sábado, 18 de junho de 2011

MAGNETISMO NA VIDA HUMANA



 

        No processo da encarnação, ou reencarnação, a mente espiritual, envolta no seu soma_perispirítico reduzido, i.e., miniaturizado, atrai magneticamente as substâncias_celulares_do_ovo_materno, ao qual se ajusta desde a sua formação, revestindo-se com ele para, de imediato, começar a imprimir-lhe as suas próprias características individuais, que vão sendo absorvidas pelo novo organismo carnal, à medida que este se desenvolve e se desdobra segundo as leis_genésicas_naturais. (Ver: Perispírito e Corpo físico e Epigenética)
        
Intimamente ligada, desse modo, a cada célula_física, que se forma segundo o molde da célula perispiritual preexistente a que se acopla, a mente espiritual assume, de maneira mais ou menos consciente, em cada caso, mas sempre rigorosamente efetiva, o comando da nova personalidade humana, que assim se constitui de: 
        Importa aqui considerar que as características modulares que a mente imprime às células físicas que se formam são por ela transmitidas e fixadas através de uma força determinada, que é a energia mental, veiculada pelas ondas eletromagnéticas do pensamento
  • Quando o molde perispirítico preexiste exteriorizado, as vibrações mentais, atingindo-o em primeiro lugar, encontram maiores recursos para a ele ajustarem as novas células físicas. 

  • Noutros casos, as vibrações mentais, atuando sobre moldes perispiríticos amorfoidizados por ovoidização, valem-se do processo fisiológico natural de desenvolvimento genético para reconstituir a tessitura da organização perispiritual, ao mesmo tempo que imprimem às novas células deste, e às do soma físico, as características de sua individualidade.
        Assim, as ondas eletromagnéticas do pensamento, carregadas das ídeo-emoções do Espírito, constituem o que se denomina fluido_magnético, que é plasma_fluídico_vivo, de elevado poder de ação. (Ver: Fluido mental e Ectoplasma

        Daí em diante, e pela vida toda, refletem-se na mente espiritual todos os fenômenos da experiência humana do ser, cuja quimiossíntese final nela também se realiza. Justo é que nela se reflitam e se imprimam tais resultados, por ser ela mesmo quem comanda o ser, ou, melhor dizendo, por ser ela o próprio ser, que do mais se vale como de instrumentos indispensáveis à sua ação e manifestação, porém não mais do que instrumentos. 

        É das vibrações da mente espiritual que dependem a harmonia ou a desarmonia orgânicas da personalidade e, portanto, a saúde ou a doença do perispírito e do corpo material

        De acordo com o princípio da repercussão, as células corporais respondem automaticamente às induções hipnóticas espontâneas que lhes são desfechadas pela mente, revigorando-se com elas ou sofrendo-lhes a agressão. Raios mentais desagregadores, de culpabilidade ou remorso, formam zonas mórbidas no cosmo orgânico, impondo distonia às células, que adoecem, provocando a eclosão de males que podem ir desde a toxiquemia até o câncer

        Tanto ou mais do que os prejuízos causados pelos excessos e acidentes físicos, muitas vezes de caráter transitório, as ondas mentais tumultuárias, se insistentemente repetidas, podem provocar lesões de longo curso, a repercutirem, no tempo, até por várias reencarnações recuperadoras. 

        Além disso, na recapitulação natural e inderrogável das experiências do Espírito, quando se trata de ônus cármicos em aberto, eclodem, com freqüência, em determinadas faixas de idade, e em certas circunstâncias engendradas pelos mecanismos da expiação, forças desarmônicas que afligem a mente, desafiando-lhe a capacidade de autocontrole e auto-superação, sob pena de engolfar-se ela em caos de intensidade e duração imprevisíveis.  

        Não podemos, tampouco, esquecer os problemas de sintonia, decorrentes da lei universal das afinidades, que obriga os semelhantes a conviverem uns com os outros e a se influenciarem mutuamente. Como a onda mental opera em regime de circuito, incorpora inelutavelmente todos os princípios ativos que absorve, sejam de que natureza forem. Assim,... 
  • tanto acontecem, entre as almas, maravilhosas fecundações de ideais , sentimentos e leis,  

  • como terríveis contágios mentais, algumas vezes até de natureza epidêmica, responsáveis por graves manifestações da patologia mento-física.
        Tudo depende, por conseguinte, do modo como cada Espírito se conduz, no uso do fluido magnético que maneja. Com ele, pode-se ferir e prejudicar os outros, criar distúrbios e zonas de necrose, soezes encantamentos e fascinações escravizantes. Mas pode também ...
  • manipular medicações balsâmicas, 
  • produzir prodígios de amor fecundo 
  • e estabelecer, através da prece e do trabalho benemerente, uma sublime ligação com o Céu. - 1978 
Fonte:
www.guia.heu.nom.br
http://www.guia.heu.nom.br/magnetismo_na_vida_humana.htm#fluido_magnetico
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

FORÇA PSÍQUICA - ECTOPLASMA



    Força psíquica

    1. s. m. Biologia: Película externa do citoplasma na célula. 

    2. Espiritismo....: Plasma de origem psíquica que emana de certos médiuns.

        O professor Tinôco informa na página 62 de seu livro:

        "... Há outro fenômeno paranormal conhecido pôr Materialização. Neste caso, os chamados médiuns_de_efeitos_físicos liberam uma substância chamada pôr Charles_Richet de ectoplasma. Em meio a essa substância, que é uma massa de cor clara retirada do corpo do médium,...
    surgem partes de corpos humanos como, pôr exemplo:
        mãos,
        rostos,
        cabelos
    e até mesmo corpos humanos parcialmente completos.

        Essas formas têm vida autônoma, funções vitais próprias e independência em relação ao médium e aos circunstantes. Algumas vezes, essas formas humanas, surgidas em meio à massa de ectoplasma liberado pelo médium, conversam, dizendo-se espíritos de pessoas mortas, transmitem informações, sentem emoções, etc. É o que se deduz das experiências de:

    William Crookes,
    Albert Von Scherenk Notzing
    e muitos outros pesquisadores.
        Nestes fenômenos
não ocorre propriamente uma materialização
na acepção pura do termo. 
O que ocorre, de fato, 
é uma moldagem do ectoplasma.

E tanto é assim que o peso da forma ectoplasmada, somado ao peso do médium doador do ectoplasma, é aproximadamente igual ao peso do médium fora do transe. Portanto, achamos conveniente o uso de ectoplasmia, em substituição ao termo materialização."
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/benedito/materializacoes.html

        Quanto menos densos os elos de ligação entre os implementos físicos e espirituais, nos órgãos da visão, ...

    mais amplas as possibilidades na clarividência,
prevalecendo as mesmas normas
para a clariaudiência 

    e para modalidades outras, no intercâmbio_entre_as_duas_esferas, inclusive as peculiaridades da materialização, pelas quais os recursos periféricos do citoplasma, a se condensarem no ectoplasma da definição científica vulgar, se exteriorizam do corpo_carnal do médium, na conjugação com as forças circulantes do ambiente, para a efêmera constituição de formas diversas. - Uberaba-MG - 26/3/1958

        O citoplasma, que é, no fundo, o elemento intersticial de vinculação das forças fisiopsicossomáticas, obriga as células ao trabalho de que necessita para expressar-se, trabalho este que, à custa de repetições quase infinitas, se torna perfeitamente automático para as unidades celulares que se renovam, de maneira incessante, na execução das tarefas que a vida lhes assinala.  André Luiz  (Uberaba, 29 de Janeiro de 1958)(Ver em: Células e Perispírito ; Epigenética)

        Num processo de desdobramento, com o auxílio do supervisor espiritual, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou «corpo astral» estava revestido com os eflúvios vitais (ectoplasma) que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o «duplo_etérico», formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo_fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora.- André Luiz

        No processo de materialização, o veículo físico, prostrado, sob o domínio dos técnicos do plano espiritual, expeli o ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira de uma geléia viscosa e semiliquida, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios naturais, particularmente da boca, das narinas e dos ouvidos, com elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente do tórax e das extremidades dos dedos.       

