sábado, 8 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A IRREALIDADE DO TEMPO - J.M.E.Mc Taggart



Joao Carlos Holland de Barcellos 

 A Irrealidade do Tempo*
J.M.E. McTaggart (1927)**

[9] 303. Será conveniente iniciar nossa investigação perguntando se alguma coisa que existe pode possuir a característica de estar no tempo. Tentarei provar que não.

Parece altamente paradoxal afirmar que o tempo é irreal, e que todos os enunciados que envolvem sua realidade estão errados. Tal afirmação envolve um afastamento da posição natural da humanidade, que é muito maior do que o envolvido na afirmação da irrealidade do espaço ou da irrealidade da matéria. Pois na experiência de cada homem há uma parte – seu próprio estado, conforme lhe é conhecido por introspecção – que não parece ser nem espacial ou material. Porém, não temos experiência alguma que não pareça ser temporal. Mesmo os nossos juízos de que o tempo é irreal parecem estar eles próprios no tempo.

304. Mesmo assim, em todas as épocas e em todas as partes do mundo, a crença na irrealidade do tempo mostrou-se singularmente persistente. Na filosofia e religião do Ocidente e ainda mais, eu suponho, na filosofia e religião do Oriente – encontramos que a doutrina da irrealidade do tempo ressurge continuamente. Nem a filosofia e nem a religião permanecem
por muito tempo afastadas do misticismo, e quase todos os misticismos negam a realidade do tempo. Na filosofia, o tempo é tratado como irreal por Spinoza, por Kant e por Hegel.

Dentre os pensadores mais modernos, a mesma posição é adotada por Bradley. Tal confluência de opiniões é altamente significativa, e não é menos significativa pelo fato de a doutrina adquirir diferentes formas e ser sustentada por argumentos tão diferentes.

Acredito que nada que exista possa ser temporal, e que portanto o tempo é irreal. Mas creio nisto por razões que não foram colocadas por nenhum dos filósofos mencionados.
*
Trata-se de uma tradução abreviada de MCTAGGART, J.M.E. (1927), “Time”, capítulo XXXIII de sua obra The
Nature of Existence, vol. II, 

Tradução de Osvaldo Pessoa Jr.,
para o curso de Filosofia da Física, USP, 2011.

** Nascido em Londres como John McTaggart Ellis (1866-25), teve mais um sobrenome McTaggart adicionado por motivo de herança. Lecionou Filosofia na Universidade de Cambridge a partir de 1897. Foi um dos principais idealistas britânicos, que seguiram e modificaram a metafísica de Hegel.

2 - 305. Posições no tempo, conforme o tempo nos aparece à primeira vista, são distinguidos de duas maneiras. [Série B:] Cada posição é temporalmente Anterior [mais cedo, Earlier] a algumas e temporalmente Posterior [mais tarde, Later] a algumas das outras posições. Para constituir tal série, exige-se uma relação assimétrica transitiva, [10] e uma coleção de termos tal que, de quaisquer dois deles, ou o primeiro está nesta relação com o segundo, ou o segundo está nesta relação com o primeiro.

Podemos tomar aqui tanto a relação de “mais cedo que” [earlier than ] quanto a relação de “mais tarde que” [later than], ambas as quais, é claro, são transitivas e assimétricas. Se tomarmos a primeira, então os termos têm que ser tais que, de qualquer dois deles, ou o primeiro é anterior ao segundo, ou o segundo é anterior ao primeiro.

Em segundo lugar, [Série A:] cada posição ou é Passado, Presente, ou Futuro. As distinções da primeira classe são permanentes, ao passo que as da segunda não o são. Se em algum momento M for anterior a N, ele sempre será anterior. Mas um evento, que agora é presente, foi futuro e será passado.

306. Dado que as distinções da primeira classe são permanentes, pode-se pensar que elas sejam mais objetivas, e mais essenciais para a natureza do tempo, do que as da segunda classe. Creio, porém, que isso seja um erro, e que a distinção entre passado, presente e futuro é tão essencial para o tempo quanto a distinção entre “mais cedo” e “mais tarde”, apesar de, em um certo sentido, conforme veremos [na p. 30], essa distinção poder ser considerada mais fundamental do que aquela entre “mais cedo” e “mais tarde”. E é porque as distinções entre passado, presente e futuro me parecem mais essenciais para o tempo, que eu considero o tempo irreal.

