segunda-feira, 29 de março de 2010

GOETHE - BEETHOVEN


FAQ (Frequently Asked Questions)


Q: Where can I get the sheet music for this piece?
A: The score that's shown in the video is available for free as a PDF here:
And here's a version for a solo melody instrument (like flute or saxophone):
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“Jamais conheci um artista mais contido, vigoroso e sincero.
Posso compreender muito bem quão singular deve ser sua atitude para com o mundo.”
Goethe sobre Beethoven

“A admiração, o amor e a estima, que já acalentava em minha juventude pelo único e imortal Goethe, ainda persistem. Sentimentos como esses não são expressos facilmente em palavras, particularmente por alguém inculto como eu, pois meu único desejo tem sido dominar a arte da música. Mas um sentimento estranho está me induzindo a dizer tudo isso a você, visto que vivo em seus escritos.” 

 
Beethoven para Goethe
 

“Não toquei meu piano por vários dias”, afirmou Johann Wenzel Tomaschek, depois de assistir a um duelo pianístico entre Joseph Wölffl e Ludwig van Beethoven. E, de fato, o contato com Beethoven é paralisante. Mais uma vez, graças à biografia de Lewis Lockwood, lançada no Brasil pela editora Códex. O que se pode acrescentar, em termos de comentário, à obra do compositor alemão? À obra de possivelmente um dos maiores, senão o maior artista do mundo ocidental, segundo nos deixou sugerido Otto Maria Carpeaux? Beethoven é auto-suficiente e, a não ser que se esteja no mesmo nível para acrescentar algo em termos musicais, como fizeram, por exemplo, Berlioz e Wagner, o melhor mesmo é calar. E estudar seu legado. A atitude, humilde, dos biógrafos de personalidades desse porte tem sido, ultimamente, a mais correta: pesquisar, cruzar dados, montar uma narrativa e não conjecturar nada ou quase nada. Os adendos, proveitosos, estão fora do nosso alcance. Pelo menos, no caso de Beethoven. Diante da constatação dessa impossibilidade, digamos, de se reescrever a História, resta, a nós, passar ao largo de alguns pontos interessantes. E só. Por enquanto.

Provavelmente, a coisa que mais chama a atenção, hoje, tomando-se o universo de Beethoven, é o germanismo – e a certeza de quanto ele perdeu de terreno, tornando-se até pejorativo, obviamente depois de Hitler. Ou antes. O “germanismo” (se é que estamos tomando a acepção mais correta do termo) terminou associado ao nazismo, à suposta superioridade da “raça ariana” e aos delírios de grandeza do Terceiro Reich. E claro: depois da carnificina, da destruição e do evidente absurdo da Primeira e da Segunda Guerras, qualquer consideração sobre o caráter genuinamente alemão, vá lá, passou pelo resultado desses dois conflitos, onde a Alemanha foi um dos atores principais (infelizmente, para o mal), já que – como diz George Steiner – por pouco não tirou a Europa do mapa e não enterrou nossa civilização. Como se falar em germanismo depois desses horrores incorresse na inevitável conclusão: por mais portentosas e esplendorosas que tenham sido as realizações das nações e dos povos germânicos, redundaram em duas guerras mundiais que por pouco não nos soterraram. Ou seja: colocando de uma maneira bastante simples, valeu a pena? De que nos serviu, afinal de contas, o germanismo e a cultura “germânica”? Freud, por exemplo, no período entre guerras, revisou toda a sua teoria e incluiu, em contraponto à pulsão de vida (Eros), uma pulsão de morte (Tânatos) – uma vez que era a única forma de justificar uma barbaridade aparente inexplicável: a guerra mundial.

