morrera. Isto legitimava a ascensão de Tutankaton ao trono, que por costume e tradição tinha de ser pela linha feminina. Tutankaton e Anksenpaaton eram crianças ainda. Ele reinou em Akhetaton por muito pouco tempo e logo foi obrigado ou persuadido a voltar à capital ancestral de Tebas e a adotar novo nome, Tutankhamon. A esposa mudou o seu para Anksenamon.

Seu túmulo continha o símbolo de Aton, o disco solar com raios descendentes. Assim, claro que ele devia adotar a religião de Aton quando subiu ao trono. É provável que Nefertiti tenha morrido nessa época, mas seu corpo também jamais foi encontrado (é evidente que deve ter havido uma conspiração para eliminar Akhenaton e sua bela esposa, Nefertiti). Seu busto magnífico esculpido, que se pôde ver em Tell el-Amarna, comprova sua incomparável beleza. Esse busto encontra-se atualmente no Museu de Berlim.

Já não existia o desejo ou a força de incutir a crença em Aton. Os sacerdotes de Amon-Ra, de Tebas, logo recuperaram todo o poder e a antiga religião foi restabelecida. Despacharam-se emissários por todo o país para apagar dos monumentos o nome do rei herege. Nas paredes dos túmulos situados em Tell el-Amarna e também nas do túmulo do vizir, Ramoses, no Vale dos Reis, encontram-se reminiscências de desfiguração das representações de Akhenaton e de Nefertiti, executada pelos defensores do sacerdócio de Amon-Ra do Templo de Karnak, após a morte de Akhenaton. Parece que a desfiguração de todos os monumentos a ele relacionados foi feita em todo o país.

A cidade de Akhetaton foi abandonada e caiu em ruínas. Anksenamon precisava de um marido para ficar a seu lado como rei; ela via os cortesãos intrigando ao seu redor sequiosos de poder. Então escreveu ao rei hitita pedindo que lhe enviasse um dos filhos para ser seu marido e rei. A solicitação foi atendida, mas o pretendente jamais chegou a Tebas, pois a intriga cuidara da sua eliminação.

O antigo primeiro-ministro de Akhenaton, Aye, agora aparece na História como o faraó seguinte. Aye subiu ao trono por ser pai (?) de Nefertiti. Tutankhamon, o último descendente da família, morreu por volta de 1344 a. C. A Décima Oitava Dinastia logo chegou ao fim. Após a breve reinado de Aye, Horemheb segundo consta tomou o trono, reivindicando-o através do casamento com a irmã de Akhenaton, Beketaton. Quando Horemheb, um militar oportunista, apossou-se do trono, logo restaurou a supremacia do deus tebano, Amon-Ra.

Algumas das opiniões dadas acima foram apresentadas por arqueólogos, John Pendlebury e H. W. Fairman, e pelo famoso escritor e historiador, Leonard Cottrell.

O período da Amarna criou nova arte, uma arte de puro realismo. O antigo estilo formal da escultura e da pintura foi relegado. Akhenaton, Nefertiti e a família não eram representados como deuses, mas como seres humanos e devoção humana. Por qualquer razão, Akhenaton permitiu que seus defeitos físicos fossem destacados no realismo da arte do seu tempo. Ele e a esposa tiveram seis filhas, e Akhenaton e Nefertiti se identificavam nas atitudes e comungavam o mesmo ideal de viver em prol da beleza e da verdade.

A luz da filosofia religiosa de Akhenaton brilhou por tão pouco tempo, mas não apagou. Ela continuou ardendo baixo, para reavivar-se nas futuras gerações de gente esclarecida nos séculos de uma era posterior. O Deus único de Akhenaton até hoje continuou a enviar seus raios.

~ O Esplendor de Aton ~
"Numerosas são todas as tuas obras! Elas nos estão ocultas, Ó, Tu, Deus único, cujos poderes nenhum outro possui." Estas são palavras de beleza e significação, palavras que uma ou outra vez sem duvida já ouvimos ou lemos.

Somos inclinados a pensar que a literatura inspirada é de origem relativamente recente, e também a crer que havia pouca ou nenhuma literatura bela ou significativa antes da compilação da Bíblia. Entretanto, após a descoberta, e eventual tradução, da Pedra de Rosetta, os arqueólogos puderam determinar a importância dos caracteres hieroglíficos que são as palavras de um importante rei egípcio, cujo significado eles consideravam digno da melhor literatura.

Referimo-nos aos hinos gravados nas paredes das capelas-túmulos de pedra, da Décima Oitava Dinastia, o período do reinado do faraó que viveu há mais de três mil anos. Os dois hinos referem-se a Aton e foram compostos pelo rei para suas devoções pessoais ou para os serviços e cerimônias que se realizavam no seu templo. Os hinos em geral são conhecidos como "Louvor a Aton pelo Rei Akhenaton e Rainha Nefertiti".