        Substância, caracterizada por um cheiro especialíssimo, que não conseguimos descrever, escorrendo em movimentos reptilianos, acumulando-se na parte inferior do organismo medianímico, apresentando o aspecto de grande massa protoplásmica, viva e tremulante.

        O ectoplasma está em si tão associado ao pensamento do médium, quanto as forças do filho em formação se encontram ligadas à mente maternal. Em razão disso, toda a cautela é indispensável na assistência ao medianeiro.

        Essa força materializante é como as outras manipuladas nas tarefas de intercâmbio dos espíritos. Independe do caráter e das qualidades morais daqueles que a possuem, constituindo emanações do mundo psicofísico, das quais o citoplasma é uma das fontes de origem.

        À simples aproximação dos pensamentos inadequados que lhe senhoreavam as vibrações, toda a matéria ectoplásmica se ressentia, obscurecendo-se ao bombardeio das formações_mentais nascidas da assistência. - André Luiz
        Substância leitosa-prateada, 
da qual se destacam alguns fios escuros
e cinzentos, provenientes da baixa vibração mental 
de algunas participantes da reunião mediúnica.

        Material leve e plástico de que as entidades espirituais necessitam para a materialização. Podemos dividi-lo em três elementos essenciais, em nossas rápidas noções de serviço, a saber:
    fluidos A, 
representando as forças superiores
e sutis da esfera espiritual,

    fluidos B,
definindo os recursos do médium
e dos companheiros que o assistem,  
e fluidos C, 
constituindo energias 
tomadas à Natureza terrestre. 
- André Luiz

        Na materialização mediúnica, sob condições excepcionais e com o auxílio de Inteligências desencarnadas, o organismo do médium deixa escapar o ectoplasma ou o plasma exteriorizado, no qual as células, em tonalidade vibratória diferente, elastecem-se e se renovam, de conformidade com os moldes_mentais que lhes são apresentados, produzindo os mais significativos fenômenos em obediência ao comando da Inteligência, por intermédio dos quais a Esfera Espiritual sugere ao Plano Físico a imortalidade da alma, a caminho da Vida Superior.

André Luiz  (Uberaba, 29 de Janeiro de 1958)  (Ver em: Células e Perispírito )

        Encarnados, de almas regularmente evoluídas, em apreciáveis condições_vibratórias pela sincera devoção ao bem, com esquecimento dos seus próprios desejos. Podem projetar raios_mentais, em vias  de sublimação, assimilando correntes superiores e enriquecendo os raios vitais de que são dínamos comuns.

        Chamemos-lhes raios ectoplásmicos, unindo apontamentos à nomenclatura dos espiritistas modernos. Esses raios são peculiares a todos os seres vivos. É com eles que a lagarta realiza suas complicadas demonstrações de metamorfose e é ainda na base deles que se efetuam todos os processos de materialização mediúnica, porquanto os sensitivos encarnados que os favorecem libertam essas energias com mais facilidade. Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em freqüência que varia em cada uma, de conformidade com as tarefas que o Plano da Vida lhes assinala.

        O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de radiações. A ciência dos raios imprimirá, em breve, grande renovação aos  setores culturais do mundo. Aguardemos o porvir.
 - André Luiz - 1954 (Ver em: Psicoscopia )

        Esclarecidas entidades espirituais, que preparam o ambiente, levando a efeito a ionização da atmosfera, combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos. Nos trabalhos deste teor reclamam-se processos acelerados de materialização e desmaterialização da energia. (Ver: Matéria)

        Estes amigos estão encarregados de operar a condensação_do_oxigênio. O ambiente para a materialização_de_entidade_do_plano_invisível_aos_olhos_dos_homens requer elevado teor de ozônio e, além disso, é indispensável semelhante operação, a fim de que todas as larvas e expressões microscópicas de atividade inferior sejam exterminadas. A relativa ozonização da paisagem interior é necessária como trabalho bactericida.

        O ectoplasma, ou força nervosa,
que será abundantemente extraído do médium, não pode sofrer, sem prejuízos fatais, a intromissão de certos elementos microbianos.- André Luiz - 1943

         O ectoplasma 
- esta força nervosa 
- não é apenas propriedade de alguns
privilegiados na Terra.

        Todos os homens a possuem com maior ou menor intensidade; entretanto, é preciso compreender que não nos encontramos, ainda, no tempo de generalizar as realizações. Este domínio exige santificação. (Ver: Psicoscopia )

    O homem não abusará no setor do progresso espiritual, como vem fazendo nas linhas de evolução material, onde se transformam prodigiosas dádivas divinas em forças de destruição e miséria.

        Neste campo de realizações sublimes, a que nos sentimos ligados, a ignorância, a vaidade e a má-fé permanecem incapacitadas por si próprias, traçando fronteiras de limitação para si mesmas.André Luiz-1943(Ver:Ciência e Espírito)

        Esse material, representa vigorosos recursos plásticos para que os benfeitores de nossa esfera se façam visíveis aos irmãos perturbados e aflitos ou para que materializem provisoriamente certas imagens ou quadros, indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. Com os raios e energias, de variada expressão, emitidos pelo homem encarnado, podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum, não obstante permanecerem distantes do corpo físico.- André Luiz (Ver em: Materialização no plano espiritual)

        O condensador ectoplásmico, utilizado pelas entidades espirituais, tem a propriedade de concentrar em si os raios de força projetados
pelos componentes da reunião, reproduzindo as imagens que fluem do pensamento da entidade comunicante (espírito), não só para a observação das entidades do plano espiritual, mas também para a análise do doutrinador encarnado, que as recebe em seu campo intuitivo, auxiliado pelas energias magnéticas do plano espiritual. - André Luiz (Ver em: Condensador ectoplásmico)

        O fluido_vital, indispensável à produção de todos os fenômenos
mediúnicos, é apanágio exclusivo do encarnado e que, por conseguinte, o Espírito operador fica obrigado a se impregnar dele. Só então pode, mediante certas propriedades, que desconheceis, do vosso meio ambiente, isolar,  tornar invisíveis e fazer que se movam alguns objetos materiais e mesmo os encarnados.

        "Não me é permitido, por enquanto, desvendar-vos as leis particulares que governam os gases e os fluidos que vos cercam; mas, antes que alguns anos tenham decorrido, antes que uma existência de homem se tenha esgotado, a explicação destas leis e destes fenômenos vos será revelada e vereis surgir e produzir-se uma variedade_nova_de_médiuns, que agirão num estado cataléptico especial, desde que sejam mediunizados."

ERASTO
(Paris - 1861)(Ver em: Fenômeno de transporte segundo Erasto)


        A ciência humana, 
porém, caminha na direção do porvir.  
(Ver: Ciência do porvir)

    A nós, os Espíritos desencarnados, interessa, no plano_extrafísico, mais ampla sublimação, para que façamos ajustamento de determinados princípios mentais, com respeito à execução de tarefas específicas.