Ainda assim, o germanismo é um assunto do qual não se escapa quando se pensa em Beethoven. Em música, fala-se em Classicismo a partir de Haydn e Mozart e, em seguida, em Romantismo, a partir de Beethoven. Entre as muitas intenções por trás do termo clássico, deve estar a de aproximar as criações musicais do período à era dourada do “classicismo” grego, depois, romano, por último, renascentista. É o mínimo que se pode afirmar dessa fase, que teve, justamente, seus primórdios relacionados a Haendel e Bach. Coincidência ou são todos autores oriundos do mundo germânico? A tendência, natural, é objetar, evocando os italianos, como Vivaldi e os pais fundadores da ópera, como Monteverdi (tendo-se em conta, ainda, o quanto Beethoven admirava Rossini), mas a presença germânica na consolidação do que foi a música a partir daí não parece ameaçada. Nem com a inclusão dos franceses (Beethoven tinha muito respeito por Cherubini), nem com a inclusão dos espanhóis (Nietzsche, para se contrapor a Wagner, caiu de amores por Bizet), consegue-se fazer frente à trinca Bach, Mozart e Beethoven.

Falar em germanismo, além de tabu, está na base de toda incorreção política durante o século XX. Pois qualquer pessoa sabe da adoração de Hitler por Wagner e da apropriação, pelos ideólogos do nazismo, das filosofias de Nietzsche e Schopenhauer. A ligação, quando se pensa nas qualidades da música a partir de Beethoven, passando seqüencialmente por Wagner, e na força dos filósofos como Schopenhauer, passando pelo discípulo Nietzsche, é feita, inconscientemente ou não, com o que há de mais monstruoso, desumano e abominável no hitlerismo e nas suas conseqüências, físicas e psíquicas, para a humanidade. Mas, assim como na música, é inegável também, no pensamento, a influência da filosofia produzida no seio dos povos germânicos. Desde Kant, que fundou praticamente sozinho a modernidade, até Marx, justamente responsabilizado por outro dos maiores desenganos do século passado: o totalitarismo de esquerda. Como esquecer, além dos referidos Nietzsche e Schopenhauer, Leibniz, Hegel, Husserl, Heidegger e Wittgenstein – eternamente plasmados por seus vizinhos franceses, que, desde Rousseau e Montaigne, provavelmente não surgiram com nada que não tivesse os pés fincados no pensamento de autores de língua alemã?

Saindo da controvérsia política e entrando no reino da arte, é impressionante como Beethoven pode embasbacar eternamente qualquer mortal. Desde as constatações já na adolescência e a infância de que seria um segundo Mozart (mesmo que Haydn achasse que isso “nem em cem anos”) até a vida adulta e a “velhice” (morreu com 57 anos), em que seguiu se reinventando até o final, bebendo nas águas de Haendel e Bach (pré-Clássicas), culminando com o contraponto duplo da Nona – quase indubitavelmente a maior obra de arte jamais concebida pelo espírito humano. Passando, claro, pela Eroica, pela Quinta, pela Sétima (o triunfo da dança, segundo Wagner), e também pela Quarta e pela Sexta – pois, feita a homenagem (depois cancelada) ao imperador, na Bonaparte, Beethoven responderia assim sobre a dúvida lançada a respeito de suas sinfonias de número par: “[Você estranhou?] É porque fiz muito melhor”. Aliás, a propósito de Napoleão, anotaria, do cume da montanha em que se encontrava: “É uma pena eu não compreender a arte da guerra tão bem quanto compreendo a arte da música. Eu o teria vencido”. Ou, então, quando se reconheceu um legislador não-autorizado do mundo (na expressão de Shelley): “Eu atingi tal grau de perfeição que me encontro acima de quaisquer críticas”. Ou, ainda, ciente de que não poderia realizar tudo o que seu desejo demandava: “Oh, seria tão maravilhoso poder viver milhares de vidas!”.

