sexta-feira, 20 de julho de 2012

SÓCRATES - Um Filme de Roberto Rossellini: 1:53:46



Publicado em 19/03/2012 por
 
Sinopse:

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta), esta superprodução européia é a cinebiografia de Sócrates (470 -- 333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade.

Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: "Apologia", discurso de defesa do filósofo; "Críton", em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e "Fédon", com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta.

Inédito no Brasil, Sócrates é mais uma aula de cinema de Rossellini e um programa obrigatório para os interessados em Filosofia.


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Publicado em 19/03/2012 por  
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Sejam abençoados todos os seres.
 

Quando Nietzsche Chorou - Completo



Publicado em 17/03/2012 por
Sinopse:
Baseado no best-seller e premiado romance de Irvin Yalom, o filme "Quando Nietzsche Chorou" conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud.

 Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha, com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado.

 Breuer é procurado por Lou Salome, amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da "terapia através da fala". 

O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanálise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Eles então descobrem o poder da amizade e do amor.


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 Publicado em 17/03/2012 por
 
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

A vida de Ramatis - A história de um grande Mestre Universalista


 A gente tem fome de verdade....         
                                       
A vida de Ramatís - a vida de um grande mestre universalista, seus discípulos, sua obra, seus médiuns e a história da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Um filme de produção independente criado pela iniciativa de Dalton Packer.

Quem é Ramatís

Ramatís é um Mestre espiritual, proveniente do sistema estelar de Sírius, onde logrou a libertação do ciclo reencarnatório, vindo para a Terra há mais de 40 mil anos atrás, trazendo consigo conhecimentos ocultos que compuseram a milenar Aumbandhã, em transmigração missionária, acompanhando um grupo de espíritos aqui exilados à época das extintas civilizações da Lemúria e da Atlântida, cuja evolução assumiu o compromisso de acompanhar, e, desde então, vem contribuindo ininterruptamente para a evolução e a conscientização crística da humanidade terrena.

Viveu uma encarnação física na antiga Lemúria, cujos registros se perderam no tempo, sobre a qual não se tem maiores informações.

Ramatís viveu depois encarnado na Atlântida há 28 mil anos, ao tempo de Antúlio de Maha-Ethel, quando pertenceu à classe sacerdotal, na figura do grande filósofo Shy Ramat, integrante de um dos santuários da época, o Templo do Sol e da Paz, onde foi contemporâneo do Espírito que mais tarde seria conhecido sob o pseudônimo de Allan Kardec, o posterior codificador do Espiritismo, que então era profundamente dedicado à matemática e às chamadas ciências positivas.

Foi então um iniciado nos conhecimentos ocultos da Aumbandhã, a Lei Maior Divina, Sabedoria Secreta ou Conhecimento Integral, sistema religioso-filosófico-científico setenário esotérico, cultuado nos Templos da Luz atlantes, trazido de outras constelações do infinito cósmico para contribuir com a evolução da humanidade terrena, e que embasou as filosofias espiritualistas posteriormente formadas, principalmente as filosofias herméticas.

No século XIV a.C, no antigo Egito, Ramatís foi o grão-sacerdote Merí Rá, no reinado do faraó Amenhotep IV (1372 a.C – 1354 a.C), promotor de uma grande reforma religiosa, substituindo as antigas divindades do panteão egípcio pelo culto monoteísta a Aton, o disco solar, tendo mudado seu próprio nome para Akhenaton.

Nessa ocasião, Merí Rá teve a oportunidade de salvar da execução sumária um modesto aguadeiro, que, inadvertidamente, respingou água nas sandálias de uma dama da nobreza egípcia, assumindo para si a sua tutela perante o faraó, e que, mais tarde, reencarnou na figura de seu médium Hercílio Maes.

Posteriormente, em nova passagem pelo Egito, Ramatís teve outro encontro encarnatório com Kardec, que foi então o sacerdote Amenófis, médico e estudioso do “Livro dos Mortos” e dos fenômenos do Além, ao tempo do faraó Merneftá (1225 a.C. – 1215 a.C), filho de Ramsés II.

Segundo o mestre Hilarion de Monte Nebo, e outros sublimes mensageiros espirituais, Ramatís ainda viveu anteriormente na figura de Essen, filho de Moisés e fundador da Fraternidade Essênia, fiel seguidora dos ensinamentos Kobdas; mais tarde, viveu na Hebréia sob a roupagem de Nathan, o grande conselheiro de Salomão.

Na Grécia antiga, por volta do século V a.C, reencarnou como o famoso filósofo Pitágoras de Samos (cerca de 570 a.C – 496 a.C), um possível discípulo de Anaximandro. Supõe-se que tenha visitado o Egito, mais tarde transferindo-se para Crotona, na Magna Grécia (sul da Itália), onde fundou, por volta de 530 a.C, uma comunidade religiosa e política, cujos membros ficaram conhecidos como pitagóricos.

As doutrinas pitagóricas primeiro se desenvolveram no seio dessa comunidade e depois entre os pitagóricos dispersos pela Grécia e no sul da Itália, que acreditavam na transmigração das almas e buscavam praticar um ascetismo purificador.

Pitágoras considerava o número como a essência e o princípio de todas as coisas, introduzindo uma noção de Cosmo que é essencialmente medida e número (harmonia celestial), conceito elaborado numa metafísica que mais tarde influiu decisivamente Platão.

A literatura esotérica considera Pitágoras um alto iniciado nos mistérios egípcios, babilônicos e caldeus, cuja doutrina resumiria os arcanos da natureza em suas teorias matemáticas transcendentes e em sua música das esferas.

Posteriormente, ainda na Grécia antiga, por volta do século IV a.C., época em que se encontravam em ebulição os princípios e teses esposados por Sócrates, mais tarde cultuados por Antístenes, discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes, Ramatís novamente reencarnou, agora na figura de conhecido mentor helênico, pregando entre os discípulos ligados entre si por grande afinidade espiritual.

Supõe-se ter sido o próprio Platão, contemporâneo de Antístenes e igualmente discípulo de Sócrates, conforme acreditava Hercílio Maes, segundo revelação de Breno Trautwein, um dos revisores das obras de Ramatís.

Na condição de herdeiro filosófico de Sócrates e trazendo a influência dos pitagóricos, Ramatís, na roupagem carnal de Platão, levantou o problema da verdade, que desemboca no da salvação da própria alma.

Afirmava ele, então, que os objetos da percepção sensível, ou seja, aqueles do mundo físico, acessíveis através dos sentidos humanos, não são verdadeiramente reais, apenas ilusórios; já os objetos do pensamento (os números ideais) são a única realidade, e as coisas sensíveis são apenas seu reflexo; somente deles é que se pode obter um conhecimento certo.

Para Platão, as realidades mais elevadas são os conceitos matemáticos e as idéias de beleza, bondade e justiça, que existem como formas ou arquétipos de um mundo transcendente, cuja forma suprema é o Bem (Deus).

Ele pregava que a alma humana é imortal, purificando-se através de sucessivas existências e, se o pensamento alcança a idéia suprema do Bem, é porque nele se opera a reminiscência de uma vida anterior da alma. A ambição suprema é poder voltar àquele mundo onde as formas podem ser vistas em toda sua indescritível beleza.

Seus ensinamentos buscavam acentuar a consciência do dever, a auto-reflexão, e mostravam tendências nítidas de espiritualizar a vida, em cujo convite incluía-se o cultivo da música, da matemática e da astronomia, pois concluiu pela existência de uma Ordem Superior dominante no Cosmo, ao observar atentamente o deslocamento dos astros.

A literatura esotérica conta que, após a morte de Sócrates, Platão viajou pela Ásia Menor e daí até o Egito, onde se iniciou nos cultos misteriosóficos de Ísis, atingindo o terceiro grau, que lhe conferiu a perfeita lucidez intelectual e a realeza da inteligência sobre a alma e sobre o corpo.

Mais tarde, ao tempo de Jesus de Nazaré, Ramatís reencarnou na figura do conhecido filósofo neoplatônico egípcio, de cultura grega mas de origem judaica, Fílon de Alexandria, também conhecido por Fílon, o Judeu (entre 20–10 a.C. e 50 d.C.), responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria.