De forma abreviada, darei o nome de “série A” para a série de posições que vai do passado remoto, passando pelo passado próximo, até o presente, e então do presente, passando pelo futuro próximo, para o futuro longínquo, ou no sentido inverso. Para a série de posições que vai do temporalmente anterior para o temporalmente posterior, ou no sentido inverso, darei o nome de “série B”. O conteúdo de qualquer posição no tempo forma um evento. [...] [11]

307. A primeira pergunta que devemos considerar é se é essencial para a realidade do tempo que seus eventos devam formar tanto uma série A quanto uma série B. Para começar, está claro que, na experiência atual, nós nunca observamos eventos no tempo a não ser que eles formem essas duas séries. Percebemos eventos no tempo como estando presentes, e esses são os únicos eventos que de fato percebemos. E todos os outros eventos que, através da memória ou por inferência, acreditamos serem reais, nós os consideramos como presente, passado ou futuro. Assim, os eventos do tempo, enquanto observados por nós, formam uma série A.

308. No entanto, pode-se dizer que isso é meramente subjetivo. Pode ser que a distinção entre posições do tempo em passado, presente e futuro seja apenas uma ilusão constante de nossas mentes, e que a natureza real do tempo contenha apenas as distinções da série B – a distinção entre “mais cedo” e “mais tarde”. Neste caso, não perceberíamos o tempo como ele realmente é, apesar de podermos talvez pensar nele como ele realmente é. Esta não é uma concepção muito usual, mas ela exige cuidadosa consideração.

Acredito que ela é insustentável porque, conforme disse anteriormente, parece-me que a série A é essencial para a natureza do tempo, e que qualquer dificuldade na maneira de considerar a série A como sendo real é igualmente uma dificuldade na maneira de considerar o tempo
como sendo real.

309. Suponho que seja universalmente admitido que tempo envolve mudança. De fato, na linguagem ordinária, dizemos que algo pode permanecer sem mudar através do tempo.

Mas não poderia haver tempo se nada mudasse. E se alguma coisa muda, então todas as outras 3 coisas mudam com ela. Pois sua mudança deve alterar algumas das relações das outras coisas com ela própria, e portanto deve alterar suas qualidades relacionais. O desmoronamento de [12] um castelo de areia na costa inglesa altera a natureza da Grande Pirâmide.
Portanto, se uma série B sem uma série A pudesse constituir o tempo, a mudança seria possível sem uma série A. Vamos supor que as distinções entre passado, presente e futuro não se aplicassem à realidade. Neste caso, a mudança poderia se aplicar à realidade?

310. Segundo essa suposição, o que é que mudaria? Poderíamos dizer que, num tempo que formou uma série B, mas não uma série A, a mudança consistiria no fato de que o evento deixou de ser um evento, enquanto outro evento passou a ser um evento? Se este fosse o caso, certamente teríamos uma mudança.

Mas isso é impossível. Se N for em algum momento anterior a O e posterior a M, ele sempre será e sempre terá sido anterior a O e posterior a M, já que as relações de anterioridade e posterioridade temporal são permanentes. N portanto sempre estará em uma série B. E como, segundo nossa presente hipótese, uma série B por si só constitui o tempo, N sempre terá uma posição em uma série temporal, e sempre terá tido uma. Ou seja, ele sempre foi um evento, e sempre será um, e não pode passar a ser ou deixar de ser um evento. [...]

E tal mudança também não pode ser encontrada nos diferentes momentos do tempo absoluto, mesmo que tais momentos existam. Pois o mesmo argumento se aplica aqui. Cada momento desses terá seu próprio lugar na série B, já que cada um seria temporalmente anterior ou posterior a cada um dos outros. E, como a série B depende de relações permanentes, nenhum momento poderia deixar de ser, nem poderia se tornar outro momento.
[13]

311. Mudança, portanto, não pode surgir de um evento que deixa de ser um evento, nem de um evento que muda para outro. De que outra maneira ela poderia surgir? Se as características de um evento mudarem, então certamente haveria mudança. Mas quais características de um evento poderiam mudar? Parece-me que há somente uma classe de tais características. E essa classe consiste nas determinações do evento em questão pelos termos da série A.

Tome qualquer evento – a morte da Rainha Anne, por exemplo – e considere quais mudanças podem ocorrer em suas características. Que se trata de uma morte, da morte de Anne Stuart, que ela tem tais causas, que ela tem tais efeitos – cada característica desse tipo nunca se altera. “Antes de as estrelas se virem claras”,1 o evento em questão foi a morte de uma Rainha. No último momento do tempo – se o tempo tem um último momento – ele ainda será a morte de uma Rainha. E em todos os sentidos menos um, ele é igualmente carente de mudança. Mas em um sentido ele muda. Ele fora uma vez um evento no futuro longínquo. Ele se tornou a cada momento um evento no futuro mais próximo. Finalmente ele foi presente.
Depois ele se tornou passado, e sempre permanecerá no passado, apesar de a cada momento ele se tornar cada vez mais passado.

