terça-feira, 30 de agosto de 2011

PROJETO CIENTIFÍCO - SISTEMA INTEGRAL PLANETÁRIO


Projeto Científico do Sistema Integral Planetário
Uma Contribuição
para a Mudança Mundial em 2012
Imagem
Dr. Jose A. Arguelles, 
Diretor do Instituto de Pesquisa Galáctica, 
Fundação para a Lei do Tempo, 
Membro Honorário do Clube de Budapeste. 


“O movimento ‘Planeta do Povo – a Nova Humanidade’ une em um campo espiritual e ético todos os cidadãos que vivem em nosso mundo, e que reconhecem a importância de mudarmos juntos, estando cientes de que o Mundo é uma nave cósmica que leva em sua cabine toda a Humanidade – compreendendo assim que aqueles que a regem devem ser pessoas que não só sejam bem-educadas, mas também pessoas com altos valores espirituais, capazes de tomar a responsabilidade sobre as gerações futuras. A construção de tal nave e sua administração deve ser concluída dentro de um campo científico totalmente noosférico - como se a pessoa estivesse construindo um satélite para ser enviado ao espaço”.
Liubov Gordina, Iniciativa Estratégica Global da Sociedade Civil Mundial,: Constituição Noosférica Ético-ecológica para a Humanidade" (2009)

Projeto Científico 
do Sistema Integral Planetário 
- Sobrevivência global e o Caminho de Unificação.

A recente Conferência de Copenhague, das Nações Unidas, sobre o aquecimento global (8 à 18 de dezembro de 2009) foi um fracasso quanto ao desejo humano coletivo de agir decisivamente diante de uma crise que ameaça à vida. Isto aconteceu porque as lideranças mundiais presentes representavam diversos níveis de competição ou conflitos de interesses, que não podiam ser solucionados. Nenhuma liderança na conferência de Copenhague parecia compreender a Terra como um sistema integral, nem era capaz de falar a seu favor acima de todo o interesse próprio, pessoal ou coletivo.

O fato é que, a menos que haja uma liderança mundial comprometida com sua decisão, processando os princípios do projeto científico do sistema integral planetário, a espécie humana perderá o seu futuro.

Agora, faltam apenas três anos para se encontrar tal liderança, que adote e implante estes princípios. Mesmo se tal liderança não puder ser unida, não será de modo algum necessário articular os princípios de uma compreensão da Terra como um só sistema unificado. Os princípios elementares de um pós ou meta pensamento nacionalista – o projeto científico do sistema integral planetário - deve ser definido levando em conta a transição geológica da biosfera para a noosfera, e do inexorável caminho da evolução cósmica, que está muito além dos estados de unificação consciente.

Projeto Científico 
do Sistema Integral Planetário:
Premissas

A Terra é um sistema integral que consiste em várias esferas interativas e interdependentes. A dinâmica de operação que governa a maioria destas esferas - da litosfera à magnetosfera - não reconhece limites políticos. A soma, de todo o sistema de operações que faz da Terra o que ela é, possui uma integridade na qual todos os subsistemas contribuem e apóiam um ao outro. Os pássaros no vento, e os golfinhos no oceano não exigem passaportes para passar de uma bio-região à outra. A arbitrariedade de muitas fronteiras nacionais não só contradiz a lei natural, mas favorece a um número de convenções debilitantes que piora a atual crise global. Da perspectiva da Terra, o nacionalismo e suas fronteiras não são científicos nem estão de acordo com a ordem terrestre atual.

O Projeto Científico do Sistema Integral Planetário é baseado em princípios científicos que reconhecem o planeta e todos os seus subsistemas como um todo integrado. Até a espécie humana aceita o simples fato de que é uma parte integrante de todo um sistema muito maior, que soma suas partes e abandona suas convicções egoístas e tribal/nacionalistas de territorialidade pessoal e coletiva, que enfrenta certa catástrofe.

Em defesa da perspectiva sem fronteiras, um resultado a mais na avaliação do sistema integral é que a inteligência é um fenômeno planetário e não propriedade de algum ser humano, individual ou coletiva. O campo eletromagnético da Terra é o meio e o condutor de inteligência, em escala planetária, não obstante incluído está o mecanismo operacional da noosfera, o banco psi.

Projeto Científico 
do Sistema Integral Planetário: 
Definição.

A ciência interdisciplinar, do projeto do sistema integral planetário, é condição na percepção da Terra como uma existência, evolvendo o sistema integral, consistindo em seis subsistemas principais, mutuamente interativos e interdependentes:

1. Litosfera (geosfera) – vai do núcleo de cristal-magma de ferro e as várias camadas, até e incluindo as placas tectônicas e massas de terra de sustento de vida. Originalmente havia apenas uma massa de terra - Pangaia - que lentamente se separou e se tornou os continentes que nós conhecemos hoje.

2. A hidrosfera
– é o oceano unificado como também os sistemas de lagos e rios - há na verdade só um oceano e todas as moléculas de água são o mesmo H20. Toda a água está dividida, ou em água salgada ou em água fresca.

3. A Atmosfera – os dinâmicos sistemas e correntes de propagação de ar que determinam e controlam os padrões de tempo, incluindo a troposfera, estratosfera e mesosfera incluindo a ionosfera, o "regulador termostático” do tempo; unidos com a hidrosfera conduzem o ciclo de água.

4. Biosfera – cerca de doze milhas de espessura, a esfera de vida, como um fenômeno unitário estendida uniformemente ao redor do globo, unifica a litosfera, hidrosfera e atmosfera, e representa a vitalização da matéria, incluindo os ciclos e sistemas inorgânicos que dão suporte. Todas as vidas formam um único sistema unitário governado pelo mesmo DNA. O ser humano e sua civilização global, a tecnosfera, é um subconjunto deste sistema.

5. A magnetosfera - os campos magnéticos da Terra que se estendem para fora de seus dois pólos magnéticos, incluem a ionosfera, os dois cinturões de radiação e a cauda e invólucro plasmático que se estende por 40.000 milhas no espaço interplanetário. É governado pelo ciclo de manchas solares e é a ligação entre a inteligência humana e a cosmosfera - o meio expansivo do espaço universal ou akasha.

6. A noosfera
- a camada do pensamento planetário - em grande parte, a operação da mais recente camada biológica da biosfera, o humano, a noosfera inclui um humano preliminarmente consciente e uma fase conclusiva supra-consciente e super-humana. A formação consciente da noosfera envolve um meio termo artificial, a tecnosfera, resultado do revestimento de informação conhecido como a cibersfera, ou noosfera virtual. É governado por um armazenamento de informação e sistema de recuperação chamado, banco psi, situado entre os dois cinturões de radiação. Da mesma forma que a vida é um fenômeno biológico unitário, assim, a noosfera é um fenômeno unitário de inteligência - um campo semântico de consciência universal.

Os seis sistemas principais definem uma trajetória evolutiva, da condensação mineral inerte para a expansão líquida, para a gasosa, para ciclos atmosféricos oxigenados que são ativados de forma térmica e eletrodinâmica, para a vitalização da matéria (sistemas biológicos), e, finalmente, para o ponto no qual a matéria sustenta a consciência como um fenômeno planetário - a noosfera.

Enquanto o projeto científico do sistema integral planetário está envolvido, no geral, com a interação de todos os sistemas entre si, seu foco específico é o papel transitivo representado pelo ser humano no que se refere à transição biosfera-noosfera.

A hipótese da transição biosfera-noosfera define o momento atual como o ápice do projeto do processo evolutivo planetário, como está evidente em todos os lugares que o elemento pensante atingiu um estado geologicamente impactante, por exemplo, o aquecimento global. De acordo com a hipótese da biosfera-noosfera, este efeito do pensamento humano em todo o sistema planetário é um sinal do começo da próxima maior mudança evolutiva da biosfera para a noosfera.

Enquanto a biosfera como tal ainda existirá obviamente, é a atividade mental do planeta que será o fator dominante nas próximas fases de evolução. A mesma noção de noosfera redefine a consciência como sendo de natureza planetária. Ela também conecta a camada de pensamento planetário com o cinturão de radiação do campo eletromagnético. A ligação atual da noosfera com o bio-organismo humano é através das ondas cerebrais eletromagnéticas e do campo bio-magnético (aura).