Profundamente versado tanto em ciência grega como em judaísmo, teve então influência dos filósofos estóicos, pitagóricos e platônicos, defendendo em suas obras a tese da absoluta transcendência de Deus com relação ao mundo e a idéia da transmigração das almas.

Enquanto Fílon, Ramatís tornou-se especialista em Cabala judaica, e muitas de suas obras da época destinaram-se a explicar o judaísmo a leitores pagãos, sustentando que os filósofos gregos deviam a Moisés algumas de suas idéias fundamentais.

Fílon distinguiu-se na tarefa de sistematizar a interpretação dos documentos religiosos por meio de doutrinas científicas, tendo elaborado um método alegórico de interpretação, que aplicou ao Antigo Testamento.

As doutrinas espiritualistas de Fílon inspiraram em grande parte os gnósticos e os neoplatônicos, e seu pensamento exerceu também extraordinária influência em escritores judeus e cristãos posteriores.

Na roupagem carnal de Fílon de Alexandria, Ramatís pode estar pessoalmente em contato com o Jesus de Nazaré na Palestina, por cuja segurança muito lutou. Nessa ocasião teve a oportunidade de efetuar indagações a Seu respeito a alguns de Seus próprios discípulos daquela época, o que lhe possibilitou mais tarde elaborar a obra “O Sublime Peregrino”, em que trata dos principais fatos da existência do amado Mestre no planeta, trazendo uma idéia mais nítida da realidade de seu Espírito angélico.

Mais tarde, no Espaço, Ramatís filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais, cuja insígnia, em linguagem ocidental, ficou conhecida sob a pitoresca denominação de “Templários das Cadeias do Amor”. Trata-se de um agrupamento quase desconhecido nas colônias invisíveis do Além, junto à região Ocidente, e se dedica a trabalhos profundamente ligados à psicologia oriental.

Espírito muito experimentado nas lides reencarnacionistas, Ramatís já se havia distinguido no século IV d.C., tendo participado do ciclo ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema épico hindu “Ramaiana”, onde o feliz casal Rama e Sita simbolizam, de forma iniciática, os princípios masculino e feminino.

Unindo-se Rama e Átis, ou seja, Sita ao inverso, então resulta Ramaatís, como realmente se pronuncia em indochinês. Nessa encarnação, Ramatís foi adepto da tradição de Rama, cultuando os ensinamentos do “Reino de Osíris”, Senhor da Luz, na inteligência das coisas divinas.

Os que lêem as mensagens de Ramatís, e estão familiarizados com o simbolismo do Oriente, nem sabem o que representa o nome “RAMA-TYS” ou “Swami Sri RAMA-TYS”, como era conhecido nos santuários da época. É quase uma “chave”, uma designação de hierarquia ou dinastia espiritual, que explica o emprego de certas expressões que transcendem às próprias formas objetivas.

“Rama” é o nome dado à própria Divindade, o Criador, cuja força criadora emana para as criaturas quando pronunciado corretamente. O nome “Ramatís” é um mantra, que reúne os princípios masculino e feminino contidos em todas as coisas e seres; ao se pronunciar o vocábulo Ramaatís, saúda-se implicitamente o Deus que se encontra no interior de cada ser.

Em sua última encarnação na Terra, Ramatís viveu, no século X na Indochina, no corpo de um menino de cabelos negros como ébano, com pele da cor do cobre claro, e olhos verdes em tom castanho escuro, iluminados de ternura, filho de Tiseuama, uma vestal chinesa fugida de um templo, que desposou um tapeceiro hindu de nome Rama.

Era de inteligência fulgurante e desencarnou bastante moço, com menos de 30 anos de idade, no ano de 933 d.C., em razão de problemas cardíacos. Nessa existência, após certa disciplina iniciática a que se submetera na China, tornando-se um bispo budista sino-indiano, fundou e dirigiu um pequeno templo iniciático na Índia, às margens da estrada principal que se perdia dentro do território chinês.

Como instrutor nesse templo, procurou ele aplicar aos seus discípulos os conhecimentos adquiridos em suas inúmeras vidas anteriores. O templo que Ramatís fundou foi erguido pelas mãos de seus primeiros discípulos e admiradores. Cada pedra de alvenaria recebeu o toque magnético e pessoal de seus futuros iniciados.

Alguns deles estão atualmente reencarnados no planeta e reconhecem o antigo mestre através desse toque misterioso, que não pode ser explicado a contento na linguagem humana; sentem-no, por vezes, e de tal modo, que as lágrimas lhes afloram aos olhos, num longo suspiro de saudade!

Embora nessa existência tenha desencarnado ainda moço, Ramatis pôde aliciar 72 discípulos que, no entanto, após o desaparecimento do mestre, não puderam manter-se à altura do mesmo padrão iniciático original. Eram adeptos provindos de diversas correntes religiosas e espiritualistas do Egito, da Índia, da Grécia, da China e até da Arábia.

Apenas 18 conseguiram envergar a simbólica “túnica azul”, e alcançar o último grau daquele ciclo iniciático; os demais, seja por ingresso tardio, seja por menor capacidade de compreensão espiritual, não alcançaram a plenitude do conhecimento das disciplinas lecionadas pelo mestre.

A não ser 26 adeptos que estão desencarnados, cooperando nos labores da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, o restante disseminou-se pelo planeta em diferentes latitudes geográficas: de seus antigos discípulos, dezoito reencarnaram no Brasil, seis nas três Américas, enquanto que os demais se espalharam pela Europa e, principalmente, pela Ásia.

Em virtude de estar a Europa atingindo o final de sua missão civilizadora, alguns dos discípulos lá reencarnados emigrarão para o Brasil, em cujo território, segundo Ramatís, se encarnarão os predecessores da generosa humanidade do terceiro milênio.

Ramatís informou que voltará a reencarnar durante o ciclo do terceiro milênio, e um dos seus objetivos é reunir novamente os seus discípulos, agora dispersos, a fim de que eles se congreguem e façam jus à iniciação completa, para então serem integrados no “Raio” ou faixa mental da Ciência Psíquica do plano cósmico.

No templo que Ramatís fundou na Índia, esses discípulos desenvolveram conhecimentos sobre magnetismo, astrologia, clarividência, psicometria, radiestesia e assuntos quirológicos aliados à fisiologia do “duplo etérico”.

Os mais capacitados lograram êxito e poderes na esfera da fenomenologia mediúnica, dominando os fenômenos da levitação, ubiqüidade, vidência e psicografia de mensagens que os instrutores enviavam para aquele cenáculo de estudos espirituais.

Mas o principal “toque pessoal” que Ramatís desenvolveu em seus discípulos, em virtude do compromisso que assumira para com a Fraternidade do Triângulo, foi o pendor universalista, a vocação fraterna, crística, para com todos os esforços alheios na esfera do espiritualismo.

Atualmente, Ramatís ainda opera como mestre nas tarefas dos teosofistas, conhecido entre estes como Kut Humi (ou Koot Humi, o Mestre K.H.), não se cingindo a uma doutrina ou princípio, buscando incentivar os conceitos de universalidade e integração do homem sob a égide do Cristo, através do Código Moral que é o Evangelho.

Dentro do movimento teosófico, Kut-Humi Lal Singh, junto com o mestre Morya, foi o principal inspirador da Sociedade Teosófica, fundada em 1875 por Helena P. Blavatsky e Cel. Olcott, e é considerado Mestre do Segundo Raio, o do Amor-Sabedoria. Possui numerosos discípulos, se ocupa principalmente da vitalização de algumas das mais importantes correntes filosóficas, e se interessa por organizações filantrópicas.

Sabe-se que Ramatís não vive habitualmente em qualquer colônia espiritual situada no Astral do Brasil, mas vem operando, do plano Astral, há muito tempo. Dada sua evolução, Ramatís já não mais dispõe de sua vestimenta perispiritual astralina, utilizando-se de um corpo intermediário apenas em suas incursões no plano Astral ou quando deseja mostra-se a encarnados videntes.

Conhecedor do trabalho sideral da humanidade terrena, ele vem se esforçando para cooperar na sua evolução, cumprindo o compromisso assumido com a Alta Espiritualidade terrena na instrução espiritual das criaturas, estabelecendo as bases de um pensamento universalista que transpõe conhecimentos ancestrais para os encarnados, sucedâneos da codificação kardequiana.