Tais características como essas são as únicas características que podem mudar. E, portanto, se há qualquer mudança, ela deve ser procurada na série A, e somente na série A. Se não houver uma série A real, não há mudança real. A série B, portanto, não é por si só suficiente para constituir o tempo, já que o tempo envolve mudança.

312. A série B, porém, não pode existir senão de maneira temporal, pois as relações de “mais cedo” e “mais tarde”, que são as relações que ligam seus termos, são claramente relações temporais. Segue-se portanto que não pode haver uma série B se não houver uma série A, já que sem uma série A não há tempo. [...]

1 “Before the stars saw one another plain”, alusão ao poema de Rudyard Kipling (1892), “The Answer”, em que o destino de uma flor já estava escrito desde o início dos tempos. (N. do T.)

4[18]325. Passo agora para a segunda parte de minha tarefa. Tendo provado, ao que me parece, que não pode haver tempo [19] sem uma série A, resta provar que uma série A não pode existir, e que portanto o tempo não pode existir. Isso envolveria que o tempo não é real, já que se admite que a única maneira de o tempo poder ser real é existindo.

326. Passado, presente e futuro são características que atribuímos a eventos, e também a momentos do tempo, se estes forem considerados realidades separadas. O que queremos dizer com passado, presente e futuro? Em primeiro lugar, são esses relações ou qualidades?

Parece-me bastante claro que eles não são qualidades, mas relações; apesar de que, é claro, como outras relações, eles gerarão qualidades relacionais em cada um de seus termos. [...]

327. Assim, se qualquer coisa puder ser corretamente chamada de passado, presente ou futuro, deve ser porque ela está em uma relação com alguma outra coisa. E esta outra coisa, com a qual ela está em relação, deve ser algo fora da série temporal. Pois as relações da série A são relações que se alteram, e nenhuma relação que ocorra exclusivamente entre membros da série temporal pode se alterar. Dois eventos estão exatamente nos mesmos lugares na série temporal, relativos um a outro, um milhão de anos antes de sua ocorrência,enquanto cada um deles está ocorrendo, e quando eles estão um milhão de anos no passado.

O mesmo é verdadeiro para a relação dos momentos uns com os outros, se os momentos forem considerados entidades separadas. E o mesmo seria verdadeiro das relações entre eventos e momentos. A relação que se altera deve ser referente a algo que não está na série temporal.
Passado, presente e futuro, portanto, são relações nas quais os eventos se referem a algo fora da série temporal. Essas relações são simples, ou elas podem ser definidas? 

Penso que elas são claramente [20] simples e indefiníveis. Mas, por outro lado, não penso que elas sejam isoladas e independentes. Não me parece que possamos saber, por exemplo, qual é o significado [da relação] de estar no passado [pastness], se não soubermos o significado de estar no presente [presentness] ou de estar no futuro [futurity].

328. Devemos começar com a série A, ao invés de passado, presente e futuro como termos separados. E devemos dizer que uma série é uma série A quando cada um de seus termos tem, com referência a uma entidade X fora da série, uma e apenas uma das três relações indefiníveis, estar no passado, estar no presente e estar no futuro, que são tais que todos os termos que têm a relação de estar no presente de X situam-se entre todos os termos que têm a relação de estar no passado de X, por um lado, e todos os termos que têm a relação de estar no futuro de X, por outro.

Chegamos à conclusão que uma série A depende das relações a um termo fora da série A. Este termo, então, não poderia ele mesmo estar no tempo, mas mesmo assim deve ser tal que diferentes relações com referência a ele determinam que os outros termos daquelas relações sejam passado, presente ou futuro. Encontrar tal termo não seria fácil, mas mesmo assim tal termo precisa ser encontrado, se a série A deve ser real. Mas há uma dificuldade mais positiva no caminho da realidade da série A.

329. Passado, presente e futuro são determinações incompatíveis. Cada evento só pode ser um ou outro, mas nenhum evento pode ser mais do que um. Se eu disser que qualquer evento é passado, isso implica que ele não é nem presente nem futuro, e assim também para os outros. E esta exclusividade é essencial para a mudança, e portanto para o tempo. Pois a única mudança que podemos ter é do futuro para o presente, e do presente para o passado.