E outra fonte infinita de encantamento e surpresa é o que Lochwood chama de “força interior granítica”, transcendendo as dificuldades impostas pelo corpo e pela mente, mais notadamente as resultantes da sua progressiva surdez, que o fizeram registrar: “Para você, pobre Beethoven, nenhuma felicidade pode vir de fora; você precisa criá-la dentro de si mesmo”. Ou, quem sabe, de acordo com o relato de Haydn, autobiográfico, mas que poderia ter sido escrito por ele, Beethoven: “Eu vivia à parte do mundo, não existia ninguém ao meu lado para me confundir ou me aborrecer pelo caminho, e assim tive que me tornar original”. Fechando com a citação, biográfica, do poeta e escritor Marge Piercy, casando com a observação do próprio Beethoven, de que se sentia um filósofo aos 28 anos, e encerrando de vez a questão entre vida exterior e vida interior, onde sabiamente se exilou o autor da Sonata ao Luar: “Não posso permanecer nesse lugar excitante por muito tempo, mas, quando estou nele, nada mais importa”. O que talvez explique o desligamento crescente da realidade, cujo exemplo mais gritante foi a tentativa de suicídio de Karl Beethoven, na época sob os cuidados de seu tio Ludwig, que não abalou nem um pouco a composição dos últimos e, para variar, impressionantes quartetos de Beethoven.

Ao contrário, porém, do que possa parecer, Beethoven não enfiou a cabeça na terra, como um avestruz, e esperou que o mundo consagrasse seu gênio criador. Foi, mais uma vez no dizer de Lockwood, um administrador incansável de sua produção e negociava diretamente com vários editores, procurando obter os maiores ganhos, a fim de que pudesse se dedicar, com certa folga, a uma das duas coisas que elevava o homem até o patamar dos deuses (junto com a ciência): a arte. Apesar de seu caráter conhecidamente misantropo, Beethoven tinha certeza de que era preciso “cortejar”, “como a um rei”, a sociedade. E foi assim, cioso de seus princípios, que se estabeleceu em Viena ainda jovem, partindo de Bonn, sua terra natal. Foi, como é sabido, aluno de Haydn (um Haydn mais requisitado do que se podia esperar – para prestar atenção no pupilo prodígio), e existe a hipótese de que haveria visto Mozart (“Preste atenção nele. Algum dia o mundo falará sobre ele” – apesar da suspeita, é uma declaração sem base factual), e também de que teria abençoado Schubert (“Realmente ele tem a centelha divina”, outra suspeita sem comprovação), mais um na lista de seus possíveis visitadores, no fim da vida, quando acontecia o que Wagner apropriadamente chamou de “peregrinação a Beethoven”.

Tão impressionante quanto o caráter “germânico” e a incomparável arte (e força) de Beethoven, contudo, foi sua capacidade – não apenas de artista, mas de profeta clarividente – de forjar o futuro e de condenar a música posterior (até hoje) aos moldes por ele lançados. O “futuro”, aqui, no mesmo sentido de Wagner, um dos maiores “teóricos” em cima do espólio de Beethoven, que construiu todo o seu projeto, de compositor, a partir da Nona – a qual, na mistura sem precedentes de canto e música instrumental, numa estrutura sinfônica, apontava o caminho que Beethoven supostamente indicava a seus sucessores. Do mesmo jeito, a música programática é “filha” de Beethoven. Do mesmo modo, o atonalismo. Stravisnki, Schoenberg. E Brahms, chamado de “retrô”, porque quis emular o Primeiro e o Segundo Beethoven(s), mas não o Último. O Primeiro Beethoven, obviamente, clássico (Haydn & Mozart); o Segundo, “beethoveniano”, pré-romântico...; o Terceiro, romântico, pré-...? (de Wagner a Schoenberg, e depois). Se estamos aprisionados no tempo da incompreensão da música contemporânea, pelo menos desde o século anterior, é, de certa maneira, por causa de Beethoven. Se, em termos eruditos, não conseguimos mais encontrar saída que não seja a dissonância, que não sejam as experiências terríveis de Boulez e, mais recentemente, de Stockhausen, é por “culpa” de Beethoven. Beethoven inventou o humano muito mais do Shakespeare, no dizer de Harold Bloom – pelo menos de lá pra cá, e no que diz respeito à “trilha sonora”. Aquele homenzinho “baixo e de aparência comum, com um rosto feio, avermelhado e cheio de marcas, (...) cabelo (...) muito escuro”, caindo desarrumado, “em torno do rosto” – segundo a descrição de uma contemporânea sua – trancafiou nossas esperanças musicais e levou consigo a chave, para a posteridade, para o túmulo. “(...) E se fica esperando sua volta”.