Em seu trabalho em planos invisíveis, Ramatís atualmente supervisiona as tarefas ligadas aos seus discípulos na Metrópole do Grande Coração, uma colônia espiritual no plano Astral congregada por espíritos com índole universalista. Segundo informações de seus psicógrafos mais recentes, ele participa atualmente de um colegiado no plano Astral de Marte.
 
A imagem de Ramatís à visão psíquica

Ramatís se apresenta aos videntes na figura majestosa de uma entidade espiritual, recortada em meio a uma intensa massa de luz refulgente, cuja aura, de um amarelo-claro puro, com nuanças douradas, é circundada por uma franja de filigranas em azul-celeste, levemente tonalizada em carmesim.

Como as cores da aura humana são campos vibratórios que resultam dos pensamentos e sentimentos inerentes ao ser, indicando seus atributos emotivos e mentais, sabe-se que o amarelo puro com franjas douradas revela-lhe elevadíssima intelectualidade, característica de quem emite raciocínios elevados, enquanto o azul claro celeste indica elevada espiritualidade e devoção pura, típica daqueles mergulhados em ardente desejo de oração; já o carmesim representa afeição pura.

À vidência, Ramatís aparece no seio de uma massa de luz policrômica tão cintilante e transparente, que elimina todas as rugas, sulcos e sinais de maturidade de sua fisionomia, apresentando-se com o aspecto ideoplástico adolescente de um jovem de quinze anos, cujo rosto assume um tom rosado; seus olhos amendoados arredondam-se pela luz que os inunda facilmente.

Apesar da aparente fisionomia expressivamente ocidentalizada, na realidade é um tipo oriental, descendente de pai hindu e mãe chinesa, amorenado, com olhos oblíquos.

Ao contemplar-se sua imagem, mesmo que em realidade não apresente aspecto de um adolescente de quinze anos, como aparenta, Ramatís remoça-se de tal modo pelos fulgores luminescentes que se irradiam de sua intimidade, que é dificílimo acreditar que o seu perispírito abandonou o corpo físico, em sua última encarnação, aos trinta anos de idade, pois até seus lábios perdem os contornos orientais.

Ramatís tem aparecido à vidência ideoplástica dos terrícolas com as vestes religiosas que usava há mais de um milênio, em sua última romagem carnal na Indochina, espécie de indumentária iniciática dos bispados locais.

 
Se ainda conserva a configuração de sua última existência terrena, em lugar de qualquer outra plasmada por sua mente, ou vivida anteriormente alhures, isso o faz para apoio à vidência ou intuição dos terrícolas, pois que, em verdade, há muito já abandonou evolutivamente as roupagens anacrônicas do corpo físico e do perispírito.

Seu traje, um tanto exótico, compõe-se de ampla capa aberta, descida até os pés, com mangas largas e que lhe cobre a túnica, ajustada por um largo cinto esmeraldino esverdeado. As calças são apertadas aos tornozelos, como as que usam os esquiadores.

A tessitura de toda a veste é de seda branca, imaculada e brilhante, lembrando um maravilhoso lírio translúcido. Os sapatos, em cetim azul-esverdeado, são amarrados por cordões dourados que se enlaçam atrás, acima do calcanhar, à moda dos antigos gregos firmarem suas sandálias.
Cobre-lhe a cabeça um singular turbante de muitas pregas ou refegos, encimado por cintilante esmeralda e ornamentado por cordões finos, de diversas cores, caídos sobre os ombros, do qual se pode fugazmente entrever manchas de cabelo preto como azeviche.

Essa indumentária, que não denuncia uma expressão definida, mas sugere algo de iniciático com sentido esotérico, é um misto de trajes orientais, vestuário indochinês raríssimo, derivado de antigo modelo sacerdotal, muito usado nos santuários da desaparecida Atlântida.
Sua fisionomia é sempre terna e ao mesmo tempo austera, com traços finos, tês morena e olhos ligeiramente repuxados.

Significado esotérico de seus trajes

É muito comum aos trabalhadores espirituais do Oriente apresentarem-se aos médiuns ostentando certos emblemas iniciáticos do Espaço, como a esmeralda, o rubi, o topázio ou a safira nos turbantes, e que não expressam a convenção comum das jóias terrenas, mas apenas certa identificação particular, tal como as fraternidades terrenas usam a estrela de salamandra, o signo de Salomão ou o triângulo egípcio.

Não se trata apenas de talismãs ou insígnias supersticiosas, nem mesmo de distinções hierárquicas, mas apenas de sinais que identificam entidades sob o mesmo gênero de trabalho e de responsabilidade espiritual nas comunidades astrais do Oriente.

Afixada sobre o turbante de tipo indochinês, usado nos templos da Índia do século X, a esmeralda ostentada por Ramatís é o emblema simbólico dos espíritos que operam na faixa das “radiações azuis”, cujos efeitos são balsâmicos e terapêuticos. O cinto e a capa são reminiscência ou tradição dos templos da extinta Atlântida.

As fitas ou cordões que lhe prendem o turbante, flutuando sobre os ombros, são velhas insígnias de atividade iniciática, e definem atributos de teor moral ou de conhecimento: a cor carmim é a do iniciado integrado na radiação do amor, que simboliza o “Raio do Amor”; a de cor verde designa o “Raio da Sabedoria”; a amarela exprime a radiação da espiritualidade, o “Raio da Vontade”; a azul indica o “Raio da Religiosidade”, e um último cordão branco é o símbolo da “liberdade reencarnatória”, indicando que Ramatís é um iniciado que já se libertou dos estigmas das reencarnações compulsórias em mundos físicos (um Nirmanakaya).

Sobre o peito porta uma corrente formada de pequeninos elos de fina ourivesaria, da qual pende um triângulo de suave lilás luminoso, emoldurando uma delicada cruz alabastrina.

A cruz branca representa a obra sacrificial de Jesus e é símbolo da filosofia cristã; o triângulo reporta-se à mística oriental, constituindo ambos a insígnia espiritual da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, na qual exerce função de Secretário Geral.


 

- EMMANUEL FALA SOBRE RAMATÍS 

 
Emmanuel de Radeir-ost-1990
 
"Emmanuel fala sobre Ramatís"

A mensagem abaixo reproduzida contém a íntegra de uma entrevista realizada com o médium Francisco Cândido Xavier e seu Instrutor Espiritual chamado Emmanuel, recentemente publicada pela “Revista Espírita Allan Kardec”, em sua edição de nº 43.

Logo que apareceram as primeiras publicações da “Conexão de Profecias*”, de Ramatis (atualmente com o nome “Mensagens do Astral”), fomos a Pedro Leopoldo, a fim de ouvir a palavra autorizada de Emmanuel, através daquele aparelho maravilhoso que é Francisco Cândido Xavier. Isto, porque o que era dito pelo espirito de Ramatís, parecia-nos perfeitamente lógico. Mas, como constituía novidade, não queríamos aceitar de pronto algo que não passasse pelo crivo de várias manifestações mediúnicas, através de diversos aparelhos. *Obs. Hoje com o título: “Mensagens do Astral”.

Desta forma, munidos do aparelho de gravação em fita, fomos atendidos gentilmente pelo médium, que respondeu às perguntas que fazíamos, repetindo as palavras da resposta, que eram ditadas por Emmanuel. A gravação foi feita no dia 5 de janeiro de 1954. Conservamos até hoje o rolo gravado em nosso poder.

Passamos a estampar as perguntas e respectivas respostas.

Pergunta: – Poderíamos ter alguns informes a respeito de Antúlio?
Chico Xavier: – Vejo, aqui, nosso diretor espiritual, Emmanuel, que nos diz que um estudo acerca da personalidade de Antúlio exigiria minudências relacionadas com a história, no espaço e no tempo, que, de imediato, não podemos realizar. De modo que, tão somente, pode afiançar-nos que se trata de uma entidade de elevada hierarquia, no plano espiritual; vamos dizer; um ASSESSOR, ou um daqueles ASSESSORES, que servem nos trabalhos de execução do plano divino, confiado ao Nosso Senhor JESUS CRISTO, para a realização do progresso da Terra, em geral.

