domingo, 28 de dezembro de 2014

AMAZÔNIA DESTRUÍDA PELA SOJA


O Mundo Segundo Monsanto - O Veneno está na Mesa - 109 min.


Amazônia 2013 - 83 min.

Predadores Selvagens - 54 min.

Expedição Nazista na Amazônia - 54 min.

Onda Verde Combate Desmatamento - 31 min.

Desmatamento - 64 min.

Help - Amazônia pede Socorro - 4 min.



A Amazônia está sendo destruída 
pela soja para interesses não nacionais. 
O Brasil não sabe disso

Marilda Oliveira
quinta-feira, 10 de abril de 2014

Até o ano passado, o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol. É o que revela o relatório "O Futuro Climático da Amazônia", coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).



É inacreditável o que está ocorrendo sobre a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas OIT 169, aprovada pelas Nações Unidas, com apoio do Brasil quando a Sra. Dilma não retificou até 24/07/2014. O índio Marcos Terena, piloto da Funai, defendeu ardorosamente a tal Declaração, ao depor na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Usando de eufemismo, Terena disse que a "regulamentação" do documento da ONU pelo Congresso Nacional será "um grande ato da Nação brasileira e início de um diálogo franco, com direito a controvérsia, mas respeitoso, que não coloque o índio como selvagem da soberania brasileira".

No caso da Declaração dos Povos Indígenas, terá que rejeitá-la, porque o documento da ONU OIT 169 concede independência às nações indígenas, com leis próprias e governo autônomo. Além disso, nas terras indígenas até mesmo as Forças Armadas ficariam proibidas de cumprir seus deveres.

Convido os brasileiros a ler o Requerimento  Nº 10/04/08  da Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, realizado no Senado Nacional,  predominando integrantes de um único partido político assim como seu autor, ficando claro para o cidadão brasileiro que o lê, indignação pela falta de argumentos, de clareza, de patriotismo, de preocupação pela segurança do Brasil de norte a sul, consta declaração de Senador dizendo querer preservar o território brasileiro, sem precisar do Exército. Justo o exército que sempre foi o amigo e protetor dos indígenas como herança herdada dos valentes  Joaquim Nabuco, Marechal Rondon leiam a arrogância do Sr. Marcos Tirema. [20,21,].

Estrategicamente, Terena silenciou a esse respeito. Mas sabe que se o Congresso ratificar o tratado, ele se torna automaticamente uma norma constitucional (art. 5º, § 3º) e terá que ser cumprido, concedendo-se independência imediata a 216 "nações" indígenas. Além de outras 53 tribos ainda não suficientemente contatadas e que também ganharão idênticos direitos, emancipando reservas que podem chegar na certa, a 20 por cento do território nacional. ASSIM, A SRA. DILMA ROUSSEFF TEM ATÉ 24 DE JULHO DE 2014 PARA DENUNCIAR ESTA CONVENÇÃO

A Amazônia legal brasileira é uma extensa área de 5 milhões de Km2 (60% do território nacional), habitada por algo como 13 milhões de pessoas (2,6 hab/Km2) e onde se localiza a maior biodiversidade do planeta, juntamente com a maior bacia hidrográfica, a maior floresta tropical e, principalmente, a maior planície mineral do planeta Terra.

É natural que uma área tão rica, pelo menos potencialmente, desperte permanente atenção dos potenciais imperialistas que consideram um “absurdo” a soberania brasileira sobre essa área. Daí as constantes investidas pela sua internacionalização, com o discurso e a tática se alterando de acordo com a realidade.

Assim que LULA tomou posse foi procurado por representante de um poderosíssimo empresário americano para tratar de assuntos alimentares e do plantio de soja transgênica? (18)

As habitações indígenas que se danem é o que retrata os globalistas da  ONG WWF visando seus interesses.

Empresas como a Bunge destroem a Amazônia A Amazônia está sendo sufocada pela soja
Nuvens de Veneno - Legendado 23 min.
http://www.youtube.com/watch?v=v2eUR5EyX9w

A AMAZÔNIA ESTÁ FICANDO ASSIM, PERDIDA!

Ministra Izabella Teixeira durante assinatura de renovação da Moratória da Soja na Amazônia (Foto: Lucas Cyrino / G1)
Ministra Izabella Teixeira durante assinatura de renovação da Moratória da Soja na Amazônia (Foto: Lucas Cyrino/G1

A estratégia é fazer dos políticos, meros delinquentes usurpadores do poder estatal; violentar e corromper as instituições nacionais permanentes; permitir que se locupletem, enquanto estiverem trabalhando e obedecendo às ordens de seus controladores de fora do País. Contrariando os interesses pelos quais foram contratados para defender, os contrariados puxa os tapetes e quebram os respectivos telhados de vidro. Aparentemente, em alguns Estados, essas verdadeiras marionetes pseudamente ideológicas, estão vencendo a batalha.(10)

A política agrária do governo Lula, a pretensão de desencadear um processo de mudança estrutural em favor das populações vulneráveis ao modelo vigente foi abandonada. Prevaleceu  o agronegócio. O governo continua atuando, A reforma agrária está definitivamente, acoplada à expansão do agronegócio no país. Aliás, não custa lembrar mais uma vez que, é por isso que a portaria com os novos índices de produtividade dos imóveis rurais, não foi assinada até hoje”, Quando, ‘A violação de direitos trabalhistas, como o trabalho escravo, desnacionalização das terras,  acirramento do conflito agrário; depredação da saúde; ineficácia das políticas públicas, etc está conectada com a expansão do agronegócio, e esta provoca o desgaste do meio-ambiente’ ("commodity" = invasão+desmatamento+plantação = destruição da Amazônia e outras, 