Observou-se que existe notável semelhança entre os hinos egípcios e o Salmo 104 dos hebreus. As palavras dos hinos são de Akhenaton,o rei egípcio que governou com sua bela mulher, Nefertiti,de 1367 a 1353 a. C.

Sob a orientação dos sacerdotes dos faraós, o povo do Egito adorava uma multiplicidade de deuses. Quando Amenhotep IV tornou-se rei, estava preocupado com a existência de tantos deuses, sobretudo com o deus-sol Aton. No seu reinado, Aton tornou-se o senhor do sol e o calor vital do sol foi deificado. Dizia-se que Aton era atuante por toda parte através dos seus raios, e seu símbolo era o disco nos céus. Dele, os raios divergentes desciam para a terra, com as extremidades em forma de mãos. Cada mão segurava o símbolo da vida, a cruz ansata (o ankh). Havia extraordinária simbologia nisto, pois representava o poder divino do Deus Supremo. O sol passou a ser o símbolo da divindade. Não era um deus ou um ídolo mas um símbolo físico que representava Aton. Na época em que viveu, Amenhotep teria pouco ou nenhum conhecimento dos aspectos físicos e químicos do sol.

Tebas tornou-se a "Cidade do Brilho de Aton". Aton ficou sendo não só o Deus supremo mas o deus do império. Três cidades foram fundadas para representar as três divisões do Império que eram: Egito, Núbia e Ásia. Várias centenas de quilômetros ao sul de Tebas, Akhenaton construiu sua nova cidade santa dedicada a Aton, dando-lhe o nome de Akhetaton --

- "O Horizonte de Aton".
Assim, Amenhotep IV, agora Akhenaton, esforçava-se por fazer com que o povo aceitasse sua doutrina ou filosofia. Uma pessoa que respeitava seus ensinamentos disse: "Como é próspero aquele que ouve teus ensinamentos de vida". Seus súditos achavam que percebiam uma relação definida entre Akhenaton e Aton, o deus supremo.

Através de revelações, na certa experimentadas durante seus períodos de meditação, Akhenaton compôs os hinos a Aton. Além do que é mencionado aqui, existem sem dúvidas muitos belos hinos de Akhenaton que se perderam. Em um ou mais dos seus hinos encontramos as palavras: "Ó, tu, Deus único, incomparável".

Akhenaton deu novo espírito ao Egito. Esforçou-se para que o novo ensinamento superasse o antigo tradicionalismo. Não há dúvida de que ele era capaz de meditação profunda e séria; compreendeu a idéia do Criador, do Criador da Natureza; viu o propósito benéfico em tudo o que fora criado; tinha uma percepção clara do poder e da beneficência de Deus. Sem dúvida, Akhenaton atribuía certa dose de retidão ao caráter de Deus e achava que esta devia refletir-se no caráter dos homens.

A palavra verdade surge muitas vezes nos hinos de Akhenaton, preservados em escrita hieroglífica. Ao próprio nome ele acrescentou: "Vivendo na Verdade". Não há dúvida quanto à intenção desta frase. Ele viveu uma vida aberta e franca, e a verdade, para ele, era indubitavelmente aplicada, pelo menos em parte, na sua aceitação dos fatos cotidianos da existência. Seu reinado deu origem a uma nova arte; os artistas da sua corte, com pincel e cinzéis, deixaram-nos o realismo simples e belo que viam na vida animal. Essa arte reproduzia parte da verdade que Akhenaton viveu.

Em A História do Egito, James Henry Breasted escreveu: "Ele baseou a soberania universal de Deus em seu cuidado paternal dedicado a todos os homens, independente de raça ou nacionalidade; e para o egípcio orgulhoso e exclusivista ele mostrou as maravilhas universais do pai comum da humanidade... É este aspecto do espírito de Akhenaton que é particularmente extraordinário; ele foi o primeiro profeta da História". Procurou voltar à natureza; reconhecer a bondade e a beleza encontradas nela. Procurou resolver o seu mistério que, como disse Breasted: "acrescenta apenas o elemento adequado de misticismo nessa fé".

Com referência à filosofia religiosa de Akhenaton, Sir Flinders Petrie, em sua História do Egito, disse que "esta não poderia ser logicamente aperfeiçoada na atualidade". Para os sacerdotes, Akhenaton era conhecido como fanático; chegou mesmo a ser chamado de "o criminoso de Akhetaton".