Esclarece nosso amigo que JESUS CRISTO, como GOVERNADOR de nosso mundo, no sistema solar, conta, naturalmente, com grandes instrutores, para a evolução física e para a evolução espiritual, na organização planetária. E, subordinados a esses ministros, para o progresso da matéria e do espirito, no plano que nós habitamos presentemente, conta Ele com uma assembléia de múltiplos INSTRUTORES, de variadas condições, que lhe obedecem as ordens e instruções, numa esfera, cuja elevação, de momento, escapa à nossa possibilidade de apreciação. Antúlio forma no quadro destes elevados servidores.

Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier
: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.

O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.

Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.

Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.

Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.

Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.

Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.

Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.

Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.

Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.

Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.

Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.

O prazo de 47 anos (1953-2000) é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.

Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.

Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.

Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.

E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.

Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.

Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.

Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?
Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor… E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.

Revista Boa Vontade, Ano 1, nº 4 – Outubro de 1956.
 
VÍDEO:Crédito do vídeo ao Instituto de Sensibilização Consciencial, onde você pode encontrar mais informações sobre Ramatís e outras partes de seu trabalho.  

Enviado por em 15/04/2009
Vídeo de domínio público criado por Dalton PACKER Curitiba - A vida de Ramatís - a vida de um grande mestre universalista, seus discípulos, sua obra, seus médiuns e a história da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Um filme de produção independente criado pela iniciativa de Dalton Packer e disponibilizado na internet por Dalton Campos Roque - http://www.consciencial.org. Infelizmente o vídeo original apesar de ter 15 minutos, neste aqui disponibilizamos apenas 10 minutos, pois na época o YouTube só nos permitiu isto. http://www.consciencial.org
 Li-Sol-30
           Fontes;       
 http://www.fraternidaderamatis.org/
Enviado por em 15/04/2009

A HERANÇA PLATÔNICA-PITAGÓRICA


Platão-Radeir, estudo-1981


A MÚSICA PITAGÓRICA
Pitágoras não só utilizava a música para criar uma inefável aura de mistério sobre si mesmo, como também para desenvolver a união na sua Escola. A música instruía os discípulos e purificava suas faculdades psíquicas. Na educação, a música era vista como disciplina moral porque atuava como freio à agressividade do ser humano. Pitágoras considerava a música o elo de ligação entre o homem e o cosmos. O Cosmos era para ele uma vasta razão harmônica que, por sua vez, se constituía de razões menores, cujo conjunto formava a harmonia cósmica, ou harmonia das esferas, que só ele conseguia ouvir.
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Pitágoras, avatar do deus Apolo, compunha e tocava para seus discípulos a sua lira de sete cordas. Deste modo ele refreava paixões como a angústia, a raiva, o ciúme, anseios, a preguiça e a impetuosidade. A música era uma terapia que ele aplicava não só para tranqüilizar as mentes inquietas, mas também para curar os doentes de seus males físicos.

Pitágoras foi o descobridor dos fundamentos matemáticos das consonâncias musicais. A partir daí, ele visualizou uma relação mística entre a aritmética, a geometria, a música e a astronomia, ou seja, havia uma relação que ligava os números às formas, aos sons e aos corpos celestes. A Tetraktys era o símbolo da música cósmica, e Pitágoras, como o deus da Tetraktys, era a única pessoa que podia ouvi-la. A teoria da música cósmica, ou harmonia das esferas foi descrita por Platão, no Timeu. Filolau, outro notável discípulo de Pitágoras também faz descrição minuciosa da teoria que resulta na música cósmica e na harmonia das esferas (ou planetas).

A HERANÇA DE PITÁGORAS
A história posterior da filosofia de Pitágoras se confunde com a da Escola de Platão, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, e que foi também ardente admirador e discípulo de Pitágoras. Platão herdou, de um lado, as doutrinas de seu mestre e, de outro, bebeu a sua sabedoria nas mesmas fontes do filósofo de Samos. Segundo Amônio Sacas, toda a Religião-Sabedoria estava contida nos Livros de Thot (Hermes), onde Pitágoras e Platão beberam os seus conhecimentos e grande parte de sua filosofia.

Desde os primeiros séculos da era cristã que é comprovada a existência, em Roma, das práticas e doutrinas religiosas de Pitágoras, principalmente as relacionadas com a imortalidade da alma. Pitágoras disputava então, com outras religiões, um lugar predominante no panteão da Roma Imperial. A comprová-lo as capelas pitagóricas descobertas pela arqueologia, nas quais os iniciados aprendiam os mistérios de Pitágoras, e onde eram introduzidos no culto de Apolo.
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Os afrescos encontrados no sub-solo da Porta Maggiore, em Roma, mostram temas Pitagóricos. O nacionalismo romano também está ligado a Pitágoras através da obra Metamorfoses, de Ovídio, que nela relatou a teoria da reencarnação, defendida pelo filósofo de Samos. Os discípulos diretos de Platão também retornaram aos princípios Pitagóricos; e os neo-Platônicos, com Jâmblico, no séc. IV d.C. também os adotaram, juntamente com os mais recentes escritos Pitagóricos, isto é, os Hinos Órficos. Do séc. I d.C. ao séc. VI d.C. a doutrina de Pitágoras influenciou grandes filósofos que escreveram e divulgaram a sua filosofia. Alguns deles foram Apolônio de Tiana, Plotino, Amélio e Porfírio.

Depois que os cristãos conquistaram, no séc. IV d.C. o controle do Estado, os Pitagóricos tornaram-se, gradualmente, uma minoria perseguida. No entanto, as idéias de Pitágoras continuaram a ser pregadas na antiga escola de Platão, a Academia de Atenas, e em Alexandria, até que no séc. VI d.C. Justiniano, imperador do Oriente, fechou a Academia e proibiu a pregação da filosofia e das doutrinas consideradas pagãs pelo catolicismo. A partir desta época prevaleceu a era do obscurantismo da Idade Média. Mas as doutrinas de Pitágoras foram abertamente pregadas por um período de 1.200 anos, que se estende do séc. VI a.C. ao sec. VI d.C.

Apesar de perseguido pela religião oficial Pitágoras foi, para grandes figuras do Catolicismo, como Santo Ambrósio, uma figura de referência por ter sido visto como intermediário entre Moisés e Platão, No séc. XVI, de acordo como o interesse do autor, Pitágoras era apresentado como poeta, como mágico, como autor da Cabala, como matemático, ou como defensor da vida contemplativa. Rafael, famoso pintor italiano, retratou Pitágoras como um homem idoso, de longas barbas, entre filósofos, no quadro “Escola de Atenas”.

Embora remotamente, não podemos deixar de registrar a existência de pontos comuns entre a filosofia de Pitágoras e o sistema Positivista de August Comte. Pitágoras, racionalista, procurou explicar a cosmogonia universal através da ciência. Comte trilhou caminho semelhante. Antes de tudo, Pitágoras buscou o conhecimento da Verdade e só por isso já deve ser reverenciado por toda a Humanidade

A herança platônico-pitagórica

Na Grécia Antiga, principalmente com a escola pitagórica, iniciou-se um processo de sacralização da música enquanto uma referência fundamental para o conhecimento do universo (Dreyer 1953 p. 36-40). A doutrina da harmonia das esferas, que atribuía aos planetas movimentos regidos por leis análogas às da consonância musical, veio a ter uma imensa projeção na ciência ocidental. A corda vibrante, bloco construtivo básico de uma variedade de instrumentos musicais, passou a ser vista como um espelho da harmonia numérica subjacente ao universo, instrumento da aferição do poder de números mágicos (Cohen 1984). 

Se utilizarmos a acústica moderna (que provém, em parte, da própria música) para estudar os fenômenos auditivos ligados à corda vibrante, veremos que os números que os pitagóricos nela enxergavam possuem uma realidade material, um substrato físico independente dos gostos estéticos desta ou daquela época ou cultura, que reside no fenômeno da consonância musical (Roederer 1973). 

A origem empírica dos números ligados à harmonia consiste na escuta simultânea dos sons gerados por dois segmentos de uma corda esticada. Os dois segmentos têm, portanto, a mesma tensão, e seus comprimentos são inversamente proporcionais às freqüências que emitirão. Certas proporções de números inteiros e pequenos (2:3, 3:4, ...) entre os segmentos proporcionam um efeito sonoro da consonância. 

