quinta-feira, 11 de julho de 2013

PAULI, JUNG E A SINCRONICIDADE - Osvaldo Pessoa Jr.


 
Carl Gustav Jung
Jornada do Auto-Descobrimento e Sincronicidade - 9min.

C.G. Jung - Questão do Coração - legendado -58min.
Psicoterapia Holística Junguiana -8m

O Deus de Jung - IV- José Raimundo Gomes - 10min.

 O Deus de Jung II

 As Etapas da Vida Humana - O Deus de Jung I
-José Raimundo Gomes - 12min
 Eu e a Alma - José Raimundo Gomes -6m
Sincronicidade
Universo conspira a nosso favor - 9m
A Interpretação dos Sonhos
A História da Psicopatologia no Brasil - Benilton Bezerra Jr. - 85min.


Física Quântica
Entenda as diversas interpretações da física quântica
Pauli, Jung e a sincronicidade
por Osvaldo Pessoa Jr.



 Wolfgang Pauli (1900-58 - foto) foi um dos físicos que participaram ativamente da formulação da mecânica quântica, em 1926. Nascido em Viena, trabalhava como professor em Hamburgo quando descobriu em 1924 o princípio de exclusão dos elétrons (dois elétrons nunca ocupam o mesmo estado no átomo), o que lhe renderia o Prêmio Nobel de 1945. Foi Pauli quem propôs em 1930 a existência de uma nova partícula, o neutrino (detectada em 1956). Dois outros resultados teóricos importantes foram a conexão entre spin e estatística (1940) e a simetria CPT envolvendo carga, paridade e tempo (1954).

Pauli era um físico matemático muito rigoroso, e um severo crítico do trabalho de seus colegas. Ele tinha uma personalidade complicada, misturando inteligência, agressividade e humor, recebendo por isso apelidos como “Mefistófeles”, “o chicote de Deus” e “a consciência da física”. Desde jovem era colega de Werner Heisenberg, mas enquanto este gostava de fazer caminhadas nas montanhas com seus amigos do Movimento da Juventude, Pauli gostava da vida noturna, em companhia da bebida e de mulheres, e frequentemente se metia em brigas. Seu pai abandonou sua mãe e esta se suicidou, o que o deixou mais perturbado, com ódio do pai, sem no entanto afetar sua produção científica.
Na figura ao lado, Pauli é desenhado como Mefistófeles (o diabo) pelo físico George Gamow.
Em 1928, foi contratado na Politécnica de Zurique (ETH), na Suiça, e acabou se casando com uma bonita dançarina de cabaré. Em menos de um ano o casamento afundou e ela o trocou por um professor de química. Em 1932, deprimido, Pauli resolveu se submeter à psicanálise, e procurou um renomado discípulo de Freud que residia em Zurique: Carl Jung.

De início, Jung o encaminhou para uma psicanalista mulher, Erna Rosenbaum, que ajudou Pauli por cinco meses, mas depois ela foi embora da cidade, e Pauli começou a se encontrar com Jung. Iniciou-se um diálogo que perduraria por um quarto de século. Nesse meio tempo, casou-se novamente, com Franca Bertram, e manteve um relacionamento estável até o fim da vida, encontrando enfim o equilíbrio desejado.

Um dos livros que trata do diálogo entre Pauli e Jung, e que usei como base para o presente texto, foi escrito pelo historiador e filósofo da ciência Arthur I. Miller, e se chama Deciphering the cosmic number: The strange friendship of Wolfgang Pauli and Carl Jung (W.W. Norton, Nova Iorque, 2009).

A base do método psicanalítico de Jung era a análise de sonhos, e Pauli anotou centenas de sonhos, que eram analisados a partir da concepção junguiana de que o tratamento envolve um processo de “individuação” em que as quatro funções da consciência – pensamento, sentimento, sensação e intuição – devem ser equilibradas e integradas. Um aspecto do método de Jung é relacionar os conteúdos dos sonhos com símbolos que apareceram na história cultural da humanidade, e que estariam incorporados em um “inconsciente coletivo”, ao qual todos nós teríamos acesso, e que estaria por trás dos fenômenos de “sincronicidade”.

Sincronicidade

A “sincronicidade”, para Jung, seriam coincidências que aconteceriam não por acaso (como diria um materialista), mas de maneira significativa, com um propósito. Um célebre exemplo é o de uma paciente de Jung que sonhara com um escaravelho. Enquanto ela relatava o sonho, Jung ouviu um barulho na janela: ao abrir, entrou um escaravelho na sala. Para Jung, isso não foi mero acaso. A coincidência deixou a paciente perplexa, e seu lado excessivamente racional cedeu, permitindo que ela encontrasse o caminho para a renovação psíquica. Na antiga mitologia egípcia, o escaravelho era símbolo de renascimento. Este então seria um exemplo de sincronicidade, uma coincidência significativa.