Com a morte de Akhenaton, o antigo sacerdócio de Amon recuperou o controle; a antiga religião foi restabelecida, a religião dos inúmeros deuses. Mas a evolução de Akhenaton e seu reconhecimento da verdade, como ele a viu, de um deus supremo como ele o compreendia, deixara marca indelével na história do mundo. Era o esclarecimento trazido à humanidade há mais de três mil anos. Seu aparecimento no horizonte do seu tempo deixou um sinal que jamais se apagará.

Breasted, um dos mais famosos egiptólogos do mundo, escreveu que Akhenaton, destemido, enfrentou a tradição "para que pudesse disseminar idéias que ficavam muito além e acima da capacidade de compreensão da sua época... O mundo moderno ainda está por avaliar adequadamente, ou mesmo familiarizar-se com esse homem que, num período tão remoto e em condições tão adversas, tornou-se o primeiro idealista do mundo, o primeiro indivíduo do mundo".

É interessante que hoje em dia a atenção do público se volte para Akhenaton e o período do seu reinado. Um belo filme, que tornou-se um clássico, com o título de O Egípcio, inspirado no livro do mesmo nome, de Mika Waltari, é exemplo desse interesse. Muitas outras obras foram escritas por Akhenaton.

Como dissemos, os hinos de Akhenaton são considerados literatura da melhor qualidade; eles talvez sejam monumentais na sua magnificência e continuarão a existir, tal como as paredes de pedra do Egito onde foram esculpidos. Na opinião deste autor, alguns dos versos mais significativos e belos dos seus hinos (eles eram divididos em estrofes e começavam com "O Esplendor de Aton") são:

    Teu alvorecer é belo no horizonte do céu,
    Ó, Aton vivo, Começo da vida!
    Quando surges no horizonte oriental do céu,
    Enches toda a terra com tua beleza;
    Pois és belo, grande...
    Teus raios cobrem as terras,
    E tudo o que criaste...
    Tu és Ra...
    Tu os unes pelo teu amor.
    Embora estejas distante, teus raios estão na terra...

    Luminosa é a terra.
    Quando surges no horizonte,
    Quando brilhas como Aton durante o dia.
    As trevas são banidas,
    Quando lanças teus raios...

    Eles vivem quando brilhas sobre eles.

    Excelentes são os teus desígnios, Ó, Senhor da eternidade!...
    Pois teus raios nutrem todos os jardins,
    Quando surges, eles vivem, e crescem por ti.
    Fazes as estações do ano para criar todas as tuas obras;...
    Para contemplar tudo o que criaste...

    Tu estás em meu coração,
    Nenhum outro que te conhece...
    Tu o tornaste sábio em teu desígnios
    E em teu poder.
    O mundo está em tuas mãos,
    Como o criaste...
    Pois tu és duração...
    Por ti o homem vive,
    E seus olhos contemplam tua beleza...
    Vivendo e florescendo para todo o sempre.

    Numerosas são todas as tuas obras"
    Elas nos estão ocultas,
    Ó, tu, Deus único,
    Cujos poderes nenhum outro possui.



_Nota do site: Este hino foi transcrito do Livro A História do Egito, de James Breasted.)
















Nefertiti - Museu Egípcio de Berlim   

Uma história de amor ao longo do Nilo
Nefertiti era filha de Dushratta, rei de Mitâni. Mas, como era normal acontecer nos casamentos entre crianças, Akhenaton e a pequena princesa cresceram ternamente ligados um ao outro e, com o passar dos anos, transformaram a afeição em amor. Então, até onde a História conta, Akhenaton, em contraste com a maioria dos reis da Antigüidade e de sua própria estirpe, parece ter-se contentado, durante toda a vida, com o amor de uma única mulher, dada a ele como Grande Esposa quando ainda era apenas uma criança. Akhenaton e Nefertiti se amavam com fervor. O jovem rei não havia tomado "esposas secundárias", seguindo o costume de seus antepassados, simplesmente porque nessa sua única rainha, "seu coração encontrava a felicidade", tal como ele mesmo declarou em tantas inscrições. A extraordinária importância que ele atribuiu a sua amada, pode bem ser a prova de tudo quanto ele sentiu.  Sendo assim, podemos deduzir que tenha compreendido, melhor do que qualquer outro homem, o valor supremo da ternura e do prazer.

 

http://www.starnews2001.com.br/egypt/akhenaton.htm
- ARNALDO POESIA-
 

GUSTAV MAHLER : Symphony No. 2 (Resurrection)





M a h l e r   


(1860-1911)
 
Gustav Mahler nasceu em Kalist (Boêmia) a 7 de junho de 1860. De modesta família judaica, freqüentou durante alguns anos a escola secundária e iniciou em 1875, no Conservatório de Viena, o estudo da música. Em 1880 escreveu a obra coral A canção triste, que tornou conhecido o seu nome. 