Muitas das consonâncias são comuns a diversas civilizações, mesmo algumas que não possuem a escrita. As consonâncias se materializam inclusive na música vocal primitiva, onde padrões geométricos de afinação não são possíveis. Foi esta autonomia do fenômeno da consonância em relação à forma de geração do som que lhes valeu grande deferência na Antigüidade.
É interessante notar que a correlação entre consonância musical, numerologia e cosmogonia não era exclusiva do Ocidente. Na China antiga existia igualmente um sistema de relações numéricas de comprimentos de tubos que dava origem às escalas musicais de instrumentos de sopro, minuciosamente documentado. Também ali se atribuiu aos sons e números poderes especiais que estariam associados à ordem do mundo. Um pensador chinês do século II a.C. parece ecoar os pitagóricos ao se pronunciar sobre a ressonância simpática entre cordas com certas relações de afinação:
``...As cordas soam por si mesmas. Não há nada de miraculoso nisso, uma vez que as Cinco Notas estão relacionadas entre si de acordo com os Números pelos quais o mundo está construído.'' (Needham 1962 p. 130)
Na Grécia, a idéia da harmonia das esferas foi refinada por Platão, em particular no Timeu, onde os números são incorporados à ``alma do universo'' desde os momentos primevos de sua criação:
``...dividiu-a [a alma] em tantas partes quanto era conveniente haver...Nesta divisão adotou o seguinte critério: inicialmente separou uma parte do conjunto, depois mais outra, o dobro da primeira, e uma terceira uma vez e meia maior do que a segunda e o triplo da terceira; depois a quarta, o dobro da segunda, e a quinta, o triplo da terceira, e mais a sexta, o óctuplo da primeira, e por último, a sétima, vinte e sete vezes maior que a primeira.'' (Timeu 35b,c).
Essas relações numéricas são precisamente os números utilizados na construção da escala diatônica pitagórica (Wilkinson 1988), uma das escalas em uso nesta época. Elas constituiriam, segundo o Timeu, a essência da alma destinada a reger os movimentos celestes. 

Na astronomia antiga os números passaram a ser relacionados com as distâncias e movimentos celestes de diversas maneiras. Eudoxo, por exemplo, tece considerações a respeito da distância da Terra à Lua e ao Sol a partir do seu tamanho aparente e da proporção entre o diapente e o dietassaron, ou seja, entre a quinta e o tom inteiro. (Dreyer 1953 p. 180). Plínio, por sua vez, procurou ligar os vários intervalos musicais às razões entre distâncias de planetas consecutivos. Assim, a distância entre a Terra e a Lua corresponderia a um tom inteiro, ao passo que a da Lua a Mercúrio corresponderia a um semitom. Já para Nicômaco (c. 100 d.C.), notas mais graves corresponderiam a planetas mais distantes, e notas agudas aos mais próximos, em analogia com as cordas de instrumentos musicais (Dreyer 1953 p. 178-181). 

A astronomia alexandrina, continuadora da tradição astronômica grega, reduziu a importância das escalas musicais como padrão de medida para distâncias astronômicas. O método proposto por Aristarco para determinação das distâncias da Terra à Lua e ao Sol, bem como de seus diâmetros, utiliza construções geométricas que nada têm a ver com escalas musicais. Afora os problemas experimentais envolvidos na medida de ângulos e intervalos de tempo, o método fornece uma resposta essencialmente correta (Pecker 1971 p. 21; Heath 1981). 

Também a astronomia ptolomaica prescinde da música em seus traços fundamentais. Seus sistemas de epiciclos, deferentes e equantes pouco têm a ver com a música das esferas dos pitagóricos (Sedeño 1987). O mesmo não se pode dizer da astrologia de Ptolomeu que, em sua obra Tetrabiblos, sistematiza o corpo de métodos de interpretação dos céus que fincaria pé no Ocidente. Os aspectos entre diversos planetas (que nesse momento incluíam a Lua e o Sol) consistiam em certos ângulos privilegiados entre estes, associados por Ptolomeu a intervalos musicais. 

Ptolomeu escreveu também um tratado especificamente voltado à música, o Harmonica, em que se desenvolvem os métodos matemáticos que dariam origem à escala musical sintônica diatônica (Wilkinson 1988), já diferente da pitagórica, em uso no Ocidente até fins do Renascimento. Assim, mesmo tendo afastado a música de sua astronomia, Ptolomeu não deixava de conferir às consonâncias um caráter de poder invisível mas eficaz, capaz de influenciar os acontecimentos do planeta. Tampouco se furtou a dispensar sua atenção e seus esforços geométricos e matemáticos no que se tornou por séculos nossa própria escala musical (Idem). Em mais de uma domínio, portanto, Ptolomeu delineou um paradigma básico. 

A afinidade que a música desfrutara com diferentes ciências ligadas a medidas (``exatas'') na Antigüidade lhe valeu uma posição peculiar dentro do conhecimento ocidental. Em sua classificação das artes liberais, Boécio, no século VI d.C., fez com que essa figurasse no rol das ciências exatas, ao lado da astronomia, geometria e aritmética, constituindo o que veio a se chamar o quadrivium (Gouk 1990 p. 102). 

Esta ``ciência da música'' não era desprovida de utilidade prática: O canto medieval, com seus vários modos eclesiásticos (dórico, lídio, etc.), não prescindia de certo aparato matemático básico referente à afinação de instrumentos. De fato, o próprio Boécio a estratificava em três graus de elevação: musica instrumentalis, musica humana e musica mundana, esta última a mais elevada pois tange os movimentos celestes, além de outros aspectos da natureza (Gouk 1990 p. 102). 

A estrutura do quadrivium perdurou nas Universidades medievais, o que legitimou à harmonia musical um status de fenômeno básico do universo. O prestígio da harmonia propiciaria uma mescla entre a música e outros campos do conhecimento que seriam hoje considerados ciências exatas, a partir dessa contigüidade consagrada no campo acadêmico. O retorno a ideais clássicos do Renascimento terminaria por reinvestir a música do seu antigo caráter de padrão básico de proporções, ábaco para interpretação do mundo.
A música ocidental, ao longo da Idade Média, ganhara gradualmente uma complexidade inteiramente nova, e no início do Renascimento já deixara de obedecer de maneira estrita as noções de consonância e dissonância da Antigüidade. 

Um vigoroso esforço teórico, consubstanciado na obra Istitutioni Harmoniche (1558) do maestro veneziano Gioseffo Zarlino, procuraria legitimar as novas consonâncias já em uso na música da época, incorporando-as ao elenco proveniente da Antigüidade. O ato de modificar a ciência da harmonia era algo de enorme peso e responsabilidade. Representava algo como afinar novamente todas as ciências exatas. 

No entanto, é no passado que Zarlino buscará essa legitimação do novo. As justificativas teóricas tinham uma forte tonalidade neoplatônica. Sua teoria era essencialmente numerológica, baseando-se no número 6, chamando-se por isso de senario. Inúmeras eram as referências buscadas para esta escolha, afinal um tanto arbitrárias, mas afinal consegue-se, através de frações envolvendo os números de 1 a 6, construir todos os intervalos musicais em uso neste momento (Cohen 1984 cap. 1).

 A mudança teórica na música terminou por afetar a própria astronomia do renascimento, através sobretudo de Johannes Kepler (Cohen 1984 pp. 13-34; Franco 1991), mas também de Newton (Gouk 1990 e Rattansi 1990).

CONSIDERAÇÕES ESOTÉRICO-NUMÉRICAS 
SOBRE O PENSAMENTO DE PLATÃO

Rodolfo Domenico Pizzinga

PLATÃO (427 a. C. - 347 a. C.)

       A semelhança entre os pensamentos platônico e pitagórico talvez seja, em parte, basilarmente, provinda dos ensinamentos egípcios e babilônicos que ambos conheciam. O que parece ser indiscutível, entretanto, é que Platão sofreu benfazeja influência de seu predecessor. De qualquer forma, como disse Raymond Bernard, Platão é um TRANSMISSOR no sentido mais sagrado do vocábulo. Entende-se que Pitágoras também. Platão e Pitágoras (KH – o Ilustre) foram ambos Altos Iniciados das Antigas e Arcanas Escolas de Mistérios.

