Códice Jung
Enquanto isso, um único códice foi vendido no Cairo para um antiquário
belga. Após tentativas de vendê-lo tanto em
Nova Iorque e
Paris, ele foi adquirido pelo
Instituto Carl Gustav Jung,
Zurique, em
1951, através da mediação de Gilles Quispel. A intenção era que o códice fosse um presente de aniversário ao famoso
psiquiatra e, por isso, este códice é conhecido como
Codex Jung (Codex I na coleção).
A morte de Jung em 1961 provocou uma disputa sobre a possa do
Codex Jung, atrasando a entrega das páginas ao
Museu Copta somente em 1975, após a primeira edição do texto já ter sido publicada. E assim, todos os papiros foram finalmente reunidos no Cairo.
O Evangelho da Verdade
O
Evangelho da Verdade é um dos textos
gnósticos dentre os
livros apócrifos encontrados nos
códices da
Biblioteca de Nag Hammadi ("BNH"). Ele existe em duas traduções
coptas, uma no dialeto
"lycopolitano" que sobreviveu quase inteira no
Codex I (o chamado Codex Jung) e outra no dialeto
sahídico em fragmentos no
Codex XII.
História
O Evangelho da Verdade provavelmente foi escrito em
grego entre 140 e 180 da era cristã por
gnósticos. O texto já era conhecido por
Ireneu de Lyon, que argumentou contra o seu conteúdo e o declarou
herético. Ele afirmava ainda que ele era uma das obras dos discípulos de
Valentim[1] e que era o mesmo "Evangelho de Valentim" mencionado por Tertuliano em
Contra Todas as Heresias[2].
A similaridade deste com outros trabalhos que se imagina serem dele e de seus seguidores fazem com que muitos especialistas concordem com
Ireneu neste ponto.
| “ | Então os seguidores de Valentim, livres de todo medo, apresentam suas próprias composições e se vangloriam de ter mais Evangelhos do que os que de fato existem. A sua audácia foi tão longe que eles entitulam a sua mais recente composição "O Evangelho da Verdade", embora ele se pareça em nada com os Evangelhos dos Apóstolos, e assim nenhum Evangelho deles está livre da blasfêmia. Pois se o que eles produzem é o Evangelho da Verdade, e é tão diferente daquele que os apóstolos nos deixaram, aqueles que quiserem podem entender como se pode demonstrar pelas próprias Escrituras que aquilo que nos é deixado pelos apóstolos não é o Evangelho da Verdade.[1] | | ” |
| |
Após suas traduções
coptas serem enterradas em
Nag Hammadi, o Evangelho da Verdade ficou perdido até sua descoberta em
1945.
Estilo
A grande qualidade poética do texto é percebida mesmo na tradução e percebe-se uma forte tendência cíclica na apresentação dos temas. Não é só um
Evangelho, no sentido de um reporte da vida e obra de
Jesus de
Nazaré, mas é melhor entendido como uma
homilia.
O texto é considerado pelos especialistas
como um dos que foram melhor escrito
considerando seu alto valor não apenas como uma grande obra literária,
O texto cita
Epístola aos Gálatas,
Evangelho segundo João,
Primeira Epístola de João,
Apocalipse,
Evangelho segundo Mateus,
Primeira Epístola aos Coríntios,
Segunda Epístola aos Coríntios,
Epístola aos Colossenses e
Epístola aos Hebreus do
Novo Testamento. Destas, o
Evangelho segundo João é o mais citado. Também é influenciado por
Tomé, citando-o (Tomé 28
[3]) ao lado de
João 3:8 em um ponto (22.13-19)
[4].
Conteúdo
O texto descreve uma teoria sobre a emergência do Erro personificado em forma feminina. Sua ignorância e sua vontade de ver o Pai geraram medo, que se apresentou numa nuvem pela qual o Erro ganhou poder.
Em seguida, descreve
Jesus sendo enviado por
Deus para remover a ignorância.
Jesus era visto como um doutor embaraçando os outros escribas e doutores e afirmando que eles eram tolos por tentarem entender o mundo analisando a lei. Mas o Erro ficou furioso com isso e pregou Jesus numa árvore. O texto prossegue descrevendo o conhecimento que leva à salvação, que constitui o eterno descanso e a ignorância como um pesadelo.
Tendo descrito a parábola do Bom Pastor (
João 10:1-42) de maneira esotérica, continua descrevendo como alimentar os famintos e dar repouso aos exaustos deve ser entendido como alimento à fome espiritual e repouso aos exaustos deste mundo.