Em 1944, V. I. Vernadsky escreveu, "Os estadistas deveriam estar cientes do atual processo elementar da transição da Biosfera para a Noosfera. A propriedade fundamental da energia biogeoquímica está claramente revelada no aumento da energia livre da biosfera com tempo geológico, especialmente em relação à transição na noosfera.… Só o homem transgride a ordem estabelecida… transtorna o equilíbrio, entretanto se ele materialmente incapacita o mecanismo de transformação ou meramente o redistribui, nós não podemos, no momento, assegurar".

Sobre o que Vernadsky advertiu há mais de sessenta anos atrás, nós estamos testemunhando agora como uma crise alarmante de proporções potencialmente catastróficas. Enquanto os estadistas e políticos estão lentamente acordando para a realidade do aquecimento global, o fracasso da Conferência de Copenhague sobre o aquecimento global demonstrou que é necessário um processo de educação muito maior, para entender que a mudança climática e a crise da civilização são ambas, aspectos de um evento muito maior – a transição biosfera-noosfera.

O fato é que nós chegamos ao momento em que é necessário reestruturar a sociedade humana para que ela possa ser reintegrada ao planeta como um organismo vivo. A atual civilização humana tem suas raízes em modos de pensamento e comportamento que antecede o conhecimento e a experiência do planeta como um sistema integral que gira em seu eixo em uma órbita precisa ao redor do sol - na realidade a estrela local. Esta percepção deveria ser o ponto inicial de toda a política que considera nossa vida neste planeta. Se nós sobrevivermos, temos que entender o que significa ser dirigente ou guardiãs de um planeta como um sistema integral.

Todo o planejamento político deveria ser baseado na consideração da interação das várias esferas e sistemas da Terra levando em conta a transição para a noosfera. As Nações Unidas, como uma organização compreensiva, deveria estar centrada em um referendo para a administração planetária, nesse campo. E se não podem fazer isto, deveriam procurar por aqueles que são capazes de pensar e agir de forma desinteressada em nome do planeta como um sistema integral, e deste grupo criar um Conselho Administrativo do Sistema Integral Planetário. Devem estar rapidamente, envolvidos com uma definição e sistema de administração planetário ou global que seja baseada na compreensão do projeto científico do sistema integral planetário.

O Projeto simplesmente pretende
estabelecer políticas administrativas aplicáveis,
baseadas no modelo do sistema integral planetário. 

Isto, é claro que, significa destituir os sistemas políticos próximos, e encontrar meios muito mais coerentes de organizar normas sociais que estejam mais de acordo com as ordens bio-regionais.

Documentos como a Carta da Terra,www.earthcharterinaction.org/content/pages/Read-o-Charter.htm), ou a Noo-constituição da Assembléia Mundial Ecológica Espiritual da Noosfera,www.basicincome.org/bien/pdf/dublin08/1eimichelebillorenooconsitution.doc existem para facilitar a formação de um Conselho Administrativo do Sistema Integral Planetário, enquanto que iniciativas, como o Clube de Budapeste da Mudança Mundial de 2012, (www.worldshiftnetwork.org) já foram empreendidas e podem ser consultadas e utilizadas no desenvolvimento de uma nova orientação e programa para estabelecer políticas de interesse global mais do que corporativo ou nacionalista.

Nós devemos compreender como o nosso aparato integral, biológico e pensante está intimamente conectado com a Terra, a litosfera - água, a hidrosfera - ar, a atmosfera - toda a vida, a biosfera - e como nosso pensamento está conectado à magnetosfera e o mais importante, como nossa inteligência e consciência estão unificadas na noosfera. Porém, também é evidente que não é possível alcançar tal reestruturação de acordo com estes princípios até que a atual ordem mundial seja dramaticamente transformada.

Dado o fracasso da Conferência de Copenhague isto só demonstra mais uma grave crise, de natureza global, que nos trará ao ponto de nos tornarmos abnegados e racionais, como estamos agindo em relação ao negócio de cuidar de nossa nave do tempo cósmico, porque nós não só estamos orbitando no espaço como também evoluindo no tempo. Com a antecipação de tal momento catastrófico, seria sábio acontecer um Conselho Administrativo do Sistema Integral Planetário.

Deste ponto de vista, mais uma premissa deve ser expressa, e isso é a iminente inevitabilidade da mudança para a noosfera. Isto parece ser o significado atual da controversa data de 21-12-2012.

Em vez de pensar que esta premissa é futurista ou absurda, é melhor estar preparado para determinar o índice atual de aceleração de fatores críticos como o derretimento das geleiras, pois não haverá, realmente, nada a ser dito quando o momento catastrófico acontecer, a não ser, a proposta para um conselho administrativo global baseado nos princípios de um Projeto Científico do Sistema Integral Planetário.

A criação de tal conselho 
e políticas subseqüentes para a reestruturação 
da sociedade humana deve ser construída
em torno de uma compreensão clara 
sobre a noosfera.

Em relação à transição biosfera-noosfera, nós temos que enfatizar, novamente, que o campo eletromagnético da Terra - magnetosfera - é um meio e condutor de inteligência, planetário e extra-terrestre. Isto é devido ao aspecto de ativação e unificação do campo eletromagnético, que mantém o sistema planetário, em geral, em uma condição de equilíbrio dinâmico e cósmico, em relação ao sol, o sistema solar e o cosmos. Nós estamos, agora, à beira de nos tornarmos cidadãos planetários operando em um campo de inteligência cósmica.
Conselho Administrativo 
do Sistema Integral Planetário 
e o Contexto para Mudanças 
de Política do Clima Global

Desde que a capacidade humana para se alterar e a seu ambiente reside em seus processos de pensamento criativos, científicos, nós demos compreender que o pensamento humano de si mesmo, se tornou uma força geológica, reformando a dinâmica que governa a Terra como um sistema integral. Este feito deve ser o ponto de partida de nosso "crescimento" como espécie e a visualização de uma resposta à crise global que, enquanto se baseia em uma avaliação dos recursos locais/nacionais/bioregionais, e estruturas econômicas, faz isto dentro de uma compreensão, especificamente objetiva, do sistema integral.
Para facilitar a criação 
do Conselho Administrativo 
do Sistema Integral Planetário, 
nós precisamos definir as condições,
assim como também o contexto para mudanças 
de política do clima global.

O projeto científico do sistema integral planetário é apresentado sistematicamente de forma que defina as condições do sistema integral, somente para criar uma estrutura mais ampla para se entender a mudança no clima global, e aumentar o potencial para uma visualização clara do tipo de política que deve ser criativamente traçada, com respeito à crise.

Em primeiro lugar 
nós devemos compreender
o atual fenômeno do evento iniciador do processo:
A origem do sistema integral da biosfera,
e a premissa fundamental e origem 
da mudança geoquímica
– a transição biosfera-noosfera.

Na abordagem do sistema integral você não pode explicar um fenômeno sem definir ou descrever, também, seu meio. A vida não pode ser definida separada dos processos geoquímicos do ambiente no qual floresce. Esta totalidade de vida e sua rede de relações dentro de ciclos e sistemas inorgânicos, que sustentam a vida, constitui a biosfera. Além disso, quando falamos de vida, falamos em um sentido mais geral como matéria viva. A evolução da matéria viva tem seu clímax no aparecimento da espécie humana na qual duas qualidades são supremas: Amplamente planetário através de uma adaptabilidade superior para praticamente qualquer clima - e inteligência, o elemento pensante que, se transformou na tecnologia, e reordena o ambiente.

Em geoquímica, a tarefa inicial é o estudo dos sistemas de equilíbrio que resultam das migrações de elemento (substância química). Estes sistemas sempre podem ser expressos em termos de mecânica, e na forma de sistemas dinâmicos e estáticos, estes, de equilíbrio atômico. As leis de equilíbrio dos sistemas homogêneos e não-homogêneos de qualquer tipo de corpo envolvem toda a geoquímica. (Vernadsky, Geoquímica, p.54)

É importante compreender
o grau no qual o organismo humano perturbou
o equilíbrio geoquímico planetário. 

Particularmente nos últimos 260 anos, com a aceleração do fenômeno da industrialização, como também o impacto do pensamento humano - formulado como as leis da ciência e tecnologia – transformaram radicalmente o ambiente e provocaram a crise global de mudança climática.