    E aos encarnados interessa a existência em plano moral mais alto para que definam, com exatidão e propriedade, a substância ectoplasmática, analisando-lhe os componentes e protegendo-lhe as manifestações, de modo a oferecerem às Inteligências Superiores mais seguros cabedais de trabalho, equacionando-se, com os homens e para os homens, a prova inconteste da imortalidade. - André Luiz - 1959

“Fluido ódico” de Reichembach, fluido vitalizador do sistema nervoso e a que a vidente de Prevorst chamava, com efeito, “espírito dos nervos”.
Ernesto Bozzano

        As experiências parecem indicar que as propriedades dessa “substância” são as seguintes:

    1º
é tênue e invisível;

    2º
tem particular relação com o médium, visto que outras pessoas que não se acham em contacto com ele não podem provocar a queda da mesa;

    3º
essa substância penetra no médium mais facilmente através sua mão nua;

    4º
existem corpos que a conduzem mais lentamente que outros e até mesmo que não a conduzem de todo;

    5º
o ar não é bom condutor;

    6º
das pessoas que fizeram a experiência, parece que somente eu a conduzi, assim mesmo muito lentamente;

    7º
ela é essencial aos fenômenos de levitação.

        As seguintes observações são unicamente indicativas e podem ser úteis a outros pesquisadores.

        Essa coisa misteriosa que parece estar sobre ou dentro da mesa, certamente não é eletricidade. Em primeiro lugar porque sua velocidade de descarga é muito pequena, e depois porque nunca se produziu coisa alguma durante as sessões que lembrasse os efeitos da eletricidade. Deve ser uma forma de energia ligada a pequenas partículas de matéria. Provavelmente, essas partículas acham-se acumuladas no interior e na superfície da mesa e sua energia é utilizada pelos operadores. 

Devem ter também alguma relação 
com o  sistema nervoso do médium.

        As estruturas psíquicas em geral parecem sair da parte inferior das pernas do médium e as partículas de energia voltam a ele por suas próprias mãos. Talvez exista urna espécie de pressão psíquica positiva em suas pernas e pés e uma espécie de pressão psíquica negativa em seus braços e mãos, de maneira que as partículas tendam a voltar para o seu corpo. Para me servir de uma analogia com a eletricidade, o potencial psíquico é mais elevado nas proximidades de seus tornozelos que de suas mãos.

        Todos os povos primitivos de grande espiritualidade e superstição possuíam a noção de uma força fluída invisível que preenche a natureza e anima os seres vivos, estando ligada diretamente à qualidade da saúde e entrando no corpo pela respiração. Em resumo, atribuíam ao ar a fonte da vida e da saúde. Cada cultura deu-lhe um nome:
  Qi na China,

  
Ki no Japão,

 
  Prana/ Shakti/ Kundalini na Índia,

 
   Ti no Havaí,

  
Mana na Oceania,

 
  Aither (éter) e Pneuma na Grécia, Aether (éter),

 
  Aura e Spiritus (espírito) em Roma.

        Com o passar do tempo foram criados mais nomes:

  
Quintessência,

 
  Vril,

  
Força Ódica,

 
   Orgone,
    Bioplasma,
    Telesma,

  
Baraka,

  
Magnetismo Animal,

 
  Força Vital,
    Fogo Cósmico,

  
Fogo da Serpente,

 
  o Dragão da Terra,

 
   a Força.

        Praticamente todas as doutrinas de artes marciais, de esoterismo e de filosofia e metafísica baseadas no Taoismo apresentam esse conceito de energia espiritual, ou Ki.
http://www.kamisama.com.br/kiinfo.htm 

 Importante!
        Em pesquisas da constituição do ectoplasma, por meio de análises químicas e histológicas, foi detectado: cloreto de sódio, fosfato de cálcio, células epiteliais e leucócitos, além de matéria gordurosa. 

        Outros pesquisadores dizem que o ectoplasma seria substância originária do protoplasma, das usinas celulares, onde o ATP (trifosfato de adenosina) teria expressiva participação, ao lado de outros elementos, não podendo deixar de considerar a importância do fósforo nas atividades bioquímicas orgânicas.

(do gr. ektós, fora, exterior, + Plasma ), 
 termo divulgado por Charles Richet (1850-1935). 

    Substância de natureza filamentosa
ou fibrosa, que, quando visível, 
pode aparecer esbranquiçada 
(a mais freqüente), 
preta ou cinzenta,

por vezes, aparecem as três cores simultaneamente, emana através de todos os poros do médium, especialmente da boca, das narinas, dos ouvidos, do tórax, e das extremidades (alto da cabeça, seios, pontas dos dedos), sendo reabsorvido ou dispersado ao final do processo.

    Substância viva 
manipulada pelos espíritos.

    Geralmente é inodora, 
embora, às vezes, possa desprender um odor
particular difícil de ser descrito.

    Por vezes, é frio e úmido; 
em outros, viscoso e semilíquido, 
mas raramente seco e duro 
(quando forma cordas é duro, fibroso, nodoso).

    Dilata-se ou expande-se
fácil e suavemente.

    Ao tato pode-se senti-lo
como uma teia de aranha.

    Pode aparecer 
ou desaparecer rapidamente.

    Uma corrente de ar 
pode agita-lo ou remove-lo.

    Obediente à ação mental.

    Por ser extremamente fotossensível, 
imprescinde da obscuridade.

    A luz exerce grande poder
de desagregação (efeito fotoelétrico).

    Quando se toca o ectoplasma de uma pessoa, a uma distância do corpo ela sente o toque, com sensações diversas. Este toque pode causar ânsia de vômito, tosse e até sensações mais desagradáveis.

    Penetra ou atravessa 
qualquer tipo de matéria.

    Interage física ou quimicamente (nível atômico) com a matéria. Daí o seu emprego na produção de efeitos_físicos ou a sua aplicação em trabalhos de cura. E essa ação pode ocorrer a distância.

        Biólogos ao descobrirem na célula viva, uma formação em torno do protoplasma, que denominaram ectoplasma, verificaram “que não tinha a consistência material”, nele encontraram oxigênio, nitrogênio, carbono, potássio, além de vestígio de cloro e sódio, mostrava “característica estranha e desconhecida”.

Dr. Ricardo Di Bernardi
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/bernardi/ectoplasma.html

Ectoplasma produzido por algum paranormal de efeitos físicos ou ectoplasta
A substância foi chamada,
também, ideoplasma, porque instantâneamente
toma a forma que lhe dá o Espírito.

[95 - Capítulo: A História de Swedenborg]

Bioenergias, ectoplasma e fenômenos parapsíquicos (parte II)

        Energia. A energia da consciência, quando condensada, manifesta-se na condição de ectoplasma, parecendo agregar componentes orgânicos do corpo_biológico do sensitivo ectoplasta. O ectoplasma citado aqui é diferente do ectoplasma estudado na biologia convencional (parte periférica do citoplasma - conteúdo da célula, excluído o núcleo).

        Composição. Apesar disso, o ectoplasma parece ser composto:

    tanto pela bioenergia, própria do corpo energético do sensitivo,
como por algumas características de componentes que são encontrados nas células humanas,  além de incluir até a presença de tecido das roupas do sensitivo ou médium.

        Características.  O ectoplasma apresenta formas instáveis, ora como tênues vapores, bastões, espirais, fios, cordas, teias, raios rígidos ou semi-rígidos, movendo-se sinuosamente como répteis, ora como se fosse um ser vivo, inteligente, vibrando, espichando ou encolhendo. Demonstra ainda tendência a ser absorvido abruptamente pelo corpo do médium.
http://www.iipc.org.br/revista/index.php?ed=7&publ=57

Daniel Muniz
        O ectoplasma é a mais protéica 
das substâncias e pode manifestar-se
de muitas maneiras e 
com propriedades variadas.