       No livro VII de A República, Platão discutiu a importância da aritmética, da geometria, da astronomia e da harmonia, que considerou pilares indispensáveis e insubstituíveis do processo educativo e dialético, cuja finalidade é o conhecimento do BEM, tendo admitido que sem o conhecimento do cálculo e da aritmética, a VERDADE não poderá ser alcançada. E o filósofo, para atingir a essência (o NÚMENO), deve conhecer aprofundadamente aquelas ciências. O maior mathema, segundo Platão, era (e continua sendo) a IDÉIA DE BEM. O aprendizado do cálculo, para este fim específico, deve acontecer pela contemplação da natureza dos números exclusivamente pelo pensamento, de tal sorte a facilitar a passagem da própria alma da mutabilidade à verdade e à essência.[1] 

 Quando os sentidos não têm capacidade e confiança para fazer um juízo adequado, a alma deve usar o cálculo e a inteligência para saber se os objetos dos sentidos são um ou dois, e, ao surdir o conceito de pluralidade, a alma haverá de questionar: Que é unidade absoluta? Assim, a apreensão intelectual da UNIDADE — do UM — incita a mente à contemplação do SER, quando então alcança o conhecimento de que UM É UM E ILIMITADO EM MULTIPLICIDADE. Esse conhecimento, segundo Platão, impõe ao homem que eleve poderosamente a alma para o alto |forçando-a| a discorrer sobre os números em si.[2] Este conhecimento, esta experiência, é estritamente pessoal e intransferível. 

Neste instante, propõe-se uma breve pausa, para se refletir sobre uma curta declaração de Nietzsche (1844-1900), a quem muitos ainda hesitam em reconhecê-lo como místico: Ninguém pode extrair mais das coisas/Inclusive dos livros que já conhece./O homem não tem ouvidos para aquilo,/que a experiência não lhe deu acesso. 

 Por isso, só pela experiência pessoal, íntima e solitária, no santuário interno de seu IMACULADO TEMPLO (In Imo Corde), poderá o ser, como recomendou Platão, contemplar os mistérios do Universo, e reconhecer realizando que UM É UM E ILIMITADO EM MULTIPLICIDADE. Fora, não. A experiência, assim, gera conhecimento. Todavia, o conhecimento em si é nada se não for adequadamente utilizado. SABEDORIA É A CORRETA APLICAÇÃO DE UM CONHECIMENTO ADQUIRIDO POR ESFORÇO E EXPERIÊNCIA PESSOAIS. Caridade! Caridade! Caridade! Humildade! Humildade! Humildade! Solidariedade! Fraternidade! Amor! PAZ!

       O filósofo não pode prescindir da aritmética, devendo compelir a alma a raciocinar sobre números abstratos, senda segura e conducente à passagem do vir-a-ser ao Ser e à Verdade (ainda que sempre relativos). Nesse nível, o mundo material subordina-se e reflete o plano das energias espirituais.

       A geometria, apesar de prática, na sua parte central e mais adiantada, tende a impulsionar e a ascensionar a alma para a IDÉIA DE BEM, e a fazer irromper o próprio espírito da filosofia, sendo esta o conhecimento do que existe sempre.[3] Por isso, segundo Platão, são diferentes aqueles que estudaram geometria daqueles que a ela não deram atenção. No portal da Academia que fundou na Ilha de Egina estava escrito: NÃO ENTRE AQUI QUEM NÃO FOR GEÔMETRA.

       A astronomia, por seu turno, obriga as almas a contemplarem o céu estrelado, elevando e transportando a consciência das coisas terrenais às celestiais. O firmamento, propugnou Platão, deve ser utilizado como modelo de um conhecimento superior, para que a parte inteligente da alma, de inútil torne-se útil e produtiva, compreendendo que o Demiurgo tudo criou da forma mais perfeita. Esse conhecimento esposado por Platão, já era professado por Pitágoras, que advertiu que a contemplação dos corpos celestes (ordem celestial), purificava lentamente o ser, acabando por libertá-lo do ciclo compulsório de nascimentos, imortalizando-o. Na verdade, a imortalidade só poderá ser alcançada pela construção consciente do próprio Mestre Interior.

 Aqui cabe a advertência de que a contemplação, à qual aludiu Pitágoras, induz à meditação, estado alterado de consciência oposto à concentração. Hodiernamente, costuma-se confundir essas duas instâncias da mente. Enquanto a concentração utiliza mecanismos mentais de ordem racional, o estado meditativo (contemplação) propicia experiências em um plano, por assim dizer, TRANSRACIONAL, melhor, TRANSNOÉTICO. Há, como se pode depreender, no pensamento de Pitágoras, de Platão e de outros filósofos um certo hermetismo de decifração obscura e labiríntica. Entretanto, entende-se, indubitavelmente, inclusive por várias afirmações de cariz hermético, que tanto Pitágoras quanto Platão, quando se referiram ao termo CONTEMPLAÇÃO, usaram-no no sentido de MEDITAÇÃO. Possivelmente a contemplação induza preliminarmente a vivências e a experiências em um PLANO TRANSNOÉTICO. 

Posteriormente, a razão decodifica tais experiências no nível racional. De qualquer forma, o retirar-se para meditar vem de longe. O filósofo chinês Lao Tsé enfatizava: Evita a ação, permanece em silêncio, o resto são comentários. O retiro de Jesus foi semelhante ao de Orfeu nos montes da Trácia. Moisés retirou-se no Sinai, Zoroastro isolou-se no Bordjah, e Manu escolheu as montanhas ao longo do Ganges. Entretanto, subir a montanha, esotericamente, significa elevar o Eu espiritual interior a uma altura na qual a COMUNHÃO CÓSMICA possa ser plena e definida. Subir a montanha é entrar em contato com o D'US INTERNO — o MESTRE INTERIOR construído por nossa própria volição. Esses contatos, a bem da verdade, independem de montanhas, e subir a montanha em busca da iluminação, como ensinou Harvey Spencer Lewis, na obra A Vida Mística de Jesus, é tão-só uma frase simbólica.

 O importante é o isolamento, o propósito, o mérito e a disponibilidade interna. A mais alta montanha que cada ser singular poderá vir a subir está em seu próprio interior, no SANCTUM SANCTORUM que se encontra sempre aberto, iluminado e preparado para recebê-lo. Os martinistas referem-se à SENDA CARDÍACA. E a única vestimenta adequada para essa cerimônia íntima é o despojo de vaidades, de preconceitos e de pré-condições mentais, pois, nessa hora iluminante e ímpar da vida, o ser aprenderá e realizará coisas que, em sua maioria, são incompatíveis com os critérios e com os conceitos que a sociedade, os códigos e a própria razão estabeleceram e vêm estabelecendo ao longo do tempo. 

É a MÚSICA DAS ESFERAS, que é mais do que música! Kepler, no Harmonices Mundi, afirmou: Os movimentos dos céus não são mais que uma eterna polifonia. É o JARDIM, que é mais florido e exuberante do que todos os jardins. É o BELO que não se compara ao belo vivenciado no Plano Terra. É a PAZ. É a VIDA. É o BEM sem igual. É a sensação múltipla (que é apenas uma) de segurança, de certeza, de confiança e de participação na UNIDADE que move e anima o TODO. É o começo de algo que promete o inconcebível, porque o concebível que é realizado, em si só, já é extraordinário e inexprimível por simples palavras. Assim relatam, resumidamente, aqueles que se puseram em caminho, atravessaram o deserto, subiram a montanha e conquistaram o CASTELO. É o início da verdadeira compreensão e realização do VERBUM DIMISSUM. No princípio era a PALAVRA com a qual os Elohim criaram das Divinas Potências a essência do Céu e da Terra. Hoje e amanhã a PALAVRA IMPRONUNCIÁVEL é e continuará sendo.