Por isso, apesar do germanismo ser hoje inadmissível (e estar fora de moda), graças à obra incomparável, ao exemplo de vida (e determinação) do futuro (ao menos, na música), continuamos louvando Beethoven. E continuaremos por muitos anos. Arrisco: até o fim dos tempos (embora essa expressão não tenha sentido, como provou Kant). Beethoven, quando não é fonte inesgotável de inspiração, em suas sinfonias, suas sonatas, seus quartetos, etc., é um porto seguro para quem quer desenvolver seus talentos, superando-se sempre. Beethoven, quando não é, digamos, um guia para o trato social e para, vá lá, a convivência em família, é um caso, no mínimo, interessante de sobrevivência a si mesmo, às próprias debilidades, psicológicas, orgânicas, humanas, enfim. E Beethoven, quando não é comparável a “gente como a gente”, graças a seu gênio, revela-se, ao mesmo tempo, extremamente palpável, pelas anotações, pelos cadernos, pelas cartas, pelos autógrafos – de um ser humano sempre cindido entre uma tarefa hercúlea, que se sabia capaz de realizar, e uma época comezinha, como todas, mas que lhe permitiu abrir asas e voar. Por isso, estamos salvos (ou temos onde nos resguardar). Por isso, leia-se Lewis Lockwood e quantos outros bons biógrafos de Beethoven se puder encontrar.

“Há alguns homens misteriosos que só podem ser grandes. E por quê? Nem eles mesmos sabem. Por acaso quem os enviou sabe disso? Têm na pupila uma visão terrível que nunca os abandona. Viram o oceano como Homero, o Cáucaso como Ésquilo, Roma como Juvenal, o inferno como Dante, o paraíso como Milton, o homem como Shakespeare. Ébrios de sonho e intuição em sua marcha quase inconsciente sobre as águas do abismo, atravessaram o raio estranho do ideal, e este os penetrou para sempre... Um pálido sudário de luz cobre-lhes o rosto. A alma lhes sai pelos poros. Que alma? Deus.”
Victor Hugo

Para ir além

   COLUNAS -Beethoven -Julio Daio Borges  

LER PENSAMENTOS



 

 Memória

 Pineal

 

Cientistas conseguem descobrir o que uma pessoa está pensando

Psicólogos e neurocientistas acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa, seja para o bem ou mal.
A estudante primeiro pensou em dançar. E dançou, nos braços do amigo. O cérebro dele deu a ordem abraçar. Foi um abraço bem demorado. Mas o que parece um simples encontro na universidade. É uma tempestade no cérebro dos estudantes.

Para que a tempestade do pensamento aconteça é preciso sangue em nosso cérebro. Esse fluxo de sangue, diferente a cada momento, é o que torna possível algo até então inimaginável: a leitura de pensamentos.

E você? Que pensamentos passam pela sua cabeça nesse momento? Desejos? Algum objeto? Sentimentos? É bom todo mundo ficar atento porque a ciência já tem hoje tecnologia suficiente para fotografar e até filmar o que acontece dentro do nosso cérebro e saber exatamente o que a gente está pensando.

Na Universidade Carnegie Mellon, no estado americano da Pennsylvania, o equipamento de ressonância magnética virou uma impressionante máquina de interpretação de pensamentos. O rapaz que vai passar uma hora e meia deitado ali dentro é voluntário de uma revolução científica.

Os pesquisadores dizem pra ele pensar, do jeito que quiser, nas palavras que aparecem no monitor: adorar, odiar, insultar. O computador divide o cérebro em 20 mil partes iguais, chamadas voxels. Por onde o sangue passa com mais intensidade, ou seja, nas áreas ativadas por aquele pensamento, os voxels ficam azuis. Nas áreas onde a atividade é ainda mais intensa, eles ficam amarelos. E depois vermelhos. A imagem gerada por cada pensamento é comparada com milhares de outras.