Isso foi demonstrado pelo Doutor W. J. Crawford, Professor de Engenharia Mecânica na Queen’s University, de Belfast. Dirigiu uma importante série de experiências de 1914 a 1920, com a médium Kathleen Goligher. Fêz o seu relato em três livros, que são:

    “lhe Reality of Psychic Phenomena” (1917),
    “Experiments in Psychical Science”, em 1910
    e “lhe Psychic Structures at Lhe Goligher Circle” em 1921. (15)
Do livro "HISTóRIA DO ESPIRITISMO" de ARTHUR CONAN DOYLE - Capítulo 18

BIOLOGIA

    Ectoplasma: é a porção mais externa do hialoplasma apresenta-se mais consistente. Também conhecido como Plasmagel. A sustentação do citoplasma deve-se ao funcionamento do ectoplasma como verdadeiro suporte celular, mantendo mais ou menos constante a sua forma.
    Endoplasma: 
é a porção mais fluida 
e mais interna do hialoplasma. 
Também conhecido como Plasmassol.

http://www.coladaweb.com/biologia/celula2.htm


       O  ectoplasma está situado 
entre a matéria_densa e 
a matéria_perispirítica,

assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos_físicos que analisamos.
    É um elemento amorfo,
mas de grande potência e vitalidade.

    Pode ser comparado a genuína massa_protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser.
    Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele (Teleplastia - Ideoplastia).

       Exigenos, pois, muito cuidado para não sofrer o domínio de inteligências sombrias, de vez que manejado por entidades ainda cativas de paixões deprimentes poderia gerar clamorosas perturbações.-  André Luiz - 1954


O Ectoplasma

        Ectoplasma (do grego ektos, exterior, e plasma, molde; isto é, "modelado fora do corpo") é o nome dado à matéria quase toda etérica, senão inteiramente, que se desprende ou exsuda do médium e se emprega na manifestação de fenômenos espiritistas.

        O falecido doutor em Ciências naturais, W._J._Crawford, descreve em seus livros — The Reality of Psychic Prenomena (1916), Experiments in Psychical Science (1918), e Psychic Structures (1921) — as minuciosas e magistrais pesquisas por ele empreendidas sobre fenômenos_de_levitação  e  pancadas_de_mesa. Os desejosos de maiores detalhes poderão encontrá-los nesses livros; aqui podemos dar apenas um breve resumo de tais estudos, no que se relacionam com o nosso tema.

        Durante todas as experiências,
a médium esteve plenamente consciente.

        O Dr. Crawford encarou os problemas de levitação de mesa, etc., como_simples_problemas_de_mecânica, e valendo-se de dispositivos registradores de energia, tanto mecânicos como elétricos, conseguiu descobrir, por dedução de suas observações, o modus operandi das "estruturas psíquicas" empregadas. Numa etapa bem posterior, ele pôde comprovar suas deduções por visão direta e fotografias, como se exporá a seu devido tempo.
     
   Em suma, verificou-se que o ectoplasma exsudado da médium era preparado e modelado em "hastes" (como ele as denomina) pelos "operadores" que controlam a produção dos fenômenos. Estas hastes ou barras ficam ligadas numa extremidade à médium, e na outra, por sucção, às pernas da mesa ou a outros objetos. Ao aplicar-se a energia psíquica através das hastes, as mesas ou outros objetos se moviam em vários sentidos, sem que tivessem nenhum contato puramente físico com qualquer das pessoas presentes. Se as hastes batiam no soalho, mesa, campainhas, etc., produziam pancadas ou muitos outros ruídos.

        A maior parte do ectoplasma se obtém comumente da médium, embora seja suplementado por uma pequena porção extraída de todos ou da maioria dos presentes à sessão.
        Conquanto completamente invisível à vista comum, o ectoplasma pode, às vezes, ser perceptível ao tato. É descrito como viscoso, reptílico, frio, quase oleoso, como se a atmosfera estivesse impregnada de partículas de matéria morta e desagradável.

        O diâmetro das extremidades das hastes psíquicas projetadas da médium pode variar entre 12 milímetros e 22 centímetros. A sua extremidade livre parece capaz de assumir várias formas e graus de rijeza: planas ou convexas, circulares ou convexas; e macias como carne tenra ou rijas como ferro. O tronco da haste é tangível à beira de algumas polegadas da extremidade livre, mas daí para a outra extremidade se torna intangível, embora resista, puxe, empurre, tosquie e vergue.
      
  No entanto, na parte intangível se sente um fluxo de partículas frias, semelhantes a esporões, emanadas da médium. Parece haver razão para crer que, em alguns casos, embora não em levitações, há uma completa circulação de matéria etérica saindo da médium e retornando a ela por outra parte do seu corpo. A pedido, pode-se variar a condição da extremidade da haste quanto ao seu tamanho e rijeza. As hastes compridas são geralmente macias na extremidade, e as curtas, mais densas e duras.
       
Crawford acha provável que as hastes consistam de feixes de fios delicados, intimamente unidos e aderidos entre si. A energia psíquica segue os fios e dá ao conjunto a rigidez de uma viga, que pode então ser deslocada à vontade pelas energias postas em ação no corpo da médium.
      
  Certas experiências fazem pensar que a extremidade de uma haste consiste numa película espessa, ou mais ou menos elástica, esticada sobre uma armação delgada, um pouco denteada e elástica. A elasticidade desta película é limitada; submetida a um esforço excessivo, ela pode romper-se; a moldura denteada fica então exposta.
       
O fato de um electroscópio poder ser descarregado se for tocado por uma haste, prova que esta desempenha o papel de condutor de corrente elétrica de alta tensão, que se descarrega no solo pelo corpo do médium ao qual se encontre ligada.

        Por outro lado, uma haste colocada através das terminais de um circuito de campainhas, não as faz soar, mostrando assim que ela opõe grande resistência a uma corrente de baixa tensão.
      
  A luz branca destrói comumente as formações de hastes: mesmo os raios luminosos refletidos de uma superfície onde se aplique força_psíquica, interferem nos fenômenos. A luz vermelha, no entanto, se não for demasiado forte, parece não prejudicar a estrutura psíquica; nem tampouco a danifica a luz emanada de pintura luminosa que se haja exposto ao sol durante algumas horas.

        As estruturas são, em geral, inteiramente invisíveis, embora às vezes seja possível entrevê-las. Já se tem conseguido fotografá-las à luz de magnésio, mas é preciso tomar precauções com a médium, a fim de poupá-la. A luz de magnésio, ao atingir o ectoplasma, provoca na médium um choque muito mais violento quando a estrutura está em ação, do que no caso oposto.
       
As numerosas fotografias obtidas confirmam, em todos os detalhes, as conclusões tiradas dos próprios fenômenos.
        A rigidez de uma haste varia conforme a iluminação. A extremidade dura funde-se parcialmente, por assim dizer, quando a haste é exposta à luz.
        O deslocamento_de_objetos pela força psíquica, obtém-se de duas maneiras principais:

    Na primeira, uma ou diversas hastes saem do médium, o mais das vezes pelos pés ou pelos tornozelos, e outras, pela região inferior do tronco, e são aplicadas diretamente ao objeto que deve ser deslocado, formando c. Se as mesas se deslocam horizontalmente, as hastes em geral se fixam aos seus pés; se são levantadas, a haste ou hastes se alargam em suas extremidades, como cogumelos, e fixam-se à superfície inferior da mesa.

    No segundo método, a haste ou hastes projetadas do médium aderem ao solo, e do ponto da aderência continuam até o objeto a ser movido. Não formavam mais um modilhão, mas algo semelhante a uma alavanca de primeira categoria", cujo Fulcro está entre a Resistência e a Potência.

        As hastes podem ser retas ou curvas; podem ainda ficar suspensas no ar, rígidas, mostrando assim que para conservar a rigidez elas não têm necessidade de se apoiar sobre corpos materiais.
        No caso em que é posto em ação o método do modilhão (1.° método), todo esforço mecânico é transferido ao médium, ou mais exatamente, a maior parte deste esforço; parte bem menor cabe aos assistentes.

        é possível verificar-se isto por aparelhos mecânicos ordinários, tais como as balanças de molas e outras. Se u'a mesa, por exemplo, for levantada inteiramente por meio do modilhão, produzirá aumento do peso do médium de cerca de 95 por cento do peso da mesma e o dos assistentes aumentará proporcionalmente.