Em 1967, O americano Daniel Ludwig(17), adquire uma área de 1,7 milhão de hectares na divisa do Pará com o Amapá: O Jari. O que poucos sabem é que este indivíduo era membro do Club of the Isles/House of Windsor: membro fundador da WWF, apoiando Maurice Strong vice presidente da WWF destroying the Amazon rainforests    
(12).   -   Em 2001,  O Governo Anuncia que o Jari com "Grandes prejuízos(?)" foi vendido para o Grupo SAGA do Amoroso.  Sabem para quem?  Europa (59%), Ásia (21%), América Latina (12%)  e América do Norte (8%)  Pode! e ninguém noticiou nada! ninguém  ficou sabendo!(07).    -    - Em 2008 o Monarca Charles visitou Santarém, Belterra, Altear do Chão e a governadora do Pará Ana Júlia  obediente, submissa, omissa, envergonhando os brasileiros, o recepcionou:(08).    -   - Força Aérea Americana ou, Ongs disfarçadas de ambientalistas, lança Chemtrails ou, herbicida sobre a Floresta Amazônica. (13).  -  -A ONG WWF censurou, impediu a circulação do Livro Máfia Verde por revelar o vandalismo e destruição da floresta amazônia. (19)  - Plantação de soja em Belterra e Santarém:
Sérgio Schlesinger:

O grão que cresceu demais e os impactos deste crescimento sobre a
sociedade e o meio ambiente. no sorrateiro Projeto Brasil Sustentável e Democrático.

Amazônia atual:  Bird e WWF cercam milhões de hectares para impedir a presença brasileira.  A WWF-Brasil  não teve o cuidado nem mesmo de “aportuguesar” a sigla (Amazon Regional Protected Area) do projeto que é um dos itens constantes do Programa Piloto para Proteção de Florestas Tropicais do Brasil. Conhecido como PPG7, o Programa é patrocinado exatamente pelos países que já destruíram todas as suas florestas, o chamado Grupo dos 7, através de um fundo criado pelo Banco Mundial. Esse fundo é dirigido por ninguém menos do que Paul Wolfowitz, subsecretário de Estado norte- americano, ligado aos cartéis de petróleo, e um dos principais defensores da agressão ao Iraque. O ARPA, Projeto de Áreas Protegidas da Amazônia, já viabilizou a entrega de cerca de 16 milhões de hectares da Floresta Amazônica para organizações ambientalistas estrangeiras que servem de fachada aos escusos interesses econômicos norte-americanos. (14,06). Ian Johnson, vice-presidente do Bird para Desenvolvimento Sustentável, disse que os países em desenvolvimento perdem a cada ano cerca de US$ 15 bilhões em arrecadações devido às madeireiras ilegais. “Este é dinheiro que os governos nos países pobres poderiam usar para serviços sociais e assistência da saúde”, acrescentou.(16). Por que,  não cumprem o prometido?

O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) - enlace oficioso do PPG-7 no Brasil - não passa de uma "costela" da ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra).  James Goldsmith e o Grupo Rothschild financiam a ONG britânica Survival Internacional um braço indigenista da WWF na campanha pela demarcação da Nação Ianomami.

A oligarquia globalista  internacional representados pela World Wildlife Fund WWF:  Estados Unidos, Inglaterra e Holanda os principais financiadores de programas brasileiros no Brasil, invadem terras, expulsam e matam os índios e colonos, plantam, colhem, exportam livre de imposto "expropriação", destroem a terra, os grãos vendidos enriquecem os bancos do City London, e paraísos fiscais na Suíça, e programam exterminar a humanidade com o maior sangue frio.(06) 

Veja abaixo o currículo “ecológico” dos diretores da WWF-Brasil: 

Presidente, Álvaro Antonio Cardoso de Souza: ex-presidente do Citibank Brasil, ex-diretor regional do Citibank para a América Latina. 

Vice-Presidente de Finanças e Controle, Octávio Castello Branco: diretor de Infra-estrutura do BNDES do governo FHC, acumulando também a função de membro do Núcleo Executivo da Câmara de Gestão da Crise do Setor Elétrico (GCE). Antes de sua passagem pelo setor público, atou como diretor Executivo do JP Morgan no Brasil, tendo alcançado a posição de co-presidente das operações do banco. 

Vice-Presidente de Relações Internacionais, Mario Frering: empresário, atua principalmente nos setores de recursos minerais e produtos florestais, no Brasil - inclusive Amazônia e no exterior, além de agroindústria e setor imobiliário. Ex-presidente dos Conselhos de Administração da Caemi (05) Mineração e Metalurgia e da Companhia do Jari, maior latifúndio do mundo. 

Vice-Presidente de Arrecadação, Roberto Paulo Cezar de Andrade: membro da Fundação Telefônica e do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Harvard. 

*Informações retiradas do site da WWF (15)

Mario Frering, quando foi vice-presidente da WWF-Brasil era herdeiro junto com seu irmão Guilherme Frering, do grupo de mineração CAEMI  netos do falecido Augusto Azevedo Antunes, que era o homem de frente no Brasil dos interesses comerciais, do falecido Nelson Rockfeller.(06) A CAEMI em 1982 assumiu o controle da Companhia do Jari fundada por Daniel K. Ludwig que, por sua vez, era também membro das juntas da WWF e do seu braço angariador de fundos, o clube 1001. Hoje, Sergio Amoroso (para quem?) assumiu o Jari por R$1,00. Membro fundador do WWF - Brasil, maior organização global de preservação da natureza,   principal acionista e presidente do Grupo Jari. (07) 

A soja produzida no Brasil em sua imensa maioria é destinada à exportação principalmente para a Ásia. Difícil de aceitar, porém, é que ao mesmo tempo em que os sojeiros recebem incentivos fiscais na exportação os brasileiros pagam 38% a mais pelo óleo de soja nacional (só com impostos).
Sérgio Schlesinger também ilustra que o consumo de arroz e trigo vem diminuindo em escala  Mundial.