É pela semelhança entre a imagem produzida pelo novo pensamento e aquelas que estão catalogadas que o computador é capaz de dizer exatamente o que estamos pensando. Assim, eles constroem uma espécie de dicionário de pensamentos, como explica o pesquisador brasileiro Augusto Buchweitz.

"O computador não consegue fazer nada sozinho, a gente tem que dar os dados para ele, e ele vai procurar coisas que se repetem no cérebro das pessoas, que vai permitir identificar o conteúdo do pensamento de outras pessoas", diz Augusto Buchweitz.

Uma imagem registra dois pensamentos opostos: o que aparece em azul são as áreas ativadas por uma pessoa com muito amor no coração. As partes em vermelho mostram o comportamento da mesma pessoa quando ela tem ódio por dentro.

Um dos autores da pesquisa, o doutor Marcel Just, diz que essa tecnologia poderá ajudar no tratamento de problemas psiquiátricos e neurológicos, identificando o que está errado com o pensamento e orientando a terapia e a prescrição de medicamentos.

Parece ficção científica mas, ainda este ano, os pesquisadores esperam ler os pensamentos de uma pessoa no exato momento em que eles estão acontecendo.

Por enquanto, a leitura de mente é um experimento embrionário que depende de máquinas pesadas e só pode ser feito dentro de um laboratório. Só que os psicólogos e neurocientistas querem muito mais. Eles acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa, seja para o bem ou para o mal.

Imaginem, por exemplo, um terrorista em uma estação de trem em Nova York. Ele monta um equipamento portátil capaz de ler mentes. Quer descobrir o código de acesso ao computador central do serviço de inteligência dos Estados Unidos. A mulher é uma agente do serviço de inteligência. O outro agente chega e revela o segredo, um novo código que garante o acesso a informações ultraconfidenciais.

Mas a tecnologia é tão avançada que não deixa o menor rastro. O espião terrorista usa o laser para escanear o cérebro da agente enquanto ela está lendo os números. Ela não percebe. Tudo o que ela pensa é interpretado pelo computador. E , número por número, o código secreto vai sendo revelado.

É claro que os pesquisadores esperam que a leitura de mente seja usada apenas para fins pacíficos. Mas é um tema tão intrigante que envolve instituições de pesquisa de todo o planeta.

No Japão, eles estão inventando uma máquina capaz de ler até o que nós estamos sonhando.

As experiências realizadas no Instituto de Pesquisas em Telecomunicações Avançadas, em Quioto, seriam chamadas de mágica, milagre ou telepatia há alguns anos. Mas não é nada disso. É ciência, com um objetivo ambicioso.

O cientista Yukiaso Kamitami diz: "A minha meta é gravar os sonhos". Para chegar lá, os pesquisadores começaram a identificar imagens formadas no cérebro. Os primeiros testes foram bem-sucedidos.

Nos testes, os cientistas projetaram dentro do aparelho de ressonância magnética símbolos como um quadrado. Os voluntários que ficavam olhavam fixamente para a figura. O equipamento captou a atividade cerebral e um computador interpretou o que a pessoa estava pensando no momento. O resultado foi uma figura um pouco borrada, mas não resta dúvida de que a máquina conseguiu ler o pensamento.

Do lado esquerdo da imagem, aparecem os símbolos que o voluntário estava vendo. Do lado direito, as imagens que se formavam no cérebro. O resultado não é perfeito, mas chega perto.

Assim como na pesquisa americana, a principal ferramenta dessa tecnologia é um programa de computador capaz de reconstruir imagens que a gente vê a partir das oscilações do fluxo sanguíneo dentro do cérebro. Essas oscilações variam conforme o símbolo apresentado ao voluntário.

Os pesquisadores japoneses dizem que há teorias de que os sonhos são importantes, por exemplo, no processo de fixação do aprendizado. Se isso for verdade, o gravador de sonhos ajudaria o ser humano a aprender melhor.