As características, portanto, são incompatíveis. Mas todo evento possui todas elas. Se M é passado, ele foi presente e futuro. Se ele é futuro, ele será presente e passado. Se ele é presente, ele foi futuro e será passado. Assim, todas as três características pertencem a cada evento. Como isso é consistente com o serem incompatíveis?

5 [21] 330. Pode parecer que isso possa ser facilmente explicado. De fato, foi impossível enunciar a dificuldade sem quase dar a explicação, já que nossa linguagem tem formas verbais para o passado, presente e futuro, mas não tem nenhuma forma que seja comum às três. 

A resposta diria que nunca é verdade que M seja presente, passado e futuro. Ele é presente, será passado, e foi futuro. Ou ele é passado, e foi futuro e presente, ou novamente é futuro e será presente e passado. As características só são incompatíveis quando são simultâneas, e não há nenhuma contradição com isso no fato de que cada termo ter todos eles sucessivamente.

331. Mas qual o significado de “foi” ou “será”? E qual o significado de “é”, quando ele é usado com um significado temporal, como é o caso aqui, e não apenas para a predicação?

Quando dizemos que X foi Y, estamos afirmando que X é Y em um momento do tempo passado. Quando dizemos que X será Y, estamos afirmando que X é Y em um momento do futuro. Quando dizemos que X é Y (no sentido temporal de “é”), estamos afirmando que X é Y no momento do tempo presente.

Assim, nosso primeiro enunciado sobre M – de que é presente, será passado e foi passado – significa que M é presente em um momento do tempo presente, passado em algum momento do tempo futuro, e futuro em algum momento do tempo passado. Mas todo momento, como todo evento, é tanto passado, quanto presente e quanto futuro. E portanto surge uma semelhante dificuldade. 

Se M é presente, não há um momento do tempo passado em que ele é passado. Mas momentos do tempo futuro, no qual ele é passado, são igualmente momentos do tempo passado, nos quais ele [M] não pode ser passado. Novamente, que M seja futuro e será presente e passado significa que M é futuro em um momento do tempo presente, e presente e passado em diferentes momentos do tempo futuro. Neste caso, ele não pode ser presente ou passado em qualquer momento do tempo passado. Mas todos os momentos do tempo futuro, em que M será presente ou passado, são igualmente momentos do passado.

332. Então novamente encontramos uma contradição, já que os momentos em que M tem qualquer uma das três determinações da série A são também momentos em que ele não pode ter essa determinação. Se tentarmos evitar isso dizendo desses momentos o que dissemos anteriormente do próprio M – de que algum momento, por exemplo, é futuro, e será presente e passado – então “é” e [22] “será” têm o mesmo significado que tiveram antes.

Nosso enunciado, então, significa que o momento em questão é futuro em um momento presente, e será presente e passado em diferentes momentos do tempo futuro. Isso, é claro, é novamente a mesma dificuldade. E assim por diante, indefinidamente.

Tal infinito é vicioso. A atribuição das características de passado, presente e futuro aos termos de qualquer série leva a uma contradição, a não ser que seja especificado que eles as tenham sucessivamente. Isso significa, conforme vimos, que eles as têm em relação a termos especificados como passado, presente e futuro. E estes, novamente, para evitar uma semelhante contradição, [são características em relação a termos que] devem por sua vez ser especificados como passado, presente e futuro. E como isso continua infinitamente, o primeiro conjunto de termos nunca escapa da contradição. [...]

333. A realidade da série A leva então a uma contradição, e deve ser rejeitada. E como vimos que mudança e tempo requerem a série A, a realidade da mudança e do tempo deve ser rejeitada. E também a realidade da série B, já que ela requer tempo. Nada é realmente passado, presente e futuro. Nada é realmente temporalmente anterior [earlier] ou posterior [later] a qualquer outra coisa, ou temporalmente simultâneo. Nada realmente muda.