A produção da soja é excludente.
 O número de empregos gerados com a produção da soja
 cai na medida em que sua produção aumenta.

A soja é rica em proteínas, mas para tanto ela chupa do solo muito nitrogênio. Já se demonstrou que o solo amazônico se esgota após oito anos de uso. A Cargill conseguiu nove anos de isenção de impostos. Ela vai pegar o dinheiro e, após esse período, vai embora e não vai ficar nada aqui. Esgota. Vai para outro lugar no futuro. A sugestão do Sul é viável para a Amazônia? Existe um paradoxo do tempo, meio ambiente e questões sociais. Como vamos combater a soja se o governo é  a favor? 

Infiltrados no Ministério do Meio Ambiente, os agentes do interesses oligopolistas participam inclusive das comissões que decidem quais áreas serão lacradas. Em seu site, a WWF se vangloria de ter “marcado presença nas discussões do Fórum Nacional de Áreas Protegidas, bem como da Política e do Programa Nacional de Áreas Protegidas, participando de atividades como a definição de diretrizes para processos de consulta pública e a formação, funcionamento e fortalecimento de conselhos de gestão de unidades de conservação”. 

Foi assim que conseguiram colocar o governo brasileiro contra todos os produtores, assentados, ribeirinhos, e até mesmo indígenas do entorno da BR-163, no Pará. São quase mais de 8 milhões de hectares que estão sob “limitação administrativa provisória”, desde fevereiro deste ano. Atitude louvada não só pelas Ongs, mas pelo governo e pela mídia norte-americana. 

As maiores empresas produtoras de soja no Brasil são transnacionais (Bunge, Cargill, ADM, e Dreyfus. As nacionais são a Caramuru e Maggi, ou seja, o capital estrangeiro domina este setor  escoando não apenas a soja, mas também os lucros para fora do país.  Os pequenos agricultores vem do sul para trabalhar nas cooperativas de soja. As áreas são planas, possuem madeira. Os grandes esperam a legalização do IBAMA para explorar madeira e depois a soja.  Ainda tem área de baixão cujo veneno prejudica o cidadão.

A EMBRAPA, que forneceu bases tecnológicas com  pesquisas para incrementar a produção de soja, o financiamento prestado aos grandes proprietários de
terra pelo Banco da Amazônia (BASA) e o fascínio que o agro negócio parece exercer na Prefeitura de  Santarém e no Governo do Estado do Pará que permitem que monocultivos se instalem na região  apesar dos impactos socioambientais. Inicialmente, propagava-se a idéia de que os plantios de soja só  ocorreriam em áreas já desmatadas, mas, na prática, o que se observa é um avanço rápido nas áreas das  pequenas propriedades rurais expulsando produtores/as familiares. O desmatamento desenfreado gera a  diminuição do número de animais importantes que compõem a dieta tradicional dessas famílias como a  paca, o tatu e a cutia, entre outros. A agressão contínua às bases culturais, sociais, ambientais e  econômicas dessas famílias, é estimulo para o êxodo rural, este por sua vez, eleva os índices nacionais  do desemprego e outros problemas sociais nos centros urbanos.

O avanço dos plantios de soja no mundo, no Brasil e nos Municípios de Santarém e Belterra no Pará Amazonas, aonde a prefeita pertence ao PT o mesmo partido dos então presidentes Lula/Dilma, apontando diversos problemas sociais e ambientais derivados desse  processo através de depoimentos de produtores (as) familiares e dados estatísticos, revela situações de resistência e as experiências alternativas em curso.

Em Itaituba tem um ramal de 70 km onde o forte da exploração é a madeira (...) existe 80 mil ha. onde  eles colocam corrente no mato. (...) a plantação deles é soja, isso no Mamuru (...) eles dizem que  ninguém vai impedir os pequenos agricultores, só que não existe terra para assentar 800 famílias(03).
André: a região de Santarém é antiga, já foi desmatada e hoje é mata secundária (...) tem mata de 40 anos que põem fogo dizendo que é Juquira. (...) a gente viu o depoimento do Silvino (...) o Greenpeace já fez vários sobrevôos na região e temos muitas imagens (...) não se respeita as APP´s (...) o padre Edilberto Sena já fez denúncias (...) o IBAMA foi lá, multou, embargou. O dono não respeita o embargo e fica nisso. (...) nas áreas onde ainda existem matas primárias existe uma pressão dos sojeiros para forçar os pequenos agricultores a saírem de suas terras (...)

Sérgio: a preservação da Amazônia implica na preservação da agricultura familiar (...) o agronegócio trás empregos especializados (...) existem uma série de direitos humanos que estão sendo violados (...) existem inúmeros crimes.