O professor diz que o domínio dessa tecnologia ainda está longe de acontecer. Mas um dia o que se passa na nossa mente quando dormimos pode deixar de ser apenas um sonho que esquecemos no dia seguinte.

Fonte: TV  GLOBO - FANTÁSTICO - 28/03/2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eram os Deuses Astronautas

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Eram os Deuses Astronautas

http://www.portalsaofrancisco.com.br/videos-de-astronomia/eram_os_deuses_astronautas.php

Erich von Däniken

Antigos astronautas e Eram os Deuses Astronautas? 

O termo 'antigos astronautas' designa a idéia especulativa de que alienígenas seriam os responsáveis pelas civilizações mais antigas da Terra. O proponente mais notório dessa idéia é Erich von Däniken, autor de vários livros populares sobre o assunto. Chariots of Gods? [Eram os Deuses Astronautas?], por exemplo, é um ataque arrasador à memória e às habilidades dos povos antigos. Von Däniken afirma que os mitos, a arte, a organização social, etc. das culturas antigas teriam sido introduzidos por astronautas de outro mundo. Questiona não só a capacidade de memória, mas também a própria aptidão dos povos antigos para a cultura e a civilização. Os homens pré-históricos não teriam desenvolvido sua própria arte e tecnologia. Em lugar disso teriam sido treinados em artes e ciências por visitantes vindos do espaço.

Onde estão as provas das afirmações de Däniken? Algumas delas eram fraudulentas. Por exemplo, apresentou fotografias de peças de cerâmica que disse terem sido encontradas numa escavação arqueológica. A cerâmica ilustra discos voadores, e afirmou-se que teria sido datada de épocas Bíblicas. No entanto, investigadores de Nova (o bom programa científico da televisão pública) descobriram o oleiro que tinha feito os vasos supostamente antigos. Confrontaram von Däniken com os indícios da fraude. Sua resposta foi que essa falsificação se justificaria porque algumas pessoas só acreditariam se vissem provas ("O Caso dos Antigos Astronautas," transmitido pela primeira vez em 3 de agosto de 1978, feito em conjunto com Horizon da BBC e Peter Spry-Leverton)!

Porém, a maior parte das provas de von Däniken está na forma de argumentos enganadores e falaciosos. Seus dados consistem principalmente em sítios arqueológicos e mitos antigos. Ele começa assumindo como verdadeira a idéia dos antigos astronautas e então força todos os dados a se encaixarem nela. Por exemplo, em Nazca, no Peru, ele explica desenhos gigantescos de animais no deserto como um antigo aeroporto alienígena. O fato de que as linhas do desenho, por sua estreiteza, seriam inúteis como pista para qualquer avião é convenientemente ignorado por von Däniken. A probabilidade de que esses desenhos tivessem relação com ciência ou com a mitologia dos nativos não é considerada. Ele também recorre freqüentemente a um raciocínio de falso dilema do seguinte tipo: "Ou esses dados são explicados assumindo-se que aqueles primitivos idiotas fizeram isso sozinhos, ou precisamos aceitar a idéia mais plausível de que eles tiveram ajuda de povos extremamente avançados que devem ter vindo de outros planetas onde essas tecnologias, como a dos dispositivos anti-gravidade, tinham sido inventadas." A devoção dele a essa teoria não diminuiu, a despeito de provas em contrário, como fica evidenciado por mais outro livro sobre o assunto, Arrival of the Gods: Revealing the Alien Landing Sites at Nazca [A Chegada dos Deuses: Revelando os Locais de Pouso Alienígenas em Nazca] (1998).