A industrialização é um elemento novo na biosfera que intensifica bastante a migração de elementos químicos como o gás carbônico - enquanto que perturba o equilíbrio de sistemas homogêneos e não-homogêneos. A soma, do efeito do pensamento humano e sua extensão no sistema integral da Terra está a ponto de provocar uma era geológica completamente nova - a noosfera.

Afetando as mudanças a tal proporção, que temos que ampliar a compreensão do papel do pensamento humano como um campo semântico de consciência universal que, tem operado no inconsciente coletivo, e que está agora emergindo para a superfície como o consciente coletivo - a noosfera - o pensamento ou a camada mental do planeta. Tendo o efeito de ser uma força geológica, embora até aqui sem levar em consideração o sistema integral do qual é uma função - o elemento pensante agora vem a ser a força principal, que está precipitando uma nova fase na evolução da vida. Nesta nova fase, o elemento pensante se tornou lógica e racionalmente alinhado a seu propósito elevado do sistema integral, resultando em uma conseqüente reordenação da sociedade humana, conhecida como a noosfera.

O período anterior a obtenção da noosfera referente à transição biosfera-noosfera, é caracterizado por dois fatores:

1. A crise da biosfera devido ao desequilíbrio geoquímico ou biogeoquímico resultante do efeito do pensamento e civilização humana no ambiente - ou como Al Gore coloca, "Nós estamos testemunhando uma colisão entre a civilização e a Terra".

2. O desenvolvimento de uma rede mundial virtualmente instantânea, sempre acelerando a comunicação de informação tecnológica - a cibersfera. Laptops, Internet, celular, rede social, vídeo e televisão, etc. cria um efeito psíquico e social análogo ao aumento exponencial do gás carbônico acelerado introduzido na atmosfera. Tanto com a mudança climática global como com a tecnologia de comunicação: Nós estamos testemunhando uma implosão social onde nós não somos mais capazes de se manter com isso, muito menos avaliar os efeitos de cada inovação tecnológica, nova, em nossa psique e vida social que já estão girando descontroladamente.

O efeito da soma destes dois fatores de aceleração precipita a crise global. A inabilidade do humano para fazer qualquer coisa a respeito da mudança climática é mais ou menos sintoma da exteriorização da inabilidade humana para controlar o caos de sua própria vida interna e social que se manifesta mais no aumento da violência, como é o caso do terrorismo, da guerra e da insegurança social, no geral.

Desta forma, nós podemos ver como, 
dentro da biosfera e seus processos geoquímicos,
o elemento humano provocou 
uma crise tão grande, tanto externa a si mesmo 
quanto dentro de sua própria psique e ordem social,
que é difícil compreender toda a sua natureza,
muito menos suas conseqüências.

Conclusão: 
Cultura planetária e Ordem Sagrada.

Na análise do sistema integral, os dois fatores que provocam a crise global são inseparáveis. Você não pode lidar com o assunto da mudança climática global como se fosse um futebol político separado do processo degenerativo da ordem social humana, que sustenta a filosofia consumista e sua divisão injusta do mundo em nação rica e nação pobre. Ambos os aspectos da crise estão totalmente intrincados na tecnologia de lucro. Isto é precisamente o porquê de uma análise do sistema integral ser necessária na criação de um Conselho Administrativo do Sistema Integral Planetário.

Tal Conselho teria, em primeiro lugar, que criar uma análise compreensiva que integrasse as causas da deterioração ambiental com os fatores sociais específicos e mecanismos da sociedade planetária humana dominante. Simultaneamente teria que prover uma análise social igualmente compreensiva com recomendações concretas para uma ampla reforma da espécie que diminuiria as causas da mudança climática, enquanto que ao mesmo tempo eliminaria as desigualdades e injustiças dentro da sociedade humana que contribui ou agrava toda a crise global.

Fazendo estas avaliações, deve se ter em mente que é a espécie humana, unicamente, que é responsável pela violação e saque do ambiente como também práticas de violência de todo tipo contra si mesmo. Em outras palavras, a espécie humana está gerando uma imensa corrupção da Terra tanto quanto de sua própria alma. Qual é o centro do mal-estar ou a causa desta condição infeliz?

Olhando mais profundamente para o assunto nós não podemos escapar a convicção de que há uma moral subjacente ou até mesmo assunto teológico tão grande que parece quase impossível fazer uma abertura entre a desordem moral humana e a correção de seu curso, a tempo de impedir certa catástrofe. Sim, a causa originária da crise global é uma moral desconectada da psique humana, da alma humana. Onde uma vez o mundo foi enquadrado em uma visão de ordem sagrada, agora entra, cada vez mais, no mais profano caos. No entanto, a alternativa heróica de tentar lidar com a crise acima e além do impasse político, se faz urgente que vejamos, a nosso modo, uma solução no Projeto do Sistema Integral Planetário.

Uma solução e visão do sistema integral para uma nova realidade de futuro alternativo também precisam ser articuladas. Tal visão e solução devem ser definidas, voltando-se em primeiro lugar, para a desconexão moral-espiritual na psique humana que permitiu a crise evoluir no momento iminentemente catastrófico, em que nos encontramos agora.

A menos que possamos identificar
esse ponto de desconexão e integrarmos 
a parte perdida de nós mesmos, 
dentro de uma visão do que nós
ainda poderíamos nos tornar, 
nunca teremos sucesso 
na busca de uma solução.

Da perspectiva do projeto do sistema integral, a espécie humana é a única entidade, uma membrana planetária expressando uma inteligência cósmica superior. A organização da espécie humana como uma grande confusão através do ciclo histórico resultou em uma desorganização em massa, que enfatiza competições egoístas, e, através da rede social, uma exaltação em massa, do ego. Neste ambiente mental é praticamente impossível pensar globalmente e muito menos compreender que nós, na verdade, somos organismos planetários. Despir a espécie humana das inaptidões limitantes de nacionalismo e materialismo é a tarefa de super-heróis super-conscientes. Não nos deixe vacilar em fazer o esforço.

Primeiro, deixe afirmar que nós não somos meramente homo-economicus materialista, nós somos seres que também vivemos em uma dimensão espiritual. Na realidade, é a dimensão espiritual e inteligência espiritual que nos reservam como espécie cósmica.

A dimensão espiritual é universal.

Ela segue ao longo do universo como uma camada da mente universal. A dimensão espiritual também define a realidade como uma ordem sagrada, um reino completamente revestido de poder ou energia espiritual. A verdadeira espiritualidade não separa a vida cotidiana, das verdades exaltadas da revelação divina. Na verdadeira espiritualidade tudo é sagrado.

O mundo profano do século 21 procura separar religião e espiritualidade da realidade cotidiana, política e científica, e está essencialmente desatento da dimensão espiritual. É por isso que hoje em dia o mundo está em tal dificuldade, por nem mesmo admiti que a desconexão com a dimensão espiritual e sua visão inerentemente sagrada tem alguma coisa a ver com seus problemas. Por que não havia nenhum líder espiritual na Conferência de Copenhague? A mudança climática global tratada somente como um problema político, só aumenta a profanação da ordem mundial.

Quando toda uma tribo Indígena comete suicídio na Amazona, isso é porque eles não têm defesa contra um "inimigo" que desconsidera completamente a dimensão espiritual da realidade. Pelo menos quatro a cinco bilhões de humanos ainda mantém crenças religiosas ou espirituais de algum tipo, e apesar das manchetes que chamam a atenção de alguns elementos fanáticos ou fundamentalistas, o fato é que sem os grandes mestres espirituais, através do ciclo da história humana, trazendo a visão transcendental, de qualquer maneira ou forma, esta humanidade seria não mais do que uma colônia de formigas - mas até mesmo formigas têm mais respeito uma pela outra!

Se não levarmos em conta a visão espiritual como um aspecto fundamental de nossa natureza e então uma base de nosso processo para tomar decisões, nós falharemos em nossa responsabilidade como humanos planetários totais. Decisões políticas são decisões sem espiritualidade e não é nenhuma surpresa que a Conferência de Copenhague tenha falhado. Na realidade o colapso de Copenhague foi o fracasso final da civilização tecnológica global - e o toque-fúnebre do homem histórico.

Criando a visão de um futuro no qual o humano não só é reintegrado ao meio-ambiente como também na dimensão espiritual da realidade universal, deve ser levado em conta um outro elemento politicamente desconsiderado e isso é a dimensão da arte. Através do aborígine e muito da sociedade histórica, a arte sempre esteve aliada à espiritualidade como a voz expressiva do espírito se movendo através da humanidade.