Essa concepção mística não é aceita entre os cientistas de mentalidade mais materialista, incluindo Freud. Mas, para Pauli, a concepção de Jung fazia sentido, e ele a esposou, apesar de esconder esse seu interesse de seus colegas universitários. Pauli via a verdade como um caminho estreito entre os dois perigos do “nevoeiro do misticismo” e do “racionalismo estéril”. E a chave para este caminho estaria relacionada com o princípio de complementaridade, proposto por Niels Bohr (O Yin-Yang da Complementaridade” clique aqui e leia), que equilibraria duas tendências da humanidade, o racionalismo ocidental e o misticismo oriental. Segundo Pauli, a irracionalidade (manifesta nos sonhos e no inconsciente coletivo) e a racionalidade seriam aspectos complementares da unidade do pensamento. Para ele, a ciência materialista representada pela física quântica não poderia ser uma descrição completa da realidade, pois ela deixa de fora todo o fenômeno da consciência humana. A realidade teria dois lados: o físico e o psíquico, o quantitativo e o qualitativo. Em 1957, escreveu que, em sua opinião, “a realidade última não é pessoal”, ao contrário da crença das religiões monoteístas, compartilhando assim do “misticismo” que encontrou no vedanta, no taoísmo, no budismo e no Ain Soph da cabala.

É curioso que a noção de sincronicidade dava um certo sentido ao mito conhecido como “efeito Pauli”. Esse mito surgiu quando Pauli era um jovem professor, e dizia que toda vez que ele passava perto de um laboratório, algum equipamento quebrava. Em seu livro, Miller reúne várias estórias dessas coincidências desastrosas para seus colegas, mas que sempre deixariam Pauli ileso. Para um místico, não seria mero acaso, mas fruto da sincronicidade.

Jung acreditava na realidade de efeitos parapsicológicos, como a telepatia. Pauli era mais cético, mas colocou Jung em contato com outro importante físico quântico, Pascual Jordan, que publicou artigos buscando uma base física para a telepatia. Jung estava impressionado com os experimentos do psicólogo norte-americano Joseph Rhine, que publicou suas pesquisas no livro Percepção Extra-Sensorial (1935).

Pauli desde cedo havia se interessado pelo trabalho de dois cientistas renascentistas, o famoso astrônomo Johannes Kepler e o menos conhecido Robert Fludd. Boa parte do livro de Kepler, A Harmonia do Mundo, era um exercício de numerologia, dentre os quais estava a sua famosa “terceira lei” do movimento planetário. Kepler defendia que o número 3 era a chave para o funcionamento do universo, ao passo que Fludd defendia que seria o número 4. Isso era significativo para Pauli justamente porque o seu princípio de exclusão introduzia um quarto número quântico na descrição do átomo. Seu interesse nesses dois autores culminou em um artigo que publicou em 1952, intitulado “A influência das ideias arquetípicas nas teorias científicas de Kepler”, em um livro cujo outro autor era Jung, que escreveu o artigo “Sincronicidade: um princípio de conexão acausal”. O livro foi traduzido para o inglês com o título The interpretation of nature and the psyche (Pantheron, Nova Iorque, 1955).

Outro interesse numerológico de Pauli, que dá o título ao livro de Miller, é o número 1/137 que aparece na teoria atômica, e é conhecida como “constante de estrutura fina”. O número foi encontrado em 1916 pelo orientador de Pauli, Arnold Sommerfeld, e seu inverso é muito próximo do número 137; para ser mais exato, é 137,036... O interesse neste número surge do fato de que ele não depende das unidades adotadas (por exemplo, metros ou centímetros). Um povo na galáxia de Andrômeda encontraria o mesmo valor 1/137 para esta constante, cujo valor é calculado a partir da expressão (2 pi) e² / (h c), onde e é a carga do elétron, h a constante de Planck e c a velocidade da luz no vácuo. O primeiro a perceber que a constante de estrutura fina é o inverso de 137 foi o astrônomo Arthur Eddington, em 1929, que buscou uma explicação numerológica para este fato, o que foi recebido com risos pela comunidade científica. Porém, o próprio Pauli se voltou para esta questão, em 1934, buscando derivar o valor desta constante a partir da teoria quântica de campos que ele e Heisenberg estavam tentando desenvolver (e que acabou não vingando). Voltaram ao assunto em 1957, novamente fracassando. Vários físicos refletiram sobre este número e sua importância, como Max Born e Richard Feynman. Um amigo de Pauli observou que o número 137 tem significado especial na cabala judaica, e o número apareceu em sonhos de Pauli e fez parte de suas discussões com Jung. Quando Pauli morreu, ele estava internado no quarto 137 do Hospital da Cruz Vermelha de Zurique!