Surgiram muitos críticos das idéias de von Däniken mas Ronald Story se destaca como o mais completo. A maioria dos críticos da teoria de von Däniken argumentam que os povos primitivos não eram selvagens impotentes, incompetentes e desmemoriados como ele descreve (devem ter sido pelo menos inteligentes o bastante para compreender a linguagem e os ensinamentos de seus instrutores celestiais -- nenhum café pequeno!) É verdade que ainda não sabemos como os antigos conseguiram realizar algumas de suas façanhas físicas e tecnológicas mais espantosas. Ainda nos perguntamos como os antigos egípcios levantavam obeliscos gigantes no deserto, e como homens e mulheres da idade da pedra moviam imensas pedras esculpidas e as colocavam no lugar em dolmens e covas de passagem. Ficamos impressionados com as cabeças esculpidas gigantes da Ilha de Páscoa e nos perguntamos por que foram feitas, quem as fez e por que abandonaram o lugar. Um dia talvez tenhamos as respostas às nossas perguntas, mas é mais provável que elas venham da investigação científica, não da especulação pseudocientífica. Por exemplo, a observação dos povos contemporâneos da idade da pedra em Papua, em Nova Guiné, onde ainda são encontradas grandes pedras sobre tumbas, nos ensinou como os antigos poderiam ter realizado a mesma coisa com pouco mais que cordas de material orgânico, alavancas e pás de madeira, um pouco de engenhosidade e uma boa dose de força humana.

Não temos nenhuma razão para crer que a memória de nossos antigos ancestrais fosse tão pior que a nossa, a ponto de que não pudessem se lembrar dessas visitas alienígenas bem o bastante para preservar um relato preciso delas. Há poucos indícios para dar respaldo à idéia de que mitos antigos e histórias religiosas sejam a recordação distorcida e imperfeita de antigos astronautas, registrada por antigos sacerdotes. Os indícios do contrário --de que povos pré-históricos ou 'primitivos' eram (e são) bastante inteligentes e ricos em recursos-- são contundentes.

Naturalmente, é possível que visitantes do espaço tenham mesmo pousado na Terra há alguns milhares de anos e se comunicado com nossos ancestrais. Mas parece mais provável que esses povos pré-históricos tenham sido eles mesmos responsáveis por sua própria arte, tecnologia e cultura. Por que maquinar uma explicação como essa de von Däniken? Pode ser que fazer isso acrescente mistério e romantismo à teoria de alguém, mas também a torna menos razoável, especialmente quando essa teoria parece incoerente com o que já sabemos sobre o mundo. A hipótese do antigo astronauta é desnecessária. A navalha de Occam deveria ser aplicada e a hipótese rejeitada.

Veja verbetes relacionados sobre abduções alienígenas, o rosto de Marte, as linhas de Nazca, Sirius, Zecharia Sitchin, OVNIs e Velikovsky.
Fontes
Vídeo:  
http://www.portalsaofrancisco.com.br/videos-de-astronomia/eram_os_deuses_astronautas.php
:Texto:
http://www.skepdic.com/brazil/antastro.html
 
 

domingo, 21 de março de 2010

CAPELLA ESTRELA JOVEM

Salmo 112, Laudate pueri, com a antífona a solis ortu (2m12.5s - 778 kb)
Iesu dulcis memoria (1m40.0s - 685 kb)
Alleluia, psallite (1m13.3s - 571 kb)

Capella, uma estrela muito jovem ...

O diagrama ao lado mostra como ocorre a captura de plasma por uma componente de um sistema duplo. Fato semelhante ocorre com as duas estrelas principais do sistema capelino. A seguir temos uma imagem impressionante de Capella onde se pode ver com absoluta clareza o que acabamos de afirmar.

No Sistema Capella (Alpha-Aurigae) temos como estrelas principais uma BINÁRIA DO TIPO SPECTROSCOPIC, duplamente alinhada. Com a estrela Aa ligeiramente mais maciça, evoluindo mais rapidamente e um pouco mais fria que sua companheira Ab. Ambas se apresentam em seu primeiro ascendente para uma gigante vermelha. A estrela Aa já iniciou a fusão de seu hélio interno no carbono, pois a baixa quantidade de lítio em sua superfície é indicativa de uma diluição por um envelope inteiramente convectivo.
Veja no figura seguinte (a segunda desta página) o que está ocorrendo neste momento com as componentes Aa e Ab do sistema capelino.
O esquema feito acima reproduz com fidelidade a turbulência exibida na foto real.