Pela verdadeira arte espiritual
eram capazes de estabelecer uma visão do humano 
como um componente integrante 
de uma visão cósmica sagrada.

A espiritualidade e a arte 
devem ser as bases de uma visão nova 
de cultura planetária. 

A economia deve acontecer 
como sendo o serviço do bem-estar 
espiritual e criativo do ser humano.

Nós não estamos falando sobre uma promoção ou uma consolidação da arte para tornar uma comunidade melhor, muito disto também é preciso, mas, de uma mudança fundamental de valores, onde a arte tenha maior prioridade do que a economia. Nós estamos falando sobre uma mudança de filosofia, do tempo é dinheiro - a coluna vertebral do homo-economicus - para o tempo é arte. Isto também insinua uma mudança do tempo mecânico artificial que agora domina tudo na vida, para retornar a viver de acordo com os ciclos naturais do tempo universal, o tempo através do qual tudo no universo está sincronizado em uma grande harmonia, a música das esferas.

Quando tal mudança de valores ocorrer - auxiliada pela mudança contida em um dispositivo de programação diário de um calendário irregular de 12 meses para um harmônico e até mesmo preciso, de treze meses de 28 dias - então nossas prioridades de vida também mudarão. Levando em conta o dano infligido ao meio-ambiente durante os últimos dois séculos, nós poderíamos visualizar um casamento da arte, meio-ambiente e uma nova espiritualidade, que criam a visão da Terra transformada em uma grande obra de arte. A sociedade seria organizada adequadamente e a grande tela da imaginação humana, restringida por muito tempo à escravidão do dinheiro e trabalhos sem valor espiritual, se tornaria a obra-prima planetária coletiva, de incontáveis indivíduos, agora trabalhando em harmonia para criar a maior obra de arte que já foi vista – a Terra por si mesma, a jóia fulgurante do sistema solar!!

Estas preocupações e propostas são significativas e devem ser colocadas na mesa de um Conselho Administrativo do Sistema Integral Planetário e prover a matriz da compreensão para visualizar uma sociedade noosférica. No entanto, a noosfera não deve ser somente planejada e pensada – o que é necessário é preparar a humanidade para uma grande mudança e provar que essa humanidade é realmente capaz de pensar desta forma - mas que ela pode se manifestar através de alguma mudança sem precedente ou inimaginável, na consciência, o que Sri Aurobindo descreveu como uma transmissão supra-mental.
A História
está repleta de exemplos 
de transmissões de conhecimento -  

revelações, se você desejar - que freqüentemente levam a forma de textos sagrados - o Bhagavad Gita, o Torah, o Alcorão – para citar alguns dos mais notáveis. Porém, queremos lhes explicar que tais textos têm sua origem em um reino além da consciência comum, uma dimensão superior. Tais revelações não se restringem somente à dimensão espiritual. Convenções comuns como o fogo ou a roda - como estes ocorreram? Sem mencionar as inovações científicas, como a teoria da relatividade, sobre a qual Einstein disse não haver nenhum modo lógico para estas descobertas, apenas o modo intuitivo.

Finalmente, há as grandes mudanças ou mutações na história ou até mesmo evolução como a origem da linguagem, o conceito de enterrar, ou até mesmo o aparecimento da arte expressiva, sem mencionar as mudanças na agricultura, ou até mesmo a revolução industrial. Tais mudanças envolvem algum tipo de mudança de consciência. Até mesmo noções como no filme zeitgeist - um espírito do tempo - insinua algum tipo de campo de consciência que surge ao mesmo tempo em vários locais. Você não acha que há algum fator governante maior, que organiza as grandes mudanças em nossa evolução, especialmente pertencendo a nossa consciência, algum tipo de super-mente ou noosfera?


"A transição da mente
para a super-mente não é só o substituto 
de um instrumento de pensamento 
e conhecimento maior, mas uma mudança 
e conversão da consciência integral". 
(Sri Aurobindo, A Síntese da Ioga p.795).

Nós também podemos visualizar então o aparecimento da Noosfera como uma transmissão de uma consciência mais elevada e maior - uma transmissão supra-mental - longamente antecipada através de vários fatores em nosso processo histórico durante os últimos cinco mil anos. Mas a mudança para a noosfera será um fenômeno planetário consciente, ao contrário de qualquer outro horizonte de evento planetário. Fixará a fase para uma seqüência em nossa evolução, distinta do ciclo da história, como o aumento da vida urbana foi distinto da vida nas cavernas.

Com o advento da Noosfera nós encontramos uma integração de inteligências - um campo semântico de consciência universal – que é de natureza coletiva e telepática e no qual há uma integração global da arte e espiritualidade como um modo de consciência superior. Tais mudanças nós podemos antecipar ou predizer, mas nós realmente não podemos saber qualitativamente o que elas serão, porque nós estamos lidando, totalmente, com outro estado de consciência, diferente da consciência competitiva individualizada que domina a idade da cibersfera.

Lidando com o potencial da noosfera como uma transmissão supra-mental, nós estamos falando também sobre a liberação do espírito e imaginação humana acompanhada por um reflexo comumente percebido, sabendo que nossa espécie é um organismo planetário que opera dentro de um sistema planetário integral. Deste modo, nós podemos estar preparados para se comunicar, pelo menos com outras inteligências superiores que penetram o cosmos com seus dez bilhões de galáxias, cada uma com seus dez bilhões de estrelas e sistemas estrelares.

Nós devemos isto a nós mesmos, como uma espécie, neste momento de última crise para elevar a tal visão. Anote onde nós estamos no jogo final do processo histórico, analisando o fracasso da civilização, considerando a inabilidade de perceber e tomar decisões baseadas em um projeto científico do sistema integral planetário, nós temos que repensar o nosso papel e se colocar na natureza, e preparar nossa consciência para o advento da noosfera.

Não há nenhum outro tempo 
  • movimento mundial pela paz
                                             
Fonte:
CONTEMPLE
http://www.sincronariodapaz.org/?opcao=integra&codigo=7 - 
10/01/2011
www.lawoftime.org, www.noosphereforum.org,
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

A RETOMADA DA EVOLUÇÃO - Teilhard de Chardin



A Retomada da Evolução

 
 
No capítulo sobre a formação da Noosfera, do Grupo Zoológico Humano, Teilhard procura nos convencer de que o Homem entrou agora no período da "Retomada da Evolução e Neo-cerebralização" e que a Humanidade está evoluindo «Em direção a mais cérebro» (GZH,  pp.148-150):
 
"Desse modo, no interior da Noosfera em vias de compressão, uma nova corrente se desenharia, especialmente central e direta : a cerebralização (efeito superior e parâmetro da curvatura cósmica), fechando-se sobre si mesma em um processo de auto-acabamento ; uma auto-cerebralização da Humanidade, tornando-se a expressão mais concentrada da retomada reflexiva da Evolução.*
 
*Aquí reaparece e se acentua, até tornar-se dominante, a distinção entre soma e phrên, colocada acima,  (GZH,  p. 57) - Com o aparecimento sobre a Terra da 'Socialização de compressão' (onde o fator mais importante não é mais simplesmente a multiplicação dos indivíduos, mas sim sua capacidade ultra-cerebralizante) estabelece-se de fato um novo regime de evolução biológica, no qual os indivíduos, funcionando ainda como elos por seu germen (prolongamento do 'phylético' no Humano, sob forma de fibras hereditárias sempre reconhecíveis, apesar de estarem cada vez mais entrelaçadas), afirmam-se principalmente pelo seu phrên, como elementos constitutivos do 'cérebro noosférico' (órgão da reflexão coletiva humana)."

A Evolução, Teilhard nos afirma, não chegou a seu fim ; ela retoma seu curso, no mesmo processo de curvatura sobre si mesma, mas desta vez como uma Evolução consciente de si mesma, originando uma nova etapa da Noogênese, que não cessou depois da criação da Noosfera. Muito pelo contrário, através da super-população da Terra, a Noogênese está progredindo, debaixo de nossos olhos cegos, de salto em salto, em direção ao futuro.
 
Então, como reconhecer esse progresso, esta nova etapa da Noogênese ? Haverá esperança de uma verdadeira consciência planetária no terceiro milênio ? Ousaremos esperar uma era onde a matéria será posta a serviço do Espírito, ao inverso do que acontece hoje ? Se a resposta é sim, como se efetuará essa mudança ?