       Farei aqui um parêntesis para, rapidamente, abordar um assunto que poucos conhecem. Somos profundamente influenciados pelos sons externos. Isto é óbvio. Assim, se escutarmos músicas que tendam ao caos e à desordem, o nosso corpo físico e os outros seis corpos constitutivos do nosso ser, pela Lei da Correspondência, serão levados também à desorganização e, portanto, a um estado desarmônico e doentio. Isto é conhecido como vibração por simpatia

Histeria, depressão, alergias, desequilíbrio na produção de hormônios pelas glândulas endócrinas, atrofia do organismo, aumento na pressão sangüínea, esterilidade, comprometimento das ondas cerebrais alfa, confusão mental, inversão de comportamento, distress, insegurança psicológica, câncer e até ataques cardíacos fatais por alteração dos ritmos naturais do coração podem ocorrer como resultado de danos fisiológicos e psicológicos. Um ex-músico de rock recomenda enfaticamente que, por nenhum motivo, sejam escutadas as seguintes classes de rock: Heavy Metal, Acid Rock, Rock Satânico, Punk, Dark, Pornô Rock e Rock Assassino. Sobre esse tema, convido você, Meu Irmão, que leia o trabalho que escrevi Água: Ímã da Vida (Algumas Propriedades Terapêuticas da Água e Alguns Exercício Místicos), que roda em:http://www.rdpizzinga.pro.br/livros/agua/agua.html
 
       No que concerne à harmonia, Platão repreendeu os que colocam os ouvidos à frente do espírito, no labor improfícuo de medir acordes harmônicos e sons uns com os outros. Para Pitágoras – que descobriu que os principais intervalos musicais podem ser exprimidos em proporções numéricas simples entre os quatro números da Tetractys (a Pitágoras é atribuída a descoberta do intervalo de uma oitava 2:1, uma quinta 3:2, uma quarta 4:3, e um tom 9:8) e para Platão, astronomia e harmonia são ciências irmãs, e o que a primeira é para os olhos, a segunda é para os ouvidos, havendo nelas uma perfeição que todo conhecimento deveria se esforçar por tentar alcançar. 

O estudo da harmonia, enfim, ensinou Platão, deve proporcionar a compreensão e a observação de quais são os números harmônicos e quais não o são, e por que razões diferem[4]. Segundo tal compreensão, a música aparentemente proporciona o deleite da alma. 

A MÚSICA DAS ESFERAS CELESTIAIS (a Música Eterna), intrinsecamente constitutiva da ALMA DO MUNDO, só pode ser conhecida pelo espírito em sua energia indefinível e em grau de harmonia semelhante à própria harmonia desse som inaudível. Platão, em vários trechos da República, determinou que essa harmonia musical deve refletir-se tanto na saúde psíquica do ser, quanto na ordem pública da própria República. Enfim, desde a Antiga Grécia até o Renascimento, as Sete Artes Liberais estavam divididas em dois gupos: Trivium (saberes humanos) e Quatrivium ou Matemáticas (saberes exatos). O Trivium era composto da Gramática, da Dialética e da Retórica. O Quatrivium estudava o imutável: Geometria, Aritmética, Música e Astronomia.

       A compreensão desses princípios e o estudo metódico e comparado de todas essas ciências facultarão a que se alcance um ponto de intercomunhão e que se constate suas mútuas afinidades. Este curriculum proposto por Platão visava, em última instância, a dois aspectos principais: disciplina mental e desenvolvimento do pensamento abstrato. A filosofia platônica passa, assim, da investigação horizontal para a dialética vertical, esforço do pensamento no sentido de alcançar a Verdade. A verdadeira Dialética é fome e sede de VERDADE, que só pode ser alcançada e conquistada assintoticamente.

      No Timeu, obra outonal de Platão e com profunda conotação alquímica, o Filósofo, já na primeira fala, referiu-se ao QUATERNÁRIO, vocábulo que denota o nível do criado dentro do Universo, no qual todas as forças são produto da dinâmica dos quatro elementos: FOGO, AR, ÁGUA e TERRA. Há uma óbvia relação com a quaternidade inferior do ser neste plano: CORPO FÍSICO, CORPO ETÉRICO, CORPO ASTRAL E EU. Entretanto, apesar de a obra começar com a descrição da Atlântida e seu desaparecimento, seu conteúdo prevalecente versa sobre a criação e a natureza do Universo. E assim, tudo que nasce, nasce necessariamente pela ação de uma causa, pois é impossível que seja lá o que for possa nascer sem causa[5]. 

 E a melhor das causas é o CRIADOR, ser eterno, não-nascido, ao qual Platão chamou de MESMO, por associá-lo à imobilidade e à eternidade da perfeição, em contraposição ao Outro, ser efêmero, imperfeito e associado à mobilidade e à descontinuidade da matéria. O MESMO representa, portanto, a permanência, e está relacionado à idéia de ilimitabilidade; o Outro representa a impermanência e está associado ao conceito de limitação. Mas, ainda que limitado, o Outro tem, segundo Platão, sua origem no SER ILIMITADO, cuja meta deve ser ultrapassar as limitações da própria mutabilidade e se alçar, assintoticamente, ao plano essencial no qual permanente, imutável e eternamente convizinham a VERDADE e a PERFEIÇÃO, vale dizer, o SVMMVM BONVM.

       Desejando que todas as coisas fossem como ELE mesmo, Platão entendeu que DEUS formou o devir e o Universo da maneira que segue:
...após ter colocado o Intelecto na Alma, a Alma no Corpo, formou o Cosmos, para dele executar uma obra que essencialmente fosse a mais bela e a melhor... o Cosmos, que é verdadeiramente um ser vivo provido de Alma e de Intelecto, e assim gerado pela ação da Providência de um Deus[6].
        E para que a obra fosse essencialmente a melhor e mais bela, continua Platão, Deus tornou o todo em forma esférica e circular, começando a construção do mundo pelo FOGO e pela TERRA. Mas como duas coisas devem possuir uma terceira para ligá-las, e como o mundo não é plano, mas sólido, Deus colocou ÁGUA e AR entre a TERRA e o FOGO, dando-lhes a mesma proporção, de tal modo que, ALQUIMICAMENTE, o que o fogo é para o ar, o ar o foi para a água, e o que o ar é para a água, a água o foi para a terra[7]. O OVO ALQUÍMICO simboliza esotericamente este conceito.

       A alma, indivisível e imutável, estabelecida no meio do corpo do Todo, formou-a Deus antes do corpo, e, sendo em origem e em excelência mais antiga e virtuosa do que o corpo foi criada para comandá-lo. A alma, portanto, rege, o corpo obedece. Pelo menos a ordem deveria ser essa. Aliás, a ordem cósmica deverá acabar por se cumprir desta forma. Mas ainda não acontece assim, pois o Triângulo Superior da constituição setenária do ente pouca influência tem sobre a Quaternidade Inferior. Ao se completarem as SETE RONDAS, isto, talvez, possa vir a acontecer. 

 A cada um cabe despender herculano esforço para cumprir sua reintegração, e auxiliar a todos a encontrarem as chaves que abrem as portas desse conhecimento. É preciso ser compreendido hiperbolicamente, entretanto, que a reintegração singular é falaz e também ilusória. O Universo é UM. Platão, certamente, conhecia e, privativamente, discutia e ensinava estes princípios. 

       Uma TERCEIRA ESSÊNCIA intermediária foi também criada, segundo a filosofia platônica, participando da natureza das duas primeiras, tendo sido interposta entre o indivisível e o material (divisível). Não estará aqui a indicação clara de que Platão teve acesso a um conhecimento alquímico transcendental? Não se constituirá essa TERCEIRA ESSÊNCIA no FOGO dos Alquimistas? 

Mercúrio e Enxofre só podem realizar a OBRA pela intermediação do FOGO, a TERCEIRA ESSÊNCIA. E assim, Enxofre, Mercúrio e Sal formam o Triângulo Perfeito da Criação com seus TRÊS PLANOS, a TETRACTYS dos pitagóricos e a manifestação espiritual trinitária platônica. Na Alquimia, essa essência espiritual que agirá sobre o Mercúrio é oriunda do próprio Enxofre e, assim, da união do Enxofre com o Mercúrio, é produzido um mercúrio modificado - MERCÚRIO DOS FILÓSOFOS - ponto de convergência ou terceira manifestação, vale dizer, Sal. É sobre esse Sal que todas as operações alquímicas são efetuadas. Esta é, iniciaticamente, a ALQUIMIA INTERIOR de construção do MESTRE DO TEMPLO INTERIOR, à qual se dedicam os Rosacruzes. 