Segue então uma parábola sobre a unção, cujo significado é obscuro, mas pode estar relacionado à forma como uma ânfora lacrada significa que ela está cheia, uma metáfora para conhecimento - obtenha o "lacre" final no quebra-cabeças e você entenderá, mas sem ele, as migalhas de compreensão que você possui podem ainda ser facilmente desmontadas:
| “ | Mas aqueles quem ele ungiu são os únicos que se tornaram perfeitos. Pois jarros cheios são aqueles que são ungidos. Mas quando a unção de um jarro [lacre] é dissolvida, ele esvazia, e pela razão de haver uma deficiência é aquela pela qual o óleo da unção se vai. Pois naquele momento um sopro o leva, uno pelo poder daquele dentro dele. Mas daquele que não tem deficiência, nenhum lacre é removido e nada se esvazia. Então o que lhe falta o Pai Perfeito repõe[4] | ” |
| — Desconhecido, Evangelho da Verdade |
Exceto por uma descrição final sobre como adquirir paz pela
Gnose, o resto do texto contém tratados relacionados à conexão entre o Filho e o Pai. Um exemplo disto é a frase utilizada
o nome do Pai é o do Filho, que deve ser entendido na maneira esotérica de que o
Filho é o
nome, ao invés de significando que
Filho é um nome para o
Pai.
Ver também
Referências
- ↑ a b Ireneu. Adversus Haereses: Proofs in continuation, extracted from St. John's Gospel. The Gospels are four in number, neither more nor less. Mystic reasons for this. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 11, vol. III.
- ↑ Tertuliano. Contra Todas as Heresias: Valentinus, Ptolemy and Secundus, Heracleon (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 4, vol. I.
- ↑ Robinson, ed., James M.. The Nag Hammadi Library, revised edition: The Gospel of Thomas (Trad. de Thomas O. Lambdin) (em inglês). San Francisco: Harper Collins, 1990. ISBN 0-06-066929-2
- ↑ a b Robinson, ed., James M.. The Nag Hammadi Library, revised edition: The Gospel of Truth (Trad. de Robert M. Grant) (em inglês). San Francisco: Harper Collins, 1990. ISBN 0-06-066929-2
Bibliografia- Layton, Bentley. The Anchor Bible Reference Library: The Gnostic Scriptures (em inglês). NY: Doubleday, 1987.


Tratado sobre a Ressurreição
O Tratado sobre a Ressurreição é um dos manuscritos
encontrados no Egito. A cópia sobrevivente está em Copta e é o penúltimo texto no códice.
Tradição
A crença na
Ressurreição está no coração da fé
Cristã. Era, portanto, tema central das perguntas e dos discursos entre os adeptos da nova fé, que ainda não eram conhecidos como Cristãos, quando
Paulo escreveu
I Coríntios. Estas discussões que tratavam da crença na vida após a morte continuaram através dos séculos II e III, como indicam os diferentes tratados dedicados ao assunto. Nesta tradição se situa o
Tratado sobre a Ressurreição de Nag Hammadi.
Aspectos literários
O texto se apresenta como um documento redigido por um senhor a seu discípulo, Regino, ainda que falte endereço no início da
Epístola. É um tratado pequeno e didático, com oito páginas, que se assemelha a um discurso inflamado.
O tema da Ressurreição
A Ressurreição dos Mortos A importância desta carta está na sua interpretação particular e pouco ortodoxa da influência dos ensinamentos cristãos sobre a vida após a morte. Antes do final do século II, a data provável em que foi escrito, os Cristãos -
Gnósticos ou
Ortodoxos - estavam lutando contra certos desafios e dúvidas:
- Esta vida era demonstrável filosoficamente (como Sócrates havia discutido em Fédon?
- Que formato teria? (A imortalidade da Alma? A Ressurreição dos corpos? A reencarnação?)
- Quando se daria esta vida? (Na morte? No retorno de Cristo? Quem dera até mesmo antes da morte?)
Os ensinamentos do
Novo Testamento são ambíguos sobre estes pontos, ainda que dentro da Igreja haja um acordo sobre pelo menos dois destes temas: o modelo e a base para a esperança de vida eterna eram a
Ressurreição de Jesus e a ressurreição dos indivíduos implicaria na retenção de suas identidades pessoais
[1]
Neste tratado, a ressurreição não pode ser advinda da discussão filosófica, mas apenas na fé na ressurreição do Senhor. Ela aparece primeiro na encarnação, morte e ressurreição do Senhor, que é representada para seus discípulos como o Sol revelando seus raios
[2].
A forma desta ressurreição é expressada em relação com a separação do homem interior após a morte do corpo físico, para colocar uma vestimenta de luz (raios do Sol). Os seguidores mais fiéis, assim, participam pela fé do dom da ressurreição do Senhor
[2], uma doutrina também apresentada explicitamente no
Evangelho de Filipe[3].
O escritor é certamente Cristão e sua fé está firmemente plantada no Novo Testamento. Porém, o texto revela algumas características típicas do
Valentianismo, como a crença de que a ressurreição já havia chegado ou a noção da restauração da alma ao
Pleroma depois de uma deficiência. Há ainda a crença de Jesus seria um
Aeon[2].