        Se, por outro lado, as hastes são aderidas ao solo, o peso da mesa levantada se transmite diretamente ao solo, e o peso do médium, em lugar de aumentar, diminui. Esta diminuição é devida ao peso do ectoplasma formador da haste, uma de cujas extremidades se apóia no solo.

        Quando a força transmitida por uma haste é para manter um objeto, como u'a mesa, solidamente fixo ao solo, a diminuição do peso do médium, após as observações, tem atingido até 18 quilos.
        Noutra ocasião, em que a estrutura ectoplasma não foi utilizada, o peso do médium diminui de 27 quilos, ou seja, quase a metade de seu peso normal.
       
Os modilhões são geralmente empregados para mover ou levantar objetos leves, porém, quando estes são pesados, ou quando se trata de transmitir uma força considerável, as hastes são fixadas ao solo, produzindo o dispositivo em alavanca. A força empregada atinge muitas vezes a 50 quilos.
    
     Durante a levitação_de_objetos, a tensão suportada pelo médium manifesta-se freqüentemente pela rigidez, até à rigidez férrea, dos músculos, principalmente dos braços ou mesmo de todo o sistema muscular. Estudos ulteriores revelaram a Crawford que a rigidez muscular havia desaparecido inteiramente.

        A produção desses fenômenos parece dar como conseqüência perda permanente de peso, tanto do médium como dos espectadores, porém que não ultrapassa algumas onças (onça = 28, 35 grs. ) Os assistentes podem perder mais peso do que o médium.

        Em geral, quando se coloca um objeto material qualquer dentro do espaço ocupado pela haste, a comunicação entre esta e o médium é imediatamente interrompida e a haste se desintegra. Entretanto, um objeto delgado como um lápis pode passar impunemente através da parte vertical da haste, porém não através da parte que se encontra entre o médium e a mesa. A interferência nesta última parte pode lesar fisicamente o médium.

        Para que uma haste possa tocar ou aderir ao solo ou a uma mesa, sua extremidade deve ser preparada de modo particular para que fique mais densa do que o resto da haste. Isto parece difícil, ou pelo menos exige tempo e força; por conseguinte, os pontos a agarrar devem ser sempre reduzidos ao mínimo.

        O sistema de agarrar é por sucção, como se pode facilmente demonstrar pela argila mole, de que falaremos adiante. As vezes, escutam-se "aspiradores" escorregando pela superfície da madeira ou agarrando novos pontos.

        Crawford apresenta numerosos exemplos (e também fotografias) de impressões produzidas pelo contato das hastes sobre massa e argila mole. Estas impressões, muitas vezes, assinalam marcas parecidas com o tecido das meias do médium. No entanto, a semelhança é superficial, pois não se pode produzir tais impressões apoiando sobre a argila um pé revestido de meia.

A impressão feita pela haste é muito mais nítida do que a que se poderia conseguir pelos meios ordinários; parece-se com a que se obteria, se uma matéria fina e viscosa, estendida sobre o tecido da meia e depois de seca, tivesse sido em seguida comprimida contra a argila. Ademais, pode-se modificar muito a marca de fabricação da meia, e o delicado modelo e o traçado dos fios podem ser deformados, engrossados, parcialmente recobertos ou rompidos, conquanto permaneçam ainda reconhecíveis como os mesmos da marca do tecido.

Pode-se deduzir que o ectoplasma primeiramente apresenta-se em estado semilíquido, que passa através e ao redor dos intervalos do tecido e coagula-se na parte externa da meia. É de natureza glutinosa e fibrosa, e a forma que toma é quase exatamente a do tecido. Depois se estira da meia e se envolve na extremidade da haste. Para produzir uma impressão extensa, a película é engrossada e reforçada por nova adição de substância materializante. Assim a impressão original pode ser torcida, deformada ou apagada parcialmente.

        A haste pode também reproduzir a impressão dos dedos, embora seu tamanho possa não corresponder à dos dedos normais, e seus contornos podem ser muito mais nítidos ou mais regulares do que os obtidos pelas impressões digitais ordinárias.

        Golpes, indo dos mais leves até os executados com a força de um martelo, outros ruídos ainda, podem ser produzidos por hastes semi-flexíveis, com extremidades adequadamente preparadas, com as quais se batem nos objetos materiais.
       
A produção dos golpes é acompanhada de diminuição de peso do médium; esta diminuição, que pode ser de dez ou mais quilos, parece ser diretamente proporcional à intensidade do golpe. A razão é evidente; as hastes são formadas da matéria tirada do corpo do médium, o choque desta matéria contra o solo, etc., transfere necessariamente a este, através da haste, uma parte do peso total do médium. A perda de peso é temporária, mas restabelece-se quando a matéria das hastes volta ao médium.
        
A produção de golpes determina no médium uma reação mecânica, como se ele fosse empurrado para trás ou golpeado. A reação pode-se traduzir por movimentos involuntários dos pés. Entretanto, o efeito sentido pelo médium não se parece em nada com o que lhe é causado pela levitação de objetos.
       
Os golpes violentos produzidos por uma haste de grande tamanho não são, em geral, dados rapidamente. Ao contrário, os golpes leves, produzidos em geral por uma ou várias hastes finas, podem ser produzidos com incrível rapidez; os "operadores" parecem perfeitamente senhores das hastes.
        Em geral a produção destes fenômenos impõe certa tensão a todos os assistentes, como o demonstram as sacudidas espasmódicas, algumas vezes muito fortes, que todas as pessoas do círculo fazem sucessivamente, antes da levitação.

        A separação e a retirada de matéria etérica dos corpos dos assistentes parecem operar-se por sacudidas, e até certo ponto todos são afetados.
        Segundo W._J._Crawford, uma entidade que disse ter sido médico quando em vida, falando pelo médium (em estado de transe para este efeito), declarou que na produção dos fenômenos, eram empregadas duas espécies de substâncias:

    uma era tirada em quantidade bastante grande, do médium e dos assistentes, e era-lhes restituída, quase integralmente, no fim da sessão.
    A outra só podia ser tirada do médium e, como se compõe da substância mais vital das células nervosas, não podia ser extraída senão em quantidade mínima, sem o que o médium teria que sofrer más conseqüências; sua estrutura é destruída no fenômeno; ela não pode, pois, ser restituída ao médium. Esta afirmação não foi nem verificada nem confirmada, de maneira alguma; damo-la pelo que vale.

        W. J. Crawford imaginou e empregou com grande sucesso o "método dos corantes" para traçar os movimentos do ectoplasma. Possuindo este a faculdade de aderir fortemente à uma substância como o carmim pulverizado, põe-se este corante em seu caminho, o que dá em resultado uma pista corada.
       
Descobriu-se, assim, 
que o ectoplasma saía da parte inferior 
do tronco do médium e tornava 
a entrar pela mesma região. 

Sua consistência era bastante grande, pois tem força para rasgar meias e outras roupas; algumas vezes, ele arranca fios inteiros da meia, de várias polegadas de comprimento (polegada = 25, 30 mm), leva-os e deposita-os num recipiente de argila colocado a certa distância dos pés do médium.

        O ectoplasma desce ao longo das pernas e penetra nos sapatos;
passa entre a meia e a sola, onde houver espaço suficiente. Se, pelo caminho, apoderou-se do pó corado, ele o deposita em todos os pontos em que o pé, a meia e o calçado estão em estreito contato, isto é, onde não encontra lugar para passar.

         A solidificação e a desmaterialização da extremidade resistente de uma haste efetuam-se logo que a haste sai do corpo do médium. É este o motivo por que a extremidade livre da haste, a não ser que seja muito fina, não pode atravessar um tecido serrado e até uma grade metálica de malha de uma polegada, se esta está colocada a mais de uma ou duas polegadas adiante do médium. Entretanto, se esses anteparos se encontrarem muito perto do corpo, pode-se dar uma materialização imperfeita da extremidade da haste, e produzir fenômenos psíquicos limitados.