De qualquer modo, sabia Platão que, sem o concurso dessa TERCEIRA ESSÊNCIA, a criação não se poderia ter realizado. Essa TERCEIRA ESSÊNCIA é equivalente (cabalisticamente) a KeTheR que estabelece a união entre os dois sephiroth inferiores: ChoKMaH e BINaH.

        Combinou Deus essas três substâncias em uma e dividiu esse todo, composto pelo MESMO, pelo Outro e por essa TERCEIRA ESSÊNCIA, em tantas porções quantas achou conveniente, de acordo com as etapas seguintes:

ETAPAS
PORÇÕES
Primeira
uma parte do todo
1
Segunda
dobro da primeira
2
Terceira
três vezes a primeira
3
Quarta
dobro da segunda
4
Quinta
triplo da terceira
9
Sexta
oito vezes a primeira
8
Sétima
vinte e sete vezes a primeira
27
Tabela 1: Etapas da Criação Universal

       A divisão apresentada por Platão no Timeu da mistura do MESMO, do Outro e da TERCEIRA ESSÊNCIA pode ser visualizada e esquematizada conforme mostra a Figura 1 abaixo.

MISTO TOTAL UNITÁRIO

MANIFESTAÇÃO ESPIRITUAL TRINITÁRIA




1





2

3



4



9

8





27
crescei em acréscimo
multiplicai em multidão
Figura 1: Série das Formas do Mundo Sensível
 
       Depois, os intervalos duplos e triplos foram preenchidos por retirada de porções da mistura, de modo que em cada um houvesse duas espécies de elementos ou meios. A partir daí, Deus, segundo Platão, dividiu como um X toda essa composição, fazendo com que seus meios coincidissem, e modelou, ligou, impôs movimento e quando terminou de moldar a alma, formou no seu interior o Universo corpóreo. A seguir, juntou os dois e os uniu centro com centro, criando, nesse sentido, primeiro o ARQUÉTIPO e depois o TIPO. Girando a alma em torno de si mesma, foi iniciado o princípio da vida racional. E assim, Platão entendeu que a diversificação do Cosmos foi engendrada segundo o mais perfeito padrão de ordem e de beleza. Leibniz viria a pensar de forma semelhante a Cosmogênese.

       Para tornar Sua criação mais perfeita, Deus resolveu ter uma imagem movente da eternidade, pondo o Céu em ordem de acordo com os NÚMEROS. A essa imagem o homem chama tempo – que nada mais é do que o duramento da percepção da consciência. 

        NO ÂMBITO DA ATUALIDADE CÓSMICA TEMPO E ESPAÇO INEXISTEM. NO ÂMBITO DA REALIDADE E DA CIÊNCIA O TEMPO PODE SE APRESENTAR DILATADO OU CONTRAÍDO.

        Em resumo, Platão entendeu que o Universo é constituído por uma tríade: INTELIGÊNCIA, ALMA E CORPO. E, por outro lado, há o ARQUÉTIPO que corresponde ao PAI; há a IMITAÇÃO correlacionada ao FILHO; e há, ainda, o RECEPTÁCULO DE TODO O CRIADO que equivale à MÃE. Ser, geração, espaço. Assim, o Universo contempla e contém toda a criação. O corpo do Universo consiste de Fogo e Terra, tendo como liga o Ar e a Água, em um amálgama belo, perfeito, harmônico e trino. A perfeição (Triângulo) está presente neste conceito, no qual a estabilidade (Quadrado) é dada pelos quatro elementos, ficando nítida, por esta combinação, a presença e a influência do Teorema de Pitágoras e as Leis da Alquimia na obra platônica.

        A obra O Universo dos Números apresenta, resumidamente, os atributos ou correlações entre o ARQUÉTIPO e o TIPO[8], que estão transcritas abaixo, na Tabela 2:

ARQUÉTIPO
TIPO
Abrangido pela inteligência
Percebido pelos sentidos
Invisível
Visível
Incorpóreo
Corpóreo
Indivisível
Divisível
Imaterial
Material
Sem movimento
Em movimento
Tabela 2: Correlações Platônicas entre Arquétipo e Tipo

        A hierarquia do Universo pode ser, finalmente, compreendida na obra platônica da seguinte forma: o Misto Total Unitário do Intelecto Transcendente de harmonia absoluta e entropia nula; o Mundo Binário da Alma caracterizado pelo movimento e pela contraposição de energias entropizantes e anti-entropizantes; e o Ternário, composto de Intelecto, Alma e Corpo[9]. Sobre a totalidade da filosofia platônica, compreende-se que sua mais sublime intenção foi auxiliar o homem a se compreender e a se libertar da CAVERNA. E o aprendizado só poderá começar realmente com a libertação do não-material das necessidades ilusórias do corpo material.

 A criação místico-iniciática do Mestre Interior não é compatível com as ilusões do Plano Terra. E, à medida que o ser avança em uma dialética filosófica ascensional, aprende e compreende que só MORRENDO É QUE NASCERÁ

 E filosofar, ainda que possa parecer absurdo e ilógico, é APRENDER A MORRER. E ao aprender a morrer, ao morrer e ao renascer na LLUZ, o ser (servidor incógnito) volta à Caverna para transmitir aos cegos a LUZ da LLUZ que contemplou do lado de fora, LUZ que é mais do que luz, porque é LUZ da LLUZ. LUZ que o promoverá simbolicamente do primeiro sephirah cabalístico ao segundo ou seja, do Reino ao Fundamento

LUZ, enfim, que ele não deseja só para si, porque sabe que não pode ser só sua, porque venceu o egoísmo, porque compreendeu que é patrimônio inerente à toda Humanidade, que sem saber, em seu âmago, anseia por Ela. LUZ, que além de libertar, confirma que enquanto um único ser no Universo não vislumbrá-La, relativamente, este mesmo Universo não será livre. 

LUZ da LUZ que, ao mesmo tempo em que liberta, contraditoriamente (apenas na aparência) escraviza. Escraviza o Portador do Archote a prazenteiramente, altruisticamente e fraternalmente iluminar seus irmãos. Assim, o Outro se realiza e se integra no MESMO, mas, também, irredutivelmente, nos Outros

 MESMO, Outro e Outros são, enfim, constitutivos da UNIDADE CÓSMICA, DO BEM ABSOLUTO, DA NECESSIDADE GLOBAL, DO VERBO PERDIDO, DO JARDIM UNIVERSAL, EM UMA PALAVRA, DO PRÓPRIO D’ US, QUE DEVERÁ SER CONSTRUÍDO POR TODOS NÓS EM NOSSO INTERIOR.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
        Todavia, ainda que o pensamento platônico tenha estabelecido dois planos fundamentais da Existência Global (MESMO e Outro), admite-se que Platão concebia que o destino ou caminho final do Outro só poderia ser no reencontro com o MESMO. A verdade última, que Platão provavelmente sabia, mas, que não a divulgou explicitamente, é que MESMO e Outro são UM. As mais Altas Iniciações que recebeu nas Escolas de Mistério do Antigo Egito, autorizam que se possa admitir que Platão, além de ter divulgado seu pensamento de forma profundamente hermética e cifrada, não tenha propagado (publicamente) todo o conhecimento de que foi depositário. De qualquer sorte, sua obra é inviolável.

DADOS SOBRE O AUTOR
Mestre em Educação, UFRJ, 1980. Doutor em Filosofia, UGF, 1988. Professor Adjunto IV (aposentado) do CEFET-RJ. Consultor em Administração Escolar. Presidente do Comitê Editorial da Revista Tecnologia & Cultura do CEFET-RJ. Professor de Metodologia da Ciência e da Pesquisa Científica e Coordenador Acadêmico do Instituto de Desenvolvimento Humano - IDHGE.

Rodolfo Domenico Pizzinga

Música de fundo: Zorba, The Greek
Fonte:
http://www.musicasmaq.com.br/zorba.htm
Pablo Picasso

Li-Sol-30
 Fonte:
 http://www.maconaria.net/portal
http://plato.if.usp.br/1-2003/fmt0405d/apostila/harmonia2/node2.html
 http://paxprofundis.org/livros/platao/platao.html
 http://www.rdpizzinga.pro.br/
http://www.rdpizzinga.pro.br/livros/agua/agua.html