Segundo Teilhard, ssa retomada da Evolução acontece através de mutações sutís, de geração em geração, como um continuum, seguindo o phylum genético, que tem sua origem nas sombras do enorme Passado do Homem. Ela é visível a nossos olhos alertas em pequenas nuances que podem ser observadas de modo notável no espaço de algumas gerações. Vejamos o fenômeno da Prolepse, ou seja, a diferença de altura entre uma dada geração e sua descendência. Nesse caso, a geração F2 é mais alta do que a geração F1. É um fenômeno já estudado pela Ciência há algumas décadas, anteriormente mais disperso, mas atualmente mais frequente. Observado antigamente somente nos povos do Norte da Europa, mas hoje em dia é evidente nos povos do mundo inteiro, sem distinção de raça ou de consangüinidade.
 
Paralelamente a essa mutação, há uma outra diferença no QI das gerações mais jovens, onde se pode obervar facilmente uma sensível diferença a favor das gerações F2. Isso vem provar, lembrando-nos da "Lei de Complexidade-Consciência" que rege a Evolução, tendo em mente o desenvolvimento das estruturas do cérebro, que se trata de um movimento de Cerebralização. É uma complexificação cerebral, tanto física como psíquica : física, levando-se em conta a especialização dos neurônios com o aumento de comprimento das fibras nervosas, necessário para ocupar maior espaço em um corpo físico de altura maior e com um cérebro mais complexo ; e psíquica, em relação ao comportamento do Homem, que, seguindo a lei principal, torna-se mais consciente de si mesmo e agora procura maior Individuação, em uma convegência interior que está em harmonia com a direção evolutiva.
 
Esse movimento de Cerebralização através de mutações psíquicas, como também físicas, prepara a próxima etapa evolutiva, porque, como Teilhard nos explica, "A Evolução é uma transformação primordialmente psíquica" (PH p. 163). Diante dos "limites orgânicos do cérebro," o movimento, no futuro, seria no Espírito da Humanidade  (A Sobrevida, PH IV p. 280) .
 
["... Elevando-se em direção aos maiores complexos, o mesmo elemento 'psíquico,' desde seu primeiro aparecimento nos seres humanos, manifesta, em relação à sua matriz de 'complexidade,' uma tendência ao domínio e à autonomia. Nas origens da vida, poderia parecer ser a sede de organização (F1) que, em cada elemento individual, engendra e dirige seu centro relativo à consciência (F2). Entretanto, subindo mais alto, o equilíbrio se inverte. Sem engano, desde o primeiro "passo individual da reflexão" --- se não antes --- é F2 que começa a se encarregar ('por invenção' ?) do progresso de F1. Depois, subindo mais alto ainda, ... chegando-se no limiar (conjecturado) da reflexão coletiva, encontramos F2 destacando-se aparentemente de sua limitação temporo-espacial para se unir à sede suprema e universal Omega. Depois da emergência, vem a emersão. Nas perspectivas da involução cósmica, não apenas a consciência torna-se co-extensiva ao universo, mas o universo continua em equilíbrio e em consistência, sob a forma de pensamento, em um pólo supremo da interiorização." (Postscriptum, PM  p. 309) ]
Uma questão surge nesse ponto, mas impossível de se provar, tão escondida ela está na duração do Tempo, no próprio começo da hominização, que é a seguinte : Trata-se de um só phylum genético, ou por outro lado, de diversos phyla ? Se fossem diversos phyla, isso explicaria a diferença das raças humanas e o povoamento dispersivo inicial, aparentemente sem lógica, ao acaso, mas logo agrupando-se e estabelecendo-se em zonas demarcadas do planeta.
 
Esta questão deve talvez ter sido levantada e estudada pelos cientistas modernos, que com os avanços da Ciência Moderna, dispõem agora de infinitos recursos para levantar o véu de alguns dos antigos "mistérios".
 
Na opinião de Teilhard, "todos os ramos humanos unem-se geneticamente em baixo da escala, no próprio ponto da reflexão." ((PM p. 188) Em uma nota no rodapé da mesma página, ele acrescenta sua convicção de que a Ciência do Homem poderia pronunciar-se a favor do monophyletismo ( apenas um phylum genético).
 
É esta, em essência, a explicação de um só phylum genético no início. Não é provável que a Ciência possa provar empiricamente a verdade da teoria dos diversos phyla. É pena, pois isso nos deixa no campo perigoso das perguntas sem resposta, que se referem à nova dimensão do Homem e de seu psiquismo.
 
Assim, quando se vai exminar o comportamento do Homem Moderno, é preciso dar-lhe um sentido ; perscrutar sua motivação final ; e não nos perdermos em considerações tão detalhadas de sua estrutura física, tão aperfeiçoada, que vem coroar a Evolução. Mas, para que esse fenômeno humano tenha um sentido, é preciso supor uma outra estrutura dinâmica no Homem, que seria seu Espírito, sua alma, esta não possuindo um "locus" palpável em todas essas ramificações especializadas cerebrais ; mas a qual vai orientar seu comportamento psíquico daquí por diante, em direção a maior desenvolvimento espiritual para a Era da consciência coletiva no futuro.
 
Teilhard tinha a convicção de que "a caminhada da Humanidade, prolongando a de todos os seres vivos, desenvolve-se incontestavelmente no sentido de uma conquista da matéria, posta a serviço do Espírito,... o Pensamento aperfeiçoando artificiosamente o próprio órgão de seu pensamento, a vida retomada para adiante sob o efeito coletivo de sua Reflexão." ( A Sobrevida, PH IV p.250 )*
 
(* Para citações mais detalhadas do último livro do Fenômeno Humano, cf. (A Sobrevida, PH IV) :
Infelizmente, neste fim de milênio, pode-se perguntar se "a caminhada da Humanidade" não se enganou de estrada, pois ela parece caminhar, de preferência, em direção a uma Era onde o Espírito seria colocado a serviço da Matéria.
 
No desespero de encontrar "paz sobre a Terra," sem mesmo pensar na paz dentro de si ; para fugir aos conflitos da Terra ; para se afastar das forças negativas de desintegrção, de repulsão, de materialização, de mecanização, de totalitarismo e de falsas ideologias que destroem a reflexão, o homem pensante de hoje interioriza-se, curvando-se sobre si mesmo em busca de maior Individuação. Ele tende a se isolar e procura "tornar-se mais solitário para Ser mais profundamente." (A Sobrevida, PH IV pp. 237-238) Pelo excesso de sua individualização e de sua luta pela vida, ele se engana, sucumbindo facilmente à sobrevivência do mais apto e ao racismo, ou então ele sonha em fugir dos outros e da Terra, procurando outros planetas ou outras dimensões de existência...
 
 


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Fonte:
http://pteilhard.sites.uol.com.br/2.htm
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

A ASCENSÃO DA LIBERDADE - Pierre Teilhard de Chardin




Voltemo-nos agora para lançar uma olhadela de conjunto para a estrada que acabamos de percorrer.

À nossa volta, de início, nós pensávamos constatar a presença duma Humanidade desagregada e desordenada: a multidão, a massa, - onde não distinguíamos senão talvez a fealdade e a brutalidade.

Procurei, apoiado nas conclusões mais gerais e mais sólidas da ciência, fazer que subísseis acima desta agitação confusa. E, à medida que íamos subindo cada vez mais, eis que a cena, vista de mais alto, se regularizava. Como pétalas dum lótus gigante ao cair da tarde, camadas humanas, de dimensões planetárias, foram-nos aparecendo, fechando-se lentamente sobre si mesmas. E, no coração deste enorme cálice, sob a própria pressão da concentração, descobriu-se um potente foco onde a energia espiritual, gradualmente libertada por um vasto mecanismo totalizador, de seguida concentrado hereditariamente numa espécie de super-cérebro, se transformava pouco a pouco numa visão comum sempre cada vez mais apaixonada. – Neste espectáculo simultaneamente pacificado e intensificado, onde as irregularidades de pormenor, tão desconcertantes à nossa escala individual, se apagam para dar lugar a um largo, tranquilo e irresistível movimento de fundo, - neste espectáculo, dizia, tudo se mantém e tudo se liga com o resto do Universo. Vida e consciência deixam de ser anomalias acidentais na Natureza; mas na Biologia, aparece de repente uma face complementar da Física e da Matéria. Aqui, repito, o Tecido do Mundo que se desagrega irradiando a sua energia elementar; acolá, este mesmo tecido que se reúne irradiando o Pensamento. Algo de fantástico nas duas extremidades. Mas não será necessário um para equilibrar o outro? – Harmonia, pois, em perspectiva. Mas também programa de futuro: pois que, uma vez admitidas estas visões, é um objectivo magnífico, uma linha de marcha precisa, que se apresentam à nossa ação.