        A saída do ectoplasma 
é acompanhada de fortes movimentos 
musculares em todo o corpo.

As partes carnudas do corpo, 
sobretudo as que estão situadas 
abaixo da cintura, diminuem de volume,
como se a carne se encolhesse.

        W. J. Crawford está convencido de que na produção dos fenômenos espíritas, duas substâncias, pelo menos, são empregadas:

    1. ° — um elemento que forma a base
da estrutura psíquica; é invisível, impalpável,
e, falando de modo geral, ultrapassa a ordem física;

    2. ° — uma substância brancacenta, 
translúcida e nebulosa, mistura
da à primeira,a fim de que esta possa agir
sobre a matéria física.

        A segunda, pensa Crawford, é muito provavelmente idêntica à substância empregada nos fenômenos de materialização.
        Numerosos fenômenos de materialização encontram-se descritos com extrema e escrupulosa minúcia, característica das pesquisas germânicas, na importante obra intitulada: fenômenos de Materialização do barão von Schrenck Notzing (1913), e traduzida para o inglês por E. E. Fournier d'Albe D. Sc. (1920).

        Além das descrições detalhadas de sessões e de numerosos fenômenos, encontram-se aqui cerca de duzentas fotografias de formas materializadas ou de aparições as mais diversas, desde fios ou massas de ectoplasma, até rostos inteiramente formados. Vamos resumir as principais conclusões. Para facilitar nossa tarefa, tomamos longos trechos de uma conferência sobre a fisiologia supranormal e os fenômenos_ideoplásticos, pelo Dr. Gustavo Geley, psicólogo e médico francês, reproduzida no fim da obra do barão Notzing.

        Do corpo do médium emana uma substância, a princípio amorfa ou polimorfa. Ela pode apresentar o aspecto de uma pasta dúctil, de verdadeira massa protoplásmica, espécie de geléia tremulante, de simples blocos, de fios delgados, de cordas, de raios estreitos e rígidos, de faixa larga, de membrana, de tecido, de rede dobrada e franjada.

        A natureza filamentosa ou fibrosa dessa substância foi muitas vezes observada. Apresenta-se branca, negra, ou cinzenta; às vezes aparecem as três cores juntas: a branca é a talvez mais freqüente. Parece luminosa. Em geral parece ser inodora; no entanto desprende, às vezes, odor particular e impossível de ser descrito.
        Parece não haver dúvida
de que ela está sujeita à gravidade.

        Ao tacto, ela pode mostrar-se úmida ou fria, viscosa ou glutinosa, mais raramente seca e dura.
        Quando se dilata, é suave e um pouco elástica; quando forma cordas, é dura, nodosa e fibrosa. Pode-se senti-la passar sobre a mão corno uma teia de aranha; os fios são ao mesmo tempo rígidos e elásticos. É móvel, com um movimento rastejante como o de réptil, embora se mova às vezes brusca e rapidamente.

Uma corrente de ar pode pô-la em movimento. Se for tocada, produz reação dolorosa no médium. É de sensibilidade extrema; aparece e desaparece com a rapidez do relâmpago.

É particularmente sensível à luz, 
embora, no entanto, às vezes os fenômenos
resistam à luz do dia. 

Pode-se fotografá-la à luz do magnésio,
embora o súbito clarão produza 
um choque repentino no médium.

        Durante a produção do fenômeno, a cabina em que se encontra o médium fica geralmente na obscuridade, porém as cortinas são muitas vezes abertas.
        Fora da cabina, emprega-se a luz vermelha, e algumas vezes mesmo a luz branca, até a intensidade de cem velas.

        A substância 
tem irresistível tendência à reorganização. 

Assume numerosas formas, às vezes mal definidas e não organizadas, porém o mais das vezes organizadas, formando dedos, inclusive as unhas, perfeitamente modelados; mãos, rostos e outras formas, todas completas.

A substância emana
de todo o corpo do médium, 
mas especialmente dos orifícios naturais 
e das extremidades, do alto da cabeça, 
dos seios, da ponta dos dedos. 

O ponto de partida mais habitual
e mais fácil de se verificar é a boca,
a superfície interna das bochechas,
as gengivas e o céu da boca.

        As formas materializadas têm certa independência; a mão, por exemplo, é capaz de mover os dedos e de segurar a mão do observador, embora a pele humana pareça às vezes repelir os fantasmas. Às estruturas são, às vezes, menores do que as naturais, isto é, verdadeiras miniaturas. Observou-se que a traseira das materializações carecia de forma orgânica, não passando de uma massa de substância amorfa. 

As formas não contêm mais que o mínimo de substância suficiente para fazê-las aparecer como reais, e podem desaparecer tanto instantaneamente como aos poucos, por um desvanecimento gradativo. Vê-se claramente que durante todo o tempo as formas estão fisiológica e psiquicamente ligadas ao médium; a sensação 'reflexa das estruturas se confunde com a do médium. Assim, um alfinete cravado na substância causaria dor no médium.
       
A substância parece influenciável tanto pela direção geral da sessão como pelo tema dominante nos pensamentos dos assistentes. Além disso, o médium, geralmente em estado hipnótico, é extraordinariamente sensível à influência da sugestão.
        Fragmentos de formas materializadas foram recolhidos num prato de porcelana, e guardados. Em certos casos descobriram-se fragmentos de pele, cuja origem humana foi reconhecida ao exame microscópico.
      
   Noutra ocasião, encontraram-se três ou quatro centímetros cúbicos de um líquido transparente, que não continha bolha alguma. A análise revelou um líquido incolor, ligeiramente turvo, não viscoso, inodoro, levemente alcalino, deixando um precipitado brancacento. O microscópio demonstrou a existência de detritos celulares e saliva; a substância provinha evidentemente da boca.
      
  Em outra ocasião, encontrou-se uma madeixa de cabelos louros, não se parecendo em nada com os cabelos negros do médium; a mão do observador estava coberta de muco e de umidade. Além disto, encontram-se, algumas vezes, outras substâncias, tais como pós cosméticos, ou fragmentos provenientes das roupas do médium.

Do livro "O Duplo_Etérico", do Major Arthur E. Powell
Fonte:
www.guia.heu.nom.br
    http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/ectoplasma.html
    http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/ectoplasma.htm
    Dr. Ricardo Di Bernardi: http://www.icefaovivo.com.br/artigos_drricardo.html#20#20
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

FORÇA PSÍQUICA



Ectoplasma
        
         A força psíquica de Crookes, suscetível de ser transmitida aos corpos materiais através da água e do ar, outra coisa não é senão...o fluido de Gasparin [1] e a força ectênica de Thury. Constitui uma das modalidades do ectoplasma, com a qual Richet e Morselli estabeleceram a teoria, após experiências com Eusápia Paladino.

        Depois de Crookes, tentou-se medir essa forca, capaz de agir mecanicamente à distância, de deslocar objetos, de erguer mesas e mantê-las no ar sem apoio visível. Foram então empregados balanças e dinamômetros.

INTRODUÇÃO do livro "MECÂNICA PSÍQUICA", 2ª Edição - 1975, de W. J. Crawford
LAKE - Livraria Allan Kardec Editora   

[1] - O Conde de Gasperin é um protestante devotado. A sua batalha contra dês Mousseaux, de Mirville e outros fanáticos, que atribuem todos os fenômenos espiritistas a Satã, foi longa e feroz.
- http://www.mortesubita.org/alta-magia/hermetismo/isis-sem-veu/capitulo-iv-teorias-a-respeito-dos-fenomenos-psiquicos


        Obra escrita em língua francesa, do Conde Agenor de Gasparin, publicada em Paris, em 1854, sob este título: Das mesas_girantes, do sobrenatural em geral e dos Espíritos (2° volumes em 80, 500 páginas), na qual o Autor dá amplas informações sobre longa série de experiências físicas, tentadas por ele e por alguns amigos particulares, nas quais essa força se achava consideravelmente desenvolvida. Esses ensaios muito numerosos foram realizados em condições de exame dos mais rigorosos.