E nada está realmente no tempo. Sempre que percebemos algo como estando no tempo – que é a única maneira pela qual, em nossa experiência presente, de fato percebemos as coisas – estamos percebendo-o mais ou menos como ele realmente não é. [...]  -- pp. 9-31, e que aparece parcialmente em LOUX,
E no texto indicado abaixo, McTaggart tenta mostrar que o tempo não existe, em seu artigo chamado "A irrealidade do tempo".

http://www.fflch.usp.br/df/opessoa/McTaggart-com-HQ-1.pdf

Estes artigos são do curso de filosofia da física do professor Osvaldo Pessoa Jr.
http://www.fflch.usp.br/df/opessoa/McTaggart-com-HQ-1.pdf

Extraido de : http://stoa.usp.br/cienciacultura/weblog/98244.html

Fonte:
Joao Carlos Holland de Barcellos
De: Joao Carlos Holland de Barcellos <jocaxx@gmail.com>Assunto: [Genismo] A Irrealidade do Tempo
Para: Genismo@yahoogroups.com
Data: Terça-feira, 4 de Outubro de 2011, 16:42
Sejam felizes todos os seres Vivam em paz todos os seres
Sejam abençoados todos os seres

Carl Jung - A Life of Dreams Part 1 of 5



Enviado por em 29/07/2010

A three-part series of films produced by PBS, on the life and works of the great thinker and psychiatrist Carl Gustav Jung. Part one provides an overview of the major contributions made by Jung in his long career. Born on July 26, 1875, in Switzerland, Jung became interested in psychiatry during his medical studies.

He saw that the minds of mentally deranged persons had similar contents, much of which he recognized from his own interior life, described in his autobiography Memories, Dreams, Reflections. His lifelong quest to understand the workings of the psyche led him to develop the analytical method of psychiatry.

He proceeded by looking at the role in his patients' lives of what he termed the personal and collective unconscious, as expressed through dreams, myths, and outer events. With film clips, photographs, and interviews with some of his colleagues, as well as with Jung himself, the story of one of the most important figures of the 20th century is told.

Inheritance of Dreams looks at the collective myths that are shared by different cultures and races throughout the world. Jung saw these as evidence of an underlying unifying principle in the human psyche, which he termed archetypes. These archetypes are present in the collective unconscious and express themselves to the individual in dreams and synchronistic events.

The film surveys some of the archetypal symbolism in world myths. Jungian analyst John Beebe uses the science fiction film Star Wars to illustrate the presence of the ancient myths in today's symbolic expressions. There is rare footage of Jung's travels to Africa, England, and New Mexico, in search of archetypal motifs.

The third episode examines some interesting archetypal images expressed in modern imagery. The film takes the viewer through a diverse range of sources, from Alcoholics Anonymous and science fiction films, to modern architecture and the stock market.

There are interviews with Jungian analysts including Aniela Jaffe, Jane Wheelwright, James Hillman, and Adolf Guggenbuhl-Craig. Dr. Harry Wilmer shares his work with the dreams and "healing nightmares" of Vietnam veterans. New Age philosophy and Alfred Hitchcock's film Notorious are discussed as they relate to Jungian psychology.

Carl Jung - Matter of Heart Part 1 of 10



Enviado por em 28/07/2010

The psyche is the greatest of all cosmic wonders and the "sine qua non" of the world as an object. It is in the highest degree odd that Western man, with but very few -- and ever fewer -- exceptions, apparently pays so little regard to this fact. Swamped by the knowledge of external objects, the subject of all knowledge has been temporarily eclipsed to the point of seeming nonexistence.

Matter of Heart is a compelling portrait of Carl Gustav Jung, whose extraordinary genius and humanity reached far beyond the sometimes exclusive realm of psychiatry into redefining the essential nature of who we are and what we hope to become.

More than a linear biography, the film presents a fuller perspective on this humanist, healer, friend, and mentor, through the skillful interweaving of rare home movies, valuable archival footage, and a wealth of interviews with such notables as Sir Laurens van der Post, Marie-Louise von Franz, and Joseph Henderson, M.D

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Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.Sejam abençoados todos os seres.

The World Within: C.G. Jung In His Own Words Part 3 of 6

An exploration of Carl Jung's concepts of the unconscious and its relation to dreams, via interviews and glimpses into his Red Book, the diary he kept of his dreams, and the paintings he made of those images and fantasies.


Enviado por em 10/07/2010

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The World Within: C.G. Jung In His Own Words Part 2 of 6



Enviado por em 10/07/2010
An exploration of Carl Jung's concepts of the unconscious and its relation to dreams, via interviews and glimpses into his Red Book, the diary he kept of his dreams, and the paintings he made of those images and fantasies.


Enviado por em 10/07/2010
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The World Within: C.G. Jung In His Own Words Part 2 of 6


An exploration of Carl Jung's concepts of the unconscious and its relation to dreams, via interviews and glimpses into his Red Book, the diary he kept of his dreams, and the paintings he made of those images and fantasies.

Fontes:

-- Enviado por em 10/07/2010

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