Pelo fato da estrela Aa ser mais maciça ela possui uma força gravitacional maior e o efeito da maré que ocasiona em Ab gera maior turbulência, o que provoca um deslocamento de plasma no sentido da estrela de menor massa para a de maior massa. Em nada se compara à Terra tanto em matéria de estabilidade como em sua linha evolutiva. Veja você mesmo a foto ao lado.






Suposto gigantesco planeta ,berçário da humanidade,próximo a Capella.

(Clique na imagem para ampliar)

A estrela de maior massa encontra-se na parte inferior.


Uma estrela jovem pode morrer antes de uma estrela velha? Com certeza isso ocorre quando a estrela jovem possui muito mais massa que o nosso Sol, que tomamos como referência pois dados muito bons asseguram sua idade em torno
de 6 bilhões de anos. Para efeito de comparação vamos fazer uma estimativa da idade de Capella
Aa . Consideremos a fórmula que demonstramos sumariamente em uma outra parte deste trabalho. Elaboramos um programinha bem simples em QB para agilizar os cálculos, uma vez que teríamos de recorrer a logaritmos para resolvê-la manualmente.
REM Cálculo do tempo médio de vida de uma estrela
O resultado obtido foi o seguinte:
Massa do Sol: 1.99 E+30
me/ms = 2.7
Tempo de vida média da estrela Alpha Aurigae ou Aa Capella:
ve=5436072E+08
Tempo de vida média do Sol:
vs=5.5 E+09
O resultado mostra que a idade da estrela Aa encontra-se avaliada em torno de 543 milhões de anos. Algumas estimativas recuam um pouco mais: algo em torno de 525 milhões de anos. Não se pode esperar uma precisão quase absoluta em tal cálculo. Mas o fato mais apreciável é que, seguramente a idade de Capella (Aa) é oito vezes menor do a idade do Sol. Por certo, quando Capella se formou, alguns dinossauros já andavam na Terra.


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  Capella, estrela mais brilhante da constelação

Alpha Aurigae conhecida como Capella ou 13 Aurigae é a estrela mais brilhante do constelação de Auriga e a sexta mais brilhante do céu. Seu nome advém do latim capella = cabra. Capella é uma gigante amarela com dimensões maiores que o Sol e com um espectro semelhante a este. Encontra-se a 44,6794 anos luz do Sol.
É na verdade uma estrela quádrupla. A sua condição de estrela dupla foi reconhecida primeiro através de espectrógrafo e medida posteriormente em 1919 com um interferómetro; a separação dos componentes não supera os 0″05 e o período de revolução é de 104 dias. Estão separadas aproximadamente por 120 milhões de km e tem duas companheiras acopladas entre si, separadas visualmente, cuja distância alcança os 12′ de arco. São duas anãs vermelhas de pouca intensidade (magnitude 10 e 12). 

O modelo de Capella pode assemelhar-se a duas esferas de 35 e 20 centímetros de diâmetro, separadas por 3 metros e acompanhadas de duas bolas de 2 centímetros a 120 metros uma da outra e separadas 40 km do par principal.

O par binário mais brilhante de Capella consiste de duas estrelas gigantes da classe G. A estrela primária tem uma temperatura de superfície de aproximadamente 4.900 K, um raio 12 vezes o raio solar, massa de aproximadamente 2,7 a massa do Sol e luminosidade medida em todos os comprimentos de onda de aproximadamente 79 vezes a do Sol. A estrela secundária tem temperatura de superfície de aproximadamente 5.700 K, raio de 9 vezes o raio solar, massa de 2,6 vezes a massa do Sol e sua luminosidade também medida em todo o espectro é cerca de 78 vezes a do Sol.
Fonte: Wikipedia
Capella A
A close view of Capella A, one of two yellow giants that dominate the extensive Capella system. This huge star and its companion lie at the heart of a swarm of eight or more lesser stars.
Fonte: Google
Albino A. C. de Novaes
S. J. de Meriti, RJ, Brazil
Astrônomo e Professor