Everaldo. Faro: pra nós que não tínhamos conhecimento sobre a soja pra nós foi um choque ver aquelas  propriedades derrubadas. (...) teve uma reunião sobre a soja no município e o prefeito ainda falou que o  único preocupado com a questão era o sindicato (...) segundo ele havia promessas de emprego (...) a  nossa preocupação era com a poluição e a derrubada da mata (...) levamos os índios que estavam com  as suas áreas invadidas (...) os madeireiros também foram convidados para participarem dessa reunião  (...) primeiro, o governo disse que ia dar 1 milhão de ha para irmos pra lá (...) depois falou em 600 mil
(...) fomos então procurar o Juiz que disse que não podia fazer nada e mandou a gente se virar com  advogado (...) também teve uma audiência pública em Óbidos com a Ouvidoria mas até hoje a gente  não sabe o resultado disso.

Assunta: a soja teve uma expansão muito rápida. A gente não estava preparada para a discussão.
Vicente: no começo os sojeiros diziam que só ocupariam as áreas desmatadas. No nosso estudo de caso  isso não é verdade. 30% do plantio de soja é conseqüência de desmatamento. Onde está sendo plantada  soja, está sendo desmatado. A gente precisa saber se o INCRA permite plantio de soja (...) existem  dados sobre a APP (...) no Mato Grosso é usado trabalho escravo (...) e aqui é o que? Tem caso de  Pacajá, mas têm outros?.
O governo federal apóia a matança de pequenos agricultores (...) é  necessário pensar numa política regional. (03).

A padre Edilberto Sena, da “Frente em Defesa da Amazônia”, na região de Santarém, a expansão da soja é preocupante. Ele assinala que o aumento do desmatamento no baixo-Amazonas é conseqüência da existência do porto da Cargil, inaugurado em 2003, e também da possibilidade de asfaltamento da BR 163, que liga Santarém a Cuiabá.

“A Cargil exportou dois milhões de toneladas de soja de 2003 a 2006, para Liverpol, França, Holanda e China. Os plantadores de soja mato-grossenses e gaúchos devastam a floresta, usam agro-tóxicos e expulsam os trabalhadores da agricultura familiar para a cidade”, disse Edilberto.

Explicou também que é muito difícil se pensar em soja sustentável, pois, para o mercado internacional, só compensa plantio de soja na região se forem plantados no mínimo 300 hectares do grão, e ressalta que isso “é destruir a floresta”. Acrescenta que se produtores plantassem soja em um a cinco hectares, a produção seria sustentável, mas o cultivo pequeno não compensaria o trabalho. Assim, com essas condições, quem pode investir é o grande empresário com o desmatamento de imensas áreas.

“Temos cinco grandes inimigos da Amazônia os primeiros são os madeireiros, segundo os sojeiros, terceiro as mineradoras, quarto os pecuaristas e o último é o Governo Federal”, disse o Padre.(04) 

Entretanto, a rapidez e a forma violenta como a monocultivo da soja está se
espalhando no Pará e no mato Grosso do Sul mostram que predomina na política agrícola a irracionalidade do modelo de desenvolvimento baseado na herança maldita da monocultura, do latifúndio e da exportação a qualquer custo. As principais vítimas continuam sendo as populações tradicionais, extrativistas, quilombolas, indígenas, agricultores familiares e das cidades que, cada vez mais, se vêem ameaçadas, ou com a perda de suas terras ou com a diminuição da oferta de produtos essenciais e a conseqüente subida dos preços. Nesse processo, se observa grande incentivo dos governos ao agronegócio, fornecendo bases tecnológicas e subsídios aliado a uma política frágil de regularização fundiária e de ordenamento territorial, de controle do desmatamento e de segurança pública, assim como, de saúde, de educação para a maioria da população(01).

Prestem muita atenção quem lê: pesquisar e analisar. A HAARP(09) está modificando o clima na América do Sul. Enquanto no Sul do País está acontecendo a seca, falta de chuva, no Norte do País Belém, Pará, Acre, Rondônia, Amazonas... está recebendo: 96% DE UMIDADE RELATIVA DO AR E 100MM DE CHUVAS QUASE QUE CONSTANTEMENTE. É MUITA ÁGUA. UM MANANCIAL DESSE NÃO APROVEITADO PARA OFERTAR ÁGUA TRATADA À POPULAÇÃO, QUE PADECE COM FALTA DESSE LÍQUIDO PRECIOSO NAS TORNEIRAS E PAGA CARO PELO MAL SERVIÇO OFERECIDO. FALTA DE GESTÃO!!! (02 Leonidas Loureiro)

Não  é o genocida HAARP (pelo principio de Tesla, a energia enviada para cima é replicada para baixo. Surge um poderoso sistema de armas chamadas eco armas ou armas do clima). (09) Beneficiando a Soja que sorrateiramente a elite globalista internacional escondidos por trás da ONG WWF que se diz ambientalista, está plantando no Alto Amazonas longe das vistas do povo brasileiro, cientes estão, as governanças brasileiras. 

Por fim... 
Por trás de toda grande fortuna há um crime.
 (Honoré de Balzac, em Comédia Humana)

Amazônia Legal - 50 min.

Desmatamento na Amazônia - 45 min.

Desmatamento da Amazônia - 52 min.

Alerta Desmatamento - 15 min.