Foi regente em teatros de pequenas cidades de província e, em 1887, em Leipzig, onde terminou a composição de sua primeira sinfonia. Em 1888 foi nomeado diretor da ópera de Budapeste e em 1891 regente da ópera de Hamburgo, onde suas encenações tiveram muito sucesso. 

Em 1897, depois de ter se convertido ao catolicismo, foi nomeado diretor da Ópera Imperial em Viena e eleito regente dos concertos filarmônicos. Os anos seguintes foram um período de sucessos muito grandes, mas também de intrigas contra ele, inclusive da parte da orquestra, que não suportava os inúmeros ensaios a que o regente a submeteu. 

Em 1907, Mahler foi forçado a demitir-se. Contratado pela Ópera Metropolitana em Nova Iorque, também foi muito aplaudido. Gravemente doente, do coração e dos nervos, voltou para Viena só para morrer, fato que ocorreu em 18 de maio de 1911.

Mahler foi regente de orquestra da mais alta categoria. Alguns consideram-no o maior regente de todos os tempos, pela dedicação fanática ao trabalho de ensaios e pela fidelidade, no entanto intensamente pessoal, da interpretação das obras. Ajudado por um elenco de grandes cantores e por excelentes cenógrafos, conseguiu representações de perfeição inédita das obras de Mozart e Wagner. As óperas de mestres menores foram apresentadas de tal maneira que pareciam novas obras-primas. 

A fama de Mahler como regente eclipsou de longe, durante sua vida, a fama de suas próprias obras sinfônicas. Foram executadas com freqüência, mas sem muito sucesso, rejeitadas pelos conservadores. No entanto, é como compositor que Mahler atingiu a categoria de grande artista. 

Em 1885 escreveu Mahler, para textos em estilo popular que ele próprio tinha redigido, as Canções de um caminhante, para uma voz e orquestra, de romantismo intenso quase mórbido. A Sinfonia n.º 1 em ré menor é denominada Titânica, não por ser 'titânica', mas conforme o título de um romance de Jean Paul. Ainda é muito romântica, wagneriana e bruckneriana, mas o conteúdo emocional já é outro, obra de um músico intelectualizado e angustiado. 

As Canções da cornucópia de um garoto (1888-1899) têm, como textos, canções populares da coleção de Arnin e Brentano. É característica a síntese de melodias que parecem folclóricas, e de um acompanhamento orquestral requintado. Obra-prima é, enfim, a Sinfonia n.º 2 em dó menor (1894), com coro, que manifesta a profunda angústia religiosa do compositor. O ouvinte moderno pensaria em Unamuno. 

Seguiram-se, como se fosse alcançada a redenção, a Sinfonia n.º 3 e n.º 4 em sol maior (1900), esta última com um solo com texto de canção popular infantil sobre o céu. Mas são, outra vez, terrivelmente sombrios as Canções sobre a morte da criança (1905), em que Mahler parece ter pressentido a morte, um ano depois, do seu filhinho. 

A série das últimas obras começa com a Sinfonia n.º 6 em lá menor (1906), tecnicamente a mais complexa das obras orquestrais do mestre. Enfim, a Sinfonia n.º 8 em mi bemol maior (1907) não é a maior, mas a mais impressionante das obras de Mahler. Foi denominada 'a sinfonia dos mil', por que a execução exige várias orquestras e coros, mais de mil figuras. Não é propriamente uma sinfonia, mas antes uma gigantesca cantata. Servem como textos o hino Veni creator spiritus e o coro final da segunda parte do Fausto de Goethe. Nem todos acham que o resultado justifica os colossais recursos exigidos.
A grande obra-prima de Mahler é a Canção da terra (1908), cantata sinfônica sobre textos de Li T'ai Po e outros poetas chineses, na tradução alemã de Hans Bethge. Mahler foi homem de grande cultura literária e filosófica, e de uma intensa predileção pela música autenticamente popular, folclórica. Em sua alma lutaram uma permanente angústia religiosa e dúvidas torturante de intelectual. Tudo isso se manifesta na Canção da terra, que termina com uma comovente canção de despedida para sempre.
Mahler ainda escreveu, depois, a Sinfonia n.º 9 (1910) e a Sinfonia n.º 10 que ficou incompleta, obras de crise em que o compositor se aproxima das fronteiras do sistema tonal. 

A grandeza de Mahler como compositor só foi reconhecida depois de sua morte, graças aos esforços de dois regentes que impuseram ao público suas obras: seu discípulo Bruno Walter e o holandês Willem Mengelberg. Seguiu-se curto período de eclipse, quando os nazistas proibiram a execução das obras do mestre de origem judaica. Hoje é Mahler incluído entre os grandes da música, no mundo inteiro.


Mahler - Minha coleção


 
 

PROJETO SEMENTEIRA - Mahler: Symphony No. 2 (Resurrection)




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