O fato do movimento de corpos pesados sem contacto mecânico foi reconhecido, provado e demonstrado. Sérias experiências foram feitas para medir a força, quer de acréscimo, quer de diminuição de peso, que se comunicava assim às substâncias postas à prova, e o Conde Gasparin adotou um meio engenhoso, que lhe, permitiu obter uma avaliação numérica aproximativa do poder da força psíquica que existia em cada indivíduo. 

O Autor chegava a essa conclusão final: que podiam explicar-se todos aqueles fenômenos pela ação de causas naturais, e que não havia necessidade de supor milagres nem a intervenção de influências espirituais ou diabólicas.

        Ele considerava como um fato plenamente comprovado pelas suas experiências que à vontade, em certas condições do organismo, pode agir, à distância, sobre a matéria inerte, e a maior parte do seu livro é consagrada a estabelecer as leis e as condições nas quais esta ação se manifesta.
- Alexandre Aksakof
            Força nervosa, 
à maneira dum fluxo 
de neblina espessa e leitosa.

(Ver: Animismo e Mediunidade;  Futuro dos fenômenos;  Garganta ectoplásmica;  Preparativos para materialização;  Psicometria  e  Teoria das cordas)
        O ectoplasma - esta força nervosa -
não é apenas propriedade de alguns 
privilegiados na Terra.

        Todos os homens a possuem com maior ou menor intensidade; entretanto, é preciso compreender que não nos encontramos, ainda, no tempo de generalizar as realizações. Este domínio exige santificação.

    O homem não abusará no setor do progresso espiritual,  como vem fazendo nas linhas de evolução material, onde se transformam prodigiosas dádivas divinas em forças de destruição e miséria.

        Neste campo de realizações sublimes, a que nos sentimos ligados, a ignorância, a vaidade e a má-fé permanecem incapacitadas por si próprias, traçando fronteiras de limitação para si mesmas.

        Esclarecidas entidades espirituais, que preparam o ambiente, levando a efeito a ionização da atmosfera, combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos. Nos trabalhos deste teor reclamam-se processos acelerados de materialização e desmaterialização da energia. (Ver: Matéria)

        Estes amigos estão encarregados de operar a condensação_do_oxigênio. O ambiente para a materialização_de_entidade_do_plano_invisível_aos_olhos_dos_homens requer elevado teor de ozônio e, além disso, é indispensável semelhante operação, a fim de que todas as larvas e expressões microscópicas de atividade inferior sejam exterminadas. A relativa ozonização da paisagem interior é necessária como trabalho bactericida.
        O ectoplasma, ou força nervosa,
que será abundantemente extraído do médium,
não pode sofrer, sem prejuízos fatais, 
a intromissão de certos elementos microbianos.

  André Luiz - relatando o ocorrido com um médium de baixo nível moral   

        "Depois de visivelmente satisfeito no acordo financeiro estabelecido, colocou-se o vidente em profunda concentração e notei o fluxo de energias a emanarem dele, através de todos os poros, mas muito particularmente da boca, das narinas, dos ouvidos e do peito. Aquela força, semelhante a vapor fino e sutil, como que povoava o ambiente acanhado e reparei que as individualidades de ordem_primária ou retardadas, que coadjuvavam o médium em suas incursões em nosso_plano, sorviam-na a longos haustos, sustentando-se dela, quanto se nutre o homem comum de proteína, carboidratos e vitaminas. (Ver: Alimentação dos Espíritos)

        Examinando a paisagem, Gúbio (Instrutor de André Luiz) esclareceu-nos em voz imperceptível aos demais:

        — Esta força
não é patrimônio de privilegia­dos.

É propriedade vulgar de todas as criaturas, mas entendem-na e utilizam-na sòmente aqueles que a exercitam através de acuradas meditações. É ...
    o “spiritus subtilissimus” de Newton,  
o “fluido magnético” de Mesmer  
e a “emanação ódica” de Reichenbach.

        No fundo, é a energia plástica da mente que a acumula em si mesma, tomando-a ao fluido_universal em que todas as correntes da vida se banham e se refazem, nos mais diversos reinos da natureza, dentro do Universo. Cada ser vivo é um transformador dessa força, segundo o potencial receptivo e irradiante que lhe diz respeito. Nasce o homem e renasce, centenas de vezes, para aprender a ...
    usá-la,    desenvolvê-la,   enriquecê-la,  
sublimá-la,   engrandecê-la   e divinizá-la.

       Entretanto, na maioria das vezes, a criatura foge à luta que interpreta por sofrimento e aflição, quando é inestimável recurso de auto-aprimoramento, adiando a própria santificação, caminho único de nossa aproximação do Criador.

        Vendo a cena que se desenrolava, ponderei:

       - É forçoso convir, porém, que este vidente é vigoroso na instrumentalidade. Permanece em perfeito contato com os Espíritos que o assistem e que encontram nele sólido sustentáculo.

       - Sim - confirmou o orientador, sereno - mas não vemos aqui qualquer sinal de sublimação na ordem moral. O_professor_de_relações_com_a_nossa_esfera, inabordável, por enquanto, ao homem comum, sintoniza-se com as emissões vibratórias das entidades que o acompanham em posição primitivista, pode ouvir-lhes os pareceres e registrar-lhes as considerações. Entretanto, isto não basta. Desfazer-se_alguém_do_veículo_de_carne não é iniciar-se na divindade.

Há bilhões de Espíritos em evolução que rodeiam os homens encarnados, em todos os círculos de luta, muito inferiores, em alguns casos, a eles mesmos e que, fàcilmente, se convertem em instrumentos passivos dos seus desejos e paixões. Daí, o imperativo de muita capacidade de sublimação para_quantos_se_consagram_ao_intercâmbio entre os dois mundos, porque, ...
    se a virtude é transmissível,
    os males são epidêmicos." 
- André Luiz

Da mesma forma que uma mistura de hidrogênio e cloro só se mantém na obscuridade, a luz exerce grande poder de desagregação sobre as criações fluídicas temporárias, exigindo um emprego mais considerável de força psíquica.

Trabalho de João Gonçalves Filho - Luz 1786

Medição da força psíquica
        Essa força, cuja existência não é mais negável, considerando-se o número e a importância dos testemunhos que a atestam, foi submetida a medições.
        Os observadores já citados contentaram-se em avaliá-la aproximativamente, mas Robert_Hare, na América do Norte, e William_Crookes, na Inglaterra, submeteram-na a um exame rigorosamente científico.
        Transcrevamos agora o que Eugène Nus colheu da obra de Robert Hare, professor na Universidade de Pennsylvania, a respeito das experiências deste. (1)
    Ele tomou esferas de cobre; colocou-as numa placa de zinco, fez que os médiuns pusessem as mãos sobre as esferas, e, com grande espanto seu, a mesa moveu-se. O intuito de tal processo era evitar a aderência das mãos e os famosos movimentos nascentes e inconscientes, segundo as teorias de Faraday, Chevreul e Babinet.

    Ensaiou outro processo: A longa extremidade de uma prancha foi presa a uma balança de espiral, com um indicador fixo para marcar o peso. A mão do médium foi colocada sobre a outra extremidade da prancha, de modo que, qualquer pressão que houvesse, não pudesse ser exercida para baixo; mas, pelo contrário, produzisse efeito oposto, isto é, suspendesse a outra extremidade. Com grande surpresa sua, esta extremidade desceu aumentando assim o peso de algumas libras na balança.