Coerência e fecundidade, os dois critérios da verdade. Tudo isto ilusão, - ou realidade?
Tereis que fazer a escolha. Mas aos hesitantes, ou aos que se recusem comprometer-se, direi simplesmente: «Para explicar cientificamente o fenómeno humano, tomado integralmente nos seus desenvolvimentos passados e na marcha do presente, tendes outra coisa ou algo de melhor a propor?»

Tudo isso está muito bem, dir-me-eis. Mas, no sistema que pretendeis tão coerente não faltará precisamente um elemento essencial? No seio do aparelho grandioso que credes ver em marcha, o que é que acontece à pérola do nosso ser, o que sucede com a nossa liberdade?

A liberdade, responderei, mas não vedes então, do ponto em que me coloco, que ela aparece por todos os lados, - e que ela cresce por todos os lados?

Eu sei: por uma espécie de obsessão inata, não conseguimos desembaraçar-nos da ideia de que é ficando o mais isolados possível que nós seremos mais senhores de nós próprios. Ora, não será o contrário que é verdade ? Não o esqueçamos. Em cada um de nós, por estrutura, tudo é elementar, incluindo mesmo a nossa liberdade.

Impossível desde logo continuarmos a libertar-nos sem nos reunirmos e nos associarmos convenientemente. Operação perigosa, certamente, uma vez que, seja misturadas em desordem, seja engrenadas entre si como simples maquinismos, as nossas atividades neutralizam-se ou mesmo mecanizam-se (como experimentamos à saciedade). Mas operação salvífica, também, visto que, unidas centro a centro (ou seja, numa visão ou numa paixão comuns), elas se enriquecem indubitavelmente. Uma equipe, dois amantes... Operada na simpatia, a união não se limita, ela exalta as possibilidades do ser. A uma escala limitada, é o que se experimenta por todos os lados e todos os dias. A uma escala mais vasta, à escada do total, se a lei é inerente à própria estrutura das coisas, por que não haveria ela de valer ainda mais?

Simples questão de intensidade no campo que polariza e atrai. No caso duma união cega ou dum arranjo puramente instrumental, é verdade que o jogo dos grandes números materializa, - mas, no caso duma unanimidade realiza pelo interior, ele personaliza e mesmo, acrescentaria eu agora, infalibiliza as nossas actividades. Uma só liberdade, tomada isoladamente, é fraca, incerta e pode facilmente errar nos seus tateios. Uma totalidade de liberdades, agindo livremente, acaba sempre por encontrar o seu caminho.
E eis por que, incidentemente, sem minimizar o jogo ambíguo da nossa escolha em face do Mundo, eu pude sustentar implicitamente, no decurso desta conferência, que nós avançávamos, livre e inelutavelmente, para a Concentração através da Planetização. Na evolução cósmica, poder-seia dizer, o determinismo aparece nas duas pontas, mas, aqui e lá, sob duas formas antitéticas: em baixo, uma queda no mais provável por defeito, - em cima, uma subida para o improvável por triunfo de liberdade.

Estejamos, pois, seguros. O enorme sistema industrial e social que nos envolve não tende a esmagar-nos, não procura desprover-nos da nossa alma. Não só a energia que emana dele é livre no sentido em que ela representa as potências disponíveis; mas livre é ela ainda porque (tanto no todo como no mais humilde dos elementos), se desprende no sentido dum estado sempre mais espiritualizado. Um pensador como Cournot podia ainda imaginar que o grupo socializado se degrada biologicamente relativamente aos indivíduos que engloba. Não é (vemo-lo atualmente melhor) senão mergulhando no coração da Noosfera que nós poderemos esperar, que poderemos estar seguros, de encontrar, todos juntos, tanto quanto cada um de nós, a plenitude da nossa Humanidade.

(Capítulo de conclusão do artigo de Teilhard de Chardin publicado na Revue des Questions scientifiques, em 1947, intitulado "A formação da noosfera").

Trechos de A MISSA SOBRE O MUNDO, de TEILHARD DE CHARDIN

"Senhor, já que uma vez ainda, não mais nas florestas da França, mas nas estepes da Ásia, não tenho pão, nem vinho, nem altar, eu me elevarei acima dos símbolos até à pura majestade do Real, e vos oferecerei, eu, vosso sacerdote, sobre o altar da terra inteira, o trabalho e o sofrimento do mundo".

"O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro oriente. Mais uma vez, sob a toalha móvel de seus fogos, a superfície viva da Terra desperta, freme, e recomeça seu espantoso trabalho. Colocarei sobre minha patena, meu Deus, a messe esperada desse novo esforço.
Derramarei no meu cálice a seiva de todos os frutos que hoje serão esmagados".

"Meu cálice e minha patena, são as profundezas de uma alma largamente aberta a todas as forças que, em um instante, vão elevar-se de todos os pontos do Globo e convergir para o Espírito. - Que venham pois, a mim, a lembrança e a mística presença daqueles que a luz desperta para uma nova jornada!"

"Outrora, carregava-se para vosso Templo as primícias das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que esperais agora, aquela de que tendes misteriosamente necessidade cada dia, para aplacar vossa fome, para acalmar vossa sede, não é nada menos do que o crescimento do mundo
impelido pelo devir universal".

"Recebei, Senhor, esta Hóstia total que a Criação, movida por vossa atração, vos apresenta à nova aurora. Este pão, nosso esforço, não é em si, eu o sei, mais que uma degradação imensa. Este vinho, nossa dor, não é ainda, ai de mim, mais que uma dissolvente poção. Mas, no fundo dessa massa informe, colocastes – disso estou certo, porque o sinto – um irresistível e
santificante desejo que nos faz a todos gritar, desde o ímpio ao fiel: "Senhor, fazei-nos Um!"

"Porque, à falta do zelo espiritual e da sublime pureza de vossos santos, deste-me, meu Deus, uma simpatia irresistível por tudo quanto se move na matéria obscura, - porque irremediavelmente, reconheço em mim, bem mais que um filho do Céu, um filho da Terra, - subirei, esta manhã, em pensamento, às alturas, carregado das esperanças e das misérias de minha Terra-Mãe; e lá, por força de um sacerdócio que somente Vós, creio, me destes, - sobre tudo aquilo que, na Carne humana, se prepara para nascer ou perecer sob o sol que se levanta, eu chamarei o Fogo".

"Aconteceu.
O fogo, mais uma vez, penetrou na Terra.
Não caiu ruidosamente sobre os cimos como o raio em seu fragor. Força o Mestre as portas para entrar em sua casa? Sem abalo, sem trovão, a chama iluminou tudo por dentro. Desde o coração do menor átomo à energia das leis mais universais, ela tão naturalmente invadiu, individual e conjuntamente, cada elemento, cada mola, cada liame de nosso Cosmos que ele, poder-se-ia crer, inflamou-se espontaneamente".

"E agora, pronunciai sobre ele, por minha boca, a dupla e eficaz palavra, sem a qual tudo desmorona, tudo se desata, em nossa sabedoria e em nossa experiência, - mas com a qual tudo se reúne e tudo se consolida, a perder de vista, em nossas especulações e nossa prática do Universo. – Sobre toda a vida que vai germinar, crescer, florescer e amadurecer neste dia, repeti: "Isto é o meu Corpo". – E, sobre toda a morte pronta a corroer, fanar e segar, ordenai (o mistério de fé por excelência!): "Isto é o meu Sangue".

"Rico da seiva do Mundo, subo para o Espírito que me sorri para além de toda conquista, revestido do esplendor concreto do Universo. E, perdido no mistério da Carne divina, eu já não saberia dizer qual é a mais radiosa destas duas bem-aventuranças: ter encontrado o Verbo para dominar a Matéria, ou possuir a Matéria para atingir e receber a luz de Deus".