Fontes de pesquisa:
01-http://www.redesrurais.org.br/sites/default/files/A%20EXPANS%C3%83O%20DO%20MONOCULTIVO%20DE%20SOJA%20EM%20SANTAR%C3%89M%20E.pdf
02 -Leônidas Loureiro - Saúde & Paz - (91) 99856043/96418072
03- http://www.fase.org.br/v2/admin/anexos/acervo/1_expansao_soja_santarem.pdf
04 -  http://antesqueanaturezamorra.blogspot.com.br/2008/12/os-caminhos-da-soja-na-amaznia.html
05 - http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-amaz%C3%B4nia-em-perigo#axzz2yiQZgflN 
06 - O rei da Floresta: http://www.terra.com.br/istoedinheiro-temp/edicoes/551/artigo78136-1.htm
06 - http://www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2002/12/col_meio.html 
07 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2012/02/sergio-amoroso-fundador-da-wwf-brasil.html   -  1968-2008: do Projeto Jari ao Protocolo de Kyoto - Carlos Moreira Teixeira -http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/02.023/787
08 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2011/02/principe-charles-e-os-aquiferos.html

09 - http://ondastesla.blogspot.com.br/2014/02/mudanca-no-clima-elites-poderosas.html  -  HAARP, a uma poderosa reflexão das microondas - pelo principio de Tesla, a energia enviada para cima é replicada para baixo. Surge um poderoso sistema de armas chamadas eco armas ou armas do clima. Foram proibidas em 1977 por tratados entre os principais países do mundo. O improvável pode se tornar possível. 

09 - http://brasileafragilrepublica.blogspot.com.br/2010/04/la-frontiere-bresil-france-france.html
10 - http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2011/10/ecodificando-o-discurso-as-taticas-e-as.html
11 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2014/03/a-declaracao-da-onu-e-os-216-paises.html
12 - The'1001 Club':a nature trust - by Scott Thompson
13 - http://ondastesla.blogspot.com.br/2012/01/forca-aerea-americana-lanca-chemtrails.html
14 - http://newsgroups.derkeiler.com/Archive/Soc/soc.culture.brazil/2010-10/msg00672.html
15 - transcrito no site da WWF: Missão Global http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/wwf_mundo/
Conter a degradação do meio ambiente e construir um futuro em que o homem viva em harmonia com a natureza através da: (POR QUE ELES NÃO CUMPREM?)
- Conservação da diversidade biológica mundial;
- Garantia da sustentabilidade dos recursos naturais renováveis;
- Promoção da redução da poluição e do desperdício.
16 - http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2005/05/25/19285-bird-e-wwf-anunciam-plano-contra-desmatamento.htm
17 - http://www.oestadonet.com.br/index.php/regional/item/3908-jari-o-imperio-na-selva
18 - http://armindoabreu.blogspot.com.br/2009...chive.html
19 - http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2012/02/mafia-verde-o-ambientalismo-servico-do.html    -     http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com/2012/02/mafia-verde-1-e-2-jose-goldemberg-e-o.html      -      http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2012/02/wwf-ong-britanica-no-ataque-contra.html
[20]  Pg. 502 a 527 ATA DA 11ª REUNIÃO (EXTRAORDINÁRIA) DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA,  http://www.senado.gov.br/publicacoes/diarios/pdf/sf/2008/08/01082008/suplemento/00502.pdf
[21] Pg. 67,8,9, Comissão de Direitos Humanos e legislação participativa http://www.senadorpaim.com.br/uploads/downloads/arquivos/270c25045811337ceea93504bf1ad390.pdf




 Fontes:
Licença padrão do YouTube
http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2014/04/a-amazonia-esta-sendo-destruida-pela.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Alberto Dines entrevista o biógrafo Lira Neto no Observatório da Imprensa



Alberto Dines entrevista o biógrafo Lira Neto no Observatório da Imprensa

Nesta edição do Observatório da Imprensa, Alberto Dines entrevista o jornalista e biógrafo Lira Neto, autor da mais completa obra da vida de Getúlio Vargas.

Há mais de três anos, o escritor pesquisa cartas, relê processos e vasculha documentos históricos para escrever a biografia de Vargas em três volumes. O primeiro, já lançado, aborda os anos de formação do político até os anos 30.

O segundo, entre 1930 e 1945, já está nas livrarias. O último volume, que vai mostrar os fatos de 1945 até o suicídio em 54, está previsto para ficar pronto em agosto do ano que vem, quando serão lembrados os 60 anos da morte de Getúlio.



A Era Vargas
 (resumo)

I. Era Vargas

I.1. Introdução

Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja, interior do Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1882. Enveredou pela carreira militar, que abandonou em 1902, matriculando-se no curso de Direito, em Porto Alegre, onde se formou, em 1907. Desde jovem interessado na atividade política, foi eleito deputado estadual em 1909, 1913 e 1917. Em 1922, vence a eleição para deputado federal, pelo Partido Republicano e cumpre seu mandato até 1926, quando assume o Ministério da Fazenda do governo Washington Luís.

Em 1928, deixa o Ministério para eleger-se governador do Rio Grande do Sul. Dali, sairia para assumir a Presidência da República, em 1930, após a revolução.

Embora fosse um político de formação tradicional, ao assumir o poder, Vargas se diferenciou dos políticos da República Velha, buscando o apoio das massas trabalhadoras, antes mantidas à margem da vida política.

Além de anistiar aqueles que haviam participado de movimentos revolucionários entre 1922 e 1930, Vargas criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, instituindo medidas que lhe garantiam o apoio popular, tais como: carteira de trabalho, jornada de trabalho, salário mínimo, férias remuneradas, estabilidade no emprego, institutos de aposentadoria, além de reorganizar e oficializar o sindicalismo brasileiro, atrelando-o ao Estado.

Seus primeiros quinze anos de poder foram caracterizados pelo nacionalismo, por uma participação cada vez maior do Estado na vida nacional e pela eclosão de várias revoltas. Foi também durante o seu governo que o Brasil participou da II Guerra Mundial. Com o fim desta, e o aumento das pressões contra os regimes ditatoriais, foi deposto em 1945, retirando-se para o seu Estado natal.