Ao contrário de Jung, Pauli não considerava que a noção de sincronicidade se aplicasse ao contexto da física, mas apenas ao domínio da consciência, regida pelo inconsciente coletivo. Questionado por Jung, Pauli examinou o fenômeno do decaimento radioativo como possível manifestação da sincronicidade. Neste fenômeno, os decaimentos medidos surgem de maneira completamente aleatória. Pauli sugeriu que o estado de um núcleo radioativo antes da medição seria análogo à relação de um ser humano com seu inconsciente coletivo. E em analogia à redução de estado (colapso quântico), no instante que uma consciência individual fosse analisada, a sincronicidade (dada pela conexão com o inconsciente coletivo) desapareceria.

O mais irônico na busca de Pauli e Jung pela sincronicidade na física quântica é que Pauli desprezou completamente o fenômeno em que este conceito se manifesta de maneira mais clara: o emaranhamento de duas partículas, exposto no artigo de Einstein, Podolsky & Rosen (EPR, 1935), e explorado por Schrödinger e Furry. Hoje em dia, o conceito de sincronicidade, definido como uma correlação acausal, se aplica muito bem para o que geralmente é chamado “não-localidade quântica”, envolvendo partículas que interagem e depois se separam espacialmente, sem sofrer muita perturbação do ambiente externo (“Teorema de Bell para Crianças” - clique aqui e leia).

Está claro que, no contexto da física, o termo “sincronicidade” não deve ser usado com a conotação de uma coincidência “significativa” (como fazia Jung), a não ser por físicos místicos. Pauli chegou a estudar o artigo de EPR, mas ele descartou sua importância ao comentar (em 1948) que o estado quântico, que sofre alterações instantâneas ao ser medido, não representa uma entidade real, mas apenas o nosso conhecimento ou informação a respeito do sistema emaranhado. 

Produzindo sincronicidade - 38m
 
Como aumentar sua frequência energética -
Ciclos e Sincronicidades Ideais
José Maria G. Neto - 35min.
 
Sincronicidade - Waldo Vieira -
 CEAEC - Tertúlia Aula - 1361-117min.



 http://www2.uol.com.br/vyaestelar/fisicaquantica_sincronicidade.htm
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

CROSSROADS:ENCRUZILHADA: LABOR DE UMA NOVA COSMOVISÃO -1:04:00

Crossroads: Labor Pains de uma Nova Cosmovisão | Filme Completo - 1:04:00



QUEM SOMOS NÓS?
E
QUEM  É  QUE  REALMENTE  ESCOLHEMOS  SER?

ENCRUZILHADA Sinopse:* Crossroads: Labor Pains de uma nova visão do mundo * é um documentário explorando as profundezas da condição humana atual e o surgimento de uma visão de mundo que está recriando nosso mundo a partir de dentro para fora.
Tecendo idéias e descobertas da biologia, psicologia, ciência da rede, a ciência de sistemas, negócios, cultura e mídia, o filme revela o funcionamento interno da experiência humana no século 21, incitando os telespectadores a sair da caixa e desafiar suas próprias suposições sobre quem realmente somos e porque fazemos o que fazemos.
* Crossroads * lugares contexto evolutivo à agitação de hoje escalada sociais, desastres naturais e fracassos econômicos. Ela ilumina os passos de uma visão de mundo integrado, penetrando seu caminho através do poder das redes sociais para a vanguarda da nossa consciência pessoal e coletiva.
A verificação da realidade refrescante para todos os espectadores e um toque de clarim para aqueles que carregam as sementes da visão de mundo emergente.


Cientistas e pensadores destaque no * Crossroads * incluem: Amit Goswami, Neale Donald Walsch, Elisabet Sahtouris, Bruce Lipton, Peter Joseph, Caroline A. Miller, Nicholas Christakis, James Fowler, Michael Laitman, Ervin Laszlo, Dean Radin, Dave Sherman, Annie Leonard, Jairon G. Cuesta e John St. Augustine.