    Em seguida, fez mergulhar na água as mãos do médium, de modo a não haver comunicação com a prancha sobre a qual estava colocado o vaso que continha o liquido; e, ainda com grande surpresa, uma força de dezoito libras foi exercida sobre a prancha.

        Esses resultados, assaz notáveis, estabelecem e medem nitidamente a força psíquica que emana do médium. William Crookes (2) repetiu as experiências do sábio americano e obteve os mesmos resultados; demais, ele empregou um aparelho muito simples, porém bastante exato, em uso nos laboratórios para conservar os traços dessa força. Consiste esse instrumento em um vidro enegrecido, movido por um maquinismo de relógio que o obriga a deslocar-se horizontalmente diante do indicador da balança.

Quando nenhuma força se exerce, a linha traçada é reta; se, ao contrário, uma força manifesta-se, a linha traçada é curva, e pode-se facilmente medir a todo o instante a energia exercida, ou, por outra, a intensidade da força psíquica.

        Consegue-se ainda obter curvas por um outro processo: sobre um quadro de madeira estende-se uma folha de pergaminho. A extremidade mais baixa da prancha deve ficar equilibrada de modo a acompanhar com rapidez os movimentos do centro do disco de pergaminho. Na outra extremidade da prancha está uma agulha, de modo que, movendo-se horizontalmente, possa tocar na lâmina de vidro enfumaçada, a qual um mecanismo de relógio faz deslocar lateralmente.

        Crookes certificou-se primeiramente de que nenhuma sacudidela ou vibração da mesa podia perturbar os resultados; depois, sem explicar a ninguém a utilidade do instrumento, introduziu no gabinete um médium e pediu-lhe que colocasse suas mãos não sobre o aparelho, mas sobre a mesa que o suportava. Em seguida, colocou suas mãos sobre as desse médium, a fim de evitar qualquer movimento consciente ou inconsciente da sua parte. Dentro de pouco tempo, ouviram-se choques no pergaminho, semelhantes aos que poderiam ser produzidos por grãos de areia que fossem atirados sobre a sua superfície.

A cada choque, um fragmento de grafite, colocado sobre o pergaminho, era projetado para o ar, e a extremidade da prancha movia-se ligeiramente e descia. Algumas vezes, esses sons se sucediam tão rapidamente como os de uma máquina de indução; porém, outras vezes, eles tinham um intervalo de mais de um minuto. Cinco ou seis curvas foram assim obtidas no vidro enfumaçado, e sempre se viu o movimento da agulha coincidir com as vibrações do pergaminho.

        Tendo obtido esses resultados na ausência do médium Home, diz o sábio químico, eu estava impaciente para certificar-me da ação que sua presença produziria sobre o instrumento.

        Em conseqüência disso, solicitei-lhe uma experiência, mas sem lhe dar a explicação do aparelho.
        Agarrei o braço do Senhor Home acima do pulso e mantive sua mão acima do pergaminho, cerca de dez polegadas distante da superfície deste. Um amigo segurava-lhe a outra mão. Depois de nos conservarmos nesta posição cerca de meio minuto, o Sr. Home disse que sentia o fluido passar. Então, fiz mover o maquinismo, e todos vimos que o indicador subia e descia. Os movimentos produziam-se muito mais lentos que nos casos precedentes, e não eram absolutamente acompanhados dos choques vibrantes de que há pouco falei.
        Várias foram as curvas gravadas pelo aparelho.
        Como se vê, a força emanada de certos organismos humanos, chamados médiuns pelos espíritas, está cientificamente analisada e medida por uma forma rigorosamente exata.

(1) Robert Hare - Experimental Investigation of the Spirit Manifestation.
(2) Crookes - Recherches Expérimentales sur le Spiritualisme, pp. 55-67.

A mediunidade e a Força Psíquica

        Em nosso exame, chegamos a uma constatação absolutamente contrária às teorias do Sr. Faraday e seus companheiros. A força que move as mesas não é devida a movimentos musculares inconscientes: é produzida por certos seres cujo organismo nervoso esteja apto para emitir essa força. Essa faculdade foi qualificada, pelos espíritas, com o nome de mediunidade, e os que a possuíam são médiuns.

        Citemos ainda o testemunho de Crookes, o ilustre inventor do radiômetro.
        Essas experiências põem fora de dúvida (1) as conclusões a que cheguei em minha precedente memória, a saber: a existência de uma força associada, de um modo ainda inexplicado, no organismo humano, força essa pela qual a adição de peso pode ser feita em corpos sólidos, sem contacto efetivo.

No caso do Senhor Home, o desenvolvimento dessa força varia enormemente não só de semana em semana, mas de uma hora para outra; em algumas ocasiões, essa força não pôde ser acusada por meio dos meus aparelhos durante uma hora ou mesmo mais, e, em seguida, reapareceu, subitamente, com uma grande energia. Ela é capaz de agir a uma certa, distância do Senhor Home (e não é raro que essa distância seja de 2 ou 3 pés) ; todavia, é sempre mais poderosa junto dele.

        Na firme convicção em que estou de que nenhuma força pode manifestar-se sem o esgotamento correspondente de alguma outra força, debalde tenho procurado, durante muito tempo, a natureza da força ou do poder empregado para produzir esses resultados.
        Mas, atualmente, tenho podido observar melhor o Sr. Home, e acredito ter descoberto o tempo que essa força física emprega para desenvolver-se.

        Servindo-me das palavras força_vital, energia nervosa, sei que emprego termos aos quais muitos investigadores dão significações diferentes; mas, depois de ter sido testemunha do estado penoso de prostração nervosa e corporal em que algumas dessas experiências deixaram o Senhor Home, depois de tê-lo visto em estado de desfalecimento quase completo, estendido no soalho, pálido e sem voz, não posso duvidar de que a emissão da força física seja acompanhada de um esgotamento correspondente da força vital.

        Essa força é, provavelmente, possuída por todos os seres humanos, embora os indivíduos dotados de uma energia extraordinária sejam, sem dúvida, raros. No ano que acaba de findar, encontrei, na intimidade de algumas famílias, cinco ou seis pessoas que possuíam essa força de um modo assaz poderoso para inspirar-me plena confiança de que, por seu intermédio, se poderiam obter resultados semelhantes aos que acabam de ser descritos, caso os experimentadores operassem com instrumentos mais delicados e suscetíveis de marcar uma pequena fração, em vez de indicar somente libras e onças.

        O Senhor de Rochas acaba de publicar (janeiro de 1897) uma obra intitulada: Les Effluves Odiques, que contém notável série de conferências, feitas em 1866, pelo Barão de Reichenbach, diante da Academia de Ciências de Viena. As investigações do sábio alemão estabelecem a existência dessa força psíquica. Na noticia histórica que precede o texto dessas conferências, o Sr. de Rochas relata grande número de experiências, feitas com um pêndulo especial, pelo Sr. Dr. Léger e verificadas pelo Sr. Ch. Bué. Resulta desses trabalhos:

    1º que o organismo humano pode exteriorizar a força psíquica;
    2º que a vontade humana pode enviar essa força numa determinada direção.

        A mediunidade não é um dom providencial, uma propriedade anormal, mas, simplesmente, um estado fisiológico que se apresenta em todos os seres, porém, somente em alguns é que ele está muito desenvolvido. Eis o que os Espíritos têm ensinado sempre. (2)

(1) Essas palavras foram grifadas pelo próprio Crookes no original.
(2) Veja O Livro dos Médiuns, por Allan Kardec.

Essa força psíquica não age somente sobre os objetos inanimados: ela se exerce, muitas vezes, sobre o próprio médium (a levitação de corpos humanos).
 Gabriel Delane
Fonte:
www.guia.heu.nom.br

Força psíquica: http://www.cele.org.br/forca180605.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.