Desejando personificar os anseios da classe trabalhadora por um modelo econômico desenvolvimentista, com justiça social e distribuição da renda, Getúlio Vargas funda, a 15 de maio de 1945, o Partido Trabalhista Brasileiro, pelo qual se candidata à Presidência da República, em 1950. Eleito com folgada margem de votos sobre seus concorrentes, Vargas retomou e radicalizou sua orientação nacionalista, objetivando criar uma indústria nacional vigorosa e moderna.

Foi nessa época que surgiram a Petrobrás e a Companhia Siderúrgica Nacional. Sua política calcada no populismo encontrou forte oposição nos setores mais conservadores, liderados pela União Democrática Nacional (UDN), tendo Carlos Lacerda à sua frente, e contando com o apoio dos militares. Em agosto de 1954, a crise chegaria ao seu ponto máximo, com um atentando contra a vida de Lacerda, no qual foi morto o Major da Aeronáutica Rubem Vaz. O suposto envolvimento da guarda pessoal de Vargas no incidente acabaria levando as Forças Armadas a exigirem que o presidente renunciasse ao poder.

Confrontado com a iminência da renúncia ou da deposição, Vargas suicida-se com um tiro no peito, na manhã de 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, deixando a “Carta-Testamento”, na qual acusa os inimigos da Nação como responsáveis pela miséria e a subjugação do trabalhador brasileiro.

I.2 Revolução de 1930 – A escalada rumo ao poder

Em 1929, tinha início no Brasil a mais séria crise das muitas que já haviam sido enfrentadas pela República Velha. Crise econômica, com as exportações praticamente estagnadas devido à Grande Depressão e, principalmente, crise política, com a quebra do “acordo sucessório” – mais conhecido como “política do café com leite”, que desde 1894 alternava no poder Minas Gerais e São Paulo – devido à escolha do paulista Júlio Prestes para a sucessão do presidente Washington Luís, também paulista.

Lançado para a oposição, Minas Gerais unir-se-ia ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a Aliança Liberal, que tinha como candidatos Getúlio Vargas e João Pessoa. Em torno dessa candidatura se aglutinariam velhos e novos inimigos do regime: setores militares, camadas médias da população urbana, dissidentes das oligarquias mineira e gaúcha, todos mobilizados em intensa campanha eleitoral, que seria a campanha das reformas.

Mas, na República Velha, o candidato oficial invariavelmente vencia as eleições,mesmo que, para isso, o governo fizesse uso de meios ilícitos, e, a 1 de março de 1930, Júlio Prestes foi eleito presidente. Dessa vez, contudo, o eleito não tomaria posse. Em 3 de outubro estourava a revolução, que rapidamente dominou o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e o Nordeste. Em São Paulo, Bahia, Pará e Rio de Janeiro, ainda se tentou organizar a resistência ao golpe, mas na madrugada do dia 24 de outubro os principais chefes militares da capital intimaram o presidente Washington Luís a deixar o posto, ordenando o cessar-fogo em todas as brigadas. Uma junta militar formada por Tasso Fragoso, Mena Barreto e Isaías Noronha assumiu o poder e o manteve até transferi-lo para Getúlio Vargas.

I.3. A construção do País

Os anos em que Vargas permaneceu no poder transformaram a política e a economia do Brasil. O afastamento das elites dominantes da República Velha do poder significou a falência da concepção brasileira de um Estado Liberal. Com Vargas, mais do que um período favorável à industrialização, o que tem início no Brasil é uma era de gradual aumento da intervenção estatal em todos os setores da sociedade, desde a economia, com a participação do Estado na administração dos seus segmentos mais importantes, criando entidades como o Instituto Brasileiro do Café e o Instituto do Açúcar e do Álcool, até o social, com a criação do Ministério e a Justiça do Trabalho, de diversos sindicatos oficiais, da organização da Previdência Social, enfim, as maiores reformas sociais e de garantia do trabalhador assalariado jamais imaginadas, àquela época. Foi um período de grandes reformas, mas seria, também, uma época de muitos conflitos.

Em 1932, eclodia, em São Paulo, a Revolução Constitucionalista. O fato de Vargas governar o país por mais de um ano sem o apoio de uma Carta Constitucional ensejou a que se levantasse contra ele uma oposição de caráter liberal. Mas foi em São Paulo que o movimento ganhou maior expressão, agravado pela ação impopular dos interventores nomeados pelo Presidente para o Estado, que acabou por unir o Partido Republicano (derrubado do poder em 1930) e o Partido Democrático (que havia apoiado a Aliança Liberal), na chamada “Frente Única”. A cidade foi tomada por manifestações populares, ocorrendo incidentes violentos, como o de 23 de maio de 1932, quando quatro jovens estudantes (MMDC) perderam a vida em choque com as forças do governo.

Preocupado com estes acontecimentos, Vargas marcou para o ano seguinte as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte. No entanto, a medida não conseguiu serenar os ânimos em São Paulo e, a 9 de julho de 1932, eclodia a revolução. Mobilizando tropas da Força Pública e um enorme exército de voluntários, foram travados violentos combates até 27 de setembro, quando Herculano de Carvalho, chefe da Força Pública, assinou a rendição de sua tropa. Dois dias depois, Bertoldo Klinger, comandante das tropas revolucionárias, seguia-lhe o exemplo, dando fim às hostilidades. Mas a situação somente se normalizaria totalmente em 1934, quando da promulgação da nova Constituição e com a nomeação de Armando Sales para a interventoria paulista.