"Se o Fogo desceu ao coração do Mundo é, finalmente, para me tomar e para me absorver. A partir de então, não basta que eu o contemple e que por uma fé viva intensifique sem cessar seu ardor à minha volta. É preciso que, depois de haver cooperado, de todas as minhas forças, com a Consagração que o faz jorrar, eu consinta enfim na comunhão que lhe dará em minha pessoa o alimento que ele veio finalmente procurar".

"Cristo glorioso, influência secretamente difusa no seio da Matéria e Centro deslumbrante em que se ligam todas as fibras inúmeras do Múltiplo; Potência implacável como o Mundo e quente como a Vida; Vós que tendes a fronte de neve, os olhos de fogo, os pés mais irradiantes
que o ouro em fusão; Vos cujas mãos aprisionam as estrelas, Vós que sois o primeiro e o último, o vivo, o morto e o ressuscitado: Vós que reunis em vossa unidade todos os encantos, todos os gostos, todas as forças, todos os estados: é por Vós que meu ser chamava com um desejo mais
vasto do que o universo: Vós sois verdadeiramente meu Senhor e meu Deus!"

"Senhor, encerrai-me no mais profundo das entranhas de vosso Coração. E, quando aí me tiverdes, abrasai-me, purificai-me, inflamai-me, sublimai-me, até a satisfação perfeita de vossos gostos, até a mais completa aniquilação de mim mesmo."

"Toda minha alegria e meu êxito, toda a minha razão de ser e meu gosto de viver, meu Deus, estão suspensos a essa visão fundamental de vossa conjunção com o Universo. Que outros anunciem os esplendores de vosso puro Espírito! Para mim, dominado por uma vocação que penetra até ás últimas fibras de minha natureza, eu não quero, eu não posso dizer outra coisa que os inúmeros prolongamentos de vosso Ser encarnado através da matéria: jamais poderia pregar senão o mistério de vossa Carne, ó Alma que transpareceis em tudo o que nos rodeia!"

"Ao vosso Corpo em toda sua extensão, isto é, ao Mundo tornado por vosso poder e por minha fé o crisol magnífico e vivo em que tudo aparece para renascer, eu me entrego para dele viver e dele morrer, ó Jesus"

A CRISTOLOGIA DE TEILHARD DE CHARDIN

Como se sabe, a cristologia é o ramo da teologia que estuda a pesoa de Jesus. Pela cristologia procura-se responder a pergunta: "Quem é Jesus?"

Existem e existiriam ao longo da história da Igreja, muitas diferentes formas de responder a essa pergunta. Existem portanto dentro da Igreja, muitas diferentes cristologias. Mesmo dentro do Novo Testamento, encontra-se varias cristologias, ou seja, diferentes respostas sobre a pessoa de Jesus.

A cristologia de Teilhard de Chardin, situa a humanidade no processo evolutivo do Cosmos, isto é, baseia-se no fato científico da Evolução. Nesta linha, Jesus será enfocado como o "motor" e o "objetivo final" de todo o processo evolutivo. Chardin chama o Cristo de "o Cristo evolutivo", ou de "ponto-ômega". Chamando Cristo de ponto-ômega, Teilhard refere-se ao trecho do livro do Apocalipse em que Jesus diz: "Eu sou o Alfa e o Ômega".

Teilhard de Chardin, no contexto de uma contradição entre fé e ciência, deseja reconciliar o que ele considera as duas "fés": a fé científica no processo evolutivo do mundo e a fé teológica no Cristo cósmico, de que fala S. Paulo. Entre essas duas fés, Chardin não encontra contradição, mas sim, uma "convergência maravilhosa". Ele escreve:

"O Cristianismo mais tradicional, o do Batismo, da Cruz e da Eucaristia é suscetível de uma tradução onde passa o melhor das aspirações contemporâneas".

Para Teilhard, Cristo seria o ponto-ômega, a meta final da evolução, oobjetivo para o qual tudo converge e se direciona, segundo as palavras deJesus: "Quando eu for elevado, atrairei todas as coisas para mim". Jesus é oponto-ômega da evolução do universo, a causa final que atrai tudo para simesmo.Cristo é também o motor da evolução; é o eixo que conduz e direciona todo processo evolutivo. O Cristo cósmico de Paulo é o Cristo evolutivo. Jesus põe em movimento todo processo de evolução, orientando e dirigindo a marcha evolutiva do universo.

Teilhard escreve:"Eu creio que o Universo é uma Evolução. Eu creio que a Evolução vai para o Espírito. Eu creio que o Espírito, no Homem, se conclui no Pessoal. Eu creio que o Pessoal supremo é o Cristo Universal".

Teilhard fala que o projeto de Deus é cristificar todo universo. O desejo de Deus é transformar tudo em "outro Cristo", ou seja, continuar o mistério da Encarnação do Verbo no mundo inteiro. Referindo-se a essa cristificação do Cosmos, por meio da Eucaristia, Teilhard fala poeticamente e com lindas palavras:

"Quando o sacerdote pronuncia as palavras: 'Isto é o meu corpo', as palavras incidem diretamente sobre o pão e diretamente transformam-no na realidade individual do Cristo. Mas a grande ação sacramental não pára neste acontecimento local e momentâneo... Há uma 'eucaristização' de toda a criação".

"Quando o Cristo, prolongando o movimento da sua encarnação, desce ao pão para substituí-lo, sua ação não se limita à parcela material que sua Presença vem, por um momento, volatizar. Mas a transubstanciação se aureola de uma real, ainda que atenuada, divinização de todo o Universo. Do elemento cósmico em que se inseriu, o Verbo age para subjugar e assimilar a Si todo oresto".

Teilhard encontra comprovação desse processo de cristificação do Cosmos no trecho paulino: "Deus será tudo em todos".

Seria errado imaginar que para Teilhard, o fato da evolução, pode, por simesmo, levar a conclusão ou dar por assentado que o mistério da encarnação seja necessário. Somente pela revelação se conhece o fato da encarnação e só por ela pode ser conhecido, como também só pela fé cristã se pode-se descobrir nos mistérios de Cristo a "convergência maravilhosa" entre o processo evolutivo do mundo e a "cristificação" do cosmos. No entanto, a fé cristã e o conhecimento científico do fenômeno evolutivo, como que "exige" um ponto final, um ápice, uma meta, um objetivo, para o qual tudo se direciona e converge. Teilhard fala, assim, que Cristo seria como que o ápice de uma abóboda, no qual se encerra e completa todo o processo da evolução. O processo evolutivo, para ser coerente e racional, "exige" o ponto-ômega.

No pensamento de Chardin, não pode o Cristo-ômega, com sua natureza cósmica, ser reduzido a um princípio abstrato. Jesus, o ponto-ômega, é o mesmo Jesus de Nazaré, que nasceu em Belém, viveu no meio de nós, morreu e ressuscitou. Teilhard insiste em afirmar que só quando inserido pessoalmente no "phylum"humano é que Cristo pode agir como causa final, que atrai para si próprio o cosmos em processo de evolução. O ponto-ômega verdadeiramente assumiu a humanidade e a recapitulou. Ele escreve:

"Se se suprimisse a historicidade de Cristo, isto é, a divindade do Cristo histórico, chegar-se-ia, imediatamente, à anulação de toda a experiência mística dos 2.000 anos do cristianismo. O Cristo filho da Virgem e o Cristo ressuscitado são indissociáveis".

A cristologia de Teilhard é "ascendente" ou "de baixo para cima", no sentido de que situa sua análise teológica na natureza humana, na ordem da criação, e daí eleva-se até a divindade de Cristo.

Uma crítica que se faz à cristologia de Chardin, é que ela tem pouca base bíblica e tende a perder o contato com a vida concreta e histórica de Jesus, em seus aspectos histórico-culturais. 







*Jo

Fonte:
http://teilharddechardin.blogspot.com/2008_09_01_archive.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

11 DE SETEMBRO:CINCO TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO



Nova York após ser atingida por ataques em 11 de setembro de 2011.
Teorias conspiratórias questionam o ataque de 11 de setembro nos EUA
Dez anos depois dos ataques de 11 de setembro no Estados Unidos, diversas teorias conspiratórias continuam populares.
De um modo geral, as formulações se concentram em torno de supostas "perguntas não respondidas" pelos relatórios sobre o incidente e sugerem que o governo americano pode ter planejado os ataques juntamente com o exército.
Conheça as cinco teorias conspiratórias mais proeminentes que circulam em comunidades online.