SOBRE CINEASTA ENCRUZILHADA ':Joseph Ohayon, cineasta, escritor e palestrante com sede em Israel e Nova York, é mais conhecido por sua busca incansável para colocar pedaços juntos e olhar para o quadro geral. Joseph dirige, escreve e anfitriões documentários e talk shows na televisão de Israel e dos EUA, e também palestras sobre a necessidade de se adaptar a um mundo cada vez mais interdependente.
Crossroads Site Oficial: http://www.crossroadsfilm.com
ENCRUZILHADA temas, Temas e memes:(Em ordem de aparição)
Who Are You?- Kony 2012Albert Einstein Problemas Citação-Interdependência
Egolution-Sobrevivência-Egoísta Concorrência-Separação Cosmologia-Sociologia separação
Vs determinismo genético. Influência ambientalContágio social - Felicidade

Teoria da Evolução de Darwin-Isaac NewtonA física newtoniana-Materialismo-Amor-Beleza-Harmonia-Energia-Física QuânticaJohannes Vermeer Cristo e os discípulos de EmaúsVan Meegeren FalsificaçãoMcDonalds-John Cage 4'33 "-iTunesValor do ouro-Valores-Influência SocialStory of StuffConsumo-Publicidade-MídiaMr. Rogers TV / Visualizador de Espaço é citações Sagrado
Cosmovisão-ConsciênciaQual é o significado da vida?Identidade-Grupo contra indivíduos-StrataficationUnidade-Caterpillar, Borboleta-Crise como Transição-As células imaginais-

Evolução Consciente-Respeito Mútuo-Dar-Saúde Crise-Crise política-Educação CriseEgoísmo-Exploração-Emoções negativas-Ganância-Ciúme-Raiva-Emoções PositivasSuperorganism humano-Connectedness-Solidariedade-Família-Redes Sociais-União-Alegria-CiênciaPor que estamos aqui?Natureza-Homeostase-Saldo-Critical Mass-Humanidade-Consciência-Despertar

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Fair Use Notice:Este filme pode conter uma quantidade limitada de material protegido por direitos autorais que foi respeitosamente emprestado em um esforço para avançar na compreensão de questões científicas e sociais, de acordo com o Fair Use Doctrine EUA de direitos autorais O código Seção 107


 * Crossroads * ganhou o 2013 Prêmio de liberdade de expressão pela American Insight:http://americaninsight.org/
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Publicado em 31/12/2012-Licença padrão do YouTube
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terça-feira, 9 de julho de 2013

INSTRUMENTOS, CANTARES E TOCARES INSPIRADOS NO TANACH- Parte 2




INSTRUMENTOS, CANTARES E TOCARES INSPIRADOS NO TANACH- Parte 2


Music Inspired on the Tanach- Old Testament

Cuando el Rey Nimrod - Canção sefaradi anônima sobre os tempos de Abraão na Mesopotâmia
Bach, Cantata de Pentecostes, BWV174, homenagem a Moisés
Jericó - Demolindo o a Muralha para atingir a Paz
David e Saul- Valsa da Dor - Villa-Lobos

INSTRUMENTOS, CANTARES E TOCARES INSPIRADOS NO TANACH
Como seria a música nos tempos de Adão e Eva, Jubal, Abraão, Moisés, Josué, David, Salomão e tantos outros personagens da Bíblia ?
A resposta é simples e exata: não sabemos.

Mas podemos imaginar um bocado de coisas, a partir das ricas palavras do Velho Testamento (TANACH), que contém centenas de canções, descrições de instrumentos, de maneiras de tocar e de ambientes sonoros.

Neste primeiro domingo de dezembro, semana em que começa a grande festa de Chanuká (Festa das Luzes), fizemos um show totalmente inspirado nos escritos sagrados, combinando vozes e instrumentos étnicos de diversos povos antigos com instrumentos medievais, barrocos, artesanais e modernos.
Contamos com os talentos amplos e versáteis de Sonia Wegenast (cantora e harpista), Jaffer Ferreira (percussão oriental) e Eduardo Antonello (cravista), para construir um momento de harmonia, alegria, paz e tolerância.
O repertório incluiu composições coletivas, Cânticos dos Cânticos de Salomão, Salmos de David, temas de Bach, Vivaldi, Haendel e Villa-Lobos, dentre outros.

http://www.midrash.org.br/programacao...

Idealização e direção geral: Leo Fuks
Supervisão vocal: Sônia Wegenast
Supervisão de Música Antiga e Barroca : Eduardo Antonello
Supervisão de Ritmos Orientais: Jaffer Ferreira
Letrista do Salmo 90: Admar Brandão Filho

Produção e Realização: Midrash Centro Cultural
Produtores: Ilana Salama, Oren Perlin, Pedro Barros e Equipe Midrash
Operação de audio e video: Thalles

Agradecimento especial ao Rabino Milton Bonder e toda a equipe do Midrash

Data: 02/12/2012
Local : Midrash, RJ
Apoio: PANNA Jóias em Prata

Leonardo Fuks  
 Publicado em 03/12/2012- Licença padrão do YouTube