Esta nova Constituição, fruto da Assembléia Constituinte instalada em 1933, sucedeu a Lei de Organização do Governo Provisório. Liberal, muito influenciada pela Carta Magna da Alemanha de Weimar, aceitou todas as agremiações políticas, reelaborou o processo eleitoral e institucionalizou a intervenção do Estado nos campos social e econômico. Ainda em 1934, o mesmo Congresso elegeria Vargas presidente.

No ano seguinte, porém, o governo Vargas enfrentaria nova crise. O crescimento de movimentos de inspiração fascista, no Brasil, encarnados principalmente pela Ação Integralista de Plínio Salgado e Gustavo Barroso, propiciou a união se setores liberais e socialistas, com a participação de remanescentes do movimento tenentista, na formação de uma frente política, a Aliança Nacional Libertadora (ANL). Com Luís Carlos Prestes na sua presidência e sob forte influência do Partido Comunista, a ANL iniciou uma intensa campanha de agitação popular, o que levou Vargas a determinar o seu fechamento e a prisão de alguns de seus líderes. Colocada na ilegalidade, a ANL partiria, então, para a atividade conspirativa e, em 23 de novembro de 1935, eclodia, em Natal (RN), o movimento que ficou conhecido como “Intentona Comunista”. A rebelião começou no quartel do 21º. Batalhão de Caçadores, e os rebeldes conseguiram tomar a cidade, que permaneceu sob seu controle durante quatro dias, quando foram derrotados pelas tropas do governo central. O movimento ainda repercutiria em Recife e no Rio de Janeiro, sendo, no entanto, debelado com rapidez pelas forças legalistas.

Em 1937, com apoio militar, Vargas empreenderia um golpe de estado. A formação da União Democrática Brasileira e o lançamento da candidatura de Armando Sales para as eleições do ano seguinte, apoiada pelo governador gaúcho Flores da Cunha e por facções políticas de vários outros estados, põem em risco o projeto getulista de permanecer no poder e determina a opção pelo golpe.

Em 7 de setembro, o general Góes Monteiro enviava sua tropas para o Rio Grande do  Sul, obrigando Flores a renunciar e fugir para o Uruguai. Logo depois, era divulgado o “Plano Cohen”, elaborado pelo general Mourão Filho. O plano, que divulgava os objetivos de um suposto golpe comunista, tinha como objetivo criar um clima de terror entre a população, para justificar uma ação política que permitisse a Vargas continuar no poder.

Em 15 de outubro de 1937, o ministério aprovou a intervenção nas forças públicas estaduais, intimando os Estados que desejavam aderir ao golpe. No primeiro dia de novembro, os integralistas promoveram um grande desfile diante do Palácio do Catete, demonstrando suas forças, solidárias ao governo. Getúlio Vargas havia marcado o golpe para o dia 15 de novembro, mas, no dia nove, foi lida na Câmara dos Deputados uma denúncia feita pelo candidato paulista, que pedia o apoio dos comandantes militares para a “legalidade sobreviver”. O golpe se revelava. Na manhã do dia 10, o Exército e a polícia militar cercaram a Câmara e o Senado. Nesse mesmo dia, Vargas outorgou a nova Constituição, redigida em 1936 por Francisco Campos. O golpe do “Estado Novo” instituía um novo regime no Brasil.

I.4. O Estado Novo

A Constituição de 1937 quebrou o princípio de harmonia e independência dos três poderes, pois o presidente controlava o Judiciário e o Legislativo. Além disso, extingüiu os partidos políticos e instituiu o regime corporativo sob autoridade direta do presidente. Era claramente inspirada nos regimes fascistas então existentes na Europa.

Esta Constituição, em verdade, não chegou a vigorar, pois, até sua deposição, em 1945, Vargas governou através de decretos-leis com força e amparo constitucionais.

Em 1938, Vargas ainda enfrentava uma rebelião, a última de seu governo. Sentindo-se traídos pelo Presidente – que decretara o fechamento de todos os partidos políticos, inclusive a Ação Integralista Brasileira, integralistas mais exaltados planejaram um ataque ao palácio do governo, para assassinar Vargas e assumir o poder.

Em 11 de maio de 1938 eclodia a revolta integralista, com a invasão do Palácio Guanabara. A guarda do palácio resistiu ao primeiro ataque e, em seguida, o presidente e sua família reagiram de dentro do palácio, sustentando o combate durante cinco horas, até a chegada de reforços. Com a derrota, muitos integralistas foram presos.

Em 1º. de maio de 1940, o Presidente Vargas estabeleceu o salário mínimo obrigatório, com níveis diferenciados, conforme a região do país. Além disso, providenciou a construção da usina hidrelétrica de Paulo Afonso e da Companhia Siderúrgica Nacional.

O desgaste político que o regime vinha sofrendo, acelerado pelas violências policiais que marcaram a época, foi suavizado pela participação do Brasil na II Guerra Mundial. Todavia, uma vez terminada a guerra, as modificações profundas pelas quais passou o mundo entravam em contradição com o regime ditatorial vigente no Brasil. A derrota do nazi-fascismo propiciou, em muitos setores da sociedade brasileira, pressões pela redemocratização das instituições.

I.5. A renúncia forçada

Temendo perder o poder, Getúlio Vargas antecipou-se aos seus adversários, tomando iniciativas democratizantes: em fevereiro de 1945, o ato adicional marcou eleições gerais e, em abril, determinou a anistia e permitiu a livre organização dos partidos políticos. É em 15 de maio de 1945 que Getúlio Vargas funda o PTB, Partido Trabalhista Brasileiro, destinado a neutralizar os comunistas. Ao mesmo tempo, Vargas procurava apoiar-se no seu prestígio junto às massas populares, pois sentia uma movimentação de líderes militares, antigos aliados, para derrubá-lo, Em 28 de maio de 1945, foi determinado que haveria eleições para presidente e para uma assembléia constituinte.