1. Falha ao interceptar os aviões sequestrados

A pergunta: Por que a força aérea mais poderosa do mundo não conseguiu interceptar nenhum dos quatro aviões sequestrados?

O que os teóricos da conspiração dizem: O vice-presidente dos Estados Unidos na época, Dick Cheney, teria dado ordens para que o Exército não tentasse recuperar os aviões das mãos dos sequestradores.

O que os relatórios oficiais dizem: Este foi um sequestro múltiplo incomum, com violência a bordo, e no qual o transponder, que transmite a localização exata do avião, foi desligado ou alterado.

Um exercício militar de rotina também estava acontecendo no mesmo dia do comando da defesa aérea americana e teria havido confusão e falta de comunicação entre o controle de tráfego aéreo civil (FAA) e o Exército.
O equipamento do Exército também estava obsoleto e foi planejado para procurar sobre o oceano por ameaças na Guerra Fria, segundo oficiais.

2. A queda das Torres Gêmeas

Destroços das Torres Gêmeas.
Cinco novos arranh-céus estão sendo construídos no local do World Trade Center

A pergunta: Por que as Torres Gêmeas caíram tão rapidamente e dentro da própria área que ocupavam, após incêndios em poucos andares que duraram somente uma ou duas horas?

O que os teóricos da conspiração dizem: As Torres Gêmeas foram destruídas por demolições controladas.
As teorias se referem ao desmoronamento rápido dos prédios (que durou cerca de 10 segundos) e aos incêndios relativamente curtos (56 minutos no World Trade Center 2 e 102 minutos no World Trade Center 1).

Além disso, haveria relatos de pessoas que teriam ouvido sons de explosões antes da queda e objetos sendo arremessados violentamente para fora de janelas nos andares inferiores.

O que os relatórios oficiais dizem: Um inquérito extenso feito pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia concluiu que os aviões romperam e danificaram colunas de suporte do edifício e deslocaram materiais à prova de fogo.

Cerca de 39 mil litros de combustível de avião foram espalhados por diversos andares, dando início a incêndios generalizados. As temperaturas de até mil graus Celsius fizeram com que o piso dos andares cedesse e as colunas se curvassem, provocando os sons de "explosões".

O peso dos pisos de cada andar criou um peso muito maior do que as colunas dos edifícios foram projetadas para sustentar. Objetos foram expulsos pelas janelas dos andares inferiores na medida em que os andares de cima desmoronavam.

Além disso, as demolições controladas são sempre iniciadas dos andares de baixo até os de cima, ao contrário do desmoronamento das Torres.
Nenhuma evidência de explosivos foi encontrada nos edifícios, apesar das buscas. E tampouco há evidência de rompimento proposital de quaisquer colunas ou paredes, o que é feito rotineiramente em uma demolição controlada.

3. O ataque no Pentágono

Helicóptero sobrevoa o Pentágono após ataque.
O avião comercial executou uma manobra complexa antes de atingir o Pentágono

A pergunta: Como um piloto amador pode ter feito uma manobra complicada em um avião comercial e lançado o avião sobre o quartel-general das forças armadas mais poderosas do mundo - 78 minutos depois do primeiro relato de um possível sequestro - e não ter deixado nenhum vestígio?

O que os teóricos da conspiração dizem: Não foi um Boeing 757 comercial que atingiu o edifício, mas sim um míssil, um pequeno caça ou um avião não tripulado.

No entanto, depois que evidências comprovaram que o voo número 77 da American Airlines realmente atingiu o Pentágono, o foco desta teoria mudou para a discussão sobre a dificuldade de executar a manobra de aproximação.
Pessoas que acreditam na conspiração dizem que o avião estava sob o controle do Pentágono, e não da Al-Qaeda.

O que os relatórios oficiais dizem: Destroços do avião, incluindo as caixas pretas, foram encontrados no local do acidente e catalogados pelo FBI.
Apesar de algumas filmagens iniciais do acidente não mostrarem os destroços, ainda há vídeos e fotografias que mostram as evidências do trajeto que o avião fez durante o choque com o edifício, como postes quebrados, segundo oficiais.

Os restos da tripulação e dos passageiros do voo foram encontrados e identificados pelo DNA. Testemunhas também viram o avião atingir o Pentágono.

4. O quarto avião - Voo 93 da United Airlines

Bombeiros e equipes de resgate em Shanksville, Pensilvânia.
O último avião sequestrado durante o ataque caiu na Pensilvânia, matando 44 pessoas

A pergunta: Por que a queda do quarto avião sequestrado, em Shanksville, na Pensilvânia, foi tão pequena e por que os destroços do avião não foram vistos?


O que os teóricos da conspiração dizem: O voo 93 da United Airlines foi derrubado por um míssil e se desintegrou em pleno ar, espalhando os destroços sobre uma área extensa.

O que os relatórios oficiais dizem: Há fotografias claras que mostram os destroços do avião e o gravador de voz da cabine do piloto, que foi recuperado, mostrou que houve uma revolta dos passageiros e que os sequestradores derrubaram o avião deliberadamente.
Teorias iniciais de que os destroços haviam sido espalhados por quilômetros de distância do local principal da queda se provaram falsos.
Na verdade, o vento jogou alguns destroços leves como papéis e materiais de isolamento por cerca de dois quilômetros.

Outra teoria foi baseada em uma frase do médico-legista local, Wally Miller, que foi citada incorretamente. Ele disse que parou de ser um médico-legista cerca de 20 minutos depois de chegar ao local porque não havia corpos.
Mas ele também disse que percebeu rapidamente que o que aconteceu foi um acidente de avião e que seria preciso organizar um grande funeral para as vítimas.

O exército diz ainda que nunca deu ordens para que a força aérea derrubasse o avião comercial.

5. O colapso do edifício 7 do World Trade Center

Destroços do edifício 7 do World Trade Center
O edifício 7, destruído por incêndios abrigava escritórios da CIA e do serviço secreto americano

A pergunta: Como é possível que um arranha-céu que não foi atingido por um avião tenha desmoronado tão rapidamente e simetricamente, quando nenhum outro prédio revestido de aço caiu por causa de incêndios?

O que os teóricos da conspiração dizem: O edifício 7 do World Trade Center foi destruído por uma demolição controlada usando explosivos e materiais inflamáveis.

O foco da teoria inicialmente era uma frase dita pelo dono do prédio, Larry Silverstein, em uma entrevista de TV. Ele falava sobre a retirada dos bombeiros do edifício, mas a expressão que utilizou fez com que sua fala fosse interpretada como uma alusão ao momento em que os explosivos foram detonados.

Agora o foco mudou para a velocidade do colapso do edifício, que esteve próxima à velocidade de queda livre durante 2,25 segundos. Argumenta-se que somente explosivos poderiam fazer com que o prédio desmoronasse tão rapidamente.

Alguns cientistas , que são céticos quanto ao relato oficial, examinaram quatro amostras de poeira do Marco Zero e dizem ter encontrado material termítico, que reage violentamente em contato com o calor.

Eles dizem ainda que toneladas 
de materiais explosivos foram colocados dentro
não só do WTC7, mas também das Torres Gêmeas.

O que os relatórios oficiais dizem: Uma investigação de três anos feita pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia concluiu que o prédio desmoronou por causa de incêndios incontroláveis, que foram causados pelo colapso da torre norte e que queimaram o prédio por sete horas.
Os encanamentos que levavam água até o irrigador de emergência foram rompidos. Não foram encontradas evidências de cargas explosivas e não há registro da série de explosões que seriam esperadas no caso de uma demolição controlada.

Também haveria uma explicação para o "material termítico" que os cientistas encontraram na poeira - é só um tipo de tinta básica.
Calcula-se que 1,2 milhão de toneladas de materiais de construção foram pulverizados no World Trade Center e a maioria dos minerais que estavam nos materiais estão presentes na poeira.

Uma amostra mais extensa da poeira não achou evidências de explosivos, de acordo com um relatório do Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos e com outro relatório, produzido pela empresa de inovação científica RJ Lee.

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Atualizado em  29 de agosto, 2011 - 10:24 (Brasília) 13:24 GMT
Fonte:
BBC-Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110829_11desetembro_teorias_cc.shtml
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