Aeon (gnosticismo)
Éon, eão, eon ou ainda aeon AIÓN significa,
em termos latos,
um enorme período de tempo, ou a eternidade.
A palavra
latina aeon, significa "para sempre".
Ela é derivada do
grego αιών (
aión),
cujo um dos significados
é "um período de existência" ou "vida".
Significado
Platão usou a palavra
aeon para denotar o mundo eterno das ideias, que ele concebia como se estivesse "atrás" do mundo perceptível, como demonstrado em sua famosa
alegoria da caverna. Assim, em termos
filosóficos ou em história da
religião, no
gnosticismo e no
neoplatonismo, refere-se à entidade intermédia entre a divindade suprema e o mundo perceptível ao pensamento.
Em alguns sistemas
gnósticos, as várias
emanações do
Ser Supremo, o Mônade, são chamadas aeons. Este Ser primordial também era um aeon e tinha um ser dentro de si mesmo chamado
Ennoea (Pensamento),
Charis (Graça), ou
Sige (Silêncio).
O ser perfeito dividido
concebeu o segundo aeon, Caen (Poder) em si mesmo.
Junto com o aeon masculino Caen
veio o aeon feminino Akhana (Verdade, Amor).
Os aeons frequentemente aparecem em pares masculino/feminino chamados
Sizígias e são bastante numerosos. Dois frequentemente listados são
Jesus e
Sophia.
Juntos,
a "região da Luz".
As regiões abaixo do pleroma
estão mais perto da escuridão,
como o mundo físico.
Quando o aeon chamado Sophia emanou sem o seu "aeon parceiro", o resultado foi o
Demiurgo, ou semi-criador (às vezes chamado de
Yaldaboth nos textos gnósticos), uma criatura que nunca deveria ter existido. Ele nunca pertenceu ao pleroma, e o Uno emanou dois aeons,
Cristo e o
Espírito Santo, para salvar o homem do Demiurgo.
Cristo
então tomou a forma de homem, Jesus, para poder ensinar aos homens
Referências

O Tratado Tripartite
é um texto Gnóstico do século III ou IV dC
encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi.
Ele é o quinto tratado no primeiro códice,
Conteúdo
O Tratado lida primordialmente
com a relação entre os
Aeons e o
Filho.
Ele é dividido é três partes, que tratam:
- Do determinismo do Pai e o livre-arbítrio da hipóstase dos Arcontes.
- A criação da humanidade, o Mal e a queda do "Anthropos" (Primeiro Homem).
- Uma variedade de teologias: a tripartição da humanidade, as ações do Salvador e a Ascensão dos salvos para a Unidade.
Veja também
Prece do apóstolo Paulo
A
Prece do apóstolo Paulo é o primeiro manuscrito do
Codex I da
Biblioteca de Nag Hammadi. Aparentemente, ele foi adicionado ao
códice após os tratados mais longos terem sido copiados. Embora o texto, assim como nos demais códices, ter sido escrito em
cóptico, o título está em
grego, que era sua língua original. Estão faltando aproximadamente duas linhas no início do texto
[1].
Conteúdo
Texto do Manuscrito (traduzido)
Codex I (Codex Jung) - Primeira Seção - Prece do apóstolo Paulo
(Cerca de duas linhas foram perdidas) ..., Conceda-me sua misericórdia! Meu Redentor, redima-me, pois eu sou Seu; venho diante de ti. Você é meu entendimento: eleva-me! Você é minha casa do tesouro; abra-te para mim! Você é minha plenitude, leva-me contigo! Você é meu repouso; Conceda-me a palavra perfeita que não pode ser apreendida!
Eu invoco aquele que é desde o princípio exaltado sobre todo nome, em nome de Jesus Cristo, Senhor dos Senhores, Rei dos séculos; Conceda-me seus dons, e não se arrependerá, através do Filho do Homem, e do Espírito Auxiliador da Verdade. Dê-me autoridade quando te pedir; Conceda cura para meu corpo quando vos peço através do Mensageiro da Salvação, e redima minha eterna alma de luz e meu espírito. E o Primogênito da Plenitude da graça seja revelado em meu entendimento!
Concede-me o que nenhum olho de anjo viu e nem o ouvido dos governantes desta era tenha entendido e o que não tenha entrado no coração humano que veio para ser angélico e exemplar segundo a imagem do Deus Filho quando foi formado no princípio, pois tenho fé e esperança naquele que esta acima de mim, o Amado, o Eleito, o Bem-Aventurado, o Primogênito, o Unigênito, e o maravilhoso mistério de sua casa; pois Seu é o poder e a glória e o louvor e a grandeza para sempre e sempre.
Amém.