Enquanto isso, Vargas, apoiando-se na classe operária, nos sindicatos e na força crescente dos comunistas, incentivava um movimento continuísta, que seria denominado “queremismo” (por causa do slogan “Queremos Getúlio”). Temendo que a pressão popular pudesse alterar o processo de afastamento do presidente, os generais realizaram um movimento, depondo Vargas em 29 de outubro de 1945.

Retirado em São Borja, Getúlio apoiou Eurico Gaspar Dutra, que se elegeu tranqüilamente, derrotando o Brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN e se elegeu senador por seu Estado (Na verdade, Getúlio Vargas é eleito deputado federal por 7 Estados e Senador pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo, optando pelo Senado Federal).

I.6. O retorno triunfal

Na campanha eleitoral de 1950, Vargas condenou a política econômica do Governo Dutra e prometeu acelerar a industrialização do país. Sustentado pela aliança entre o PTB e o PSP, obteve ampla vitória sobre Eduardo Gomes, da UDN, voltando à presidência da República em 1951.

Na política desenvolvimentista que caracterizaria seu governo, o planejamento dos investimentos foi incentivado pelos trabalhos da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para o Desenvolvimento Econômico, de 1951 a 1953 e levou à criação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. Em setembro de 1951, o governo anunciava um plano qüinqüenal que previa a aplicação de milhões de dólares em projetos de infra-estrutura. Com a política cambial flexível, Vargas procurou incentivar as importações, necessárias ao desenvolvimento, fomentar os investimentos estrangeiros e aumentar a competitividade das exportações.

Paralelamente às medidas bem enquadradas no sistema financeiro internacional, Getúlio Vargas promoveu a industrialização, como prometera em sua campanha presidencial, com ênfase no apelo nacionalista. Em dezembro de 1951, propôs ao Congresso Nacional a criação da Petrobrás e, em abril de 1954, criava a Eletrobrás. Em dezembro de 1953, Getúlio Vargas afirmou que seus planos de criação da Petrobrás estavam sendo sabotados por empresas estrangeiras.

I.7. “Aves de rapina”

A UDN, que fazia forte oposição ao governo Vargas, com a intensificação da “guerra fria” no âmbito internacional, argumentava sobre o perigo da política nacionalista do governo, entendida como uma oposição aberta aos Estados Unidos. Em junho de 1953, Vargas nomeou para o Ministério do Trabalho um jovem do PTB gaúcho, João Goulart. A oposição concentrou seus ataques no novo ministro, acusando-o de pretender instaurar um regime sindicalista baseado no peronismo argentino. Na área econômica, Getúlio nomeia Oswaldo Aranha, com a missão de iniciar programa de combate da inflação, crescente àquela época.

Em fevereiro de 1954, um memorial assinado por coronéis foi enviado ao Ministro da Guerra, protestando contra os baixos salários dos oficiais, fato este muito explorado pela imprensa, cujos maiores órgãos eram antigetulistas. Na crise provocada pelo manifesto dos coronéis, o governo teve um recuo inicial. O Ministro do Trabalho, que propusera 100% de aumento do salário mínimo, pediu demissão. A imprensa o acusa de tentar formar um bloco latino-americano de oposição aos Estados Unidos. Seguem-se denúncias de corrupção no governo federal. A UDN tenta, sem êxito, o impeachment do presidente, em junho.

Em 5 de agosto, o jornalista Carlos Lacerda – dono da Tribuna da Imprensa, que liderava violentos ataques ao governo, sofre um atentado, em que resta ferido e que provoca a morte do major Rubem Vaz. A Aeronáutica forma uma comissão e conclui que a Guarda Pessoal do presidente estava envolvida no atentado, chegando até a investigar no Palácio do Catete e conseguir provas envolvendo o próprio chefe da guarda, Gregório Fortunato.

Na noite de 22 de agosto, Getúlio recebeu um abaixo-assinado, em que Brigadeiros da Aeronáutica pediam sua renúncia. Na mesma noite, soube-se que os Almirantes haviam decidido apoiar seus colegas da Aeronáutica. Na madrugada de 23 de agosto, o Ministro da Guerra informava à imprensa que o Exército manteria Getúlio, “custe o que custar”. Ao mesmo tempo, um manifesto circulava entre os generais, buscando assinaturas contra o presidente. Até o vice-presidente, Café Filho, falou a favor da renúncia, no Senado.

No início da madrugada do dia 24, Getúlio decidiu reunir o Ministério para discutir a crise, mas não se chegou a um acordo sobre quem prenderia Eduardo Gomes e Juarez Távora, apontados como líderes do movimento. Na manhã seguinte, Vargas soube que o Ministro da Guerra tinha reunido os generais e dito que a licença que o presidente solicitara era definitiva. Concluiu que estava deposto. Pouco depois, ouviu-se um tiro de revólver no palácio e o presidente foi encontrado em seus aposentos, morto. Ao lado do corpo, havia uma carta, a “Carta-Testamento”, um legado ao povo trabalhador brasileiro.

Seu estilo de governo, de caráter populista, procurando o apoio dos trabalhadores, deixou profundas marcas na política brasileira. A força do getulismo se manifestaria um ano após sua morte, na eleição do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que venceu as forças de oposição a Vargas. O herdeiro político de Getúlio Vargas, João Goulart, foi eleito vice-presidente duas vezes e assumiu a presidência em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, sendo afastado pelo golpe militar, em 1964.

Por Enio Rocha, SP, 1999.

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