Apócrifo de Tiago
Um tema central é o de que é preciso aceitar o sofrimento como inevitável. A proeminência de Tiago e Pedro sugerem que o trabalho se originou na comunidade judaico-cristã. Não há dependência dos
textos canônicos e foi provavelmente escrito do meio para o final do século II dC. Apesar de possuir afinidades
Gnósticas, não é possível atribuí-lo a nenhuma seita específica, com alguns estudiosos afirmando que não se trata de um texto de Gnóstico.
[1]
Origem
O texto sobrevive num único manuscrito, danificado, na segunda seção do
Codex Jung, primeiro dos treze
códices encontrados na
Biblioteca de Nag Hammadi. Embora o texto pareça ser uma tradução
Copta de um original
Grego, o autor afirma ter escrito em
Hebraico. Por conta das referências à perseguições e
martírios, é improvável que o texto tenha sido escrito após 313 dC, quando
Constantino I acabou com a perseguição aos
Cristãos. Outras pistas sobre o texto indicam que pode ter sido escrito no século II dC, talvez na primeira metade.
Conteúdo
O texto é organizado como uma
epístola de Tiago à alguém cujo nome está ilegível por causa de danos ao manuscrito. O autor descreve Jesus elaborando sobre vários assuntos através de pequenos ditos e respondendo questões 550 dias depois da
Ressurreição, mas antes de
ascender. Jesus passa ensinamentos secretos tanto a Tiago quanto a Pedro, embora ao final apenas o primeiro parece ter entendido o que aconteceu. Assim como no
Evangelho de João (
João 1:20) e no
Evangelho de Maria, neste livro Pedro falhou implicitamente com o movimento Cristão.
Jesus ensina através de frases incomuns e aparentemente contraditórias, e oferece também breves parábolas. Ele convida Pedro e Tiago a entrarem no
Reino de Deus com ele, mas eles são distraídos por questões de outros
apóstolos e perdem sua chance. Depois, Tiago é descrito como enviando os "Doze apóstolos", indicando que - assim como em outros documentos apócrifos - Tiago inicialmente sucedeu Jesus como líder do movimento.
A curta epístola parece ser independente do resto do texto, sugerindo a alguns que o Apócrifo pode ter se originado como uma coleção de múltiplos textos. A epístola se refere a um "Evangelho Secreto" anterior, que aparentemente se perdeu. No Apócrifo, as discussões sobre
martírio e
profecia também parecem ser algo separado, indicando um texto original para o corpo principal da obra, que era composta de pequenos ditos.
Ainda se debate se os paralelos
são decorrentes do último trabalho de junção
dos textos ou diretamente de suas fontes.[2]
Relação com outros textos
Para muitos estudiosos, o tom dos ditados parece um tanto
Gnóstico, primordialmente por suas doutrinas não estarem inteiramente de acordo com a interpretação ortodoxa das escrituras canônicas. O manuscrito também foi encontrado em meio a outros explicitamente gnósticos na
Biblioteca de Nag Hammadi. Além disso, o texto também uso termos gnósticos, como ao se referir à "
Pleroma" como meio de salvação
[2].
Porém, as doutrinas do Apócrifo tampouco se adequam aos ensinamentos de
Valentim ou outras
cosmologias gnósticas mais desenvolvidas e portanto ele não é usualmente contado entre os textos verdadeiramente Gnósticos.
Muitos dos ditos parecem ser compartilhados com os
Evangelhos canônicos e o texto inclui esta referências a outros ditos:
| “ | Era suficiente para algumas pessoas prestar atenção aos ensinamentos e entender 'Os Pastores' e 'A Semente' e 'O Edifício' e 'As Lâmpadas das Virgens' e 'A Recompensa dos Trabalhadores' e o 'Drachma Duplo' e o 'A Mulher'. | ” |
| — Tiago, Apócrifo de Tiago[2]. |
As referências à salvação através "da Cruz" parece implicar familiaridade com as
Epístolas paulinas, ou pelo menos com os ensinamentos de
Paulo. Contudo, na sua introdução o pseudo-Tiago diz:
"E quinhentos e cinquenta dias após ele se levantar dos mortos, nós dissemos a ele:..."[2], o que é um período consideravelmente mais longo que os quarenta dias que
Lucas apresentou nos
Atos dos Apóstolos para a
Ascensão de Jesus.
Alguns entendem que isto implica que o Apócrifo de Tiago foi transmitido pela tradição oral e que a comunidade que o escreveu rejeitava ou não conhecia os
Atos escritos por Lucas. Por outro lado,
Ireneu, certamente familiar com o trabalho de Lucas, apresentou dezoito meses como período das aparições de Jesus em seu
Adversus Haereses[3]

Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aeon_%28gnosticismo%29
Sejam felizes todos os seres Vivam em paz todos os seres
Sejam abençoados todos os seres